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domingo, 21 de agosto de 2011

Busca da verdade no método cartesiano

René Descartes desenvolveu em Discurso sobre o Método o que seria uma metodologia que conduz o indivíduo à dúvida, ao instinto refletivo e questionador que leva a busca pela verdade que tem como fim o reconhecimento da mesma. Este é o método cartesiano.

Se divide em quatro princípios, quais seriam as tarefas realizadas durante o processo de conhecer. Seria então a verificação das evidências reais e indubitáveis daquilo que se pretende conhecer, análise e distinção quanto ao grau de complexidade, síntese dos mais simples aos mais difíceis e por fim a enumeração que conclui e revisa esses entendimentos.

Regra da evidência: Mostra que algo para ser aceito como verdade desde que se seja evidente sua clareza e distinção. Seriam estas concluídas pela atividade mental, independente da percepção externa que é marcada pela atividade sensorial. Seria então mantida pela intuição, e devido a isso Descartes propôs uma epistemologia inatista.
Regra da análise: Dividir o sujeito que se conhece “em partes”, estudando melhor assim aquilo que está se aprendendo, compreendendo então “a anatomia” do objeto de aprendizado.
Regra da síntese: Foca os graus de complexidade daquilo que se aprende, visando entende-los em ordem crescente.
Regra da enumeração: Realiza verificações conclusivas e gerais, para assegurar que aquilo que foi estudado foi realmente entendido seguindo sua realidade.

É uma teorização metodológica de como é o processo de estudo das coisas. Se inicia por uma compreensão geral daquilo, que se segue pela amostra de seus detalhes que também requerem serem entendidos. Por fim, o conhecer deve ser concluído, mais antes verificar se a informação foi de fato absorvida devidamente ou cuidados para não se ter omitido algo que não se percebeu antes.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O arquétipo e nossas idéias inatas

É um modelo formado de alguma coisa, uma impressão feita e presente em nosso inconsciente coletivo, um elo de nós com a nossa carga de experiência ancestral herdada psiquicamente. É uma tese formada por Carl Jung, presente no ramo da psicologia inspirado em seu pensamento, a psicologia analítica.

É como um estereótipo, porém, de vez de fazer um subjulgar simplista e superficial, o arquétipo possui história, uma ancestralidade. É o armazenamento psicológico de nossos subjugares mais básicos, passados através de gerações e gerações, podendo ser chamado como a essência de toda a natureza humana.

Podemos dizer que nossas noções inatas de alguma coisa são arquétipos; como distinção de belo, do bem e do mal, nexo, etc.

Não só na forma de julgar as coisas, mais os arquétipos são imagens presentes no ser humano desde seus primórdios, atuando como base do desenvolvimento mental. Idéias e convicções vão se moldando a partir disto segundo Jung.

A nós é apresentado por forma simbólica, como em sonhos e elementos notórios destes; ou também presentes no imaginário e no credo. Se encontra além do condicionamento cultural e social, pois o arquétipo é um atributo inato; modelando noções de imagem da mãe e do pai, do divino, de bem e mal e outros dados básicos de nossa vida. Constrói assim o nosso inconsciente coletivo, com os temas presentes em nossa organização psicológica.

domingo, 26 de junho de 2011

O direito de pensar

"Reserve o seu direito a pensar, mesmo pensar errado é melhor do que não pensar." - Hipátia de Alexandria

O ato do pensar é valorizado pelos filósofos e intelectuais. Pensar nos faz avaliar nossas certezas e repensar sobre nós e o mundo.

A questão metafilosófica sobre pensar é: "Por que devo pensar? Para que pensar?". A resposta é objetiva. Através do pensar nós refletimos, questionamos e estudamos sobre nossa vida, a visão dos outros e das coisas. O objetivo é formular uma visão de mundo qual o indivíduo pensante a constrói sozinho, resultado do conhecimento aprendido e sabedoria adquirida e aprimorada.

Os pensadores medievais, seguindo o pensamento agostiniano, firmavam que a confirmação da fé deveria estar acima da racionalidade humana, valorizando mais o credo no divino que a intuição do pensamento que o ser humano é dotado.

Seguindo mais adiante, os iluministas conceituavam a razão como ferramenta do pensar, retirando o homem das trevas da ignorância, da superstição, da obscuridade que adoece o intelecto.

Sócrates, defensor da sabedoria como maior virtude ao ser humano, acabou desenvolvendo a maiêutica, método filosófico qual consiste em induzir o pensador a ficar ciente de sua ignorância, o inspirando a buscar o desenvolvimento de suas idéias.

Para este filósofo, o pensar leva a desilusão dos enganos da vida, fazendo o pensante a ter noção do que realmente é necessário para a vida e como deva enfrentar a vida e suas situações.

As pessoas devem, no pensamento socrático, ter liberdade de pensamento e idéias individual, e a justiça deva estar sempre presente nos atos humanos. A justiça e a moral se tornam diretrizes para uma boa conduta.

Platão, seu maior discípulo e escrivão de seus ideais, o defende dizendo que:
Ele supõe saber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber. Parece que sou um pouco mais sábio que ele exatamente por não supor que saiba o que não sei.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Tabula rasa

"Conhecimento de ninguém aqui pode ir além de sua experiência." - John Locke

A tabula rasa (que em latim significa "tábua raspada") é uma tese epistemológica desenvolvida pelo filósofo inglês John Locke em sua obra Ensaio acerca do Entendimento Humano, de 1690.

A teorização da tabula rasa remonta Aristóteles, mas foi apenas com o Locke que esta se tornou melhor elabora, estruturada e explicada.

Para entender melhor o que é a tabula rasa, compare-a com uma folha em branco. Foi essa a comparação que Locke fez de como o ser humano é ao nascer, sem formações, personalidade, conhecimento; nossa mente nada possui, assim como uma folha em branco.
[A palavra tabula, no contexto usado pela tese, é uma referência às tábuas cobertas com uma fina camada de cera que se usava na Roma Antiga para escrever, onde se fazia incisões sobre a cera para se escrever nela. As incisões podiam ser apagadas, ou seja, o conteúdo das tábuas podia ser apagado ou raspado.]

É uma dissertação ao favor do empirismo, qual afirma que não existem idéias inatas e nem intuitivas, afirmando que o conhecimento humano se baseia na experiência empírica. A mente humana em Locke seria então como uma folha de papel, sem conteúdo ao nascer, e conforme vai crescendo e se desenvolvendo, seria como se os desenhos e escritas num papel representassem o aprendizado pela experiência.

Todo o processo do conhecer, do saber e do agir então seria aprendido através da experiência empírica. A condição da consciência então é desprovida de intuição e concepções inatas; como uma folha a ser preenchida.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Conhece-te a ti mesmo e o autoconhecimento

O aforismo nosce te ipsum (que em latim significa "conhece-te a ti mesmo") tem origem duvidosa. É antiga, contemporânea aos pré-socráticos, entretanto, é a chave da maiêutica de Sócrates.
[A maiêutica é um elemento do método socrático, que nada mais é do que fazer perguntas e mais perguntas, com a intenção de se chegar por indução ao entendimento.]

Essa frase possui várias interpretações, todas relacionadas com o autoconhecimento, isto é, o conhecimento de si. O indivíduo conhecer melhor a ele mesmo faz ele ter controle melhor sobre si mesmo, reconhecer mais claramente seus defeitos e limitações; sendo que se bem obtido, esse controle pessoal provoca uma política mais desenvolvida do indivíduo para consigo mesmo.

O autoconhecimento é proveniente da percepção do erro, do defeito, da falha. Com alguma refletição se torna imediato, não necessitando de um processo epistemológico para conhecer à si próprio, apenas de observação e pensamento abstrato. A tendência inefável do ser humano o impede de chegar à obter tal ciência dele mesmo, pois precisa de um mínimo de estruturação filosófica e modéstia para se ter o mesmo.

Um dos objetivos primários da filosofia é fazer a pessoa se reconhecer, ter consciência do que ela é e razões profundas dela, normativas e existenciais. A filosofia já visa o autoconhecimento, uma parte individual e escalrecedora dentro daquele que pensa.

domingo, 8 de maio de 2011

Cogito e as nossas percepções de mundo

Em "Meditações" (publicada em 1641), René Descartes escreve sobre a desconfiança nas percepções que nossos sentidos nos proporcionam.

Na biologia, esses sentidos são cinco: Tato, audição, paladar, visão e oufato. Através dessas cinco habilidades nós podemos perceber o mundo.
• Tato: Com ele nós sentimos às emissões físicas das coisas e as que nos proporcionam (calor, frio, dor, prazer, liso, áspero, etc);
• Audição: Percebemos o mundo através dos sons (barulhento, quieto, estrondoso, etc);
• Visão: Captamos o mundo através de suas imagens, vendo como as coisas são (claro, escuro, colorido, etc);
• Olfato: Notamos o mundo pelos cheiros (agradável, desagradável, etc);
• Paladar: Sentimos os sabores (doce, salgado, amargo, azedo, etc).

Entretanto, em Meditações, Descartes nos passa que devamos desconfiar das percepções que nossos sentidos nos dão do mundo. Mesmo que realistas, ele pensou que estas podem ser apenas alucinações, sonhos,estar doente ou até mergulhando na loucura.
[Exemplo científico podemos dar no caso da visão, com a teoria das cores de Isaac Newton. Nela, o espectro de cores que vemos nada mais são do que uma ilusão de óptica criadas pela luz.]

A conclusão tomada por Descartes foi de que o pensamento é a nossa perceptora da realidade mais confiável, o chamado cogito, nossa capacidade de pensar.

Esse agente enganador que cria essas ilusões que fazem que percebamos o mundo limitadamente foi chamado pelo próprio René Descartes de gênio maligno.

Ainda que nossa capacidade de pensar possa ser "tapeada", ainda assim pensariamos, que duvida, pensa, imagina, fantasia e se engana. Mesmo nossas concepções sendo falsas ou não totalmente verdadeiras, o cogito é verdadeiro.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Weltanschauung: A visão que temos de mundo

Visão de mundo (ou weltanschauung, como também costuma ser chamada filosoficamente. welt é "mundo" em alemão e anschauung é "visão") é a orientação subjetiva qual cada um possui, seja particular ou social. É uma perspectiva cognitiva que abrange valores normativos e existenciais.

Uma visão de mundo é construída por explicações sobre o mundo, sejam metafísicas, científicas, espirituais e até éticas.
Todas são descritivas, fazendo uma análise ontológica do mundo, qual a moral, ética, razão e concepção de mundo acabam sendo drásticamente influenciadas pelas respostas obtidas ou aceitas pela pessoa.

Uma explicação do mundo é construída por:
• Uma resposta para questões futuras, como para onde vamos, o que será do meu futuro, o que no meu presente influenciará no futuro...
• Valores ético-morais, princípios, conceitos que fornecem o que fazer, como agir e o que é certo ou não.
• Uma pitada de epistemologia. O que é verdadeiro ou falso, real ou fantasia.
• Preceitos etiológicos [etiologia é o estudo das causas], isto é, procurar (ou dar) significado para suas causas.
• Possuir um significado para o mundo, a essência das coisas. Esta questão é normalmente religiosa, porém, também metafísica.

Com base nisso, podemos afirmar que uma visão de mundo é um conjunto de respostas qual a pessoa responde questões sociais e da vida.



segunda-feira, 25 de abril de 2011

O mundo sensível e o inteligível

O observador Platão dividiu a concepção que temos de mundo, concebendo uma dicotómica divisão de mundo: O mundo sensível e o inteligível.

O mundo inteligível é abstrato, formado pelas nossas idéias. Nada mais é que a idéia que temos das coisas, os ideais. No que dizia o próprio Platão, este era "de fato" o mundo, o inteligível, isto é, aquilo que nossa mente absorve de desenvolve.

O mundo sensível é concreto, material, o que tocamos. Seria o mundo onde as coisas ganham formam, recebendo praticamente uma colisão das diversas ideias do mundo das ideias, tornando este formado por ideais instáveis. Nele o que vimos e sentimos são projeções de nossos sentidos.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Dúvida

Duvidar é ser incerto quanto à autenticidade de um julgar ou considerar de alguma coisa.

"A dúvida é o principio da sabedoria." – Aristóteles

Para se descobrir alguma coisa, a curiosidade é fundamental (afinal, a curiosidade é a essência do nosso espírito investigativo). A dúvida complemente a curiosidade, fazendo a pessoa questionar e não aceitar apenas “verdades aparentes e/ou superficiais”.

"Só sabemos com exatidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida." - Goethe

Para que se estabeleça a dúvida em geral é necessária uma noção de realidade do fato em que existe a suspeita, e isto pode adiar a decisão de ações relevantes ao fato pois podem estar incorretas ou incompletas. [Afinal, agente não vai duvidar de alguma coisa relevante a algum assunto que não tenhamos conhecimento!]

"Coisas das quais nunca se duvidou, jamais foram provadas." - Denis Diderot

É fundamental para o conhecimento. Duvidar é sinal de querer saber (aceitar qualquer coisa como verdade, porém bem dita, é o mesmo que não aceitar uma verdade).

"Dê-me o benefício das suas convicções, se as tiver, mas guarde para si as dúvidas. Bastam-me as que tenho." - Goethe

O chamado benefício da dúvida é a capacidade que temos de ter incertezas sobre tal coisa. É o instinto racional crítico do ser humano, dando origem à incerteza e fazendo assim um alguém de senso crítico desenvolvido "buscar" o que cria sua dúvida.

"Se ensinares, ensina ao mesmo tempo a duvidar daquilo que estás a ensinar." - José Ortega y Gasset

domingo, 27 de março de 2011

O mito da caverna


O mito da caverna tem autoria de Platão, presente em A República, no livro VII. Trata-se da exemplificação e alegoria de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.

Para que se possa entender o que esse mito pretende passar, exercite sua imaginação com o que será proposto: Imagine um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.
Ficam de costas para a entrada, sem poder sair, olhando somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens e coisas que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira. Pelas paredes da caverna também ecoam os sons do mundo exterior, de modo que os prisioneiros os associariam às sombras, pensam ser eles as falas das mesmas. Desse modo, os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade do mundo exterior.

O que aconteceria quando sairam da caverna? Num primeiro momento, a claridade os cegariam. Depois, se adaptariam a claridade, veriam os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, veria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projectadas no fundo da caverna) e que somente agora está a contemplar a própria realidade.

Que lhe aconteceria no retorno? Os demais prisioneiros tentariam ridicularizá-lo, não acreditariam nas suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas gracetas, o espancariam, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam o matando; ou apenas o ridicularizar ao extremo. Mas, quem sabe, alguns poderiam o ouvir e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.

O que o mito da caverna nos passa metaforicamente da condição humana perante o mundo, sendo à educação o conhecimento filosófico bastante valorizado na luta contra a ignorância.
As pessoas na caverna fazem o papel das ignorantes, que interpretam como real aquilo que é apresentado para o mesmo, tendo assim uma perspectiva superficial da realidade.

A caverna seria a visão de mundo superficial que temos, que condicionamentos que constrõem nossa ideologia criam, assim nos "prendendo numa caverna".





domingo, 6 de março de 2011

Como é obtido conhecimento?

Dentro da filosofia é usado o termo a priori para se designar uma etapa para se buscar o conhecimento, consistente no pensamento dedutivo.

O que será tratado aqui é como se obtem a priori.

Pela experiência
Filósofos empiristas como Hume, Berkeley e Bacon consideravam pela causa do empirismo; qual o aprendizado é derivado da experiência, que formam ideias (discordando assim de ideias inatas).
John Locke mostra ênfase nisso através da sua tese epistemológica da tabula rasa (do latim "folha em branco"). Essa tese conceitua que todas as pessoas ao nascer o fazem sem saber de absolutamente nada, sem impressões nenhumas, sem conhecimento algum. Então todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido pela experiência, pela tentativa e erro.

Pela razão
O pensamento de Leibniz e o racionalismo de Descartes defendiam que o conhecimento é obtido por meio da razão, não pela experiência.
Por esse ponto de vista, o racionalismo afirma que a reflexão não precisa ser necessariamente proveniente da vivência, e sim, de qualquer forma de se conhecer sobre aquilo que se aprende.
Julgo Sócrates como outro um racionalista e defendor a busca da priori pela razão, pelo seu conceito de que o ser humano se conhece ao decorrer da vida, alegando traços inatos de sua natureza.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Questione!

Esta matéria falará sobre o ato de questionar e seus benefícios.

Os contarei uma história sobre Buda que meu professor de física disse hoje na sala: Buda (nascido como Sidarta Gautama) era de família nobre, filho de um rei. Um certo dia ele saiu do palácio pela primeira vez, vendo o mundo de fora do palácio. Ele viu pessoas esfomeadas, trabalhando exaustivamente para se sustentar, pobres e necessitadas.

Ele perguntou à um cocheiro por que tudo aquilo estava daquele jeito, e o cocheiro justificou dizendo que há pessoas ricas e pobres, o mundo funcionava daquele jeito. Aquele momento mexeu com Sidarta Gautama, pois seu pai lhe ensinava uma coisa, seus professores diziam outras e o cocheiro falou outra. Sidarta fugiu do seu palácio, começando sua jornada filosófica em busca da verdade.

O que vemos nessa história sobre Buda é que sempre devemos questionar, duvidar, debater, descobrir por nós mesmos. Questione o que você assiste na televisão, o que seus professores passam na sua escola, o que você lê na Wikipédia [isso eu já sei que muitos fazem!], o que os filósofos dizem, o que eu posto aqui no blog ... Seja racional, pensador, porém isso tem que ser por você mesmo.

domingo, 22 de agosto de 2010

Verdade Absoluta da Fé

Fundamentei esta matéria numa frase de Immanuel Kant, "Só há uma religião verdadeira, mas podem haver muitas espécies de fé".

A sociedade moderna se orgulha por ser tolerante e pluralista, até ao extremo de pressionar pessoas com convicções a se calarem. A idéia popular é que devemos aceitar e apoiar todas as crenças, e excluir os exclusivistas (há certa ironia na em condenar aqueles que condenam práticas ou doutrinas de outros, não há?). Em um mundo onde é mais importante ser politicamente correto do que realmente correto, todas as doutrinas são igualmente válidas, todos os deuses igualmente reais e todas as religiões igualmente eficazes.

Mas há várias controvérsias... Uma está certa. O que acho incoerente é várias dizerem que fomos criados pelos seus deuses (ou deus) para serem adorados, mas se o sentido da nossa existência fosse apenas em adorar o divino, existiria apenas UMA RELIGIÃO no mundo (não é o caso, existem religiões pra cacete no mundo).

O que Kant quis dizer é que a verdade é apenas uma, única, exata, o que muda é a forma que as pessoas a procuram. Não digo para você desrespeitar no que os outros crêem ou descrêem, [pois vejo isso como problema de cada um], apenas digo para procurar questionar um pouco mais, não deixar que a religião (caso você tenha alguma) limite tanto sua visão das coisas (coisa que qualquer religião costuma fazer).

Pense bem, vamos supor que você tenha uma religião (isso é em especial para os não-religiosos, como eu)... Suponha que você creia em um deus, certo? O que te prova que ele é real? Que ciência existe para provar suas crenças? Será que tudo que ela prega é certo? (Sim, o lado ético das religiões é uma coisa saudável que vejo nelas).