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domingo, 2 de outubro de 2011

O suicídio

"O suicídio é todo o caso de morte que resulta direta ou indiretamente de um ato positivo ou negativo praticado pela própria vítima, ato que a vítima sabia dever produzir este resultado." - Émile Durkheim

Uma questão que todo ser vivente pelo menos uma vez já pensou é sobre o significado da vida, e se ela vale a pena ser vivida. Se a vida não tem significado, o que resta para quem vive ter motivo para viver? Se uma vida não vale à pena, o que torna justificável ou não o direito da pessoa cometer suicídio?

Fatores que levam ao suicídio normalmente são “dores da vida”, como falta de significado por decepções e sofrimentos emocionais e outros tipos de problema, qual o suicídio seria a solução para esses problemas. Seria um escapismo existencial, uma negação da vida e suas dores.

A questão do suicídio pode ser bem respondida amplamente pela filosofia. A começar pelos existencialistas, que possuem diversos argumentos a respeito do suicídio, como Albert Camus, que embora o suicídio seja uma forma de dar fim a vida pelo reconhecimento da falta de sentido nela, tirar a própria vida não é vantajoso, sendo que o individuo pode procurar uma motivação de viver. Sartre mostrava uma postura contra o suicídio, por ser um ato que destrói todo o futuro de quem o comete e um mau uso de sua liberdade. Seria um ódio a si mesmo, uma negação irracional de ser.

Platão considerou o suicídio uma "covardia viril e preguiçosa", uma negligência perante a vida e ao ser. Kant dizia que o suicida deve pensar quanto a se matar, pois não seria ético ele apenas estar se importando consigo mesmo. Hobbes firmava que é natural do ser humano a vontade de viver e desejar a felicidade para serem inspirados a viver, e o suicídio nesse contexto seria algo imoral e errado.

Entretanto, há filósofos que defendem o que é chamado de "direito de morrer", qual a escolha de viver ou morrer cabe ao indivíduo. Só porque a pessoa pode viver não significa que em certos casos, como as que possuem doenças incuráveis ou uma angústia muito grande, devam viver e com isso prolongarem seu sofrimento. Essa postura mostra-se tanto uma indiferença como ir a favor do suicídio. Hume é um exemplo de filósofo que defendia o direito de morrer.

Os estóicos consideravam errado o suicídio por uma causa "covarde", mais sustentavam ao mesmo tempo a idéia de morrer pelas próprias mãos é opcional, sendo inclusive melhor e mais correto cometer suicídio do que continuar a continuar vivendo uma vida miserável e assim prolongar a agonia. Confúcio também era pró-suicídio nas condições morais, onde tirar a vida seria um sinal de evitar desonra ao cometer certa postura que em sentido ético e moral é inadequado e vergonhoso. Seus ideais de honra, lealdade e auto-sacrifício encorajariam o suicídio altruísta.

O sociólogo francês Émile Durkheim chegou a escrever um livro que tratava sobre o tema, “O Suicídio”, publicado em 1897. Nesta obra ele fez considerações do suicídio ao âmbito social, fazendo análises sociais que levem ao suicídio.

Estudou as ligações entre os indivíduos e a sociedade e que relações o levariam ao suicídio. Considerou várias coisas, como o meio social onde se faz presente e como nele se integra, fatores integrados culturalmente como religião (sendo que no livro Durkheim fez comparação dentre meios católicos e protestantes, qual firmou que as taxas de suicídio nos lugares predominantes protestantes era maior) e o conceito de anomia. Anomia é traduzida como uma perda de identidade, uma ruptura com valores sociais. Seria um sinônimo de apatia do individuo socialmente quanto a viver, o que poderia, por exemplo, o levar as drogas, isolamento e depressão.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Orgulho nacional

"O amor à pátria é nossa lei." - Provérbio latino

Uma das formas das pessoas se identificarem são com sua nacionalidade, com o amor, respeito e obediência a sua pátria. Esse é o patriotismo, a reverência pela pátria e seus símbolos, como a bandeira, hino e o brasão desta.

É de certa forma o orgulho pela sua origem, identidade nacional. Essa devoção ou orgulho nacional se expressam nos esportes em que uma seleção ou desportistas representam seu país, pelos meios culturais que representam a sua identidade cultural e todos seus conterrâneos ou até mesmo lutar pelo seu país numa guerra.

O nacionalismo é quase sempre considerado ter o mesmo significado do patriotismo, só que é algo radical. É algo mais estreito, e também uma obsessão pela figura do estado nacional, um fanatismo extremo e prepotente de alguém ou um grupo em relação à nação. Em outras palavras, nacionalismo é um patriotismo sem medida ou moderação.

"As necessidades de um ser humano são sagradas. Sua satisfação não pode estar subordinada a razões de estado, ou por qualquer consideração de dinheiro, nacionalidade, raça ou cor, ou quanto a moral ou qualquer outro valor atribuído ao ser humano em questão, ou a qualquer outro tipo de consideração." - Simone Weil

Também há aqueles que se digam cosmopolitas, em outras palavras, “cidadãos do mundo”. Seria como ser sem nacionalidade, um apátrida, ao menos em relação geopolítica. Um cosmopolita é alguém que transcende a nacionalidade predita pelo espaço geográfico e divisão política, o mesmo se afirma como um alguém cuja pátria é o mundo.

O cosmopolitismo surgiu com os estóicos, que identificaram suas raízes sem qualquer classificação “artificial” (que seria a identificação de um indivíduo quanto seu grupo, povo, nação, etc). O pensamento cosmopolita despreza a identificação pessoal mediante aquelas criadas pelas fronteiras geográficas, sendo o indivíduo deve primeiro se reconhecer como ser humano e, por tanto, um habitante do mundo.

É instintivo do ser humano construir sua ética e relações interpessoais de uma forma cuja coexistência entre todos procure ser o mais pacífico e respeitoso possível, e a cidadania de um cosmopolita faz isso visando ser um bom cidadão do mundo.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Diferença de ética e moral

"A consciência é o melhor livro de moral que temos; e é, certamente, o que mais devemos consultar." - Blaise Pascal

Moral e ética são descritos muitas vezes como sinônimos. São de ambas as formas intermédios para remediar o comportamento e distinguir o que pode e deve ser ou não ser feito. A própria origem destas palavras contribui para essa quase semelhança de significado: Ética provém do grego ethikos ("modo de ser", "comportamento", aquilo pertencente ao caráter) e moralitas do latim mos ou mor ("costumes").

Na linguagem popular são quase a mesma coisa, mais a própria origem etimológica, se analisada aprofundadamente, ajuda a diferencia-las.

A moral é aquilo predito coletivamente, estando além de quem vive dela. São os costumes, preceitos, valores e normas em conjunto com o fim de orientar o comportamento humano. Sistemas morais existem desde os primórdios da civilização, sendo que há relatividade na moral devido épocas e lugares diferentes.

Na ética é que o indivíduo busca compreender o que é o certo, o errado, bem e mal, o dever e poder fazer por mediação do pensamento. Acaba sendo o nome do ramo da filosofia que reflete sobre o comportamento humano sem a base da moralidade, e sim do puro refletimento e análise do ser humano. Se objetiva em dar respostas e justificativas para os dois pólos da ética e moral; a dualidade do que é adequado e inadequado.

Mesmo se tendo essa diferença, quase sempre a ética está submetida a moral; pois para aquele que fundamenta a vida seguindo a ética e não a moralidade, reformular em si os valores que foi educado para ser convicto é em princípio um choque muito grande. Há então relatividade entre certo e errado e até do que é bem e mal, se é não há quem questione se os mesmos existam. Essa falta de verdade absoluta entre as diretrizes do fazer acabam ao menos aparentemente com que não haja uma distinção verídica de bem e mal.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A negação do prazer

Se analisarmos, a ética começou a surgir quando o ser humano teve necessidade de se censurar para viver em sociedade como a conhecemos. A repressão de seus instintos então se torna necessário para manter a civilidade humana.

Sigmund Freud dizia que a história social do ser humano é a história de sua repressão, do combate aos instintos e prazeres hedônicos em troca do trabalho e sacrifícios estabelecidos por valores construídos por normas coletivas. O ser humano então troca o princípio do prazer pelo princípio da realidade, qual sem ele não seria possível viver em sociedade.

O princípio do prazer faz parte do id, aquele que faz a pessoa buscar aquilo que a traga satisfação própria sem se restringir com normas sociais, fazendo o mesmo a qualquer custo. Já o princípio da realidade está vinculado ao superego, que contrabalança as vontades pessoais e necessidades imediatas do indivíduo, por ter consciência da realidade externa e as condições nela presentes.

O filósofo e sociólogo alemão Herbert Marcuse concorda a princípio com Freud. Porém, ele discorda de que essa renúncia ao prazer ao favor da civilidade seja da condição humana, firmando que estas imposições são frutos de uma organização histórico-social particular e não um conflito conatural do ser humano.

domingo, 21 de agosto de 2011

Colha o dia

"Aproveita o dia de hoje, muito pouco acredita no que virá." – Horácio

A popular expressão Carpe diem (que em latim significa “colha/aproveite o dia”) é popularmente usada como palavra-chave para as pessoas aproveitarem a vida, apenas a abraçarem e fazer isso

No poema Odes, do romano Horácio, é que esse termo se originou. Se encontra num contexto ético da história, firmando se aproveitar o tempo limitado de nossa existência vívida nos ocupando com algo produtivo e útil. Também visa à satisfação, desde que esta não esteja acima da moderação.

Se assemelha e muito com o pensamento epicurista e estóico sobre como se aproveitar a vida, relacionando o contento na vida com a felicidade. Epicuro visava à busca pelo prazer, a felicidade, realização, o aproveitamento da vida e o que de bom ela pode oferecer. Embora Epicuro também censurasse essa busca pelo prazer com o bom senso e temperança, os estóicos consideravam que a aceitação da vida seria a forma de aproveitá-la, vivendo de acordo com a sua natureza, buscando sim o contento, dentro das condições da sua vida.

Carpe diem vira um sinônimo de “aproveitar a vida”. Aproveitar a vida, ao menos no significado que é batidamente dado para o termo, é o que é chamado de “curtir” a vida. O prazer que devemos buscar não se torna então aquele baseado na forma epicurista, e sim, aquela busca feita com hedonismo (a busca da realização egoísta e em coisas materiais e efêmeras, sem profundidade, sempre passageiras).

O proveito na vida se encontra em como utilizar seu tempo, na profundidade que sua vida tem observada sobre como está sendo vivida. Pode até ser meio existencialista isso, mais mesmo que a vida não tenha significado, é natural do ser humano querer a aproveitar, pois existencialmente é tudo o que temos de fato, e devemos aproveitá-la então. A questão é como a aproveitar, e a resposta é uma; remediar e ter sabedoria em como utilizar o seu tempo de vida.

domingo, 14 de agosto de 2011

Genealogia legítima e por afinidade

[Postagem dedicada ao Dia dos Pais]

O que é ser pai, mãe, um responsável? Sempre há essa dualidade moral de que “pai/mãe é aquele que educa” com “aquele que põe no mundo”.  Existem duas definições para a experiência de se ter filho, a definição de pai e mãe dada cientificamente e o significado moral.

Cientificamente, pai é o gerador masculino de uma vida, seu progenitor. Ele de alguma forma se relaciona com aquela pessoa que deve gerar e desenvolver essa vida até que ela esteja apta para nascer e então ir tendo seu contato e participação no mundo, esta sendo a mãe, a figura feminina.

Por essa forma podemos dizer que pai é “aquele que te colocou dentro da sua mãe”, e mãe é “aquela que te pôs no mundo”. Até mesmo uma pessoa adotada, órfã ou que por algum motivo não convive com seus pais biológicos, ela sempre reconhecerá essa legitimidade de parentesco, mesmo que ela não goste de seus pais ou vice-versa, é um fato que ambos sabem que nada muda.

Um pai que por exemplo nega a responsabilidade legal e ética de ter contato e afeto com seu filho é uma questão que veremos adiante, com o significado moral para a paternidade e maternidade.

Por serem a continuação de nossa família e fruto de nós mesmos, filhos se tornam uma obra criada pela vida, gerada pelo ser humano. Assim como um escritor que gosta de seus livros ou um pintor que tem afeto pelos seus quadros, o mesmo deve, ao menos moralmente, um pai ou mãe com seu filho. É alguém que deve amar, cuidar e educar seus gerados filhos até que estejam prontos para se defenderem e se virarem com o mundo sozinhos.

A definição social para um responsável pode ser dada mesmo que alguém não seja um pai ou mãe legítimo daquele que cuida como filho ou filha. Mesmo se for adotivo, por criação ou algum outro motivo, esse laço se encontra além do sangue, e sim, na afinidade emocional. Ser pai nesse sentido é uma pessoa do sexo masculino, consanguineo ou não, que exerce funções de pai. A mãe, personagem mulher nesse contexto, a que exerce o papel de mãe, sendo conseguínea ou não de seu filho por afeto. São então o que chamamos de “responsáveis”.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A ética humana e a divina

"Maioria das pessoas vive na tristeza do mundo desanimado e alegre, pois eles são os que se sentam ao longo da parede e não entram na dança. Os cavaleiros do infinito são bailarinos e possuem elevação. Eles fazem os movimentos para cima e cair de novo, e isso também não é passatempo dizer, nem deselegante de se ver. Mas sempre que eles caem eles não são capazes de uma vez para assumir a postura, eles vacilam um instante, e isso mostra vacilação; afinal eles são estranhos no mundo. Este é mais ou menos claramente evidentes em proporção à arte que possuem, mas mesmo os cavaleiros mais artísticos não podem completamente esconder essa vacilação. Não é preciso olhar para eles quando eles estão no ar, mas só um instante, os que tocam ou tocaram o chão, então se reconhece-los. Mas, para ser capaz de cair de tal forma que o mesmo segundo parece como se estivesse de pé e caminhar, para transformar o salto da vida para uma caminhada, absolutamente para expressar o sublime na pedestres que somente o cavaleiro da fé pode fazer e este é o primeiro e único prodígio." - Søren Kierkegaard (em Temor e Tremor)

Todos sabem que a ética se foca no dever, ou seja, aquilo que deve e não deve ser feito. O filósofo Kierkegaard afirma que a moralidade é criada pelo próprio homem, só que não transcende os valores divinos, ou seja, os mandamentos criados por um deus ou mais seres divinos.

Essa mesma autoridade divina não cria necessariamente a moralidade, pois seus mandamentos estão além da ética. O ser humano então pode estabelecer sua ética, porém, aquele que decide então seguir as normas propostas por deus deve então as seguir também e as priorizar sobre as normas criadas pelo homem.

Kierkegaard ilustra o exemplo bíblico de Abraão, no instante que o mesmo recebe a ordem divina de sacrificar seu filho Isaque, enredo encontrado em Gênesis 22. Abraão é ordenado para sacrificar seu único filho, Isaque; matar o próprio filho já é ao ver das pessoas crueldade, quando esse filho é único, essa unicidade então enfatiza essa maldade. Mesmo tendo que lhe dar com os confrontos de valores morais, sociais e criados pelo homem, ele preferiu seguir aquilo predito por Deus.

Abraão é um exemplar do que Kierkegaard chamou de cavaleiro da fé, uma pessoa cujas formas de se deparar com a vida e si mesmo não se baseiam em princípios já preestabelecidos, mais na fé propriamente dita, o temor incondicional a deus.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Raíz do preconceito

"O preconceito é uma opinião sem julgamento." – Voltaire

Preconceito é um julgamento preconcebido por meio discriminação, ou seja, repulso provocado pela generalização ou desconhecimento do que se discrimina.

Advem de julgar algo como anormal, estranho, e não conseguir aceitar aquilo. Parece ser pejorativo, mais o preconceito é mais comum do que parece, pois é uma convicção sem fundamentos por base esteriótipos e modelos preditos. 

O preconceito é sempre aversivo, e pode chegar à intolerância, como se o fato de algo ser daquela forma fizesse o mesmo ser odiado apenas por existir. Max Weber dizia que uma hostilidade, atitudes negativas e agressivas em relação a um certo grupo pode sim ser preconceito.

É algo sem sentido, ao menos à primeira impressão, enquanto na verdade alguns possuem um passado que remonta o trajeto da cultura e principios sociais. Logo, certos preconceitos chegam à ter base de gerações anteriores.

"Os preconceitos têm mais raízes do que os princípios." – Maquiavel

Se estudados, muitos preconceitos comuns na sociedade possuem história. Exemplos comuns são de grupos que no passado eram discriminados, e que no presente ainda há a mancha desse preconceito, mesmo que apenas na forma de generalização ou de sátira. 

Também pode estar vinculado com o elo que se sobra da moralidade desses tempos, que de alguma forma ainda faz parte de nossos valores, assim também criando uma imagem predita superficial sobre algo ou alguém devido essa característica imoral ou de esteriótipo histórico.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Distinção de moral e legal

Duas instâncias que regulam o comportamento social são estas, a moralidade e a leis. Porém, embora elas tenham de certa forma o mesmo objetivo, elas tem a mesma finalidade por meios diferentes e suas particularidades.

Tanto as normas morais e jurídicas servem para regular as relações sociais e a conduta das pessoas que vivem nela. Ambas possuem bases relacionadas com a cultura e a história, ambas se prendem ao dever e uma coexistência entre aqueles que compõem a sociedade.

Separemos então as normas jurídicas das morais:

• A moral é a conduta social em sentido comportamental, formulando os valores e princípios que se devam adotar e como viver na sociedade. Determina o que é certo ou errado, o que deve, pode ou não ser feito; prezando costumes e tradição moralista.
"A nossa dignidade consiste no pensamento. Procuremos, pois, pensar bem. Nisto reside o princípio da moral." - Pascal

• O direito possui ligação com o Estado, determinando o que um cidadão pode fazer, o que deve fazer por obrigação e o que é proibido. Constitui códigos formais, advertindo o que é legal ou não, dando instabilidade de forma imparcial para as relações sociais.
"A lei é inteligência, e sua função natural é impor o procedimento correto e proibir a má ação." - Cícero

Há um paradoxo de que alguns conceitos morais influenciem as leis e vice-versa, como algumas coisas que a lei, por exemplo, pensa cuidadosamente em legalizar por ser considerava imoral ou por sermos educados a sermos trabalhadores honestos e respeitadores das normas importas como leis pelo poder judiciário.

Mesmo assim, ambas devem ser diferenciadas, pois embora tenham o fim de regulamentar o bem estar social, elas fazem isso por meios e para fins diferentes.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Desobediência civil

Por questão de lógica, o cidadão que pretende viver em harmonia civicamente pretenderá estar submisso às leis, as obedecendo em troca de coexistir com a política. A desobediência civil é justamente uma blasfêmia contra o poder político, uma desobediência as normas de ordem jurídica (desrespeito para com às leis) por meio de criticar a legislação por alguma injustiça ou algo à se aperfeiçoar na lei.

Este conceito foi originalmente pelo escritor americano Henry David Thoreau, no ensaio A Desobediência Civil de 1849. Foi escrito após o autor ter saído da cadeia, preso ele por não ter pago impostos, por o considerar uma forma de coerção do Estado com o cidadão e por ser contra a guerra que os EUA e o México travavam na época. Essa obra inspirou figuras célebres como Mahatma Gandhi, Leon Tolstói e Martin Luther King Jr.

Toda grande crítica ao sistema é, em grande parte, desobediência civil; por chegar à escarnecer a mesma ou até descumprir ou agir contra a mesma lei que se critica. O ato de ser desobediente com os códigos legais acarreta em problemas com a justiça e órgãos com a intenção de zelar pela lei, como a polícia e o poder judiciário, podendo ser em certos casos preso ou até executa; fora ser considerado imoral por ter ido contra uma norma ditada pela lei.

Exemplos ilustres de desobediências civis são Gandhi e a sua luta pela independência da Índia, Luther King e o esforço pela coexistência de brancos e negros nos Estados Unidos e Nelson Mandela e a luta pela queda do apartheid (só de fato caindo com Frederik Willem de Klerk).

Com os exemplares de desobedientes civis começamos à filosofar sobre a competência e legitimidade das normas impostas por leis. Vem questõs como "Só por que uma coisa é considerada lei, ela é certa?" e "O que posso fazer para tornar a sociedade um pouco melho? Se é que posso o mesmo fazer".

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A simples humildade

"Você deseja ser grande? Em seguida, começar por ser pouco. Você deseja construir um tecido grande e sublime? Pense primeiro sobre os fundamentos da humildade. Quanto maior a sua estrutura é para ser, mais profunda deve ser a sua fundação. A humildade é a coroa da modesta beleza." - Agostinho de Hipona

Humildade é dita como qualidade para se formar um melhor cidadão e ser humano, mais ela não é só uma qualidade, e sim, uma condição de simplicidade pessoal.

O humilde é aquela pessoa que não possuem intenção de mostrar superioridade para as outras pessoas, não tendo elas necessidade de se projetar para impor alguma forma de suprir o ego.

Você pode até ser o melhor do mundo em alguma coisa; porém, ao expor isso por vanglória e narcisismo, estará sendo prepotente, ou seja, se glorificando mais do que deva, e não há humildade nisso.

Não é títulos que os homens de honra, mas os homens que os títulos de honra.” - Maquiavel

Reconhecer o talento ou sucesso em alguma coisa não é arrogância, desde que este reconhecimento não seja apenas o fato superficial de ter um motivo para inflamar o seu orgulho.

Ser humilde é se reconhecer por nada mais do que deva se reconhecer, sem mais e sem menos; e ser realizado por viver de acordo com o necessário. Por humildade a pessoa vive numa nobre condição de simplicidade de espírito, isto é, simples por natureza.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Dolo e culpa

"Todo o homem é culpado do bem que não fez." - Voltaire

Quando exercemos uma atitude que tanto quem parâmetro ético e moral é errado intencionalmente chamamos isso de dolo, a vontade de agir com má-fé.

A culpa é o sentimento resultado da avaliação do comportamento reprovável cometido pela mesma pessoa, qual o senso de moral atormenta mentalmente pela vergonha a postura incorreta tomada pela pessoa.
O dolo é a vontade de agir consciente, com a intenção de praticar uma atitude tida pelas normas jurídicas ou morais como inadequada. A pessoa que a comete pode ter ou não noção disso, mais o que impera é o desejo de provocar um delito.

Aristóteles em Ética a Nicômaco disse que para se julgar a má conduta de alguém é preciso observar três aspectos, que para ele, são os fundamentos de uma conduta inadequada: Malícia, incontinência e bestialidade. A pessoa incontinente tem culpa, mas a culpa é menor que o dolo, a intenção de pecar. Esta vontade, quando surge de ocasião, como manifestação da natureza animal é ainda menos grave que aquele pecado que é cometido de forma arquitetada, premeditada, usando a inteligência própria do ser humano a serviço do mal.
[Essa forma de avaliação do mal serviu de inspiração para Dante Alighieri elaborar a justiça de seu Inferno na sua epopéia Divina Comédia!]

Muitas vezes agimos incorretamente sem intenção, isto é, sem intenção, e tomamos consciência disso e nos conscientizamos do erro. Quando se tem dolo, a postura que com ele tomamos é intencional, tanto tomado pela emoção (ostentação, fúria, vingança, orgulho, entre outras), falta de conscientização (como ocorre num atropelamento) ou visão de ética e leis diferente daquelas já impostas.

Em direito, a culpa é um elemento do tipo penal (ou fato típico), qual se comete um delito por negligência, imprudência ou imperícia, ou seja, em razão da falta de cuidado objetivo, sendo, portanto, um erro não-proposital. O dolo é a vontade de agir de forma culposa, estando lúcido ou não de que aquilo é errado e suas possíveis consequências, mas por livre e espontânea vontade.

sábado, 18 de junho de 2011

Esperança

"A esperança é o único bem comum a todos os homens; aqueles que nada mais têm ainda a possuem." - Tales de Mileto

Ter expectativa numa coisa é esperança, uma espera de uma meta ou algo desejado visto por uma boa perspectiva. A esperança é otimista, e muitos dizem que ela é a última que morrem... mas será que isso é verdade? Há limites para se ter esperança? Quando devemos senti-la ou não? Quais suas raízes?

O sentimento de esperança surge quando procuramos se obter uma meta ou algo que focamos nossa vontade, qual a esperança nada mais é que o suplemento de nossa confiança e determinação em se alcançar a meta que aparece ou implantamos em nossa vida.

A expressão popular diz que a esperança é a última que morre, correto? A pessoa esperançosa é até bem virtuosa por esse aspecto, porém, uma das maiores decepções na vida é o excesso de expectativa, isto é, cobrar de mais que algo seja da forma desejada, afinal, nunca sabemos qual o roteiro que a vida segue.

Deve-se sim em algumas circunstancias saber quando “você perdeu”, mas não se deixar abalar pelos fracassos e decepções da vida. A esperança é a vontade querer algo que lutar por isso, até que o contrário esteja de fato evidente, isso sendo a conquista não realizada.

Mesmo que saber reconhecer as derrotas da vida seja bom, ter esperança é fundamental para reconhecer a vitória.

"Quem não arrisca nada não precisa de esperança para nada." - Friedrich Schiller

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Ataraxia e a serenidade do espírito

Ataraxia é o termo grego criado por Demócrito, utilizado para nomear a tranquilidade da alma, um estado de espírito ausente de preocupações. Se tornou um elemento chave na filosofia epicurista, estóica e cética; se traduzindo numa verdadeira paz espiritual, livre de inquietação. Ensina a viver dentro do necessário e apropriado, sem ambições grandiosas e desapropriadas.

Além dos três grupos de filósofos citados acima, os epicuristas, estóicos e céticos, os latinos filósofos Sêneca e Marco Aurélio também difundiram o conceito de ataraxia em seu pensamento.

"A vida do justo é pouco perturbada por inquietações, a do injusto é cheia das maiores inquietações." – Epicuro

É um controle das emoções e pulsões, desejos e renúncia às tentações, visando libertar as pessoas de preocupações e da necessidade imediatista de saciar o repulso ao vazio existencial. Isso resulta numa felicidade que embora ainda efêmera, seja baseada pela virtude, não um encobrimento temporário sobre nossos desejos superficiais.

Renunciar as paixões e tentações do mundo induz a um autoconhecimento de um meio ético e estável de se ter prazer natural, uma satisfação que tenha fundamento e algum significado que não seja realizar suas pulsões necessitarias.

"Tenha poucas ocupações, diz o sábio, se quiser levar uma vida tranqüila." - Marco Aurélio
"Depois de nos precavermos contra o frio, a fome e a sede, tudo mais não passa de vaidade e excesso." - Sêneca

domingo, 12 de junho de 2011

O doce e amargo amar

[Postagem dedicada ao Dia dos Namorados!]

Amor possui vários significados e categorias; tendo amor entre pais e filhos, à algo que goste, à pátria, deus, etc. Entretanto, aquele amor que mais alegra, entristece, inspira, motiva, agoniza e faz o homem sofrer é o amor romântico, o sentimento de ver o bem estar na pessoa amada e encontrar alegria, saudade ou dor ao pensar nesta.

"Amor é fogo que arde sem se ver." - Luíz Vaz de Camões

Platão dizia que o amor verdadeiro se baseava na virtude, uma indescritível e interpretativa forma de dizer que o amor é dado pelas qualidades afetivas e vínculos com a pessoa amada; não por interesses e meros atrativos, este sendo o então chamado amor platônico. Em uma de suas mais prestigiadas obras, O Banquete (Simpósio), Platão disserta sobre o amor através de uma história.

Em Ética à Nicômaco, Aristóteles afirma o amor não como apenas uma emoção, e sim como uma relação que implica em mutualidade e benevolência recíproca.

Kant foi outro filósofo a refletir sobre o amor, o dividindo em patológico (o amor envolvente de uma emoção passiva), que era inferior ao prático (aquele que se dá pelo respeito e preocupação).

Outra relação estabelicidade é a dualidade do amor e sexo em Schopenhauer. Ele mesmo dizia que o amor nada mais era do que uma desculpa para o interesse em ter em quem descontar os desejos eróticos. Seria nada mais a fixação em seu alvo qual disperta seu desejo inconsciente de expor os instintos primitivos sexuais do ser humano.

"O coração tem razões que a própria razão desconhece." - Blaise Pascal

O amor romântico-erótico [o qual esta postagem disserta] é a emoção qual o ser humano mais sente forte por alguém.

• O amor romântico é aquele qual a pessoa se interessa por uma pessoa por meio de qualidades na personalidade dela que te tragam conforto e aprovação em estar perto dessa pessoa, que te dê saudade quando longe e solte fogos quando perto. A beleza e sensualidade podem chamar de alguma forma atenção, mas de forma não tão significativa (principalmente quanto ao grau de sensualidade). É aquele amor qual a pessoa possui a vontade de ver a pessoa amada feliz e ao seu lado, havendo então uma balança entre o que você quer dar à pessoa amada e a realização que você procura em ter com ela.
• O amor erótico é aquele baseado na atração física, principalmente ao desejo e excitação que a outra causa em quem está amando. O amor erótico nada mais é do que um jogo de sedução e charme, cujo objetivo é apenas se envolver em puro sexo e envolvente erotismo com o alvo de seu desejo amoroso.

Também existe a paixão, coisa que se deve diferenciar do amor. A paixão é um desejo por uma pessoa de forma similar ao amor, mais sem querer algum comprometimento com ela, tendo apenas o fim de suprir carência ou o desejo provocado pela beleza e os atrativos físicos alheios.

O amor quando correspondido é algo maravilhoso quando se sabe sentir, pois os enamorados desfrutam tanto deste doce sentimento ao ponto de querer escapar da razão. O amor não correspondido ou "impossível" é sofrido, pois você se encontra numa condição incapaz de ter a pessoa que ama e dela te ter.  Terminar ou perder a pessoa amada também fazem a pessoa sentir o lado obscuro do amor.

Apesar se ser em grande parte pura emoção, o amor para ser saudável é necessário um pouco de razão. Uma pessoa que quer apenas o próprio contento na relação e não se baseia em tratar e cuidar bem da pessoa amada, o amor entre estas se torna apenas um escapismo do quanto o outro pode o deixar bem perante os outros.

Amores baseados em vaidades, interesses e prazeres não passam de paixões e relações instáveis. Amores mal remediados são instáveis, porém, fortemente sentidos nas horas boas e ruins. Amores racionais por assim dizer sempre trazem contento, mesmo nas horas ruins, mesmo quando não se tem a amada ao seu lado, priorizando sua felicidade como causa maior.

Sobre o amor...
"Na vida do homem, o amor é uma coisa à parte, na da mulher, é toda a vida." - Lord Byron
"O sexo busca o prazer; o amor, a pessoa." - Fulton J. Sheen
"O amor é um sentimento tão delicioso porque o interesse de quem ama confunde-se com o do amado.” - Stendhal
"Nada há tão doce na vida como os jovens sonhos de amor." - Thomas More
"O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são." - Nietzsche
"Amar é encontrar na felicidade de outrem a própria felicidade." - Gottfried Leibniz
"O amor é a força mais sutil do mundo." – Mahatma Gandhi
"Temer o amor é temer a vida e os que temem a vida já estão meio mortos." - Bertrand Russell
"O amor é uma flor delicada, mas é preciso ter a coragem de ir colhê-la à beira de um precipício." - Sthendal
"O fundo de uma agulha é bastante espaçoso para dois enamorados; mas o mundo todo é pequeno para dois inimigos." - Solomon Ibn Gabirol
"Ao toque do amor, qualquer um vira um poeta." - Platão
"É tão absurdo dizer que um homem não pode amar a mesma mulher toda a vida, quanto dizer que um violinista precisa de diversos violinos para tocar a mesma música." - Balzac
"Se você acredita em amor a primeira vista, nunca pare de olhar." - Frase do filme Closer (Perto Demais)

domingo, 5 de junho de 2011

Em relação ao passado

"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para frente." - Søren Kierkegaard

Muitas pessoas pensam que o passado é algo que não pode ser mudado, e estão certas; porém, erram em acreditar que este não possui influência em nosso presente, que o mesmo fará com o futuro.
O passado não deve ser desconsiderado, e sim entendido. A pessoa que estuda seu passado terá conhecimento de seu presente, e se tiver olhos abertos para seu presente, poderá imaginar um futuro possível.

Começando por nossa formação pessoal, que é resultado do passado. Aprendizado, traumas e acontecimentos marcantes que vão reformando sua concepção das coisas e do mundo e até mesmo mudando seu caráter.

Sem passado não existe presente e nem futuro. O presente é o efeito, o passado é a causa, e o futuro consequência. Traduzindo, o passado dá sentido ao presente.

Exemplos a se ilustras: Uma pessoa de bem com o presente está no mínimo satisfeita com seu passado, ou de alguma forma com a consciência livre em relação ao mesmo. Uma com problemas pessoais (ou qualquer outro tipo) no presente é por ter um fantasma do passado que ainda a atormenta.

"Conta-me o teu passado e saberei o teu futuro." - Confúcio

Uma coisa que aprendemos com o estudo da história é que o passado acaba acarretando em alguma mudança presente, seja em questão cultural, moral, política, etc. Imagine uma coisa na história que acabasse acontecendo de forma diferente da qual aconteceu – Com toda certeza isso implicaria na mudança de vários outros acontecimentos, e de alguma forma o presente seria bastante diferente.

Vale lembrar que qualquer acontecimento histórico ou presente que um dia entre para a história é sempre justificado por um passado. O passado é importante para se entender o presente e especular o futuro; e quanto mais voltamos no tempo, mais veremos que conforme o passado fica mais distante ele se torna mais crucial.

"Quando o passado não ilumina o futuro, o espírito vive em trevas." - Alexis de Tocqueville

Quando se possui um passado sombrio, ele de certa forma escurece nossa vida. A pessoa pode procurar o superar, mais o fato de não querer repetir seus erros ou que alguém não os cometa já é alguma forma dela mostrar sua vergonha e repulso pelo que ela fez ou foi um dia.

Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.” – Dalai Lama

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A tentação do vício

"Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo."- Carl Gustav Jung

O que é vício? É aquilo que se toma como um hábito repetitivo que praticamos e que essa constante frequência é danosa de alguma forma.

"Sou escravo pelos meus vícios e livre pelos meus remorsos." - Jean-Jacques Rousseau

Uma anestesia da dor seria uma boa definição do que é vício. Os vícios nos dão prazer através de um meio tentador e alivie assim alguma dor dentro da pessoa, seja ela percebendo ou não. O vício é um prazer nocivo, um exagero de algo que pode ou não fazer mal de fato, mas acaba fazendo pela falta de temperança. Dizendo de forma clara, o vício é um meio de ocultar um sofrimento interno, provocando uma busca deliberada por prazer e "sufocar do tormento".

O conceito teológico cristão dos sete pecados capitais são uma teoria ética dos vícios em relação ao homem. Seu idealizador original, Evágrio do Ponto (ou Pôntico), listou os males mais tentadores para o ser humano, que embora doces para nossas pulsões, são corrosivos para nossa alma.

O primeiro malefício que podemos perceber no que o vício provoca é a dependência. Com o tempo, o alvo do vício se torna um costume, algo rotineiro, e de alguma forma nos apegamos tanto que acabamos precisando dele como se fosse uma necessidade básica de nossa vida.

"Só o forte e corajoso é capaz de se livrar de um vício." - Provérbio judaico

Se apresentam de várias formas. Tem gente que é viciada em drogas, jogatina, sexo, comida, trabalho, estudar, e mais. Não importando com qual se apresente, o vício é um prazer de realização imediata e qual sem ele o viciado se sente vazio, péssimo, entre outras forma de se dizer que depende daquilo.

"Todas as substâncias são venenos; não existe uma que não seja veneno. A dose certa diferencia um veneno de um remédio." - Paracelso

domingo, 29 de maio de 2011

Bioética, a ética da ciência da vida

A bioética é a aplicação da conscientização ética dentro da medicina, cuidados da saúde, meio ambiente e demais ciências que trabalham com a vida e seus cuidados. O termo foi usado pela primeira vez em 1971 no livro "Bioética: Ponte para o futuro" de Van Rensselaer Potter.

Exemplos que podem ser citados onde a bioética entra nas ciências biológicas são nas pesquisas de células-tronco, o aborto, a eugênia, clonagem, transgênicos e a eutanásia.

A bioética é a aplicação da conscientização ética dentro da medicina, cuidados da saúde, meio ambiente e demais ciências que trabalham com a vida e seus cuidados. Grande responsabilidade moral é necessária, pois afinal, a bioética restringe o certo e o errado (igual a ética filosófica) dentro das ciências que trabalham com o estudo da vida. Por isso responsabilidade é um fundamento essencial para a bioética, pois quem deve aplicá-la está trabalhando com a vida, uma coisa muito séria.

Para fundamentar às bases da bioética são notados traços de humanismo e na valorização da vida, e também a influência moral que preceitos jurídicos e religiosos implicam nos baluartes dos fundamentos da ética médica. Por isso questões como o aborto e clonagem são cuidadosamente decididas quanto sua eficiência, e outras, como a criação de transgênicos e uso de células-tronco são motivos de polêmicas e discussão. Assim como o transplante de órgãos um dia já foi tabu e muito discutível, questões bioéticas também são, e podem um dia ser para nós aceitáveis.

"A vida de um indivíduo só faz sentido se ajuda a tornar a vida das demais criaturas mais nobres e mais bela." - Albert Einstein

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Poliarquia na tolerância social

A teoria política da poliarquia foi elaborada pelo cientista político Robert Dahl, como ferramenta de estudo da influência da democracia em países onde a mesma é adotada.

Como sabemos a sociedade possuem diversos grupos, sejam eles divididos por condição financeira, religiosa, étnica, de gênero, entre outras demais.

A coexistência harmoniosa desses grupos deve garantir sua presença na sociedade, seus direitos e zelar pela suas garantias constitucionais.
[É aquela velha lição de moral de "respeitar a religião dos outros, opção sexual, time de futebol, etc".]

Os cidadãos possuem uma série de direitos, e é responsabilidade do Estado prover garantia política de sujeição à contestação e oposição dentro do que a lei limita. Isto é, o governo poliárquico deve visar um diplomacia entre os grupos sociais, equilibrando a ação de seus interesses e fazendo leis que os igualem perante o Estado.

De modo geral, o governo poliárquico deve mantém a paz entre as demais diferenças, evitando conflitos e oferencendo a igualdade para se contentarem, não privilegiando nenhuma com regálias.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Conhece-te a ti mesmo e o autoconhecimento

O aforismo nosce te ipsum (que em latim significa "conhece-te a ti mesmo") tem origem duvidosa. É antiga, contemporânea aos pré-socráticos, entretanto, é a chave da maiêutica de Sócrates.
[A maiêutica é um elemento do método socrático, que nada mais é do que fazer perguntas e mais perguntas, com a intenção de se chegar por indução ao entendimento.]

Essa frase possui várias interpretações, todas relacionadas com o autoconhecimento, isto é, o conhecimento de si. O indivíduo conhecer melhor a ele mesmo faz ele ter controle melhor sobre si mesmo, reconhecer mais claramente seus defeitos e limitações; sendo que se bem obtido, esse controle pessoal provoca uma política mais desenvolvida do indivíduo para consigo mesmo.

O autoconhecimento é proveniente da percepção do erro, do defeito, da falha. Com alguma refletição se torna imediato, não necessitando de um processo epistemológico para conhecer à si próprio, apenas de observação e pensamento abstrato. A tendência inefável do ser humano o impede de chegar à obter tal ciência dele mesmo, pois precisa de um mínimo de estruturação filosófica e modéstia para se ter o mesmo.

Um dos objetivos primários da filosofia é fazer a pessoa se reconhecer, ter consciência do que ela é e razões profundas dela, normativas e existenciais. A filosofia já visa o autoconhecimento, uma parte individual e escalrecedora dentro daquele que pensa.