Vida
Albert Camus nasceu em 7 de novembro de 1913 em Mondovi, na Argélia e morreu em 4 de janeiro de 1960 em Villeblevin, na França. É considerado um dos grandes filósofos contemporâneos e também foi um existencialista, título que ele mesmo negava ser. Sua filosofia se resume na firmação da ausência de sentido da existência. Além de filósofo também foi dramaturgo.
Em 1914, com apenas um ano de idade, o pai de Camus morre na Primeira Guerra Mundial, o que dificultou sua família mais adiante, pois sua mãe teve que trabalhar duramente para sustentar a família.
Então sua família se mudou para Argel, morando no bairro popular Belcourt. Viveu sobre as condições de vida que futuramente marcariam suas obras. Ele mesmo descreveu que sua felicidade estava ligada com a natureza. A miséria foi a sua escola da vida, professora de sua visão sobre a vida humana. Morava com sua mãe, irmão mais velho, avó e seu tio parcialmente surdo.
Ele estudava, coisa que sua família a princípio não via com bons olhos, pois havia necessidade da renda de seu trabalho para ajudar em casa. Seu tio era tanoeiro, e mesmo Camus gostando do ambiente da oficina dele, ele se dividia entre a miséria e ajudar a família contra a decisão de não contribuir para ter um futuro mais promissor.
Sua mãe trabalhava lavando roupa para fora, a fim de ajudar no sustento da casa. Durante o segundo grau, ele quase abandonou os estudos devido aos problemas financeiros da família. Foi neste ponto que dois professores foram fundamentais para que o filósofo para que o futuro grande filósofo seguisse com os estudos, Jean Grenier e Louis Germain, seus dois professores que foram mais tarde agradecidos em sua obra. Em “O Homem Revoltado” de 1951, Camus agradece a Grenier, e em “Discursos da Suécia" agradece Germain.
Acabou futuramente seguindo futuro em filosofia na Universidade da Argélia, fazendo sua tese de doutorado sobre Santo Agostinho. Também adentrou no Partido do Povo da Argélia e se licenciou com uma tese sobre Plotino.
Se casa com Simone Hie em 1934 e ingressa no Partido Comunista francês no mesmo ano. Ele e Simone se divorciam no ano seguinte, se casando novamente em 1940 Francine Faune, se casando novamente. Com Francine teve um casal de gêmeos, Catherine e Jean.
Em 1930 contrai tuberculose, o que o faz afastar de suas atividades cotidianas, como nos esportes, pois era goleiro e gostava muito de futebol. Assumiu o cargo de professor no mesmo ano.
Essa doença o deu a dimensão da morte aparecer a qualquer instante em seu cotidiano, o que virou uma ferramenta para a construção de sua filosofia.
Foi recusado a se alistar no exército francês devido seu péssimo estado de saúdo. Então, durante a Segunda Guerra, Camus fazia parte da Resistência Francesa na ocupação alemã daquele país. Foi nessa mesma época que conheceu Jean-Paul Sartre, outro filósofo existencialista, que se tornaram grandes amigos, principalmente pós-guerra. Em 1942, Camus publicou duas obras, que seriam consideradas suas maiores contribuições para a filosofia, sendo elas "O Mito de Sísifo" e "O Estrangeiro".
Em 1946 vai aos Estados Unidos, realizando palestras de caráter existencialista para estudantes de Nova York. Publicou "A Peste" um ano depois, aludindo sua visão de vida com base na ocupação nazista na França e da condição humana.
Seu amor pelo futebol o fez viajar para o Brasil em 1949.
Teve uma recaída da tuberculose entre 1949 a 1951. Publicou em 1951 "O Homem Revoltado", onde faz uma análise da revolta do ser humano contra a própria natureza, e rejeitando também o comunismo. Essa idéia foi perturbadora para o meio intelectual francês, que estava fortemente comprometido com o marxismo, provocando futuramente a ruptura com Sartre.
Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1957 por sua produção literária que foi considerada lúcida e sincera acerca dos problemas humanos de seu tempo.
Três anos depois, em 1960, Albert Camus vem à falecer. Morreu num acidente de carro no dia 4 de janeiro daquele ano.
Pensamento
A filosofia de Camus é um reflexo da angústia de seu tempo, se resumindo no conceito de que não há sentido na existência, e o homem se mostra insatisfeito com isto e sua vida passa a ser uma procura de significado para sua vida. Esse conceito se traduz no absurdo. O pensamento de Camus é espelho das questões que começam a aparecer para dúvidas que sempre seguiram o ser humano, seguindo às tendências que mostram uma falta de perspectiva na vida.
A revolta seria a descoberta da forma perecível e frágil com qual se encontra sua vida. É alguém que mesmo vendo a falta de sentido na vida, a vive por encontrar na vida momentos de felicidade e contentação, qual motivam a pessoa a viver mesmo tendo que enfrentar o absurdo. A esperança seria essa arma contra o absurdo, qual o filósofo aconselha que sempre se deva ter.
Como para ele a vida não tem significado, ele conclui que muitas pessoas procuram dar sentido para ele não aceitando a realidade ou conseguem conviver com uma falta de profundidade na vida. A outra alternativa seria o suicídio, que para Camus não é algo vantajoso, mais é a opção daqueles que não querem ter que lhe dar com a frustração de viver.
A concecpção de deus para Camus é de uma divindade cruel e caprichosa, palavras por ele mesmo usadas. Ele recusa a idéia de um deus arbitrário em suas decisões, descartando a razão de deus por questões morais. Ele não intervém no problema do mal, sendo deste problema que surge o silêncio de deus. Se ele permite tudo, ele é responsável por tudo, logo, o mal é culpa dele.
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domingo, 4 de setembro de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Arthur Schopenhauer
Vida
Arthur Schopenhauer nasceu em 22 de Fevereiro de 1788 em Danzing, na Prússia (atual Gdańsk, na Polônia) e morreu em 21 de setembro de 1860 em Frankfurt, na Alemanha. Seu pensamento é marcado pelo pessimismo, não tendo inclusive se encaixado com a mentalidade da época. Sua filosofia também é marcada pela influência de Buda e a crítica à Hegel.
Veio de uma família opulenta, sua mãe sendo uma escritora conhecida e seu pai um comerciante sucedido e um homem irascível e controlador.
Estava destinado a seguir o ofício do pai, e por isso, sua família não se preocupava tanto com a formação de sua educação intelectual. Com doze anos de idade, começo a viajar com o pai numa jornada importante para o seu futuro comercial, percorrendo a Alemanha, França, Inglaterra, Holanda, Suíça e Áustria. Ingressou na faculdade de comércio de Hamburgo em 1805.
Nessas viagens o que despertou em Schopenhauer não foi o dom de comerciante, e sim o interesse pelo entendimento da condição humana, redigir considerações melancólicas e pessimistas a respeito da existência humana.
Em 1805 seu pai comete suicídio, e a herança por ele deixada contribui para mais tarde o futuro intelectual de Arthur, que abandonou os estudos comerciais e se voltar para uma carreira universitária. Em 1809 adentra na Universidade de Gottingen para estudar medicina. Fez transferência para Berlim em 1811, e dois anos depois.
Em 1811, na Universidade de Berlim, assistia aos cursos de filosofia de Fichte e Schleiermacher. Fichte foi acusado por Schopenhauer de caricaturar a filosofia de Kant, envolvendo o povo alemão numa neblina filosófica. Se doutourou com a tese “Sobre a Quádrupla Raiz do Princípio de Razão Suficiente”.
Foi morar em Weimar, onde sua mãe estava tendo sucesso como novelista. A relação entre os dois deteriorava-se ao ponto de sua mãe declarar publicamente que a tese de seu filho não passava de tratado de farmácia; em contrapartida, Schophenhauer afirmava que pouco provavelmente ela seria lembrada como escritora, sendo que seria lembrada apenas por ter dado luz a ele.
Mesmo assim, frenquentou por um tempo o salão de sua mãe. Lá conheceu Goethe e se tornou amigo deste poeta. Em 1815 publica “Sobre a Visão e as Cores”.
Em 1819 publica “O Mundo Como Vontade e Representação”, a mais importante da divulgação de sua filosofia. Teve poucas vendas, e também com uma crítica não favorável.
Em 1818 e no ano seguinte, Schopenhauer vive um tempo na Itália, e quando volta, sua situação financeira não se encontra tão boa. Solicitou em 1820 o cargo de monitor na Universidade de Berlim, qual ministrava um curso de filosofia, qual também tinha Hegel como instrutor, este sendo um reputado professor da universidade. Tentando competir com Hegel, Schopenhauer escolheu o mesmo horário utilizado pelo rival, mas fracassou, tendo apenas quatro anos. Demitiu-se no fim do semestre.
Em 1821 acontecimentos em sua vida levaram Schopenhauer a ter um desagradável prejuízo econômico, e vindo a causar uma casual crise de depressão. Nessa época, vivia numa pensão, cuja maioria dos pensatários eram senhoras de idade avançada. Essas pensionistas costumavam espionar a chegada de supostas amantes de Schopenhauer em seus aposentos. Certa vez, quando uma costureira fazia esta proeza, Schopenhauer perdeu a paciência e a atirou escada abaixo. Foi processado e acabou tendo como pena pagar trezentos tálares (a unidade monetária da época) em despesas médicas. Era obrigado também a pagar sessenta tálares anuais, tendo feito isso até a morte da costureira, que veio a falecer apenas vinte anos mais tarde. Durante esse meio tempo, Arthur Schopenhauer entrava em depressão nervosa na datas de pagar a pensão. Sua revolta imprimia sua emoção de injustiçado pelas autoridades.
De 1826 a 1833 viajava com frequência, adoecendo várias vezes e tentou uma segunda experiência como professor na Universidade de Berlim, e mais uma vez fracassou.
Em 1833, depois de várias hesitações, o filósofo resolveu se mudar para Frankfurt, onde residiu até sua morte em 1860. Seus vinte e sete anos nesta cidade foram anos de solidão, tendo apenas em casa companhia canina. Sua preferência pelos animais era algo justificado por sua filosofia, principalmente dando ênfase aos cães, cuja vontade não é dissimulada pelo pensamento.
Dedicava-se muito à reflexão filosófica. Schopenhauer trabalhava intensivamente em Frankfurt, publicando diversas obras. Entre elas se destacam a segunda parte do "O Mundo Como Vontade e Representação", "Sobre a Vontade da Natureza", "A Arte de Insultar" e seu último livro "Parerga e Paralipomena". Esta última, publicada em 1851, teve um surpreendente sucesso, e foi o que fez Schopenhauer ser reconhecido, tendo ela crédito por seu pensamento não ter caído no esquecimento.
A filosofia de seu rival Hegel declinava e a se Schopenhauer ascendia.
Os últimos anos de Schopenhauer foram anos de reconhecimento que ele sempre buscara. Artigos críticos por ele escritos estavam nos principais periódicos da época. A Universidade de Breslau dedicou a estudar suas obras e a Academia Real de Ciências de Berlim o convidou para ser membro dela em 1858, porém, o mesmo recusou.
Morreu em 21 de setembro de 1860, de pneumonia, aos 72 anos.
Pensamento
Schopenhauer teve muita inspiração na filosofia kantiana e na budista. Sobre a condição humana impera o pessimismo, afirmando que a existência profana do ser humano é infestada de sofrimento e dor.
Afirmava que o mundo não é mais do que representações interpretradas com síntese entre o subjetivo e o objetivo, entre a realidade exterior e a interior ao homem.
Para o filósofo, a vontade é à base da essência metafísica do mundo e da conduta humana, e fonte de todo o sofrimento. A vontade é então uma vontade sem profundidade, um querer irracional e inconsciente. O querer, o desejar, à vontade em sim é o gerador da dor; sendo a felicidade uma temporária ilusão da mesma. O prazer é a ilusão passageira da dor, e também um vício qual se tende a lutar parar supri-lo.
A libertação do sofrimento seria então em compreendê-lo e enxergá-lo, coexistindo com ele por meio da renúncia ao mesmo. Essa libertação foi nomeada por Schopenhauer de nirvana, homenagem ao conceito budista de libertação do sofrimento contínuo da existência.
Para ele, o amor nada mais era do que uma forma de despertar de desejo sexual, com o fim primitivo de reprodução. Não existiria então para Schopenhauer o amor romântico, apenas o interesse lascivo.
Esse filósofo tinha uma noção de ética diferente, não a objetivando no "dever", considerando isso como um meio de coerção. A busca pela verdade, filosofando e estudando a vida são os meios de se buscar a verdadeira senda para o bem segundo este filósofo.
A arte para ele não é uma coisa totalmente libertadora, apenas distanciando relativamente por um tempo da vontade, e não a suprindo. É uma forma de expressão que serve para extravasar a vontade e representação.
Arthur Schopenhauer nasceu em 22 de Fevereiro de 1788 em Danzing, na Prússia (atual Gdańsk, na Polônia) e morreu em 21 de setembro de 1860 em Frankfurt, na Alemanha. Seu pensamento é marcado pelo pessimismo, não tendo inclusive se encaixado com a mentalidade da época. Sua filosofia também é marcada pela influência de Buda e a crítica à Hegel.
Veio de uma família opulenta, sua mãe sendo uma escritora conhecida e seu pai um comerciante sucedido e um homem irascível e controlador.
Estava destinado a seguir o ofício do pai, e por isso, sua família não se preocupava tanto com a formação de sua educação intelectual. Com doze anos de idade, começo a viajar com o pai numa jornada importante para o seu futuro comercial, percorrendo a Alemanha, França, Inglaterra, Holanda, Suíça e Áustria. Ingressou na faculdade de comércio de Hamburgo em 1805.
Nessas viagens o que despertou em Schopenhauer não foi o dom de comerciante, e sim o interesse pelo entendimento da condição humana, redigir considerações melancólicas e pessimistas a respeito da existência humana.
Em 1805 seu pai comete suicídio, e a herança por ele deixada contribui para mais tarde o futuro intelectual de Arthur, que abandonou os estudos comerciais e se voltar para uma carreira universitária. Em 1809 adentra na Universidade de Gottingen para estudar medicina. Fez transferência para Berlim em 1811, e dois anos depois.
Em 1811, na Universidade de Berlim, assistia aos cursos de filosofia de Fichte e Schleiermacher. Fichte foi acusado por Schopenhauer de caricaturar a filosofia de Kant, envolvendo o povo alemão numa neblina filosófica. Se doutourou com a tese “Sobre a Quádrupla Raiz do Princípio de Razão Suficiente”.
Foi morar em Weimar, onde sua mãe estava tendo sucesso como novelista. A relação entre os dois deteriorava-se ao ponto de sua mãe declarar publicamente que a tese de seu filho não passava de tratado de farmácia; em contrapartida, Schophenhauer afirmava que pouco provavelmente ela seria lembrada como escritora, sendo que seria lembrada apenas por ter dado luz a ele.
Mesmo assim, frenquentou por um tempo o salão de sua mãe. Lá conheceu Goethe e se tornou amigo deste poeta. Em 1815 publica “Sobre a Visão e as Cores”.
Em 1819 publica “O Mundo Como Vontade e Representação”, a mais importante da divulgação de sua filosofia. Teve poucas vendas, e também com uma crítica não favorável.
Em 1818 e no ano seguinte, Schopenhauer vive um tempo na Itália, e quando volta, sua situação financeira não se encontra tão boa. Solicitou em 1820 o cargo de monitor na Universidade de Berlim, qual ministrava um curso de filosofia, qual também tinha Hegel como instrutor, este sendo um reputado professor da universidade. Tentando competir com Hegel, Schopenhauer escolheu o mesmo horário utilizado pelo rival, mas fracassou, tendo apenas quatro anos. Demitiu-se no fim do semestre.
Em 1821 acontecimentos em sua vida levaram Schopenhauer a ter um desagradável prejuízo econômico, e vindo a causar uma casual crise de depressão. Nessa época, vivia numa pensão, cuja maioria dos pensatários eram senhoras de idade avançada. Essas pensionistas costumavam espionar a chegada de supostas amantes de Schopenhauer em seus aposentos. Certa vez, quando uma costureira fazia esta proeza, Schopenhauer perdeu a paciência e a atirou escada abaixo. Foi processado e acabou tendo como pena pagar trezentos tálares (a unidade monetária da época) em despesas médicas. Era obrigado também a pagar sessenta tálares anuais, tendo feito isso até a morte da costureira, que veio a falecer apenas vinte anos mais tarde. Durante esse meio tempo, Arthur Schopenhauer entrava em depressão nervosa na datas de pagar a pensão. Sua revolta imprimia sua emoção de injustiçado pelas autoridades.
De 1826 a 1833 viajava com frequência, adoecendo várias vezes e tentou uma segunda experiência como professor na Universidade de Berlim, e mais uma vez fracassou.
Em 1833, depois de várias hesitações, o filósofo resolveu se mudar para Frankfurt, onde residiu até sua morte em 1860. Seus vinte e sete anos nesta cidade foram anos de solidão, tendo apenas em casa companhia canina. Sua preferência pelos animais era algo justificado por sua filosofia, principalmente dando ênfase aos cães, cuja vontade não é dissimulada pelo pensamento.
Dedicava-se muito à reflexão filosófica. Schopenhauer trabalhava intensivamente em Frankfurt, publicando diversas obras. Entre elas se destacam a segunda parte do "O Mundo Como Vontade e Representação", "Sobre a Vontade da Natureza", "A Arte de Insultar" e seu último livro "Parerga e Paralipomena". Esta última, publicada em 1851, teve um surpreendente sucesso, e foi o que fez Schopenhauer ser reconhecido, tendo ela crédito por seu pensamento não ter caído no esquecimento.
A filosofia de seu rival Hegel declinava e a se Schopenhauer ascendia.
Os últimos anos de Schopenhauer foram anos de reconhecimento que ele sempre buscara. Artigos críticos por ele escritos estavam nos principais periódicos da época. A Universidade de Breslau dedicou a estudar suas obras e a Academia Real de Ciências de Berlim o convidou para ser membro dela em 1858, porém, o mesmo recusou.
Morreu em 21 de setembro de 1860, de pneumonia, aos 72 anos.
Pensamento
Schopenhauer teve muita inspiração na filosofia kantiana e na budista. Sobre a condição humana impera o pessimismo, afirmando que a existência profana do ser humano é infestada de sofrimento e dor.
Afirmava que o mundo não é mais do que representações interpretradas com síntese entre o subjetivo e o objetivo, entre a realidade exterior e a interior ao homem.
Para o filósofo, a vontade é à base da essência metafísica do mundo e da conduta humana, e fonte de todo o sofrimento. A vontade é então uma vontade sem profundidade, um querer irracional e inconsciente. O querer, o desejar, à vontade em sim é o gerador da dor; sendo a felicidade uma temporária ilusão da mesma. O prazer é a ilusão passageira da dor, e também um vício qual se tende a lutar parar supri-lo.
A libertação do sofrimento seria então em compreendê-lo e enxergá-lo, coexistindo com ele por meio da renúncia ao mesmo. Essa libertação foi nomeada por Schopenhauer de nirvana, homenagem ao conceito budista de libertação do sofrimento contínuo da existência.
Para ele, o amor nada mais era do que uma forma de despertar de desejo sexual, com o fim primitivo de reprodução. Não existiria então para Schopenhauer o amor romântico, apenas o interesse lascivo.
Esse filósofo tinha uma noção de ética diferente, não a objetivando no "dever", considerando isso como um meio de coerção. A busca pela verdade, filosofando e estudando a vida são os meios de se buscar a verdadeira senda para o bem segundo este filósofo.
A arte para ele não é uma coisa totalmente libertadora, apenas distanciando relativamente por um tempo da vontade, e não a suprindo. É uma forma de expressão que serve para extravasar a vontade e representação.
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