A ciência é o meio objetivo e analítico de se compreender o mundo. Ela se enfoca em dar resultados objetivos e exatos para os acontecimentos e fatores dos fenômenos, se tendo todo um estudo e metedologia por trás das ciências.
Acontece que a ciência foi evoluindo ao longo de sua história. Ela sempre foi algo que buscou compreender os fenômenos, os seres, os acontecimentos, mais por formas diferentes. Ela foi originalmente contemplativa, buscava conhecer a natureza mais a admirando, de certa forma se reconhecendo como abaixo dela.
O caráter contemplativo da ciência remonta desde Aristóteles ou até pensadores antes deste, como os pré-socráticos. A filosofia e a ciência ainda não eram instâncias distintas, então, a ciência possuia uma natureza de admirar a natureza, e conhece-la consintia apenas em se ter conhecimento de seus fenômenos e causas.
Com o tempo, o homem não se viu mais como apenas parte da natureza, e passou a ver que se a conhecesse poderia manipular a natureza. A partir daí a ciência passa de contemplativa para operativa. A ciência se separa da filosofia, pois agora ela tem o fim de intervir, manipular e interagir na natureza, se tendo meios para isso com formulações matemáticas e o engenho de explorá-la. Alguns célebres pensadores influentes nesse contexto foram Galileu Galilei, Isaac Newton, Robert Boyle e Francis Bacon.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
A essência arché
A busca pela arché é um dos pontos principais da filosofia pré-socrática, que seria a compreensão do que é e qual é a substância primordial ou principio substancial das coisas, com sabe na razão filosófica e não por justificativa do mito.
Se dividiam entre os monistas e pluralistas, os que não separavam daqueles que separavam a identidade material e etérea das coisas. Porém, todos eram convictos de que todas as coisas de alguma forma mudam, e muitos buscavam a essência das coisas que permitiria esta mobilidade.
Buscavam entender a essência de todas as coisas, o que compõe tudo na natureza e a justificar filosoficamente. As respostas para a arché variam entre os pré-socráticos:
Tales: A Água
“A água é o princípio de todas as coisas.”
Para Tales de Mileto, todas as coisas eram formadas pela água, que para ele era o princípio de todas as coisas. Apesar de permanecer a mesma, a água modifica seu estado físico (sólido, líquido ou gasoso). Por ser o princípio vital das coisas, tudo seria por ela animado, fluindo assim uma essência etérea para todas as coisas. A água é fundamental para a vida, logo, seria a matéria-prima que tudo constitui.
Tales não sabia, mais 65% do corpo humano é feito de água, sem dizer que ela é fundamental para a manutenção da existência de vida. Sabia que as águas possuem fluxo, uma corrente, assim como a essência material e espiritual das coisas fluem.
Anaximandro: O Ápeiron
“O ilimitado é imortal e indissolúvel.”
Anaximandro de Mileto não acreditava que uma única substância visível era a essência de tudo material, pois até os elementos determinados e antagônicos seriam então feitos de uma mesma coisa. Essa coisa por sua vez é indeterminada, neutra, a ápeiron.
A ápeiron gera os opostos, é eterna e infinita. Matéria e até seu oposto, antimatéria, seriam formados por uma coisa em comum, uma substância indiferente.
Anaxímenes: O Ar
“Como a nossa alma, que é ar, soberanamente nos mantém unidos, assim também todo o cosmo sopro e ar o mantêm.”
Anaxímenes de Mileto discordava das teses de seus dois mestre, Tales e Anaximandro, porém, buscou basear a sua tese de matéria-prima em uma síntese entre ambas. O ar seria um elemento mais sutil do que a água, inobservável, mais que sustenta a vida, a respiração sendo testemunha disto. Por rarefação ou condensação se formariam todas as coisas existentes.
Pitágoras: Os Números
“O princípio das matemáticas é o princípio de todas as coisas.”
Pitágoras de Samos encontrou a resposta para a arché nos números, na matemática. Observou a harmonia nos acordes musicais e notou correspondências aritméticas. Supôs então que tudo na natureza possui proporções que obedecem à matemática. As relações entre quantidades definiriam as propriedades da matéria.
Pode se interpretar a visão de arché de Pitágoras como referência para as proporções que a natureza obedece, como medidas, quantidades, entre outras coisas; ou também para as quantidades dos princípios que variam entre as moléculas, que predetermina as diversas formas e espécies de matéria.
Heráclito: O Fogo
“Este mundo, que é o mesmo para todos, nenhum dos deuses ou dos homens o fez; mas foi sempre, é e será um fogo eternamente vivo, que se acende com medida e se apaga com medida.”
O fogo é um elemento que dá forma, deforma, cria e destrói ao mesmo tempo; muda as coisas, se encaixando perfeitamente com a filosofia de Heráclito de Éfeso, que dizia que todas as coisas sempre mudam, nada permanece como é. Por essa justificativa, o fogo seria para esse filósofo a essência das coisas, por ser a força geradora da perpétua mudança das coisas.
Xenófanes: A Terra
“Tudo sai da terra e tudo volta à terra.”
O filósofo Xenófanes de Cólofon defendia que tudo vinha da terra. Todas as coisas vêm da terra e para ela retornam. Vivemos nela, somos enterrados nela quando morremos, as plantas vivem presas a ela, etc.
Seguindo a lógica de Xenófanes, todas as mudanças das coisas são provenientes da terra. Como por exemplo a cadeia alimentar que começa basicamente nas plantas e animais menores, que vivem e saem da terra, e que vai seguindo até os predadores no topo dessa cadeia, que retornam à terra, que ocorre com a morte e deterioração do corpo.
Parmênides: O Ser
“O ser é.”
Parmênides de Eléia considerava contraditório buscar a essência de tudo naquilo que não possui permanência, como considerou que faziam os outros filósofos. Propôs que a essência está naquilo que permanece, que poderia se converter numa impermanente. O fundamento das coisas seria então aquilo permanente, o que sempre foi, é sempre será; a permanência do que chamou de ser, aquilo que existe é fundamentado pela sua constância.
O ser é a instabilidade de uma coisa, inalterável, a qualidade de imutável que para Parmênides é o ser, a sua arché. O não-ser, ou devir, é a mudança, qual aquilo que muda deixa de ser o que era.
Anaxágoras: As Homeomerias
“Todas as coisas estavam juntas, ilimitadas em número e pequenez, pois o pequeno era ilimitado.”
As homeomerias seriam como sementes que são a matéria-prima constituinte de tudo existente no mundo. Elas são únicas, e possuem as básicas informações que formam as diversas coisas existentes, como se em cada tipo de matéria tivesse em sua essência um pouco da descrição das outras. Anaxágoras de Clazomena considerava que o que dava formas as diversas matérias seria o resultado da qualidade e combinação das homeomerias.
Para compreender melhor o que seriam as homeomerias, tome como exemplo as células de nosso corpo. Noa informação genética de cada célula do nosso corpo não existe só as informações específicas da parte que ela se integra, e sim, de todas as outras em geral também.
Empédocles: Os Quatro Elementos
"Quatro raízes de todas as coisas: fogo, ar, água e terra."
Empédocles de Agrigento possui o que foi uma revolucionária explicação de arché, pois teve sucesso em conciliar o imobilismo de Parmênides e o mobilismo de Heráclito. Estudou sobre o que os outros filósofos pensavam, concluindo que existem quatro elementos primordiais: Água, terra, fogo e ar. As relações que esses elementos teriam entre si e suas variações derivariam na diversidade da matéria, se resumindo nos princípios de amor e ódio entre elas, respectivamente união e separação.
A teoria de Empédocles perdurou por séculos, qual muitas e muitas gerações foram convictas de que tudo no mundo se constitui de quatro elementos. Essa teoria só caiu com os químicos dos últimos séculos, que consideravam essa explicação muito simplista e também por estudarem melhor os elementos da química.
Demócrito: O Átomo
“Tudo é formado por átomos.”
Em conjunto com Leucipo, Demócrito de Abdera teorizou os átomos, que seriam divisões da matéria até o ponto em que ela se tornasse indivisível. Seriam como pedaços de um corpo, objeto, matéria em geral; que vai se dividindo em pequenos pedaços, que diminuem e diminuem até não poderem mais serem partidos, se tornando indivisíveis. Estes pedaços indivisíveis seriam a matéria-prima que forma todo no universo.
Demócrito estava certo, mais a ciência demorou mais de dois mil anos para provar que ele e Leucipo estavam corretos. Entretanto, os átomos não são indivisíveis como eles pensavam que eram; na verdade, são divisíveis, compostos de particulas menores do que eles (prótons, elétrons e neutrons).
Se dividiam entre os monistas e pluralistas, os que não separavam daqueles que separavam a identidade material e etérea das coisas. Porém, todos eram convictos de que todas as coisas de alguma forma mudam, e muitos buscavam a essência das coisas que permitiria esta mobilidade.
Buscavam entender a essência de todas as coisas, o que compõe tudo na natureza e a justificar filosoficamente. As respostas para a arché variam entre os pré-socráticos:
Tales: A Água
“A água é o princípio de todas as coisas.”
Para Tales de Mileto, todas as coisas eram formadas pela água, que para ele era o princípio de todas as coisas. Apesar de permanecer a mesma, a água modifica seu estado físico (sólido, líquido ou gasoso). Por ser o princípio vital das coisas, tudo seria por ela animado, fluindo assim uma essência etérea para todas as coisas. A água é fundamental para a vida, logo, seria a matéria-prima que tudo constitui.
Tales não sabia, mais 65% do corpo humano é feito de água, sem dizer que ela é fundamental para a manutenção da existência de vida. Sabia que as águas possuem fluxo, uma corrente, assim como a essência material e espiritual das coisas fluem.
Anaximandro: O Ápeiron
“O ilimitado é imortal e indissolúvel.”
Anaximandro de Mileto não acreditava que uma única substância visível era a essência de tudo material, pois até os elementos determinados e antagônicos seriam então feitos de uma mesma coisa. Essa coisa por sua vez é indeterminada, neutra, a ápeiron.
A ápeiron gera os opostos, é eterna e infinita. Matéria e até seu oposto, antimatéria, seriam formados por uma coisa em comum, uma substância indiferente.
“Como a nossa alma, que é ar, soberanamente nos mantém unidos, assim também todo o cosmo sopro e ar o mantêm.”
Anaxímenes de Mileto discordava das teses de seus dois mestre, Tales e Anaximandro, porém, buscou basear a sua tese de matéria-prima em uma síntese entre ambas. O ar seria um elemento mais sutil do que a água, inobservável, mais que sustenta a vida, a respiração sendo testemunha disto. Por rarefação ou condensação se formariam todas as coisas existentes.
“O princípio das matemáticas é o princípio de todas as coisas.”
Pitágoras de Samos encontrou a resposta para a arché nos números, na matemática. Observou a harmonia nos acordes musicais e notou correspondências aritméticas. Supôs então que tudo na natureza possui proporções que obedecem à matemática. As relações entre quantidades definiriam as propriedades da matéria.
Pode se interpretar a visão de arché de Pitágoras como referência para as proporções que a natureza obedece, como medidas, quantidades, entre outras coisas; ou também para as quantidades dos princípios que variam entre as moléculas, que predetermina as diversas formas e espécies de matéria.
“Este mundo, que é o mesmo para todos, nenhum dos deuses ou dos homens o fez; mas foi sempre, é e será um fogo eternamente vivo, que se acende com medida e se apaga com medida.”
O fogo é um elemento que dá forma, deforma, cria e destrói ao mesmo tempo; muda as coisas, se encaixando perfeitamente com a filosofia de Heráclito de Éfeso, que dizia que todas as coisas sempre mudam, nada permanece como é. Por essa justificativa, o fogo seria para esse filósofo a essência das coisas, por ser a força geradora da perpétua mudança das coisas.
“Tudo sai da terra e tudo volta à terra.”
O filósofo Xenófanes de Cólofon defendia que tudo vinha da terra. Todas as coisas vêm da terra e para ela retornam. Vivemos nela, somos enterrados nela quando morremos, as plantas vivem presas a ela, etc.
Seguindo a lógica de Xenófanes, todas as mudanças das coisas são provenientes da terra. Como por exemplo a cadeia alimentar que começa basicamente nas plantas e animais menores, que vivem e saem da terra, e que vai seguindo até os predadores no topo dessa cadeia, que retornam à terra, que ocorre com a morte e deterioração do corpo.
“O ser é.”
Parmênides de Eléia considerava contraditório buscar a essência de tudo naquilo que não possui permanência, como considerou que faziam os outros filósofos. Propôs que a essência está naquilo que permanece, que poderia se converter numa impermanente. O fundamento das coisas seria então aquilo permanente, o que sempre foi, é sempre será; a permanência do que chamou de ser, aquilo que existe é fundamentado pela sua constância.
O ser é a instabilidade de uma coisa, inalterável, a qualidade de imutável que para Parmênides é o ser, a sua arché. O não-ser, ou devir, é a mudança, qual aquilo que muda deixa de ser o que era.
“Todas as coisas estavam juntas, ilimitadas em número e pequenez, pois o pequeno era ilimitado.”
As homeomerias seriam como sementes que são a matéria-prima constituinte de tudo existente no mundo. Elas são únicas, e possuem as básicas informações que formam as diversas coisas existentes, como se em cada tipo de matéria tivesse em sua essência um pouco da descrição das outras. Anaxágoras de Clazomena considerava que o que dava formas as diversas matérias seria o resultado da qualidade e combinação das homeomerias.
Para compreender melhor o que seriam as homeomerias, tome como exemplo as células de nosso corpo. Noa informação genética de cada célula do nosso corpo não existe só as informações específicas da parte que ela se integra, e sim, de todas as outras em geral também.
"Quatro raízes de todas as coisas: fogo, ar, água e terra."
Empédocles de Agrigento possui o que foi uma revolucionária explicação de arché, pois teve sucesso em conciliar o imobilismo de Parmênides e o mobilismo de Heráclito. Estudou sobre o que os outros filósofos pensavam, concluindo que existem quatro elementos primordiais: Água, terra, fogo e ar. As relações que esses elementos teriam entre si e suas variações derivariam na diversidade da matéria, se resumindo nos princípios de amor e ódio entre elas, respectivamente união e separação.
A teoria de Empédocles perdurou por séculos, qual muitas e muitas gerações foram convictas de que tudo no mundo se constitui de quatro elementos. Essa teoria só caiu com os químicos dos últimos séculos, que consideravam essa explicação muito simplista e também por estudarem melhor os elementos da química.
Demócrito: O Átomo
“Tudo é formado por átomos.”
Em conjunto com Leucipo, Demócrito de Abdera teorizou os átomos, que seriam divisões da matéria até o ponto em que ela se tornasse indivisível. Seriam como pedaços de um corpo, objeto, matéria em geral; que vai se dividindo em pequenos pedaços, que diminuem e diminuem até não poderem mais serem partidos, se tornando indivisíveis. Estes pedaços indivisíveis seriam a matéria-prima que forma todo no universo.
Demócrito estava certo, mais a ciência demorou mais de dois mil anos para provar que ele e Leucipo estavam corretos. Entretanto, os átomos não são indivisíveis como eles pensavam que eram; na verdade, são divisíveis, compostos de particulas menores do que eles (prótons, elétrons e neutrons).
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Os ídolos contra a ciência
O filósofo inglês Francis Bacon defende a valorização da ciência e a experimentação, defendendo a metodologia indutiva e da investigação científica. Criticava com os ídolos a ciência antiga, de base aristotélica, qual Bacon maldizia.
Os ídolos seriam noções falsas presentes no intelecto humano; que nada mais são das idéias falsas, superstição, crendice e uma série de maus hábitos mentais. Eles afastavam o homem da ciência, que serve ao homem e o faz imperar sobre a natureza e as coisas.
A palavra ídolo é encaixada neste contexto remetente a idéia de idolatria, falso culto e deuses seguidos. O celebrar dos homens com os deuses é referente ao que ocorre quando os mesmos estão presos aos seus preconceitos, vontades, pulsões e interpretações.
Esses ídolos prejudiciais à racionalidade humana foram descritos por Bacon em sua obra Novum Organum de 1620, qual o mesmo os idealizou e os dividiu em quatro tipos:
• Ídolo da tribo: Falsas noções criadas pela natureza humana;
• Ídolo da caverna: As falsas idéias individuais, à parte do ser (alusão ao mito da caverna de Platão);
• Ídolo do foro ou mercado: Proveniente da linguagem;
• Ídolo do teatro: Concepções enganosas criadas pela cultura, a filosofia, religião e ideologias vigentes.
Os ídolos seriam noções falsas presentes no intelecto humano; que nada mais são das idéias falsas, superstição, crendice e uma série de maus hábitos mentais. Eles afastavam o homem da ciência, que serve ao homem e o faz imperar sobre a natureza e as coisas.
A palavra ídolo é encaixada neste contexto remetente a idéia de idolatria, falso culto e deuses seguidos. O celebrar dos homens com os deuses é referente ao que ocorre quando os mesmos estão presos aos seus preconceitos, vontades, pulsões e interpretações.
Esses ídolos prejudiciais à racionalidade humana foram descritos por Bacon em sua obra Novum Organum de 1620, qual o mesmo os idealizou e os dividiu em quatro tipos:
• Ídolo da tribo: Falsas noções criadas pela natureza humana;
• Ídolo da caverna: As falsas idéias individuais, à parte do ser (alusão ao mito da caverna de Platão);
• Ídolo do foro ou mercado: Proveniente da linguagem;
• Ídolo do teatro: Concepções enganosas criadas pela cultura, a filosofia, religião e ideologias vigentes.
domingo, 17 de julho de 2011
O pensamento alquímico
"O que está fora é o reflexo do que está dentro." - Hermes Trismegisto
A alquimia foi uma prática de caráter místico e ao mesmo tempo científico, entretanto, repleta de caráter filosófico. Embora combinasse química, medicina, metalurgia e hermetismo e sido significativa para a ciência, a alquimia também possui princípios filosóficos.
Suas fontes filosóficas são dispersas; pré-socráticos, neoplatônica, aristotélica, taoísta, védica e abraâmica (judaico-cristã e islã). Exemplos estão nos quatro elementos de Empédocles (água, ar, terra e fogo) e as três essências do pensamento árabe (sal, mercúrio e enxofre).
Pretendiam buscar duas substâncias, a Pedra Filosofal e o Elixir da Longa Vida. Com a pedra transmutariam todos os metais ditos inferiores em ouro, o mais perfeito de todos (não por avareza, mais a ideologia dos alquimistas dizia que a natureza era e tendia a ser perfeita, e eles pretendiam contribuir com esta perfeição), qual também poderia obter o elixir, uma poção capaz de curar todas as doenças e prolongar a vida (devido o ideal de se ter uma vida longa e próspera daqueles tempos qual a medicina não era tão eficaz como hoje). Seus simbolismos eram uma linguagem alegórica usada para que somente lês compreendessem os ensinamentos alquímicos.
A transmutação, além de metais, seria uma metáfora para mudança interior. Isto seria uma metáfora para a transformação espiritual.
Alquimistas reconhecidos são vários vão do lendário Hermes Trismegisto e partem com Avicena, Geber, Tomás de Aquino, Nicolas Flamel e Paracelso. Nos tempos modernos, Carl Jung estudou alquimia e considerou suas representações e experiências levadas em vida para usar como ferramentas na construção da psicologia analítica.
Compare as etapas de um processo alquímico com etapas de um procedimento filosófico: Nigredo (a putrefação) seria o desmoronamento de convicções, que o Albedo (purificação) nos fariam reconhecer nossos limites no pensamento e no julgar; e pelo Critinitas (despertar) o senso filosófico se despertaria obtendo assim o Rubedo (a iluminação), nada mais que o reconhecimento da verdade.
A alquimia foi uma prática de caráter místico e ao mesmo tempo científico, entretanto, repleta de caráter filosófico. Embora combinasse química, medicina, metalurgia e hermetismo e sido significativa para a ciência, a alquimia também possui princípios filosóficos.Suas fontes filosóficas são dispersas; pré-socráticos, neoplatônica, aristotélica, taoísta, védica e abraâmica (judaico-cristã e islã). Exemplos estão nos quatro elementos de Empédocles (água, ar, terra e fogo) e as três essências do pensamento árabe (sal, mercúrio e enxofre).
Pretendiam buscar duas substâncias, a Pedra Filosofal e o Elixir da Longa Vida. Com a pedra transmutariam todos os metais ditos inferiores em ouro, o mais perfeito de todos (não por avareza, mais a ideologia dos alquimistas dizia que a natureza era e tendia a ser perfeita, e eles pretendiam contribuir com esta perfeição), qual também poderia obter o elixir, uma poção capaz de curar todas as doenças e prolongar a vida (devido o ideal de se ter uma vida longa e próspera daqueles tempos qual a medicina não era tão eficaz como hoje). Seus simbolismos eram uma linguagem alegórica usada para que somente lês compreendessem os ensinamentos alquímicos.
A transmutação, além de metais, seria uma metáfora para mudança interior. Isto seria uma metáfora para a transformação espiritual.
Alquimistas reconhecidos são vários vão do lendário Hermes Trismegisto e partem com Avicena, Geber, Tomás de Aquino, Nicolas Flamel e Paracelso. Nos tempos modernos, Carl Jung estudou alquimia e considerou suas representações e experiências levadas em vida para usar como ferramentas na construção da psicologia analítica.
Compare as etapas de um processo alquímico com etapas de um procedimento filosófico: Nigredo (a putrefação) seria o desmoronamento de convicções, que o Albedo (purificação) nos fariam reconhecer nossos limites no pensamento e no julgar; e pelo Critinitas (despertar) o senso filosófico se despertaria obtendo assim o Rubedo (a iluminação), nada mais que o reconhecimento da verdade.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Sobre à origem de tudo
Quando nos perguntamos questões existenciais, sobre nós, forças além de nós e o universo em si; uma das perguntas mais recorrentes é a origem do Universo, em caráter filosófico, a cosmogonia. [Não confundir com cosmologia, esta sendo de caráter científico!]
A cosmogonia é uma explicação para a origem da existência, seja universal ou apenas da existência da vida.
Desde os tempos dos primeiros seres humanos é tentado se explicar à origem da existência do universo, e várias culturas e religiões fizeram isso. Todas explicam de forma simbólica, dando origem ao mito, uma forma representativa de se explicação racional por meio de histórias fantasiosas.
Alguns elementos em mitos criacionistas se repetem nas diversas crenças e culturas, como o ovo cósmico ou do deus primordial morto e desmembrado cujas partes vão criando tudo no mundo e no universo.
Vários exemplos podem ser citados, como o mito de Pan Ku dos chineses, o Enuma Elish dos sumérios, o Gênesis e as descrições na obra Teogonia de Hesíodo.
Em princípio existem três categorias de explicações cosmogônicas: Um universo criado do nada, um cíclico e um "sem começo, sempre existente".
Uma explicação metafísica e conhecimento de preceitos científicos facilitam pensar nessa questão, da origem da vida à origem de tudo. Entender o universo resulta numa compreensão melhor de suas causas e efeitos; e entender à vida alivia mais as dúvidas em relação ao sentido desta e seu significado.
As cosmogonias nos mostram o fascínio (e eterno debate) na explicação humana para a origem do mundo, o universo e a existência em si. A origem das coisas se extende da origem da existência até a origem da vida, algo que se torna uma imortal incógnita para o ser humano, sendo isto algo profundo demais para este ter conhecimento ao menos por um tempo, este tempo sendo os dias de vida.
A cosmogonia é uma explicação para a origem da existência, seja universal ou apenas da existência da vida.
Desde os tempos dos primeiros seres humanos é tentado se explicar à origem da existência do universo, e várias culturas e religiões fizeram isso. Todas explicam de forma simbólica, dando origem ao mito, uma forma representativa de se explicação racional por meio de histórias fantasiosas.
Alguns elementos em mitos criacionistas se repetem nas diversas crenças e culturas, como o ovo cósmico ou do deus primordial morto e desmembrado cujas partes vão criando tudo no mundo e no universo.
Vários exemplos podem ser citados, como o mito de Pan Ku dos chineses, o Enuma Elish dos sumérios, o Gênesis e as descrições na obra Teogonia de Hesíodo.
Em princípio existem três categorias de explicações cosmogônicas: Um universo criado do nada, um cíclico e um "sem começo, sempre existente".
Uma explicação metafísica e conhecimento de preceitos científicos facilitam pensar nessa questão, da origem da vida à origem de tudo. Entender o universo resulta numa compreensão melhor de suas causas e efeitos; e entender à vida alivia mais as dúvidas em relação ao sentido desta e seu significado.
As cosmogonias nos mostram o fascínio (e eterno debate) na explicação humana para a origem do mundo, o universo e a existência em si. A origem das coisas se extende da origem da existência até a origem da vida, algo que se torna uma imortal incógnita para o ser humano, sendo isto algo profundo demais para este ter conhecimento ao menos por um tempo, este tempo sendo os dias de vida.
domingo, 29 de maio de 2011
Bioética, a ética da ciência da vida
A bioética é a aplicação da conscientização ética dentro da medicina, cuidados da saúde, meio ambiente e demais ciências que trabalham com a vida e seus cuidados. O termo foi usado pela primeira vez em 1971 no livro "Bioética: Ponte para o futuro" de Van Rensselaer Potter.
Exemplos que podem ser citados onde a bioética entra nas ciências biológicas são nas pesquisas de células-tronco, o aborto, a eugênia, clonagem, transgênicos e a eutanásia.
A bioética é a aplicação da conscientização ética dentro da medicina, cuidados da saúde, meio ambiente e demais ciências que trabalham com a vida e seus cuidados. Grande responsabilidade moral é necessária, pois afinal, a bioética restringe o certo e o errado (igual a ética filosófica) dentro das ciências que trabalham com o estudo da vida. Por isso responsabilidade é um fundamento essencial para a bioética, pois quem deve aplicá-la está trabalhando com a vida, uma coisa muito séria.
Para fundamentar às bases da bioética são notados traços de humanismo e na valorização da vida, e também a influência moral que preceitos jurídicos e religiosos implicam nos baluartes dos fundamentos da ética médica. Por isso questões como o aborto e clonagem são cuidadosamente decididas quanto sua eficiência, e outras, como a criação de transgênicos e uso de células-tronco são motivos de polêmicas e discussão. Assim como o transplante de órgãos um dia já foi tabu e muito discutível, questões bioéticas também são, e podem um dia ser para nós aceitáveis.
"A vida de um indivíduo só faz sentido se ajuda a tornar a vida das demais criaturas mais nobres e mais bela." - Albert Einstein
Exemplos que podem ser citados onde a bioética entra nas ciências biológicas são nas pesquisas de células-tronco, o aborto, a eugênia, clonagem, transgênicos e a eutanásia.
A bioética é a aplicação da conscientização ética dentro da medicina, cuidados da saúde, meio ambiente e demais ciências que trabalham com a vida e seus cuidados. Grande responsabilidade moral é necessária, pois afinal, a bioética restringe o certo e o errado (igual a ética filosófica) dentro das ciências que trabalham com o estudo da vida. Por isso responsabilidade é um fundamento essencial para a bioética, pois quem deve aplicá-la está trabalhando com a vida, uma coisa muito séria.
Para fundamentar às bases da bioética são notados traços de humanismo e na valorização da vida, e também a influência moral que preceitos jurídicos e religiosos implicam nos baluartes dos fundamentos da ética médica. Por isso questões como o aborto e clonagem são cuidadosamente decididas quanto sua eficiência, e outras, como a criação de transgênicos e uso de células-tronco são motivos de polêmicas e discussão. Assim como o transplante de órgãos um dia já foi tabu e muito discutível, questões bioéticas também são, e podem um dia ser para nós aceitáveis.
"A vida de um indivíduo só faz sentido se ajuda a tornar a vida das demais criaturas mais nobres e mais bela." - Albert Einstein
quarta-feira, 25 de maio de 2011
A contradição dos paradoxos
Paradoxo é uma idéia contraditória aquela que é comum. Num paradoxo se é presente uma idéia ou fato e, ao mesmo tempo, sua contradição. É uma contradição lógica, um jogo de sentidos e um incentivo ao estímulo do raciocínio alheio.
Um exemplo agora científico é o paradoxo de Langevin (dos gêmeos), proposto por Albert Einstein. Em seu enunciado existem dois gêmeos: O primeiro está viajando numa nave espacial, numa velocidade próxima da velocidade da luz; e o segundo gêmeo permanece na Terra. Para o segundo, a nave se movimenta, e pode afirmar que o tempo está passando mais lentamente para seu irmão na nave. Em contrapartida, o primeiro gêmero vê a Terra se afastar, afirmando também que o tempo passa devagar para seu irmão. Quando os dois se reverem, qual deles estará mais jovem?
[Para entender o paradoxo deve-se ter um mínimo de conhecimento da relatividade de Einstein!]
Outro exemplo de paradoxo, porém infantil, é o do gato e o pão com manteiga. Segundo o que ele apresenta, os gatos sempre caem para cima, e uma fatia de pão com manteiga cai sempre do lado barrado para baixo. O paradoxo surge na proposta do que aconteceria se ambos fossem amarrados e jogados de uma altura considerável. Seguindo a lógica do paradoxo, o gato e a fatia de pão não poderiam cair.
As preposições apresentadas pelos paradoxos é um "pensamento circular", isto é, questionar a questão inicial dele leva sempre às mesmas dúvidas que uma hora o levaram para a questão inicial novamente, e assim se segue.
domingo, 15 de maio de 2011
Lei de Murphy e a questão do erro
A Lei de Murphy é bem popular, conhecida lei de azar. Edward A. Murphy, seu idealizador, afirmava que "Se há mais de uma maneira de se executar uma tarefa ou trabalho, e se uma dessas maneiras resultar em catástrofe ou em consequências indesejáveis, certamente essa será a maneira escolhida por alguém para executá-la" ou apenas "Se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará". Ambas se traduzem em dizer que "Se algo pode dar errado, dará".
Com ela aprendemos como as coisas são imperfeitas, a realidade do erro. Se algo tem alguma chance de errar, esta é falha, pois sua eficiência é finita.
"Se uma coisa pode dar errado, invariavelmente dará errado."
Um aparelho eletrônico pode falhar numa hora que você precise dele, assim por exemplo como um orador um dia pode gaguejar ou "dar branco" enquanto fala em público.
Uma coisa que devemos sempre fazer é nunca criar expectativas, porque o erro perssegue, à espera de uma brexa dada para aparecer e aplicar sua causalidade de imperfeição.
Não importa o grau ou nível de irregularidade ou se chegará à ocorrer tal lapso, apenas tenha consciência de que a imperfeição é presente.
"A verdade surge mais facilmente do erro do que da confusão." - Francis Bacon
Com ela aprendemos como as coisas são imperfeitas, a realidade do erro. Se algo tem alguma chance de errar, esta é falha, pois sua eficiência é finita.
"Se uma coisa pode dar errado, invariavelmente dará errado."
Um aparelho eletrônico pode falhar numa hora que você precise dele, assim por exemplo como um orador um dia pode gaguejar ou "dar branco" enquanto fala em público.
Uma coisa que devemos sempre fazer é nunca criar expectativas, porque o erro perssegue, à espera de uma brexa dada para aparecer e aplicar sua causalidade de imperfeição.
Não importa o grau ou nível de irregularidade ou se chegará à ocorrer tal lapso, apenas tenha consciência de que a imperfeição é presente.
"A verdade surge mais facilmente do erro do que da confusão." - Francis Bacon
domingo, 8 de maio de 2011
Cogito e as nossas percepções de mundo
Em "Meditações" (publicada em 1641), René Descartes escreve sobre a desconfiança nas percepções que nossos sentidos nos proporcionam.
Na biologia, esses sentidos são cinco: Tato, audição, paladar, visão e oufato. Através dessas cinco habilidades nós podemos perceber o mundo.
• Tato: Com ele nós sentimos às emissões físicas das coisas e as que nos proporcionam (calor, frio, dor, prazer, liso, áspero, etc);
• Audição: Percebemos o mundo através dos sons (barulhento, quieto, estrondoso, etc);
• Visão: Captamos o mundo através de suas imagens, vendo como as coisas são (claro, escuro, colorido, etc);
• Olfato: Notamos o mundo pelos cheiros (agradável, desagradável, etc);
• Paladar: Sentimos os sabores (doce, salgado, amargo, azedo, etc).
Entretanto, em Meditações, Descartes nos passa que devamos desconfiar das percepções que nossos sentidos nos dão do mundo. Mesmo que realistas, ele pensou que estas podem ser apenas alucinações, sonhos,estar doente ou até mergulhando na loucura.
[Exemplo científico podemos dar no caso da visão, com a teoria das cores de Isaac Newton. Nela, o espectro de cores que vemos nada mais são do que uma ilusão de óptica criadas pela luz.]
A conclusão tomada por Descartes foi de que o pensamento é a nossa perceptora da realidade mais confiável, o chamado cogito, nossa capacidade de pensar.
Esse agente enganador que cria essas ilusões que fazem que percebamos o mundo limitadamente foi chamado pelo próprio René Descartes de gênio maligno.
Ainda que nossa capacidade de pensar possa ser "tapeada", ainda assim pensariamos, que duvida, pensa, imagina, fantasia e se engana. Mesmo nossas concepções sendo falsas ou não totalmente verdadeiras, o cogito é verdadeiro.
Na biologia, esses sentidos são cinco: Tato, audição, paladar, visão e oufato. Através dessas cinco habilidades nós podemos perceber o mundo.
• Tato: Com ele nós sentimos às emissões físicas das coisas e as que nos proporcionam (calor, frio, dor, prazer, liso, áspero, etc);
• Audição: Percebemos o mundo através dos sons (barulhento, quieto, estrondoso, etc);
• Visão: Captamos o mundo através de suas imagens, vendo como as coisas são (claro, escuro, colorido, etc);
• Olfato: Notamos o mundo pelos cheiros (agradável, desagradável, etc);
• Paladar: Sentimos os sabores (doce, salgado, amargo, azedo, etc).
Entretanto, em Meditações, Descartes nos passa que devamos desconfiar das percepções que nossos sentidos nos dão do mundo. Mesmo que realistas, ele pensou que estas podem ser apenas alucinações, sonhos,estar doente ou até mergulhando na loucura.
[Exemplo científico podemos dar no caso da visão, com a teoria das cores de Isaac Newton. Nela, o espectro de cores que vemos nada mais são do que uma ilusão de óptica criadas pela luz.]
A conclusão tomada por Descartes foi de que o pensamento é a nossa perceptora da realidade mais confiável, o chamado cogito, nossa capacidade de pensar.
Esse agente enganador que cria essas ilusões que fazem que percebamos o mundo limitadamente foi chamado pelo próprio René Descartes de gênio maligno.
Ainda que nossa capacidade de pensar possa ser "tapeada", ainda assim pensariamos, que duvida, pensa, imagina, fantasia e se engana. Mesmo nossas concepções sendo falsas ou não totalmente verdadeiras, o cogito é verdadeiro.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Entendendo o sobrenatural
Quando falamos no sobrenatural, o primeiro pensamento de muitos é ligado automaticamente com fantasmas, misticismo e coisas do gênero. Dentro de uma explicação racional podemos o associar à qualquer força que transcende o natural, ou apenas aquilo que está além do entendimento científico e lógico de causa e efeito.Às pessoas costumam usar o termo paranormal como sinônimo para sobrenatural, entretanto existe uma diferença. A paranormalidade é aquilo paralelo aquilo que é casual e de compreensão clara, já o sobrenatural é aquilo além do entendimento e de explicações.
Aquilo que está além da natureza, além da ciência e da filosofia, sob o entendimento racional é denominado sobrenatural.
[O anormal não se encaixa nesse contexto, por ser nada mais do que aquilo fora do idealizado, uma coisa fora do esperado.]
[O anormal não se encaixa nesse contexto, por ser nada mais do que aquilo fora do idealizado, uma coisa fora do esperado.]
É pressuposto pela existência do sobrenatural uma realidade além da física, como por exemplo o conceito de mundo/plano/dimensão espiritual. Tudo que está visto como por acima da natureza ou não há explicação racional é imediatamente categorizado no sobrenatural.
Muitas coisas que, para nós hoje é ciência, um dia já foram consideradas sobrenatural (como explicações de fenômenos da natureza, por exemplo). Natural e sobrenatural são status instáveis, sendo que algo quando possui explicação de efeito e causa acaba virando natural. [Pois não haverá mais necessidade de ser sobrenatural, afinal, se torna parte mundo natural.]
Crenças no sobrenatural podem ser explicadas por influência religiosa no imaginário humano, estas sendo imparcialmente vistas como suposições do sobrenatural.
Questões do sobrenatural podem ser estudadas pela filosofia, como o que é a divindade, a alma, a natureza do ser, o existir e qualquer questão metafísica que envolva o transcendental de entendimento de causa.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Weltanschauung: A visão que temos de mundo
Visão de mundo (ou weltanschauung, como também costuma ser chamada filosoficamente. welt é "mundo" em alemão e anschauung é "visão") é a orientação subjetiva qual cada um possui, seja particular ou social. É uma perspectiva cognitiva que abrange valores normativos e existenciais.
Uma visão de mundo é construída por explicações sobre o mundo, sejam metafísicas, científicas, espirituais e até éticas.
Todas são descritivas, fazendo uma análise ontológica do mundo, qual a moral, ética, razão e concepção de mundo acabam sendo drásticamente influenciadas pelas respostas obtidas ou aceitas pela pessoa.
Uma explicação do mundo é construída por:
• Uma resposta para questões futuras, como para onde vamos, o que será do meu futuro, o que no meu presente influenciará no futuro...
• Valores ético-morais, princípios, conceitos que fornecem o que fazer, como agir e o que é certo ou não.
• Uma pitada de epistemologia. O que é verdadeiro ou falso, real ou fantasia.
• Preceitos etiológicos [etiologia é o estudo das causas], isto é, procurar (ou dar) significado para suas causas.
• Possuir um significado para o mundo, a essência das coisas. Esta questão é normalmente religiosa, porém, também metafísica.
Com base nisso, podemos afirmar que uma visão de mundo é um conjunto de respostas qual a pessoa responde questões sociais e da vida.
Uma visão de mundo é construída por explicações sobre o mundo, sejam metafísicas, científicas, espirituais e até éticas.
Todas são descritivas, fazendo uma análise ontológica do mundo, qual a moral, ética, razão e concepção de mundo acabam sendo drásticamente influenciadas pelas respostas obtidas ou aceitas pela pessoa.
Uma explicação do mundo é construída por:
• Uma resposta para questões futuras, como para onde vamos, o que será do meu futuro, o que no meu presente influenciará no futuro...
• Valores ético-morais, princípios, conceitos que fornecem o que fazer, como agir e o que é certo ou não.
• Uma pitada de epistemologia. O que é verdadeiro ou falso, real ou fantasia.
• Preceitos etiológicos [etiologia é o estudo das causas], isto é, procurar (ou dar) significado para suas causas.
• Possuir um significado para o mundo, a essência das coisas. Esta questão é normalmente religiosa, porém, também metafísica.
Com base nisso, podemos afirmar que uma visão de mundo é um conjunto de respostas qual a pessoa responde questões sociais e da vida.
sábado, 16 de abril de 2011
A diferenciação de filosofia e ciência
Na Antiguidade o chamado "amor a sabedoria", a filosofia, tinha como finalidade explicar o mundo, porém, em sentindo amplo e geral.
Para entender o que estamos passando, tenha conhecimento que ciência e filosofia são ambas formas de buscar a verdade das coisas, as conhecerem. Filosofia se preocupa com a essência, em conhecer o fundamento principal da vida, do mundo, etc. A ciência busca explicar os fatores, seus detalhes e preceitos que possam ser provados na experimentação.
A filosofia antiga não possuía uma distinção de filosofia e ciência, ou seja, o amor pelo saber e a curiosidade de explicar o mundo que estamos eram uma só coisa.
Isso pode ser notado apenas pelo fato de muitos filósofos (por exemplo, gregos) não terem sido só filósofos (muitos também foram matemáticos, astrônomos, etc; sendo que alguns tiveram contribuição para várias áreas do conhecimento natural).
A obra Física, de Aristóteles, é um exemplo dessa ausência de restrição entre ciência e pensamento livre que havia nessas épocas.
A Renascença que começou a separá-las. A ciência começou então a ganhar particularidade. Esta é teórica, experimental e metódica.
Na filosofia quase tudo não é absoluto, sempre há dúvidas. Na ciência tem que haver exatidão.
Para entender o que estamos passando, tenha conhecimento que ciência e filosofia são ambas formas de buscar a verdade das coisas, as conhecerem. Filosofia se preocupa com a essência, em conhecer o fundamento principal da vida, do mundo, etc. A ciência busca explicar os fatores, seus detalhes e preceitos que possam ser provados na experimentação.
A filosofia antiga não possuía uma distinção de filosofia e ciência, ou seja, o amor pelo saber e a curiosidade de explicar o mundo que estamos eram uma só coisa.
Isso pode ser notado apenas pelo fato de muitos filósofos (por exemplo, gregos) não terem sido só filósofos (muitos também foram matemáticos, astrônomos, etc; sendo que alguns tiveram contribuição para várias áreas do conhecimento natural).
A obra Física, de Aristóteles, é um exemplo dessa ausência de restrição entre ciência e pensamento livre que havia nessas épocas.
A Renascença que começou a separá-las. A ciência começou então a ganhar particularidade. Esta é teórica, experimental e metódica.
Na filosofia quase tudo não é absoluto, sempre há dúvidas. Na ciência tem que haver exatidão.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Revolução Copernicana
A obra de Crítica da Razão Pura de Immanuel Kant, publicada em 1781, tratou desta questão: Como posso obter um conhecimento seguro e verdadeiro sobre as coisas do mundo? A resposta dada por Kant mudaria a rota da filosofia ocidental.
Tradicionalmente, o empirismo e o racionalismo respondiam de formas diferentes a questão do conhecimento. Os empiristas (Aristóteles, Hobbes, Locke, Berkeley e Hume) diziam que somente os dados da experiência sensível forneceriam as bases para o conhecimento humano, já os racionalistas (Platão, Descartes, Leibniz e Espinoza) forneciam que o conhecimento provêm da razão.
Em ambos existem obstáculos surgidos, a razão especulativa. Na medida que deixa de validar as investigações em prática, se torna dogmática. Entretanto, o empirismo encontra oposição no ceticismo, que argumenta que a natureza é contingente, e por isso não pode ser fonte de conhecimento universal.
Kant remeteu a razão ao centro do universo cognescente humano [já Descartes, censurou o conhecimento humano à um eu que tem base cogita]. Por causa disso, Kant é considerado o revolucionador da filosofia.
Quando Kant nos fala do sujeito transcendental, quer especificar que o sujeito possui as condições de possibilidade de conhecer qualquer coisa. No sujeito é que estão as regras pela quais os objetos podem ser reconhecidos. A busca dessas regras nas coisas exteriores é infrutífera e faz que voltemos a repetir o erro de Hume [que, para ele, nada é trascendental e de caráter lógico como acreditava Kant, e sim, psicológico]. Só encontramos sentido no mundo porque somos nós que lhe damos sentido através dos dados apreendidos nas intuições empíricas, passados pelas intuições puras de espaço e tempo, formando o fenômeno. Esse fenômeno, que ainda não é o conhecimento, também passa pelas categorias, que são estruturas a priori do sujeito. O mundo não tem sentido a não ser que o homem dê algum sentido a ele. O que conhecemos é profundamente marcado pela maneira pela qual conhecemos.
Kant também vai se voltar para o sujeito em sua réplica ao ceticismo humano, mas revestido de um caráter lógico e transcendental (e não psicológico, como em Hume). Antes de analisar a resposta de Kant, vamos ver como ele a formula a questão nos conceitos de a priori, a posteriori, analítico e sintético. Sendo estes princípios:
• A priori: Um conhecimento que seja totalmente independente dos sentidos (como equações matemáticas, que podemos fazer mentalmente sem provas materiais);
• A posteriori: Um conhecimento que possui sua fonte na experiência (como princípios científicos, que necessitam da prática para serem confirmados);
• Juízo analítico: Quando emito um juízo em que o predicado está contido no sujeito (Exemplo: quando digo "A é uma letra", o predicado "letra" já é uma qualidade do sujeito "A" e a informação, por isso, é redundante);
• Juízo sintético: Quando se faz um juízo em que um predicado é acrescentado ao sujeito (Exemplo: Na frase "A cadeira de minha sala é azul", acrescento ao sujeito "cadeira de minha sala" o predicado "azul" (afinal, ela poderia ser verde, vermelha, etc.). É uma informação nova, pois você poderia imaginar que a cadeira fosse de qualquer outra cor).
Kant chamou de "revolução copernicana" sua resposta ao problema do conhecimento. O astrônomo Nicolau Copérnico (1473-1543) formulou a teoria heliocêntrica - a teoria de que os planetas giravam em torno do Sol - para substituir o modelo antigo, de Aristóteles e Ptolomeu, em que a Terra ocupava o centro do universo, o que era mais coerente com os dogmas da Igreja Católica.
Kant propôs inversão semelhante em filosofia. Até então, as teorias consistiam em adequar a razão humana aos objetos, que eram, por assim dizer, o "centro de gravidade" do conhecimento. Kant propôs o contrário: os objetos, a partir daí, teriam que se regular pelo sujeito, que seria o depositário das formas do conhecimento. As leis não estariam nas coisas do mundo, mas no próprio homem; seriam faculdades espontâneas de sua natureza transcendental. Como Kant afirma no prefácio da segunda edição da Crítica da Razão Pura:
"Até agora se supôs que todo nosso conhecimento tinha que se regular pelos objetos; porém todas as tentativas de mediante conceitos estabelecer algo a priori sobre os mesmos, através do que ampliaria o nosso conhecimento, fracassaram sob esta pressuposição. Por isso tente-se ver uma vez se não progredimos melhor nas tarefas da Metafísica admitindo que os objetos têm que se regular pelo nosso conhecimento, o que concorda melhor com a requerida possibilidade de um conhecimento a priori dos objetos que deve estabelecer algo sobre os mesmos antes de nos serem dados."
O que Kant quer dizer é que o sujeito possui as condições de possibilidade de conhecer qualquer coisa. Ele possui as regras pela quais os objetos podem ser reconhecidos. Não adianta buscar essas regras no mundo exterior, pois se cairia no problema de Hume. O mundo não tem sentido a não ser que o homem dê algum sentido a ele. O que conhecemos, então, é profundamente marcado pela maneira - humana - pela qual conhecemos.

sábado, 2 de abril de 2011
Teoria e Lei
Em relação às descobertas científicas existem dois meios de classificar o princípio assim descoberto; sendo considerado como uma lei ou uma teoria. Ambas descrevem fenômenos naturais, os seus princípios e fatos.
• Lei: Explicação comprovada pela experimentação, isto é, a prática contribui para a aprovação deste princípio. Dirente do sentido jurídico de lei, o significado científico da palavra não é de algo que deve ser cumprido, e sim, de algo que acontece (entretanto, em ocasião e circunstância apropriada).
Exemplos de leis científicas é a lei de conservação de massa (ou de Lavoisier) e as de Kepler.
• Teoria: Explicação que é limitada pela experimentação, ou seja, não pode ser considerada como verdadeira.
Um exemplo de teoria é a evolucionista. Ela se torna a explicação mais plausível em como possa ter sido o percurço da história natural ao longo da vida do planeta. Não tem como voltarmos à milhões de anos e ver se a seleção natural, por exemplo, é uma verdade absoluta, sendo que o sustento deste preceito se baseia em evidências sem uma prova concreta e comprovadora. [Não só com esta teoria, e sim com qualquer uma é assim.]
Para que dar esta introdução de ciência? Pois mostra como uma descoberta pode ser limitada por algo importante em seu procedimento, a experiência. Nem tudo pode ser provado com prática, algumas coisas acabam tendo credo por meio da teoria, daquilo que é hipotético.
• Lei: Explicação comprovada pela experimentação, isto é, a prática contribui para a aprovação deste princípio. Dirente do sentido jurídico de lei, o significado científico da palavra não é de algo que deve ser cumprido, e sim, de algo que acontece (entretanto, em ocasião e circunstância apropriada).
Exemplos de leis científicas é a lei de conservação de massa (ou de Lavoisier) e as de Kepler.
• Teoria: Explicação que é limitada pela experimentação, ou seja, não pode ser considerada como verdadeira.
Um exemplo de teoria é a evolucionista. Ela se torna a explicação mais plausível em como possa ter sido o percurço da história natural ao longo da vida do planeta. Não tem como voltarmos à milhões de anos e ver se a seleção natural, por exemplo, é uma verdade absoluta, sendo que o sustento deste preceito se baseia em evidências sem uma prova concreta e comprovadora. [Não só com esta teoria, e sim com qualquer uma é assim.]
Para que dar esta introdução de ciência? Pois mostra como uma descoberta pode ser limitada por algo importante em seu procedimento, a experiência. Nem tudo pode ser provado com prática, algumas coisas acabam tendo credo por meio da teoria, daquilo que é hipotético.
domingo, 20 de março de 2011
As Três Feridas
Sigmund Freud escreveu que, no transcorrer da modernidade, as concepções humanas foram "feridas" três vezes, e que essas "feridas" atingiram nosso narcisismo, isto é, a bela imagem [imagem prepotente] que possuíamos de nós mesmos.
As três "feridas" foram:

1) Copérnico: O astrônomo polaco Nicolau Copérnico ao provar que a Terra não estava no centro do Universo, mostrando assim que o homem não estava no centro das coisas.

2) Darwin: O naturalista britânico Charles Darwin, que ao mostrar que o homem descende de um primata, provando que somos apenas um elo no ciclo de uma evolução, e que não somos seres especiais criados para dominar a natureza.

3) Freud: A última "ferida" teria sido feita pelo próprio Sigmund Freud, psiquiatra austríaco que desenvolveu a psicanálise, mostrando que a consciência é a menor parte e a mais fraca da vida psíquica.
Segundo ele mesmo, essas "feridas" mudaram o achismo que o homem tinha perante ele mesmo, que primeiro mostrou que ele não está no centro das coisas; depois que ele não é um ser criado com certa especialidade; e, por fim, mostrando que ele não é totalmente dominante perante sua própria psique (o homem não tem controle absoluto perante ele próprio).
As três "feridas" foram:
1) Copérnico: O astrônomo polaco Nicolau Copérnico ao provar que a Terra não estava no centro do Universo, mostrando assim que o homem não estava no centro das coisas.
2) Darwin: O naturalista britânico Charles Darwin, que ao mostrar que o homem descende de um primata, provando que somos apenas um elo no ciclo de uma evolução, e que não somos seres especiais criados para dominar a natureza.
3) Freud: A última "ferida" teria sido feita pelo próprio Sigmund Freud, psiquiatra austríaco que desenvolveu a psicanálise, mostrando que a consciência é a menor parte e a mais fraca da vida psíquica.
Segundo ele mesmo, essas "feridas" mudaram o achismo que o homem tinha perante ele mesmo, que primeiro mostrou que ele não está no centro das coisas; depois que ele não é um ser criado com certa especialidade; e, por fim, mostrando que ele não é totalmente dominante perante sua própria psique (o homem não tem controle absoluto perante ele próprio).
quarta-feira, 2 de março de 2011
Relações humanas: Ligações destas com as ecológicas
Existem formas de nós, seres humanos, nos relacionarmos conosco e os demais seres vivos. Na biologia, as formas que os seres vivos têm de se relacionarem dentro de seu ecossistema é chamada de relações ecológicas.
Abaixo explicarei algumas dessas relações, somente as que consegui encontrar coisa parecida nos contratos sociais humanos [se conseguirem fazer com as outras relações dos seres vivos, estudem e analisem vocês mesmos]:
• Sociedade: Associações de indivíduos da mesma espécie, organizadas de forma cooperativa e sem ligação anatômica. Pelos estímulos recíprocos, os indivíduos colaboram com a sociedade.
Nela, sempre há hierarquia, e cada um possui uma função relevante a sobrevivência da comunidade.
Com os humanos é o mesmo. Em toda sociedade existe hierarquia, pois sempre havera divisões das suas responsabilidades, e isso sempre gerará sua divisão. A comunidade vive em cooperação.
• Colônia: Agrupamento de indivíduos da mesma espécie com uma vital dependência coletiva. Nela pode ou não ocorrer divisão de tarefas. As necessidades costumam ser coletivas.
Trazendo isso pra humanidade, seria o exemplo de uma sociedade utopicamente igualitária. Também mostra a dependência dos elementos sociais, sendo as colônias [no sentido da biologia] grupos simples, buscando apenas o que devem.
• Mutualismo: Relação entre indivíduos de diferentes espécies, onde ambos se beneficiam e associação é obrigatória para a sobrevivência.
Na nossa sociedade isso é muito comum. Inevitável termos alguma forma de "relação diplomática" com alguém. Por exemplo os impostos, você os paga e em troca você se beneficia do que eles proporcionam.
• Protocooperação: Duas espécies diferentes vivendo tipo um mutualismo, porém, podem viver de modo independente sem que isso prejudique-as.
Um exemplo humano disso é um filho quando já segue sua vida adulta, tendo emprego, casa própria ... mesmo sendo independente já, os pais, parentes, etc tão aí pra o ajudar no que der e vier.
• Inquilinismo: Nela só um dos indivíduos sai ganhando, mas o outro não é prejudicado.
Acho que nem preciso dizer que existem exemplos humanos de casos de um só lucrando e o outro fica na inércia, porém, sem sair perdendo. Um exemplo desse é algo que praticamente quase todo mundo já fez, colar numa prova; um passar as informações e o outro passa elas para sua folha, mas o que passa a informação não sai prejudicado com isso, e nem ganha nada. [não se ferram desde que não sejam pegos]
• Comensalismo: Um dos indivíduos aproveita as sobras do alimento do outro sem o outro ser prejudicado.
Um exemplo extinto da sociedade é a escravatura, qual os escravos comiam as sobras das refeições dos seus chefes. Um exemplo mais recente é o de muitos casos de comércios, qual o patrão prioriza primeiro seu benefício e depois se importa em como e quanto (ou quando) pagar seus funcionários.
• Predatismo: Ocorre quando um ser vivo é intencionado a capturar através da caça e matar outro ser com o fim de se alimentar da sua carne. Ocorre entre espécies diferentes (um ser se alimentar da mesma espécie é canibalismo). Para sobreviver, algumas presas possuem meios de se defenderem (como o mimetismo, camuflagem e aposematismo).
Isso ocorre figurativamente na sociedade, o mundo está louco. É um tendo que levar o outro pra baixo, é a cadeia alimentar do homem atual.
• Parasitismo: Nessa associação um ser vive dentro ou sobre outra criatura, retirando seus alimentos e/ou se beneficiando do que sua alimentação o trás de bom. Os parasitas não possuem a intensão de provocar mal para seu hospedeiro, sendo sua causa apenas a de sobreviver, mesmo que isso ferre com outro ser vivo.
Sabe aquelas pessoas que com quarenta anos ainda moram com a mãe? Então, é gente que não tomou consciência de tomar rumo independente na vida e mora com a mãe devido sua indolência. [A parte do parasita é o quarentão detonando a geladeira, etc...]
• Esclavagismo: Relação qual um ser aproveita das atividades, trabalhos e produtos de outros seres vivos.
Exemplos bem racionais são dos fazendeiros cultivando gado, suinos, bovinos, entre outros. Sua carne, lã, couro, leite e outras coisas beneficiam o ser que está tendo proveito dessas coisas [no caso, o criador do animal e os que obtem seus recursos].
• Competição: Competição entre indivíduos, de mesma espécie ou não. Ocorrem por diversas causas, dependendo das espécies em confronto.
Já devem saber que o ser humano também é competitivo, seja no mercado de trabalho, no meio esportivo, em chamar atenção, impressionar alguém ... Acho que deu pra compreender!
Achei legal estudar como os seres vivos se relacionam e notar que tem coisa parecida no nosso meio de nos relacionarmos.
Abaixo explicarei algumas dessas relações, somente as que consegui encontrar coisa parecida nos contratos sociais humanos [se conseguirem fazer com as outras relações dos seres vivos, estudem e analisem vocês mesmos]:
• Sociedade: Associações de indivíduos da mesma espécie, organizadas de forma cooperativa e sem ligação anatômica. Pelos estímulos recíprocos, os indivíduos colaboram com a sociedade.
Nela, sempre há hierarquia, e cada um possui uma função relevante a sobrevivência da comunidade.
Com os humanos é o mesmo. Em toda sociedade existe hierarquia, pois sempre havera divisões das suas responsabilidades, e isso sempre gerará sua divisão. A comunidade vive em cooperação.
• Colônia: Agrupamento de indivíduos da mesma espécie com uma vital dependência coletiva. Nela pode ou não ocorrer divisão de tarefas. As necessidades costumam ser coletivas.
Trazendo isso pra humanidade, seria o exemplo de uma sociedade utopicamente igualitária. Também mostra a dependência dos elementos sociais, sendo as colônias [no sentido da biologia] grupos simples, buscando apenas o que devem.
• Mutualismo: Relação entre indivíduos de diferentes espécies, onde ambos se beneficiam e associação é obrigatória para a sobrevivência.
Na nossa sociedade isso é muito comum. Inevitável termos alguma forma de "relação diplomática" com alguém. Por exemplo os impostos, você os paga e em troca você se beneficia do que eles proporcionam.
• Protocooperação: Duas espécies diferentes vivendo tipo um mutualismo, porém, podem viver de modo independente sem que isso prejudique-as.
Um exemplo humano disso é um filho quando já segue sua vida adulta, tendo emprego, casa própria ... mesmo sendo independente já, os pais, parentes, etc tão aí pra o ajudar no que der e vier.
• Inquilinismo: Nela só um dos indivíduos sai ganhando, mas o outro não é prejudicado.
Acho que nem preciso dizer que existem exemplos humanos de casos de um só lucrando e o outro fica na inércia, porém, sem sair perdendo. Um exemplo desse é algo que praticamente quase todo mundo já fez, colar numa prova; um passar as informações e o outro passa elas para sua folha, mas o que passa a informação não sai prejudicado com isso, e nem ganha nada. [não se ferram desde que não sejam pegos]
• Comensalismo: Um dos indivíduos aproveita as sobras do alimento do outro sem o outro ser prejudicado.
Um exemplo extinto da sociedade é a escravatura, qual os escravos comiam as sobras das refeições dos seus chefes. Um exemplo mais recente é o de muitos casos de comércios, qual o patrão prioriza primeiro seu benefício e depois se importa em como e quanto (ou quando) pagar seus funcionários.
• Predatismo: Ocorre quando um ser vivo é intencionado a capturar através da caça e matar outro ser com o fim de se alimentar da sua carne. Ocorre entre espécies diferentes (um ser se alimentar da mesma espécie é canibalismo). Para sobreviver, algumas presas possuem meios de se defenderem (como o mimetismo, camuflagem e aposematismo).
Isso ocorre figurativamente na sociedade, o mundo está louco. É um tendo que levar o outro pra baixo, é a cadeia alimentar do homem atual.
• Parasitismo: Nessa associação um ser vive dentro ou sobre outra criatura, retirando seus alimentos e/ou se beneficiando do que sua alimentação o trás de bom. Os parasitas não possuem a intensão de provocar mal para seu hospedeiro, sendo sua causa apenas a de sobreviver, mesmo que isso ferre com outro ser vivo.
Sabe aquelas pessoas que com quarenta anos ainda moram com a mãe? Então, é gente que não tomou consciência de tomar rumo independente na vida e mora com a mãe devido sua indolência. [A parte do parasita é o quarentão detonando a geladeira, etc...]
• Esclavagismo: Relação qual um ser aproveita das atividades, trabalhos e produtos de outros seres vivos.
Exemplos bem racionais são dos fazendeiros cultivando gado, suinos, bovinos, entre outros. Sua carne, lã, couro, leite e outras coisas beneficiam o ser que está tendo proveito dessas coisas [no caso, o criador do animal e os que obtem seus recursos].
• Competição: Competição entre indivíduos, de mesma espécie ou não. Ocorrem por diversas causas, dependendo das espécies em confronto.
Já devem saber que o ser humano também é competitivo, seja no mercado de trabalho, no meio esportivo, em chamar atenção, impressionar alguém ... Acho que deu pra compreender!
Achei legal estudar como os seres vivos se relacionam e notar que tem coisa parecida no nosso meio de nos relacionarmos.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Insignificância do homem no macrocosmo
A maioria das religiões diz que o homem foi criado no plano principal de deus, para dominar e cuidar da Criação e tudo mais. Confortam os homens dizendo que cada um é importante para um ser maior que criou tudo no Universo além do minúsculo ponto azul onde moramos, a Terra.
Muitos filósofos defendem a tese da liberdade do homem perante a natureza, de que ele é absolutamente livre da ordem natural das coisas, e isso de umas décadas para cá começou a ser muito bem difundido na cabeça de várias pessoas (que concerteza não devam aceitar sua minusculosidade no Espaço). [Né não existencialistas?!]
O ser humano cria direitos que tentam provar para si mesmos sua superioridade perante os outros animais, agem como se o mundo fosse deles, mais só que não é essa a verdade. Somos só mais uma espécie no mundo (a única que faz mal de verdade e que faz mal para si mesma), a diferença é que só somos dotados de racionalidade, que é proveniente do primeiro traço que começou a formar o homem como o conhecemos até hoje: a curiosidade. Sim, a curiosidade foi o que enraizou nossa racionalidade.
O ser humano se vangloriza pela sua inteligência, desenvolvimento, sua grande (porém, limitada) tolerância social. A verdade é muitas vezes assustadora e pessimista, e as pessoas não querem se sentir sem importância. [Deve ter sido por isso que por séculos os astrônomos tinham uma perspectiva geocêntrica]
Não estou dizendo para você começar a se sentir um merda sem valor ao ler esta postagem, apenas para ser mais humilde. O Universo é infinito, e continua a se propagar infinitas vezes; você é alguém, mais não se ache tanto além do que pode se achar. Certeza que alguém com alguma inteligência (mesmo que seja primitiva) em algum lugar longe pra cacete no cosmo deve também possa ter descoberto que existe um lugar além de seu planeta; e começa a refletir sobre sua grandeza, a importância de seu povo e ao mesmo tempo insignificância diante de algo tão grandioso
O que fazemos e podemos fazer é para nós, para o meio onde vivemos ou nossa sociedade em si, no máximo para o mundo. Para além da Terra podemos fazer nada (ao menos não nos dias de hoje), o máximo que podemos fazer é admirar o que existe além de onde vivemos.
Temos utilidade aqui, BEEEEM AQUI! A pessoa que um dia tiver utilidade no espaço terá essa tal utilidade. [Como quando por exemplo quando o Sol morrer. Quando ele morrer a Terra vai deixar de existir. Cairemos no esquecimento. Que valor temos pra algo grande se caimos no esquecimento?]
Nós e qualquer vida que exista além daqui temos nosso papel, onde vivemos, mais todos nós somos minusculamente mínimos ao macrocosmo que está além do nosso microcosmo.
Essa foi mais uma matéria para reflexão.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Método científico

O método científico é um conjunto de processos usados para se chegar à um resultado em uma experimentação científica.
Se baseia na observação, empirismo e saber trabalhar com a lógica. É fundamental para avaliar os avanços e falhas das práticas no meio científico, sendo fundamental entre um progresso ou a descoberta de um erro na ciência.
Vermos bem, o método científico é um uso de procedimentos filosóficos em nível científico. Um filósofo também deduz, pensa em hipóteses, usa o raciocínio, executa a prática e estuda os resultados do que chegou.
A ciência e a filosfia buscam a verdade, o que as diferencia é pouca coisa. A ciência busca as verdades dos mínimos detalhes dos fênomenos e estudar as leis universais, a filosofia visa compreender a "alma" das coisas e busca entender a essência dessas leis propriamente ditas como "universais".
Ocorrem também acidentes, e darei um exemplo duplo e comparativo (um científico, e em seguida, um filosófico): A descoberta da radioatividade por Henri Becquerel, que é o exemplo científico. O exemplo filosófico que darei é mais simples e cotidiano, que é quando aprendemos uma lição de vida através dos nossos erros [embora não propositais, acabamos tendo uma descoberta através do que não estava previsto].
É como diz Carl Sagan, "ciência é muito mais uma maneira de pensar do que um corpo de conhecimentos".
terça-feira, 24 de agosto de 2010
O que diferencia o ser humano dos animais?
Resposta (pessoal): Algumas coisas, mas essencialmente, porra nenhuma.
As pessoas não se consideram animais, dizem serem mais evoluídas e superiores que aos outros animais, enquanto na verdade somos animais, a própria biologia comprova isso. Si, tudo bem que podemos ser mais providos pelo dom de sermos racionais, mais há muitas ligações que temos com os animais, e que não faz deixarmos de continuarmos sendo animais:
• Ficamos atacados, perturbados, com medo, intimidados (dentre outras coisas) quando nos sentimos ameaçados por algo (seja fisicamente o psicologicamente);
• A busca alucinada pelo sexo. Digo que as mulheres humanas podem ser “mamíferas que sempre estão no cio”, e os homens humanos “mamíferos sempre prontos para atacá-las”;
• Dependendo da pessoa ou ambiente, é normal ela querer dar uma valentão para ficar se mostrando;
• A submissão diante de seres mais fortes (como de “animais mais fracos” diante de predadores, seres humanos e até mesmo de seres humanos diante de autoridades, seus deuses e coisas que os mesmos desconheçam ou temam);
• Necessidade de caçar, retirar ou por algo da natureza;
• Instinto paterno/materno e de sobrevivência;
• Tendências no comportamento (de acordo com a espécie, no caso nós, animais).
Essas foram algumas das coisas que podemos ver entre nós e os animais, mostrando que isso não muda. Ninguém tem o direito de nos considerar superior. Podemos ter racionalidade, melhor conhecimento do mundo e outras coisas, mas só que somos a única espécie que ameaça o planeta: Por causa do avanço industrial (que corrompe o ser humano e destrói a natureza), ganância (que alimenta a industrialização e o pouco caráter humano mediante a natureza), preguiça (que impede que as coisas não mudem) e o ego (que impede que muitos não enxerguem essas três coisas anteriores).
As pessoas não se consideram animais, dizem serem mais evoluídas e superiores que aos outros animais, enquanto na verdade somos animais, a própria biologia comprova isso. Si, tudo bem que podemos ser mais providos pelo dom de sermos racionais, mais há muitas ligações que temos com os animais, e que não faz deixarmos de continuarmos sendo animais:
• Ficamos atacados, perturbados, com medo, intimidados (dentre outras coisas) quando nos sentimos ameaçados por algo (seja fisicamente o psicologicamente);
• A busca alucinada pelo sexo. Digo que as mulheres humanas podem ser “mamíferas que sempre estão no cio”, e os homens humanos “mamíferos sempre prontos para atacá-las”;
• Dependendo da pessoa ou ambiente, é normal ela querer dar uma valentão para ficar se mostrando;
• A submissão diante de seres mais fortes (como de “animais mais fracos” diante de predadores, seres humanos e até mesmo de seres humanos diante de autoridades, seus deuses e coisas que os mesmos desconheçam ou temam);
• Necessidade de caçar, retirar ou por algo da natureza;
• Instinto paterno/materno e de sobrevivência;
• Tendências no comportamento (de acordo com a espécie, no caso nós, animais).
Essas foram algumas das coisas que podemos ver entre nós e os animais, mostrando que isso não muda. Ninguém tem o direito de nos considerar superior. Podemos ter racionalidade, melhor conhecimento do mundo e outras coisas, mas só que somos a única espécie que ameaça o planeta: Por causa do avanço industrial (que corrompe o ser humano e destrói a natureza), ganância (que alimenta a industrialização e o pouco caráter humano mediante a natureza), preguiça (que impede que as coisas não mudem) e o ego (que impede que muitos não enxerguem essas três coisas anteriores).
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