O House of Reason agora tem outro blog, só que agora com o nome de Blog Filosofia. Apesar de tudo, manterei este blog, e algumas de suas postagens e informações estarei repassando para esse outro blog:
Endereço:
http://oblogfilosofia.blogspot.com/
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Condenados a sermos livres
"O homem é condenado a ser livre." - Sartre
A liberdade é um conceito muito amplo, de uma gama de definições, na filosofia inclusive. O que sabemos sobre ela é que a liberdade é uma condição de despreocupação e total livre-arbítrio, ao menos em teoria. A liberdade seria algo absoluto, ou um jogo de forças maiores está sob ela ou nossa liberdade se faz dentro de certas circunstâncias?
A começar pelo filósofo Jean-Paul Sartre, que em sua obra "O Ser e o Nada" concebe a idéia de liberdade como a escolha incondicional que o próprio indivíduo faz de sua vida e de sua existência. Mesmo quando o ser julga estar sob o poder de forças exteriores grandiosas e poderosas do que nossa vontade, esse julgar é uma decisão livre, pois outras pessoas na mesma situação podem muito bem não se curvar e nem se resignar para essas forças. A liberdade é então algo que mesmo se for involuntário ela se torna absoluta para todos, logo, todos somos condenados a sermos livres.
Nietzsche firmava a liberdade como algo condicional. O homem é livre, desde que sua vontade esteja de acordo com a realidade, como exemplo, de que ninguém pode fazer alguma coisa se ela não pode (como condições fora de seu controle que não permitam tal realização). A vida segundo esse filósofo é um jogo de forças; concentrar e afirmar a vida são os dois meios para se ser livre, em outras palavras, aceitá-la. A liberdade pode ser aproveitada quando a vontade do individuo consegue ser feita de acordo com as condições exteriores ao mesmo, ou à elas se adaptar.
A liberdade seria uma dádiva dada aos seres como uma reivindicação de seu direito de escolha ou será que tudo deve seguir uma incompreensivel ordem natural? A liberdade significa alguma coisa ou é algo em vão, não havendo propósito?
Se somos livres, mesmo que predeterminados para alguma coisa, podemos influenciar em alguma forma o rumo dos acontecimentos. Se nada que acontece possui sentido mais profundo, então a a liberdade é o que faz o ser buscar viver.
A liberdade é um conceito muito amplo, de uma gama de definições, na filosofia inclusive. O que sabemos sobre ela é que a liberdade é uma condição de despreocupação e total livre-arbítrio, ao menos em teoria. A liberdade seria algo absoluto, ou um jogo de forças maiores está sob ela ou nossa liberdade se faz dentro de certas circunstâncias?
A começar pelo filósofo Jean-Paul Sartre, que em sua obra "O Ser e o Nada" concebe a idéia de liberdade como a escolha incondicional que o próprio indivíduo faz de sua vida e de sua existência. Mesmo quando o ser julga estar sob o poder de forças exteriores grandiosas e poderosas do que nossa vontade, esse julgar é uma decisão livre, pois outras pessoas na mesma situação podem muito bem não se curvar e nem se resignar para essas forças. A liberdade é então algo que mesmo se for involuntário ela se torna absoluta para todos, logo, todos somos condenados a sermos livres.
Nietzsche firmava a liberdade como algo condicional. O homem é livre, desde que sua vontade esteja de acordo com a realidade, como exemplo, de que ninguém pode fazer alguma coisa se ela não pode (como condições fora de seu controle que não permitam tal realização). A vida segundo esse filósofo é um jogo de forças; concentrar e afirmar a vida são os dois meios para se ser livre, em outras palavras, aceitá-la. A liberdade pode ser aproveitada quando a vontade do individuo consegue ser feita de acordo com as condições exteriores ao mesmo, ou à elas se adaptar.
A liberdade seria uma dádiva dada aos seres como uma reivindicação de seu direito de escolha ou será que tudo deve seguir uma incompreensivel ordem natural? A liberdade significa alguma coisa ou é algo em vão, não havendo propósito?
Se somos livres, mesmo que predeterminados para alguma coisa, podemos influenciar em alguma forma o rumo dos acontecimentos. Se nada que acontece possui sentido mais profundo, então a a liberdade é o que faz o ser buscar viver.
O ego de Narciso
A história clássica de uma pessoa que se admirava, contemplava sua imagem até demais, e isso fez com que ela se arruinasse.
Narciso vivia em Téspias, na região da Beócia. Era filho do deus rio Cefiso e da ninfa Liríope. Antes de nascer, seus pais consultaram o oráculo Tirésias para saberem a respeito do destino do filho. Ele disse que o rapaz teria uma vida longa, com uma condição: Jamais admirar o próprio rosto.
Se tornou um homem belo e atraente, e quando adulto passou a ser desejado por todas as mulheres e pelas ninfas. O infortúnio para elas é que Narciso não tinha interesse em nenhuma delas, pois não julgava nenhuma merecedora de seu amor, e certo dia, por ato de curiosidade, admirou o próprio reflexo pela primeira vez nas águas de um rio. Viu que era dotado de grande beleza, e se apaixonou pela própria imagem.
Nenhuma de suas admiradoras chamavam a atenção dele, todas apaixonadas por ele. Uma das mais apaixonadas, ou se não mais fascinada de todas, era a ninfa Eco, que não aceitou a indiferença de Narciso, ficando seriamente magoada com sua rejeição. Suas admiradoras rezavam aos deuses para serem vingadas e darem uma lição no jovem Narciso.
Nêmesis se apiedou das moças apaixonadas e induziu Narciso a se admirar numa fonte depois de um dia de caça caloroso. Ele foi beber água, e como a água da fonte refletia sua imagem, ele se admirou. Só no meio desse momento que Narciso contemplava a própria face, ele acabou se afogando e morreu.
O mito de Narciso remonta a tradição grega de que idolatrar a própria imagem leva a queda do admirador, ou seja, o declínio da pessoa. A lição de moral seria uma advertência quanto ao exagero no amor próprio, no ego, no orgulho. Uma adoração descomunal a própria imagem, segundo os gregos, fariam a pessoa que assim sente por si ao destino infortúnio e trágico um dia.
Narciso vivia em Téspias, na região da Beócia. Era filho do deus rio Cefiso e da ninfa Liríope. Antes de nascer, seus pais consultaram o oráculo Tirésias para saberem a respeito do destino do filho. Ele disse que o rapaz teria uma vida longa, com uma condição: Jamais admirar o próprio rosto.
Se tornou um homem belo e atraente, e quando adulto passou a ser desejado por todas as mulheres e pelas ninfas. O infortúnio para elas é que Narciso não tinha interesse em nenhuma delas, pois não julgava nenhuma merecedora de seu amor, e certo dia, por ato de curiosidade, admirou o próprio reflexo pela primeira vez nas águas de um rio. Viu que era dotado de grande beleza, e se apaixonou pela própria imagem.
Nenhuma de suas admiradoras chamavam a atenção dele, todas apaixonadas por ele. Uma das mais apaixonadas, ou se não mais fascinada de todas, era a ninfa Eco, que não aceitou a indiferença de Narciso, ficando seriamente magoada com sua rejeição. Suas admiradoras rezavam aos deuses para serem vingadas e darem uma lição no jovem Narciso.
Nêmesis se apiedou das moças apaixonadas e induziu Narciso a se admirar numa fonte depois de um dia de caça caloroso. Ele foi beber água, e como a água da fonte refletia sua imagem, ele se admirou. Só no meio desse momento que Narciso contemplava a própria face, ele acabou se afogando e morreu.
O mito de Narciso remonta a tradição grega de que idolatrar a própria imagem leva a queda do admirador, ou seja, o declínio da pessoa. A lição de moral seria uma advertência quanto ao exagero no amor próprio, no ego, no orgulho. Uma adoração descomunal a própria imagem, segundo os gregos, fariam a pessoa que assim sente por si ao destino infortúnio e trágico um dia.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Os fundamentos da ciência
A ciência é o meio objetivo e analítico de se compreender o mundo. Ela se enfoca em dar resultados objetivos e exatos para os acontecimentos e fatores dos fenômenos, se tendo todo um estudo e metedologia por trás das ciências.
Acontece que a ciência foi evoluindo ao longo de sua história. Ela sempre foi algo que buscou compreender os fenômenos, os seres, os acontecimentos, mais por formas diferentes. Ela foi originalmente contemplativa, buscava conhecer a natureza mais a admirando, de certa forma se reconhecendo como abaixo dela.
O caráter contemplativo da ciência remonta desde Aristóteles ou até pensadores antes deste, como os pré-socráticos. A filosofia e a ciência ainda não eram instâncias distintas, então, a ciência possuia uma natureza de admirar a natureza, e conhece-la consintia apenas em se ter conhecimento de seus fenômenos e causas.
Com o tempo, o homem não se viu mais como apenas parte da natureza, e passou a ver que se a conhecesse poderia manipular a natureza. A partir daí a ciência passa de contemplativa para operativa. A ciência se separa da filosofia, pois agora ela tem o fim de intervir, manipular e interagir na natureza, se tendo meios para isso com formulações matemáticas e o engenho de explorá-la. Alguns célebres pensadores influentes nesse contexto foram Galileu Galilei, Isaac Newton, Robert Boyle e Francis Bacon.
Acontece que a ciência foi evoluindo ao longo de sua história. Ela sempre foi algo que buscou compreender os fenômenos, os seres, os acontecimentos, mais por formas diferentes. Ela foi originalmente contemplativa, buscava conhecer a natureza mais a admirando, de certa forma se reconhecendo como abaixo dela.
O caráter contemplativo da ciência remonta desde Aristóteles ou até pensadores antes deste, como os pré-socráticos. A filosofia e a ciência ainda não eram instâncias distintas, então, a ciência possuia uma natureza de admirar a natureza, e conhece-la consintia apenas em se ter conhecimento de seus fenômenos e causas.
Com o tempo, o homem não se viu mais como apenas parte da natureza, e passou a ver que se a conhecesse poderia manipular a natureza. A partir daí a ciência passa de contemplativa para operativa. A ciência se separa da filosofia, pois agora ela tem o fim de intervir, manipular e interagir na natureza, se tendo meios para isso com formulações matemáticas e o engenho de explorá-la. Alguns célebres pensadores influentes nesse contexto foram Galileu Galilei, Isaac Newton, Robert Boyle e Francis Bacon.
domingo, 9 de outubro de 2011
Tudo se transforma
"Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma." - Antoine Lavoisier
A famosa frase acima de caráter da ciência química possui interpretação filosófica. Como podemos ver, nada se mantem igual para sempre. Tudo parece estar fadado à um devir inacabável.
Tudo muda, mesmo que essa mudança seja uma mudança mínima e insignificante ou até algo mais grandioso. Continuam de alguma forma sendo elas mesmas, embora sobre outra forma, estado ou condição. Devir é o processo que todas as coisas passam, qual nele tudo muda, não importando em que escala ou detalhes.
Os pré-socráticos, filósofos que adotavam o devir como maior princípio de seus respectivos pensamentos, firmavam que nada é o que é para sempre. Heráclito de Éfeso faz a analogia de que ninguém passa por um mesmo rio duas vezes: O rio quanto localização pode até ser o mesmo, mais as águas que correm por ele já não serão as mesmas. Nem mesmo uma verdade poderia existir com isto, pois ela estaria sujeita a se transformar, como sempre aconteceu e sempre acontecerá; e o devir então seria uma verdade, pois o movimento retilíneo das mudanças é algo perpétuo, imortal.
Tudo é devir, e tudo e qualquer coisa é sujeita a transformação. Assim como alguém que muda de residência, uma substância que muda de estado físico ou qualquer transição que o tempo faça é uma prova que nada jamais será alguma coisa para sempre.
A famosa frase acima de caráter da ciência química possui interpretação filosófica. Como podemos ver, nada se mantem igual para sempre. Tudo parece estar fadado à um devir inacabável.
Tudo muda, mesmo que essa mudança seja uma mudança mínima e insignificante ou até algo mais grandioso. Continuam de alguma forma sendo elas mesmas, embora sobre outra forma, estado ou condição. Devir é o processo que todas as coisas passam, qual nele tudo muda, não importando em que escala ou detalhes.
Os pré-socráticos, filósofos que adotavam o devir como maior princípio de seus respectivos pensamentos, firmavam que nada é o que é para sempre. Heráclito de Éfeso faz a analogia de que ninguém passa por um mesmo rio duas vezes: O rio quanto localização pode até ser o mesmo, mais as águas que correm por ele já não serão as mesmas. Nem mesmo uma verdade poderia existir com isto, pois ela estaria sujeita a se transformar, como sempre aconteceu e sempre acontecerá; e o devir então seria uma verdade, pois o movimento retilíneo das mudanças é algo perpétuo, imortal.
Tudo é devir, e tudo e qualquer coisa é sujeita a transformação. Assim como alguém que muda de residência, uma substância que muda de estado físico ou qualquer transição que o tempo faça é uma prova que nada jamais será alguma coisa para sempre.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
A evolução da lógica
A lógica é uma área do conhecimento que tem como objetivo determinar qual meio é correto e qual não é dentro de procedimentos de como conhecer e concluir métodos válidos para se chegar a uma forma eficaz de se pensar.
Essa ciência formal é significativa para a filosofia pois com a lógica se formula raciocínios que levam aos resultados desejados, pensamentos verdadeiros, o objetivo de toda filosofia e qualquer filósofo.
Na história da lógica existe a divisão entre lógica aristotélica (ou clássica, fundamentada por Aristóteles, como o próprio nome indica) e a lógica moderna (desenvolvida a partir do século XIX, com precisão matemática).
Os fundamentos da lógica clássica se encontram no Organon, um conjunto de escritos de Aristóteles. Sua lógica consistia em uma “divisão anatômica” das premissas, as considerando por termos, proposições e relacionando-as fazendo conclusões meio o silogismo. Seguindo os princípios lógicos aristotélicos se formava a lógica tradicional.
A lógica aristotélica passou a ser substituída pela construção da lógica moderna. Embora a fundamentação lógica aristotélica ainda tenha presença na lógica moderna, a mesma se enfocou na objetividade matemática, que consiste em uso de peculiaridade algébrica em meios as operações lógicas. Historicamente é atribuído a Descartes e Leibniz por serem os primeiros filósofos a usarem essa técnica, mais ela teve mais repartição com filósofos mais presentes, como Edmund Husserl, Bertrand Russell, Ludwig Wittgenstein e Gottlob Frege.
A lógica não mudou seu fim de se concluir um meio adequado a operação racional, apenas foi reformulando sua metodologia.
Essa ciência formal é significativa para a filosofia pois com a lógica se formula raciocínios que levam aos resultados desejados, pensamentos verdadeiros, o objetivo de toda filosofia e qualquer filósofo.
Na história da lógica existe a divisão entre lógica aristotélica (ou clássica, fundamentada por Aristóteles, como o próprio nome indica) e a lógica moderna (desenvolvida a partir do século XIX, com precisão matemática).
Os fundamentos da lógica clássica se encontram no Organon, um conjunto de escritos de Aristóteles. Sua lógica consistia em uma “divisão anatômica” das premissas, as considerando por termos, proposições e relacionando-as fazendo conclusões meio o silogismo. Seguindo os princípios lógicos aristotélicos se formava a lógica tradicional.
A lógica aristotélica passou a ser substituída pela construção da lógica moderna. Embora a fundamentação lógica aristotélica ainda tenha presença na lógica moderna, a mesma se enfocou na objetividade matemática, que consiste em uso de peculiaridade algébrica em meios as operações lógicas. Historicamente é atribuído a Descartes e Leibniz por serem os primeiros filósofos a usarem essa técnica, mais ela teve mais repartição com filósofos mais presentes, como Edmund Husserl, Bertrand Russell, Ludwig Wittgenstein e Gottlob Frege.
A lógica não mudou seu fim de se concluir um meio adequado a operação racional, apenas foi reformulando sua metodologia.
domingo, 2 de outubro de 2011
O suicídio
"O suicídio é todo o caso de morte que resulta direta ou indiretamente de um ato positivo ou negativo praticado pela própria vítima, ato que a vítima sabia dever produzir este resultado." - Émile Durkheim
Uma questão que todo ser vivente pelo menos uma vez já pensou é sobre o significado da vida, e se ela vale a pena ser vivida. Se a vida não tem significado, o que resta para quem vive ter motivo para viver? Se uma vida não vale à pena, o que torna justificável ou não o direito da pessoa cometer suicídio?
Fatores que levam ao suicídio normalmente são “dores da vida”, como falta de significado por decepções e sofrimentos emocionais e outros tipos de problema, qual o suicídio seria a solução para esses problemas. Seria um escapismo existencial, uma negação da vida e suas dores.
A questão do suicídio pode ser bem respondida amplamente pela filosofia. A começar pelos existencialistas, que possuem diversos argumentos a respeito do suicídio, como Albert Camus, que embora o suicídio seja uma forma de dar fim a vida pelo reconhecimento da falta de sentido nela, tirar a própria vida não é vantajoso, sendo que o individuo pode procurar uma motivação de viver. Sartre mostrava uma postura contra o suicídio, por ser um ato que destrói todo o futuro de quem o comete e um mau uso de sua liberdade. Seria um ódio a si mesmo, uma negação irracional de ser.
Platão considerou o suicídio uma "covardia viril e preguiçosa", uma negligência perante a vida e ao ser. Kant dizia que o suicida deve pensar quanto a se matar, pois não seria ético ele apenas estar se importando consigo mesmo. Hobbes firmava que é natural do ser humano a vontade de viver e desejar a felicidade para serem inspirados a viver, e o suicídio nesse contexto seria algo imoral e errado.
Entretanto, há filósofos que defendem o que é chamado de "direito de morrer", qual a escolha de viver ou morrer cabe ao indivíduo. Só porque a pessoa pode viver não significa que em certos casos, como as que possuem doenças incuráveis ou uma angústia muito grande, devam viver e com isso prolongarem seu sofrimento. Essa postura mostra-se tanto uma indiferença como ir a favor do suicídio. Hume é um exemplo de filósofo que defendia o direito de morrer.
Os estóicos consideravam errado o suicídio por uma causa "covarde", mais sustentavam ao mesmo tempo a idéia de morrer pelas próprias mãos é opcional, sendo inclusive melhor e mais correto cometer suicídio do que continuar a continuar vivendo uma vida miserável e assim prolongar a agonia. Confúcio também era pró-suicídio nas condições morais, onde tirar a vida seria um sinal de evitar desonra ao cometer certa postura que em sentido ético e moral é inadequado e vergonhoso. Seus ideais de honra, lealdade e auto-sacrifício encorajariam o suicídio altruísta.
O sociólogo francês Émile Durkheim chegou a escrever um livro que tratava sobre o tema, “O Suicídio”, publicado em 1897. Nesta obra ele fez considerações do suicídio ao âmbito social, fazendo análises sociais que levem ao suicídio.
Estudou as ligações entre os indivíduos e a sociedade e que relações o levariam ao suicídio. Considerou várias coisas, como o meio social onde se faz presente e como nele se integra, fatores integrados culturalmente como religião (sendo que no livro Durkheim fez comparação dentre meios católicos e protestantes, qual firmou que as taxas de suicídio nos lugares predominantes protestantes era maior) e o conceito de anomia. Anomia é traduzida como uma perda de identidade, uma ruptura com valores sociais. Seria um sinônimo de apatia do individuo socialmente quanto a viver, o que poderia, por exemplo, o levar as drogas, isolamento e depressão.
Uma questão que todo ser vivente pelo menos uma vez já pensou é sobre o significado da vida, e se ela vale a pena ser vivida. Se a vida não tem significado, o que resta para quem vive ter motivo para viver? Se uma vida não vale à pena, o que torna justificável ou não o direito da pessoa cometer suicídio?
Fatores que levam ao suicídio normalmente são “dores da vida”, como falta de significado por decepções e sofrimentos emocionais e outros tipos de problema, qual o suicídio seria a solução para esses problemas. Seria um escapismo existencial, uma negação da vida e suas dores.
A questão do suicídio pode ser bem respondida amplamente pela filosofia. A começar pelos existencialistas, que possuem diversos argumentos a respeito do suicídio, como Albert Camus, que embora o suicídio seja uma forma de dar fim a vida pelo reconhecimento da falta de sentido nela, tirar a própria vida não é vantajoso, sendo que o individuo pode procurar uma motivação de viver. Sartre mostrava uma postura contra o suicídio, por ser um ato que destrói todo o futuro de quem o comete e um mau uso de sua liberdade. Seria um ódio a si mesmo, uma negação irracional de ser.
Platão considerou o suicídio uma "covardia viril e preguiçosa", uma negligência perante a vida e ao ser. Kant dizia que o suicida deve pensar quanto a se matar, pois não seria ético ele apenas estar se importando consigo mesmo. Hobbes firmava que é natural do ser humano a vontade de viver e desejar a felicidade para serem inspirados a viver, e o suicídio nesse contexto seria algo imoral e errado.
Entretanto, há filósofos que defendem o que é chamado de "direito de morrer", qual a escolha de viver ou morrer cabe ao indivíduo. Só porque a pessoa pode viver não significa que em certos casos, como as que possuem doenças incuráveis ou uma angústia muito grande, devam viver e com isso prolongarem seu sofrimento. Essa postura mostra-se tanto uma indiferença como ir a favor do suicídio. Hume é um exemplo de filósofo que defendia o direito de morrer.
Os estóicos consideravam errado o suicídio por uma causa "covarde", mais sustentavam ao mesmo tempo a idéia de morrer pelas próprias mãos é opcional, sendo inclusive melhor e mais correto cometer suicídio do que continuar a continuar vivendo uma vida miserável e assim prolongar a agonia. Confúcio também era pró-suicídio nas condições morais, onde tirar a vida seria um sinal de evitar desonra ao cometer certa postura que em sentido ético e moral é inadequado e vergonhoso. Seus ideais de honra, lealdade e auto-sacrifício encorajariam o suicídio altruísta.
O sociólogo francês Émile Durkheim chegou a escrever um livro que tratava sobre o tema, “O Suicídio”, publicado em 1897. Nesta obra ele fez considerações do suicídio ao âmbito social, fazendo análises sociais que levem ao suicídio.Estudou as ligações entre os indivíduos e a sociedade e que relações o levariam ao suicídio. Considerou várias coisas, como o meio social onde se faz presente e como nele se integra, fatores integrados culturalmente como religião (sendo que no livro Durkheim fez comparação dentre meios católicos e protestantes, qual firmou que as taxas de suicídio nos lugares predominantes protestantes era maior) e o conceito de anomia. Anomia é traduzida como uma perda de identidade, uma ruptura com valores sociais. Seria um sinônimo de apatia do individuo socialmente quanto a viver, o que poderia, por exemplo, o levar as drogas, isolamento e depressão.
sábado, 1 de outubro de 2011
Filosofia do Oriente Médio
No Oriente Médio, local próximo ao ocidente e o oriente, teve também muitos pensadores que podemos citar como filósofos. Apesar de poder ser considerados como filósofos orientais por não apartarem pensamento filosófico do mítico, eles tiveram certo contato com o pensamento ocidental, que seria o grego, coisa que os indianos e chineses não tiveram.
A começar por personagens presentes num livro bem presente na vida de até quem é leigo em filosofia, a Bíblia, em especial o Velho Testamento. Nesse contexto encontramos os profetas hebreus, homens escolhidos por Deus para transmitirem sua palavra para o tempo presente deles. Alguns deles podemos considerar filósofos, sendo os profetas Ezequiel, Elias, Jeremias e Isaías.
Fora eles, os vestígios de filosofia que podemos encontrar dentre os hebreus são outros trechos de teor filosófico em toda sua religiosidade junto ao Talmude, onde além de preceitos cerimoniais podemos encontrar lições morais, jurídicas e teológicas.
A partir de Jesus Cristo e com a diáspora do povo hebreu, o pensamento hebreu começa a ter certas influências ocidentais, como o pensamento platônico-aristotélico. Em Cristo isso é mais notório, sendo que seus ensinamentos foram à base do apóstolo Paulo de Tarso e mais tarde da patrística (com Agostinho de Hipona como seu expoente) e a escolástica (com Tomás de Aquino como maior representante), ambas conciliando princípios cristãos com a filosofia ocidental.
O mesmo acontece com Maomé, que embora seu pensamento e teologia tenham inspirado uma religião, o islã, a filosofia islâmica futuramente seguiria influências ocidentais, mais em especial de Aristóteles.
Acontece que não só os hebreus foram os únicos a ter certa atividade filosófica no Oriente Médio; os persas também tiveram. Acontece que na Pérsia ela teve apenas Zaratustra como filósofo, e suas idéias se dividem tanto entre filosofia como na mitologia e religião de seu povo. Pode-se encontrar sua filosofia nos Gathas.
Outra fonte de filosofia nesta região é acreditada ter vindo dos babilônicos, cuja sabedoria daquela civilização é contada por ter sido uma das bases para o desenvolvimento filosófico de Tales de Mileto, o "pai" da filosofia ocidental.
A caracterização de não separação de religião e filosofia é o que mais caracteriza o pensamento oriental, embora os hebreus e persas tenham dado como fundamento de seu pensamento a fé, e não a intuição, como fizeram os indianos e os chineses; ou a razão, como fizeram os ocidentais.
A começar por personagens presentes num livro bem presente na vida de até quem é leigo em filosofia, a Bíblia, em especial o Velho Testamento. Nesse contexto encontramos os profetas hebreus, homens escolhidos por Deus para transmitirem sua palavra para o tempo presente deles. Alguns deles podemos considerar filósofos, sendo os profetas Ezequiel, Elias, Jeremias e Isaías.
Fora eles, os vestígios de filosofia que podemos encontrar dentre os hebreus são outros trechos de teor filosófico em toda sua religiosidade junto ao Talmude, onde além de preceitos cerimoniais podemos encontrar lições morais, jurídicas e teológicas.
A partir de Jesus Cristo e com a diáspora do povo hebreu, o pensamento hebreu começa a ter certas influências ocidentais, como o pensamento platônico-aristotélico. Em Cristo isso é mais notório, sendo que seus ensinamentos foram à base do apóstolo Paulo de Tarso e mais tarde da patrística (com Agostinho de Hipona como seu expoente) e a escolástica (com Tomás de Aquino como maior representante), ambas conciliando princípios cristãos com a filosofia ocidental.
O mesmo acontece com Maomé, que embora seu pensamento e teologia tenham inspirado uma religião, o islã, a filosofia islâmica futuramente seguiria influências ocidentais, mais em especial de Aristóteles.
Acontece que não só os hebreus foram os únicos a ter certa atividade filosófica no Oriente Médio; os persas também tiveram. Acontece que na Pérsia ela teve apenas Zaratustra como filósofo, e suas idéias se dividem tanto entre filosofia como na mitologia e religião de seu povo. Pode-se encontrar sua filosofia nos Gathas.
Outra fonte de filosofia nesta região é acreditada ter vindo dos babilônicos, cuja sabedoria daquela civilização é contada por ter sido uma das bases para o desenvolvimento filosófico de Tales de Mileto, o "pai" da filosofia ocidental.
A caracterização de não separação de religião e filosofia é o que mais caracteriza o pensamento oriental, embora os hebreus e persas tenham dado como fundamento de seu pensamento a fé, e não a intuição, como fizeram os indianos e os chineses; ou a razão, como fizeram os ocidentais.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Uma busca por verdade
A palavra verdade possui vastos significados, todos referentes com veracidade em alguma coisa, legitimidade e certeza. Verdade é tudo que é firmado, a veracidade que sustenta a condição e algo ser, e “o ser” nesse caso seria a firmação de sua eternidade absoluta e real.
A verdade é estudada na filosofia por "partes"; como na metafísica, em que estuda a natureza dela, a lógica que se ocupa em estudar a preservação dela ou a epistemologia, que estuda como conhecemos a verdade.
O conceito de verdade, na filosofia ocidental, surgiu com Sócrates. Antes desse filósofo a verdade não existia para a filosofia, pois as coisas mudavam, tudo fluía pelo devir. As verdades seriam revelações eternas sobre a vida e as coisas, um conhecimento acerca disto que não é relativo, e sim único e objetivo.
Essa idéia de verdade com instabilidade e eternidade inclusive se tornou importante para a filosofia ao ponto de sua busca ser um dos fins da filosofia. A verdade deve-se ser buscada, todo filósofo visa em seu pensamento buscar aquilo que é verdade sobre o pensar, julgar e outras questões, ao menos as “verdades” para ele apresentadas.
O problema da verdade é saber se existem verdades eternas, pois como veremos, muitos filósofos firmavam que tudo é relativo, e essa subjetividade faria com não houvesse nenhuma verdade eterna, nenhum conhecimento de algo que seja de fato verídico, pois a realidade sempre é de alguma forma particular para quem a reconhece. Nietzsche dizia que não há fatos eternos, assim como não existem verdades absolutas. O filósofo analítico como Frege, Russell e Wittgenstein entram em duvida no absoluto das verdades, contestando se não ou não refutáveis.
Seria a verdade uma ilusão? Não poderíamos dizer que o relativismo ou devir seriam verdades? Pois seguem o princípio de serem fatos inexoráveis e absolutos, logo, poderiam ser verdades. Ou será que não existem verdades que podem ser buscadas e quem as procurem consiga tal esclarecimento? De qualquer forma, a busca por verdade é algo sem fim, insaciado, pois a dúvida cria um caos a nos dividir e confundir, cabendo a nós determinar o que é, se é e se há verdade.
A verdade é estudada na filosofia por "partes"; como na metafísica, em que estuda a natureza dela, a lógica que se ocupa em estudar a preservação dela ou a epistemologia, que estuda como conhecemos a verdade.
O conceito de verdade, na filosofia ocidental, surgiu com Sócrates. Antes desse filósofo a verdade não existia para a filosofia, pois as coisas mudavam, tudo fluía pelo devir. As verdades seriam revelações eternas sobre a vida e as coisas, um conhecimento acerca disto que não é relativo, e sim único e objetivo.
Essa idéia de verdade com instabilidade e eternidade inclusive se tornou importante para a filosofia ao ponto de sua busca ser um dos fins da filosofia. A verdade deve-se ser buscada, todo filósofo visa em seu pensamento buscar aquilo que é verdade sobre o pensar, julgar e outras questões, ao menos as “verdades” para ele apresentadas.
O problema da verdade é saber se existem verdades eternas, pois como veremos, muitos filósofos firmavam que tudo é relativo, e essa subjetividade faria com não houvesse nenhuma verdade eterna, nenhum conhecimento de algo que seja de fato verídico, pois a realidade sempre é de alguma forma particular para quem a reconhece. Nietzsche dizia que não há fatos eternos, assim como não existem verdades absolutas. O filósofo analítico como Frege, Russell e Wittgenstein entram em duvida no absoluto das verdades, contestando se não ou não refutáveis.
Seria a verdade uma ilusão? Não poderíamos dizer que o relativismo ou devir seriam verdades? Pois seguem o princípio de serem fatos inexoráveis e absolutos, logo, poderiam ser verdades. Ou será que não existem verdades que podem ser buscadas e quem as procurem consiga tal esclarecimento? De qualquer forma, a busca por verdade é algo sem fim, insaciado, pois a dúvida cria um caos a nos dividir e confundir, cabendo a nós determinar o que é, se é e se há verdade.
domingo, 25 de setembro de 2011
Corpo e alma
Um assunto com bastante argumentação metafísica é a dualidade entre corpo e alma, o mundano e etéreo, essência e aparência. Há muita contradição e em algumas perspectivas alguns paradoxos entre eles, pois são apontados muitas vezes como instâncias distintas e separadas ou interligadas mesmo que diferentes, dependendo apenas do filósofo.
Platão dizia que o homem vivia sobre dos mundos, o sensível e o inteligível; que é o da matéria e o das idéias. As idéias poderiam estar sujeitas ao que individuo percebesse do mundo sensível, sujeitando as idéias e construções de mundo de um indivíduo com base de sua experiência física. Mesmo assim defendeu o demiurgo, que seria um terceiro mundo, o de verdades que seriam verídicas e eternas, portanto legítimas.
Aristóteles, discípulo de Platão, dizia que sensível e o etéreo andavam juntos e a separação deles seria apenas conceitual. O físico e a essência seriam conciliáveis e as coisas seriam imanentes. Tudo teria dois princípios inseparáveis: A matéria, que seria indeterminada dos seres, e a forma, que seria determinada em si própria. A forma daria as coisas serem o que são por natureza, essencialmente; enquanto a matéria apenas constitui o substrato que permanece.
Epicuro desacreditava na existência da alma, em troca firmando a mente. A mente morria junto ao corpo, quando a pessoa passasse pela mote física, deixando assim de existir como ser e apenas se tornar um corpo sem vida.
Séculos mais tarde, Agostinho de Hipona, influenciado pelo pensamento cristão, firmava a supremacia do espírito sobre o corpo. Deus teria criado a alma para imperar sobre o corpo, direcionando o ser humano para a prática do bem. Entretanto, a pré-disposição natural do homem para o mal o faria submeter o espírito ao corpo, se entregando ao pecado, sendo a intervenção da graça divina uma iluminação para a alma vencer o confronto contra a carne.
René Descartes propôs um dualismo entre corpo e alma, que seria dimensões totalmente separadas, indo contra ao que Aristóteles firmava. Sua metafísica dizia que existiam duas substâncias que seriam presente em tudo: A res cogitans (substância pensante) que seria o espírito, consciência ou mente e res extensa (substância extensa) que a matéria. O dualismo cartesiano propunha uma terceira substância, a res infinita (substância infinita), que seria como deus, só que transcendente do mundo, ou seja, separado de sua criação. Seu dualismo se assemelha um pouco com o mundo sensível, inteligível e demiurgo de Platão.
Mesmo que o corpóreo e o etéreo sejam independentes ou ligados, eles possuem seus próprios fundamentos, que metafisicamente influenciam a natureza humana. Simbolicamente o corpo (ou carne, aparência e afins) seria os instintos primitivos e desprovido de razão em cada ser humano, a exaltação, o hedonismo, o elo animal do ser humano. A essência (que pode ser chamada de espírito, alma, consciência ou até pensamento) é o lado provido de razão, que fundamentado de questionamento e observação torna as pessoas mais conscientes de si e do mundo.
Platão dizia que o homem vivia sobre dos mundos, o sensível e o inteligível; que é o da matéria e o das idéias. As idéias poderiam estar sujeitas ao que individuo percebesse do mundo sensível, sujeitando as idéias e construções de mundo de um indivíduo com base de sua experiência física. Mesmo assim defendeu o demiurgo, que seria um terceiro mundo, o de verdades que seriam verídicas e eternas, portanto legítimas.
Aristóteles, discípulo de Platão, dizia que sensível e o etéreo andavam juntos e a separação deles seria apenas conceitual. O físico e a essência seriam conciliáveis e as coisas seriam imanentes. Tudo teria dois princípios inseparáveis: A matéria, que seria indeterminada dos seres, e a forma, que seria determinada em si própria. A forma daria as coisas serem o que são por natureza, essencialmente; enquanto a matéria apenas constitui o substrato que permanece.
Epicuro desacreditava na existência da alma, em troca firmando a mente. A mente morria junto ao corpo, quando a pessoa passasse pela mote física, deixando assim de existir como ser e apenas se tornar um corpo sem vida.
Séculos mais tarde, Agostinho de Hipona, influenciado pelo pensamento cristão, firmava a supremacia do espírito sobre o corpo. Deus teria criado a alma para imperar sobre o corpo, direcionando o ser humano para a prática do bem. Entretanto, a pré-disposição natural do homem para o mal o faria submeter o espírito ao corpo, se entregando ao pecado, sendo a intervenção da graça divina uma iluminação para a alma vencer o confronto contra a carne.
René Descartes propôs um dualismo entre corpo e alma, que seria dimensões totalmente separadas, indo contra ao que Aristóteles firmava. Sua metafísica dizia que existiam duas substâncias que seriam presente em tudo: A res cogitans (substância pensante) que seria o espírito, consciência ou mente e res extensa (substância extensa) que a matéria. O dualismo cartesiano propunha uma terceira substância, a res infinita (substância infinita), que seria como deus, só que transcendente do mundo, ou seja, separado de sua criação. Seu dualismo se assemelha um pouco com o mundo sensível, inteligível e demiurgo de Platão.
Mesmo que o corpóreo e o etéreo sejam independentes ou ligados, eles possuem seus próprios fundamentos, que metafisicamente influenciam a natureza humana. Simbolicamente o corpo (ou carne, aparência e afins) seria os instintos primitivos e desprovido de razão em cada ser humano, a exaltação, o hedonismo, o elo animal do ser humano. A essência (que pode ser chamada de espírito, alma, consciência ou até pensamento) é o lado provido de razão, que fundamentado de questionamento e observação torna as pessoas mais conscientes de si e do mundo.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
O grito da natureza
A linguagem é a forma principal de comunicação, qual sem ela, nada seria nomeado e nem haveria como interligar palavras aos fatos e idéias; tendo a linguagem falada uma importância básica e essencial. A origem da linguagem humana remonta tempo imemoriáveis, os tempos que começou haver necessidade de identificar as coisas e até mesmo exprimir alguma sensação.
Essa explicação, a de exprimir sentimentos, é qual Rousseau firma a origem da linguagem. O filósofo supôs que a linguagem humana se desenvolveu num ritmo gradual, partindo da necessidade de exprimir sentimentos até chegar às formas mais abstratas de linguagem, que teria sido usada pelos primeiros seres humanos em situações de perigo ou alivio de dor física, mas era inicialmente de uso em situações como essa, “automáticas”. Rousseau chamou isso de grito da natureza, o primeiro indício de linguagem humana.
Com o tempo então, a expressão da linguagem falada seria usada em outros contextos, como na interação entre as pessoas em contextos diversos, qual a linguagem então passaria a evoluir num corpo de termos e significados.
Essa explicação, a de exprimir sentimentos, é qual Rousseau firma a origem da linguagem. O filósofo supôs que a linguagem humana se desenvolveu num ritmo gradual, partindo da necessidade de exprimir sentimentos até chegar às formas mais abstratas de linguagem, que teria sido usada pelos primeiros seres humanos em situações de perigo ou alivio de dor física, mas era inicialmente de uso em situações como essa, “automáticas”. Rousseau chamou isso de grito da natureza, o primeiro indício de linguagem humana.
Com o tempo então, a expressão da linguagem falada seria usada em outros contextos, como na interação entre as pessoas em contextos diversos, qual a linguagem então passaria a evoluir num corpo de termos e significados.
Em "Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens" Rousseau escreveu:
"Quando as idéias dos homens começaram a estender-se e a multiplicar-se, e se estabeleceu entre eles uma comunicação mais íntima, procuraram sinais mais numerosos e uma língua mais extensa; multiplicaram as inflexões de voz e juntaram-lhes gestos que, por sua natureza, são mais expressivos e cujo sentido depende menos de uma determinação anterior."
sábado, 17 de setembro de 2011
Fundamentos do trabalho
O trabalho é fundamental para a subsistência do ser humano desde as épocas imemoriáveis, pois dele vem nosso sustento. Nesses tempos nosso trabalho era diretamente obter o que precisássemos para viver, como caçar, pescar e plantar; o sistema econômico do ser humano foi mudando até ser o qual conhecemos e aceitamos, qual consiste em trabalhar para se obter um pagamento, qual se pode com ele suprir suas necessidades.
É a forma qual se é capaz de se chegar a um determinado fim, qual de certa forma dá mobilidade para a sociedade. Sem o trabalho, as necessidades de muitas pessoas ou até coletivas não seriam atendidas, e a sociedade ficaria na inércia.
A máxima de que “o trabalho é bom para o homem” é substituída e compreendida automaticamente nos tempos contemporâneos como “o trabalho proporciona desenvolvimento econômico para o homem”. Isso faz passar que o trabalho não é algo para suprir sua subsistência, isto se torna pouco, deve-se então nessa forma de pensar acumular sempre mais para poder viver melhor conforme o que o dinheiro pode te proporcionar.
Marx critica isso, pois por causa do capitalismo o trabalho é feito por muito para enriquecer a poucos. O homem então se encontraria forçado a vender seu serviço para poder sobreviver, não trabalhando só por si, mais também para seu superior que vive à custa de seu emprego, esse seria o conceito do mais-valia. Isso faz o trabalho ser um esforço sem fim do homem de enriquecer que nunca se esgota.
É a forma qual se é capaz de se chegar a um determinado fim, qual de certa forma dá mobilidade para a sociedade. Sem o trabalho, as necessidades de muitas pessoas ou até coletivas não seriam atendidas, e a sociedade ficaria na inércia.
A máxima de que “o trabalho é bom para o homem” é substituída e compreendida automaticamente nos tempos contemporâneos como “o trabalho proporciona desenvolvimento econômico para o homem”. Isso faz passar que o trabalho não é algo para suprir sua subsistência, isto se torna pouco, deve-se então nessa forma de pensar acumular sempre mais para poder viver melhor conforme o que o dinheiro pode te proporcionar.
Marx critica isso, pois por causa do capitalismo o trabalho é feito por muito para enriquecer a poucos. O homem então se encontraria forçado a vender seu serviço para poder sobreviver, não trabalhando só por si, mais também para seu superior que vive à custa de seu emprego, esse seria o conceito do mais-valia. Isso faz o trabalho ser um esforço sem fim do homem de enriquecer que nunca se esgota.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
O crime como banal
O crime é uma forma de censurar a ação humana, de conceituar o certo e errado no sentido de legalidade, ou seja, dizer o que é legal ou não. Tudo aquilo que pela lei é ilegal é crime, e se feito deve ser julgado e quem o fez de alguma forma ser penalizado.
Transgredir a lei para ela é crime, ir contra o que ela considera ilegal, que ela firma que não deve ser feito. A lei tem como objetivo dar ordem e uma boa condição de coexistência na sociedade, e o que ela considera como inadequado é o que devemos evitar, sendo atos criminosos, como tráfico, homicídio, roubo, furto, estupro, entre outros.
É aquilo que não deve ser feito, sendo que há punição como forma de conscientizar a pessoa do que fez ou fazer a mesma pagar pelo o que fez. É uma prova de que tudo que se faz tem sua consequência.
Por muitos séculos, até os tempos medievais, o significado de crime não era uma coisa clara. Além de envolver esferas legais, envolvia também administrativas, contratuais, sociais e até as religiosas. Isso poderia confundir o ilegal como imoral, que embora diferentes, há um paradoxo entre eles; pois um pode influenciar o outro ao mesmo tempo.
O filósofo italiano Cesare Beccaria firma em sua obra "Dos Delitos e das Penas" a tese de que as punições jurídicas seriam uma vingança coletiva, se tendo a concepção que levava a crer que a punição como consequência poderia ser algo muito mais terrível do que o próprio delito. Isso ainda é uma realidade, pois afinal, como penalizar um criminoso, alguém que infringiu a lei? Deve se aprender uma lição ou o castigar por isso? Merece perder a vida por causa disso, e por quê? Penalidade e punição devem andar juntas para isso ou devem ser conceitos distintos e separados?
A lei, ao menos sobre o ponto de vista judiciário, tipifica as ações que são consideradas mais tarde como crime, prescrevendo penas à se cumprirem para quem o cometeu de acordo com as condições atenuantes ou agravantes das circunstâncias do delito. Juridicamente essa seria a definição de crime, uma tipificação, e não uma proibição.
Transgredir a lei para ela é crime, ir contra o que ela considera ilegal, que ela firma que não deve ser feito. A lei tem como objetivo dar ordem e uma boa condição de coexistência na sociedade, e o que ela considera como inadequado é o que devemos evitar, sendo atos criminosos, como tráfico, homicídio, roubo, furto, estupro, entre outros.
É aquilo que não deve ser feito, sendo que há punição como forma de conscientizar a pessoa do que fez ou fazer a mesma pagar pelo o que fez. É uma prova de que tudo que se faz tem sua consequência.
Por muitos séculos, até os tempos medievais, o significado de crime não era uma coisa clara. Além de envolver esferas legais, envolvia também administrativas, contratuais, sociais e até as religiosas. Isso poderia confundir o ilegal como imoral, que embora diferentes, há um paradoxo entre eles; pois um pode influenciar o outro ao mesmo tempo.
O filósofo italiano Cesare Beccaria firma em sua obra "Dos Delitos e das Penas" a tese de que as punições jurídicas seriam uma vingança coletiva, se tendo a concepção que levava a crer que a punição como consequência poderia ser algo muito mais terrível do que o próprio delito. Isso ainda é uma realidade, pois afinal, como penalizar um criminoso, alguém que infringiu a lei? Deve se aprender uma lição ou o castigar por isso? Merece perder a vida por causa disso, e por quê? Penalidade e punição devem andar juntas para isso ou devem ser conceitos distintos e separados?
A lei, ao menos sobre o ponto de vista judiciário, tipifica as ações que são consideradas mais tarde como crime, prescrevendo penas à se cumprirem para quem o cometeu de acordo com as condições atenuantes ou agravantes das circunstâncias do delito. Juridicamente essa seria a definição de crime, uma tipificação, e não uma proibição.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
O exagero e fundamento na história
Voltaire é um dos primeiros a defender a passagem de tradição oral dos pais aos filhos, sendo esta uma herança que cria um elo entre as gerações e os seus antepassados. Com o passar das gerações, estas, segundo Voltaire, perderiam a credibilidade, pois a fantasia então derrubaria a verdade. Criticou assim os relatos de povos antigos, repletos de fábulas e exageros.
Exemplo seria o mito dos fundadores da cidade de Roma, os gêmeos Rômulo e Remo, que eram filhos do deus Marte e que foram amamentados por uma loba e futuramente marcharia com mil homens até a aldeia dos sabinos e combatido seus vinte e cinco mil soldados. É muito exagero, já há princípio por serem amamentados por uma loba, e por terem vencido junto as suas tropas outro exército com mais do que o dobro de homens.
Para o próprio Voltaire as proezas e prodígios podem sim serem relatados, mas desde que sejam como provas da credulidade humana. Para conhecermos histórias antigas, devemos verificar os vestígios destas. Provas poderiam ser documentos, monumentos, textos ou até um legado cultural que se tenha prova firmada pelas evidências históricas.
Para o filósofo, ter conhecimento da história e seus fatos pretéritos seriam úteis apra antever e se remediar para o presente e futuro. Muitas coisas na história se repetem, e com um bom conhecimento dela, além de se conhecer bem o presente, também terá uma forma para se preparar pro futuro.
Conhecer a história seria então ter conhecimento dos erros passados e evitar que os erros do passado sejam cometidos novamente se tendo esta consciência.
Exemplo seria o mito dos fundadores da cidade de Roma, os gêmeos Rômulo e Remo, que eram filhos do deus Marte e que foram amamentados por uma loba e futuramente marcharia com mil homens até a aldeia dos sabinos e combatido seus vinte e cinco mil soldados. É muito exagero, já há princípio por serem amamentados por uma loba, e por terem vencido junto as suas tropas outro exército com mais do que o dobro de homens.
Para o próprio Voltaire as proezas e prodígios podem sim serem relatados, mas desde que sejam como provas da credulidade humana. Para conhecermos histórias antigas, devemos verificar os vestígios destas. Provas poderiam ser documentos, monumentos, textos ou até um legado cultural que se tenha prova firmada pelas evidências históricas.
Para o filósofo, ter conhecimento da história e seus fatos pretéritos seriam úteis apra antever e se remediar para o presente e futuro. Muitas coisas na história se repetem, e com um bom conhecimento dela, além de se conhecer bem o presente, também terá uma forma para se preparar pro futuro.
Conhecer a história seria então ter conhecimento dos erros passados e evitar que os erros do passado sejam cometidos novamente se tendo esta consciência.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
As duas faces do socialismo
O socialismo é uma doutrina política e econômica que consiste em advogar os meios de produção para a propriedade pública, objetivando assim uma sociedade menos desigual. Surgiu no século XVIII no meio intelectual da época e a classe trabalhadora, que criticavam os efeitos da industrialização e o impacto da propriedade privada na sociedade.
Karl Marx dizia que o socialismo seria uma transição entre o capitalismo e o comunismo, realizado pela luta de classes e condições de trabalho mais favoráveis, até que se alcance uma sociedade igualitária. Esse conceito de socialismo como uma fase antes do comunismo foi defendida tanto pelos socialistas utópicos como os científicos, que veremos a seguir.
Abaixo veremos o socialismo idealizado e o real:
Socialismo ideal
Em teoria, temos o socialismo utópico e o socialismo científico.
O socialismo utópico possui influência de Thomas More e valores liberais. Inclusive, os primeiros socialistas formulavam críticas sociais perante o progresso industrial, principalmente aos grandes proprietários, mais tinham muita estima pelos pequenos, propondo um possível acordo entre as classes sociais. Propunham uma sociedade ideal só que sem apontar meios para alcançá-la, por isso sendo chamados “utópicos”. Os socialistas utópicos acreditavam que a implantação do socialismo ocorreria de forma lenta e gradual, pacífica, com participação tanto do proletariado como da burguesia.
Teóricos influenciaram esse movimento; como Claude de Saint-Simon em propor uma sociedade sem os ociosos (como ele mesmo cunhou os militares, o clero, nobres e magistrados) e nem exploração econômica. Charles Fourier e Pierre Leroux também foram importantes, também sendo um dos primeiros a usar o termo "socialismo", e herdaram a idéia de Rousseau de que o ser humano é naturalmente bom, mas a sociedade e instituições o corrompem. O maior socialista utópico é Robert Owen, que sistematizou que a produção de um trabalhador melhora se melhores condições de salário e de básicas de vida o forem propostos.
Já o socialismo científico propunha entender as condições reais do capitalismo e mediante análise socioeconômica transformar a sociedade por meio a luta de classes. Disso que veio o cunho deles de socialistas “científicos”, por se basearem em observações históricas e filosóficas da sociedade, e não só em expor idéias de igualdade social.
Seus teóricos mais influentes foram Karl Marx e Friedrich Engels. Em sua obra “O Capital”, Marx propôs idéias revolucionarias como o materialismo histórico, onde a luta de classes seria um fato inexorável da história humana e responsável por mudanças na sociedade, como a crise escravista da Roma Antiga e o feudalismo medieval. Nela, toda sociedade é determinada em última instância por sua infraestrutura, sua condição socioeconômica; cuja política, ideologia e cultura se adaptariam delas e formando a superestrutura.
Socialismo real
A experiência de países que adotaram o socialismo o faz ter sua versão mais realista. Trata-se de um regime autoritário, usufruindo o principio da propriedade pública e subjugando a população perante o Estado.
A primeira experiência do socialismo real foi da vitória dos bolcheviques na Revolução Russa, transformando o país na União Soviética, o primeiro estado socialista.
Isso teve consequência na definição de socialismo, sendo hoje associado por alguns como uma forma totalitária de igualar as condições sociais e econômicas das pessoas por intermédio da ostentação do governo. Os ideais teóricos do socialismo então não são postos em prática, pois o socialismo real não ambiciona chegar ao comunismo, onde a figura de um governo não possui mais importância e nem utilidade.
Karl Marx dizia que o socialismo seria uma transição entre o capitalismo e o comunismo, realizado pela luta de classes e condições de trabalho mais favoráveis, até que se alcance uma sociedade igualitária. Esse conceito de socialismo como uma fase antes do comunismo foi defendida tanto pelos socialistas utópicos como os científicos, que veremos a seguir.
Abaixo veremos o socialismo idealizado e o real:
Socialismo ideal
Em teoria, temos o socialismo utópico e o socialismo científico.
O socialismo utópico possui influência de Thomas More e valores liberais. Inclusive, os primeiros socialistas formulavam críticas sociais perante o progresso industrial, principalmente aos grandes proprietários, mais tinham muita estima pelos pequenos, propondo um possível acordo entre as classes sociais. Propunham uma sociedade ideal só que sem apontar meios para alcançá-la, por isso sendo chamados “utópicos”. Os socialistas utópicos acreditavam que a implantação do socialismo ocorreria de forma lenta e gradual, pacífica, com participação tanto do proletariado como da burguesia.
Teóricos influenciaram esse movimento; como Claude de Saint-Simon em propor uma sociedade sem os ociosos (como ele mesmo cunhou os militares, o clero, nobres e magistrados) e nem exploração econômica. Charles Fourier e Pierre Leroux também foram importantes, também sendo um dos primeiros a usar o termo "socialismo", e herdaram a idéia de Rousseau de que o ser humano é naturalmente bom, mas a sociedade e instituições o corrompem. O maior socialista utópico é Robert Owen, que sistematizou que a produção de um trabalhador melhora se melhores condições de salário e de básicas de vida o forem propostos.
Já o socialismo científico propunha entender as condições reais do capitalismo e mediante análise socioeconômica transformar a sociedade por meio a luta de classes. Disso que veio o cunho deles de socialistas “científicos”, por se basearem em observações históricas e filosóficas da sociedade, e não só em expor idéias de igualdade social.
Seus teóricos mais influentes foram Karl Marx e Friedrich Engels. Em sua obra “O Capital”, Marx propôs idéias revolucionarias como o materialismo histórico, onde a luta de classes seria um fato inexorável da história humana e responsável por mudanças na sociedade, como a crise escravista da Roma Antiga e o feudalismo medieval. Nela, toda sociedade é determinada em última instância por sua infraestrutura, sua condição socioeconômica; cuja política, ideologia e cultura se adaptariam delas e formando a superestrutura.
Socialismo real
A experiência de países que adotaram o socialismo o faz ter sua versão mais realista. Trata-se de um regime autoritário, usufruindo o principio da propriedade pública e subjugando a população perante o Estado.
A primeira experiência do socialismo real foi da vitória dos bolcheviques na Revolução Russa, transformando o país na União Soviética, o primeiro estado socialista.
Isso teve consequência na definição de socialismo, sendo hoje associado por alguns como uma forma totalitária de igualar as condições sociais e econômicas das pessoas por intermédio da ostentação do governo. Os ideais teóricos do socialismo então não são postos em prática, pois o socialismo real não ambiciona chegar ao comunismo, onde a figura de um governo não possui mais importância e nem utilidade.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Orgulho nacional
"O amor à pátria é nossa lei." - Provérbio latino
Uma das formas das pessoas se identificarem são com sua nacionalidade, com o amor, respeito e obediência a sua pátria. Esse é o patriotismo, a reverência pela pátria e seus símbolos, como a bandeira, hino e o brasão desta.
É de certa forma o orgulho pela sua origem, identidade nacional. Essa devoção ou orgulho nacional se expressam nos esportes em que uma seleção ou desportistas representam seu país, pelos meios culturais que representam a sua identidade cultural e todos seus conterrâneos ou até mesmo lutar pelo seu país numa guerra.
O nacionalismo é quase sempre considerado ter o mesmo significado do patriotismo, só que é algo radical. É algo mais estreito, e também uma obsessão pela figura do estado nacional, um fanatismo extremo e prepotente de alguém ou um grupo em relação à nação. Em outras palavras, nacionalismo é um patriotismo sem medida ou moderação.
"As necessidades de um ser humano são sagradas. Sua satisfação não pode estar subordinada a razões de estado, ou por qualquer consideração de dinheiro, nacionalidade, raça ou cor, ou quanto a moral ou qualquer outro valor atribuído ao ser humano em questão, ou a qualquer outro tipo de consideração." - Simone Weil
Também há aqueles que se digam cosmopolitas, em outras palavras, “cidadãos do mundo”. Seria como ser sem nacionalidade, um apátrida, ao menos em relação geopolítica. Um cosmopolita é alguém que transcende a nacionalidade predita pelo espaço geográfico e divisão política, o mesmo se afirma como um alguém cuja pátria é o mundo.
O cosmopolitismo surgiu com os estóicos, que identificaram suas raízes sem qualquer classificação “artificial” (que seria a identificação de um indivíduo quanto seu grupo, povo, nação, etc). O pensamento cosmopolita despreza a identificação pessoal mediante aquelas criadas pelas fronteiras geográficas, sendo o indivíduo deve primeiro se reconhecer como ser humano e, por tanto, um habitante do mundo.
É instintivo do ser humano construir sua ética e relações interpessoais de uma forma cuja coexistência entre todos procure ser o mais pacífico e respeitoso possível, e a cidadania de um cosmopolita faz isso visando ser um bom cidadão do mundo.
Uma das formas das pessoas se identificarem são com sua nacionalidade, com o amor, respeito e obediência a sua pátria. Esse é o patriotismo, a reverência pela pátria e seus símbolos, como a bandeira, hino e o brasão desta.
É de certa forma o orgulho pela sua origem, identidade nacional. Essa devoção ou orgulho nacional se expressam nos esportes em que uma seleção ou desportistas representam seu país, pelos meios culturais que representam a sua identidade cultural e todos seus conterrâneos ou até mesmo lutar pelo seu país numa guerra.
O nacionalismo é quase sempre considerado ter o mesmo significado do patriotismo, só que é algo radical. É algo mais estreito, e também uma obsessão pela figura do estado nacional, um fanatismo extremo e prepotente de alguém ou um grupo em relação à nação. Em outras palavras, nacionalismo é um patriotismo sem medida ou moderação.
"As necessidades de um ser humano são sagradas. Sua satisfação não pode estar subordinada a razões de estado, ou por qualquer consideração de dinheiro, nacionalidade, raça ou cor, ou quanto a moral ou qualquer outro valor atribuído ao ser humano em questão, ou a qualquer outro tipo de consideração." - Simone Weil
Também há aqueles que se digam cosmopolitas, em outras palavras, “cidadãos do mundo”. Seria como ser sem nacionalidade, um apátrida, ao menos em relação geopolítica. Um cosmopolita é alguém que transcende a nacionalidade predita pelo espaço geográfico e divisão política, o mesmo se afirma como um alguém cuja pátria é o mundo.
O cosmopolitismo surgiu com os estóicos, que identificaram suas raízes sem qualquer classificação “artificial” (que seria a identificação de um indivíduo quanto seu grupo, povo, nação, etc). O pensamento cosmopolita despreza a identificação pessoal mediante aquelas criadas pelas fronteiras geográficas, sendo o indivíduo deve primeiro se reconhecer como ser humano e, por tanto, um habitante do mundo.
É instintivo do ser humano construir sua ética e relações interpessoais de uma forma cuja coexistência entre todos procure ser o mais pacífico e respeitoso possível, e a cidadania de um cosmopolita faz isso visando ser um bom cidadão do mundo.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Diferença de ética e moral
"A consciência é o melhor livro de moral que temos; e é, certamente, o que mais devemos consultar." - Blaise Pascal
Moral e ética são descritos muitas vezes como sinônimos. São de ambas as formas intermédios para remediar o comportamento e distinguir o que pode e deve ser ou não ser feito. A própria origem destas palavras contribui para essa quase semelhança de significado: Ética provém do grego ethikos ("modo de ser", "comportamento", aquilo pertencente ao caráter) e moralitas do latim mos ou mor ("costumes").
Na linguagem popular são quase a mesma coisa, mais a própria origem etimológica, se analisada aprofundadamente, ajuda a diferencia-las.
A moral é aquilo predito coletivamente, estando além de quem vive dela. São os costumes, preceitos, valores e normas em conjunto com o fim de orientar o comportamento humano. Sistemas morais existem desde os primórdios da civilização, sendo que há relatividade na moral devido épocas e lugares diferentes.
Na ética é que o indivíduo busca compreender o que é o certo, o errado, bem e mal, o dever e poder fazer por mediação do pensamento. Acaba sendo o nome do ramo da filosofia que reflete sobre o comportamento humano sem a base da moralidade, e sim do puro refletimento e análise do ser humano. Se objetiva em dar respostas e justificativas para os dois pólos da ética e moral; a dualidade do que é adequado e inadequado.
Mesmo se tendo essa diferença, quase sempre a ética está submetida a moral; pois para aquele que fundamenta a vida seguindo a ética e não a moralidade, reformular em si os valores que foi educado para ser convicto é em princípio um choque muito grande. Há então relatividade entre certo e errado e até do que é bem e mal, se é não há quem questione se os mesmos existam. Essa falta de verdade absoluta entre as diretrizes do fazer acabam ao menos aparentemente com que não haja uma distinção verídica de bem e mal.
Moral e ética são descritos muitas vezes como sinônimos. São de ambas as formas intermédios para remediar o comportamento e distinguir o que pode e deve ser ou não ser feito. A própria origem destas palavras contribui para essa quase semelhança de significado: Ética provém do grego ethikos ("modo de ser", "comportamento", aquilo pertencente ao caráter) e moralitas do latim mos ou mor ("costumes").
Na linguagem popular são quase a mesma coisa, mais a própria origem etimológica, se analisada aprofundadamente, ajuda a diferencia-las.
A moral é aquilo predito coletivamente, estando além de quem vive dela. São os costumes, preceitos, valores e normas em conjunto com o fim de orientar o comportamento humano. Sistemas morais existem desde os primórdios da civilização, sendo que há relatividade na moral devido épocas e lugares diferentes.
Na ética é que o indivíduo busca compreender o que é o certo, o errado, bem e mal, o dever e poder fazer por mediação do pensamento. Acaba sendo o nome do ramo da filosofia que reflete sobre o comportamento humano sem a base da moralidade, e sim do puro refletimento e análise do ser humano. Se objetiva em dar respostas e justificativas para os dois pólos da ética e moral; a dualidade do que é adequado e inadequado.
Mesmo se tendo essa diferença, quase sempre a ética está submetida a moral; pois para aquele que fundamenta a vida seguindo a ética e não a moralidade, reformular em si os valores que foi educado para ser convicto é em princípio um choque muito grande. Há então relatividade entre certo e errado e até do que é bem e mal, se é não há quem questione se os mesmos existam. Essa falta de verdade absoluta entre as diretrizes do fazer acabam ao menos aparentemente com que não haja uma distinção verídica de bem e mal.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
A prisão da sociedade disciplinar
"A ordem é ao mesmo tempo aquilo que se oferece nas coisas como sua lei interior,a rede secreta segundo a qual elas se olham de algum modo umas às outras e aquilo que só existe através do crivo de um olhar, de uma atenção, de uma linguagem..." - Michel Foucault
O filósofo Jeremy Bentham idealizou o que seria uma cadeia metafórica, o que chamou de panópctico. Para entender o que é o panóptico, imagine uma penitenciária com um vigilante observando todos os prisioneiros sem que estes saibam que estão sendo observados.
Na torre central haveria um vigilante observando cela por cela, expostas pelos lados internos e externos sem terem sombras para que nelas fiquem tudo claro de se ver.
O indivíduo teria consciência do seu cárcere, e esse reconhecimento de ser vigiado seria um meio de medir seus atos mesmo que não consiga enxergar seu observador. Dessa estrutura arquitetônica podemos concluir que o panópctico fortaleceria uma regente disciplina sobre a vida do indivíduo, o intimidando a ser um “prisioneiro” com bom comportamento. Essa intimidação está ligada muito com a força física, para evitar que se cometa um delito ou se pratique qualquer mal.
Michel Foucault também teorizou socialmente o que seria um panóptico. Seria uma prisão onde o indivíduo socialmente deveria ser "normalizado", onde seria um prisioneiro da sociedade e estar de acordo com seus conformes. O individuo então, na condição de prisioneiro, ele fica incluso no sistema de estar de acordo com as leis, as normas e não transgredir a “normalidade”.
O filósofo Jeremy Bentham idealizou o que seria uma cadeia metafórica, o que chamou de panópctico. Para entender o que é o panóptico, imagine uma penitenciária com um vigilante observando todos os prisioneiros sem que estes saibam que estão sendo observados.
Na torre central haveria um vigilante observando cela por cela, expostas pelos lados internos e externos sem terem sombras para que nelas fiquem tudo claro de se ver.
O indivíduo teria consciência do seu cárcere, e esse reconhecimento de ser vigiado seria um meio de medir seus atos mesmo que não consiga enxergar seu observador. Dessa estrutura arquitetônica podemos concluir que o panópctico fortaleceria uma regente disciplina sobre a vida do indivíduo, o intimidando a ser um “prisioneiro” com bom comportamento. Essa intimidação está ligada muito com a força física, para evitar que se cometa um delito ou se pratique qualquer mal.
Michel Foucault também teorizou socialmente o que seria um panóptico. Seria uma prisão onde o indivíduo socialmente deveria ser "normalizado", onde seria um prisioneiro da sociedade e estar de acordo com seus conformes. O individuo então, na condição de prisioneiro, ele fica incluso no sistema de estar de acordo com as leis, as normas e não transgredir a “normalidade”.
domingo, 4 de setembro de 2011
Albert Camus
Vida
Albert Camus nasceu em 7 de novembro de 1913 em Mondovi, na Argélia e morreu em 4 de janeiro de 1960 em Villeblevin, na França. É considerado um dos grandes filósofos contemporâneos e também foi um existencialista, título que ele mesmo negava ser. Sua filosofia se resume na firmação da ausência de sentido da existência. Além de filósofo também foi dramaturgo.
Em 1914, com apenas um ano de idade, o pai de Camus morre na Primeira Guerra Mundial, o que dificultou sua família mais adiante, pois sua mãe teve que trabalhar duramente para sustentar a família.
Então sua família se mudou para Argel, morando no bairro popular Belcourt. Viveu sobre as condições de vida que futuramente marcariam suas obras. Ele mesmo descreveu que sua felicidade estava ligada com a natureza. A miséria foi a sua escola da vida, professora de sua visão sobre a vida humana. Morava com sua mãe, irmão mais velho, avó e seu tio parcialmente surdo.
Ele estudava, coisa que sua família a princípio não via com bons olhos, pois havia necessidade da renda de seu trabalho para ajudar em casa. Seu tio era tanoeiro, e mesmo Camus gostando do ambiente da oficina dele, ele se dividia entre a miséria e ajudar a família contra a decisão de não contribuir para ter um futuro mais promissor.
Sua mãe trabalhava lavando roupa para fora, a fim de ajudar no sustento da casa. Durante o segundo grau, ele quase abandonou os estudos devido aos problemas financeiros da família. Foi neste ponto que dois professores foram fundamentais para que o filósofo para que o futuro grande filósofo seguisse com os estudos, Jean Grenier e Louis Germain, seus dois professores que foram mais tarde agradecidos em sua obra. Em “O Homem Revoltado” de 1951, Camus agradece a Grenier, e em “Discursos da Suécia" agradece Germain.
Acabou futuramente seguindo futuro em filosofia na Universidade da Argélia, fazendo sua tese de doutorado sobre Santo Agostinho. Também adentrou no Partido do Povo da Argélia e se licenciou com uma tese sobre Plotino.
Se casa com Simone Hie em 1934 e ingressa no Partido Comunista francês no mesmo ano. Ele e Simone se divorciam no ano seguinte, se casando novamente em 1940 Francine Faune, se casando novamente. Com Francine teve um casal de gêmeos, Catherine e Jean.
Em 1930 contrai tuberculose, o que o faz afastar de suas atividades cotidianas, como nos esportes, pois era goleiro e gostava muito de futebol. Assumiu o cargo de professor no mesmo ano.
Essa doença o deu a dimensão da morte aparecer a qualquer instante em seu cotidiano, o que virou uma ferramenta para a construção de sua filosofia.
Foi recusado a se alistar no exército francês devido seu péssimo estado de saúdo. Então, durante a Segunda Guerra, Camus fazia parte da Resistência Francesa na ocupação alemã daquele país. Foi nessa mesma época que conheceu Jean-Paul Sartre, outro filósofo existencialista, que se tornaram grandes amigos, principalmente pós-guerra. Em 1942, Camus publicou duas obras, que seriam consideradas suas maiores contribuições para a filosofia, sendo elas "O Mito de Sísifo" e "O Estrangeiro".
Em 1946 vai aos Estados Unidos, realizando palestras de caráter existencialista para estudantes de Nova York. Publicou "A Peste" um ano depois, aludindo sua visão de vida com base na ocupação nazista na França e da condição humana.
Seu amor pelo futebol o fez viajar para o Brasil em 1949.
Teve uma recaída da tuberculose entre 1949 a 1951. Publicou em 1951 "O Homem Revoltado", onde faz uma análise da revolta do ser humano contra a própria natureza, e rejeitando também o comunismo. Essa idéia foi perturbadora para o meio intelectual francês, que estava fortemente comprometido com o marxismo, provocando futuramente a ruptura com Sartre.
Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1957 por sua produção literária que foi considerada lúcida e sincera acerca dos problemas humanos de seu tempo.
Três anos depois, em 1960, Albert Camus vem à falecer. Morreu num acidente de carro no dia 4 de janeiro daquele ano.
Pensamento
A filosofia de Camus é um reflexo da angústia de seu tempo, se resumindo no conceito de que não há sentido na existência, e o homem se mostra insatisfeito com isto e sua vida passa a ser uma procura de significado para sua vida. Esse conceito se traduz no absurdo. O pensamento de Camus é espelho das questões que começam a aparecer para dúvidas que sempre seguiram o ser humano, seguindo às tendências que mostram uma falta de perspectiva na vida.
A revolta seria a descoberta da forma perecível e frágil com qual se encontra sua vida. É alguém que mesmo vendo a falta de sentido na vida, a vive por encontrar na vida momentos de felicidade e contentação, qual motivam a pessoa a viver mesmo tendo que enfrentar o absurdo. A esperança seria essa arma contra o absurdo, qual o filósofo aconselha que sempre se deva ter.
Como para ele a vida não tem significado, ele conclui que muitas pessoas procuram dar sentido para ele não aceitando a realidade ou conseguem conviver com uma falta de profundidade na vida. A outra alternativa seria o suicídio, que para Camus não é algo vantajoso, mais é a opção daqueles que não querem ter que lhe dar com a frustração de viver.
A concecpção de deus para Camus é de uma divindade cruel e caprichosa, palavras por ele mesmo usadas. Ele recusa a idéia de um deus arbitrário em suas decisões, descartando a razão de deus por questões morais. Ele não intervém no problema do mal, sendo deste problema que surge o silêncio de deus. Se ele permite tudo, ele é responsável por tudo, logo, o mal é culpa dele.
Albert Camus nasceu em 7 de novembro de 1913 em Mondovi, na Argélia e morreu em 4 de janeiro de 1960 em Villeblevin, na França. É considerado um dos grandes filósofos contemporâneos e também foi um existencialista, título que ele mesmo negava ser. Sua filosofia se resume na firmação da ausência de sentido da existência. Além de filósofo também foi dramaturgo.
Em 1914, com apenas um ano de idade, o pai de Camus morre na Primeira Guerra Mundial, o que dificultou sua família mais adiante, pois sua mãe teve que trabalhar duramente para sustentar a família.
Então sua família se mudou para Argel, morando no bairro popular Belcourt. Viveu sobre as condições de vida que futuramente marcariam suas obras. Ele mesmo descreveu que sua felicidade estava ligada com a natureza. A miséria foi a sua escola da vida, professora de sua visão sobre a vida humana. Morava com sua mãe, irmão mais velho, avó e seu tio parcialmente surdo.
Ele estudava, coisa que sua família a princípio não via com bons olhos, pois havia necessidade da renda de seu trabalho para ajudar em casa. Seu tio era tanoeiro, e mesmo Camus gostando do ambiente da oficina dele, ele se dividia entre a miséria e ajudar a família contra a decisão de não contribuir para ter um futuro mais promissor.
Sua mãe trabalhava lavando roupa para fora, a fim de ajudar no sustento da casa. Durante o segundo grau, ele quase abandonou os estudos devido aos problemas financeiros da família. Foi neste ponto que dois professores foram fundamentais para que o filósofo para que o futuro grande filósofo seguisse com os estudos, Jean Grenier e Louis Germain, seus dois professores que foram mais tarde agradecidos em sua obra. Em “O Homem Revoltado” de 1951, Camus agradece a Grenier, e em “Discursos da Suécia" agradece Germain.
Acabou futuramente seguindo futuro em filosofia na Universidade da Argélia, fazendo sua tese de doutorado sobre Santo Agostinho. Também adentrou no Partido do Povo da Argélia e se licenciou com uma tese sobre Plotino.
Se casa com Simone Hie em 1934 e ingressa no Partido Comunista francês no mesmo ano. Ele e Simone se divorciam no ano seguinte, se casando novamente em 1940 Francine Faune, se casando novamente. Com Francine teve um casal de gêmeos, Catherine e Jean.
Em 1930 contrai tuberculose, o que o faz afastar de suas atividades cotidianas, como nos esportes, pois era goleiro e gostava muito de futebol. Assumiu o cargo de professor no mesmo ano.
Essa doença o deu a dimensão da morte aparecer a qualquer instante em seu cotidiano, o que virou uma ferramenta para a construção de sua filosofia.
Foi recusado a se alistar no exército francês devido seu péssimo estado de saúdo. Então, durante a Segunda Guerra, Camus fazia parte da Resistência Francesa na ocupação alemã daquele país. Foi nessa mesma época que conheceu Jean-Paul Sartre, outro filósofo existencialista, que se tornaram grandes amigos, principalmente pós-guerra. Em 1942, Camus publicou duas obras, que seriam consideradas suas maiores contribuições para a filosofia, sendo elas "O Mito de Sísifo" e "O Estrangeiro".
Em 1946 vai aos Estados Unidos, realizando palestras de caráter existencialista para estudantes de Nova York. Publicou "A Peste" um ano depois, aludindo sua visão de vida com base na ocupação nazista na França e da condição humana.
Seu amor pelo futebol o fez viajar para o Brasil em 1949.
Teve uma recaída da tuberculose entre 1949 a 1951. Publicou em 1951 "O Homem Revoltado", onde faz uma análise da revolta do ser humano contra a própria natureza, e rejeitando também o comunismo. Essa idéia foi perturbadora para o meio intelectual francês, que estava fortemente comprometido com o marxismo, provocando futuramente a ruptura com Sartre.
Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1957 por sua produção literária que foi considerada lúcida e sincera acerca dos problemas humanos de seu tempo.
Três anos depois, em 1960, Albert Camus vem à falecer. Morreu num acidente de carro no dia 4 de janeiro daquele ano.
Pensamento
A filosofia de Camus é um reflexo da angústia de seu tempo, se resumindo no conceito de que não há sentido na existência, e o homem se mostra insatisfeito com isto e sua vida passa a ser uma procura de significado para sua vida. Esse conceito se traduz no absurdo. O pensamento de Camus é espelho das questões que começam a aparecer para dúvidas que sempre seguiram o ser humano, seguindo às tendências que mostram uma falta de perspectiva na vida.
A revolta seria a descoberta da forma perecível e frágil com qual se encontra sua vida. É alguém que mesmo vendo a falta de sentido na vida, a vive por encontrar na vida momentos de felicidade e contentação, qual motivam a pessoa a viver mesmo tendo que enfrentar o absurdo. A esperança seria essa arma contra o absurdo, qual o filósofo aconselha que sempre se deva ter.
Como para ele a vida não tem significado, ele conclui que muitas pessoas procuram dar sentido para ele não aceitando a realidade ou conseguem conviver com uma falta de profundidade na vida. A outra alternativa seria o suicídio, que para Camus não é algo vantajoso, mais é a opção daqueles que não querem ter que lhe dar com a frustração de viver.
A concecpção de deus para Camus é de uma divindade cruel e caprichosa, palavras por ele mesmo usadas. Ele recusa a idéia de um deus arbitrário em suas decisões, descartando a razão de deus por questões morais. Ele não intervém no problema do mal, sendo deste problema que surge o silêncio de deus. Se ele permite tudo, ele é responsável por tudo, logo, o mal é culpa dele.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Música com um sentido filosófico
"A música não exprime nunca o fenômeno, mas unicamente a essência íntima de todo o fenômeno, numa palavra a própria vontade. Portanto não exprime uma alegria especial ou definida, certas tristezas, certa dor, o medo, os transportes, o prazer, a serenidade do espírito; exprime-lhes a essência abstrata e a geral, fora de qualquer motivo ou circunstância. E todavia nessa quinta essência abstrata, sabemos compreendê-la perfeitamente." - Schopenhauer
A música é uma arte, uma forma de expressão através dos sons. É a bela forma artística que envolve uso do som e também um pouco de silencia para se gerar harmonia. A música nos trás calma, agitação, lembranças, expectativas, nos movimenta. Nietzsche mesmo dizia que "sem música, a vida seria um erro".
Embora a música tenha características individuais e muito detalhadas de acordo com época e lugar, e mesmo assim ela se torna bela, pois os músicos possuem o dom da sensibilidade musical; de compor belos acordes e fazer assim harmonias que despertem alguma sensação naqueles que apreciam tal música.
Tanto o canto como a parte instrumental podem compor uma música, principalmente a segunda, qual é nada mais proveniente de usar os sons que algo pode produzir para os dar ritmo e produzir algo agradável de se escutar.
A música é uma arte bela, precisa (pois a afinação é algo até mesmo intuitivo, “perfeito”) e diversa, havendo vários modos de se expressar pela música, desde os gêneros mais antigos até os mais modernos. Gosto na música, assim como em quase tudo, é relativo, mais capricho se torna questão de talento.
A música é uma arte de dá movimento para as coisas, dá vida e expressão para o que não as tem. Mesmo quando não compreendemos o que ela quer dizer, o que importa é o significado profundo que ela nos desperta. A origem idiomática e o contexto da música são questões secundárias quanto o que sua harmonia desperta em quem não apenas a escuta, mais também, a sente.
A música é uma arte, uma forma de expressão através dos sons. É a bela forma artística que envolve uso do som e também um pouco de silencia para se gerar harmonia. A música nos trás calma, agitação, lembranças, expectativas, nos movimenta. Nietzsche mesmo dizia que "sem música, a vida seria um erro".
Embora a música tenha características individuais e muito detalhadas de acordo com época e lugar, e mesmo assim ela se torna bela, pois os músicos possuem o dom da sensibilidade musical; de compor belos acordes e fazer assim harmonias que despertem alguma sensação naqueles que apreciam tal música.
Tanto o canto como a parte instrumental podem compor uma música, principalmente a segunda, qual é nada mais proveniente de usar os sons que algo pode produzir para os dar ritmo e produzir algo agradável de se escutar.
A música é uma arte bela, precisa (pois a afinação é algo até mesmo intuitivo, “perfeito”) e diversa, havendo vários modos de se expressar pela música, desde os gêneros mais antigos até os mais modernos. Gosto na música, assim como em quase tudo, é relativo, mais capricho se torna questão de talento.
A música é uma arte de dá movimento para as coisas, dá vida e expressão para o que não as tem. Mesmo quando não compreendemos o que ela quer dizer, o que importa é o significado profundo que ela nos desperta. A origem idiomática e o contexto da música são questões secundárias quanto o que sua harmonia desperta em quem não apenas a escuta, mais também, a sente.
Assinar:
Postagens (Atom)














