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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Música com um sentido filosófico

"A música não exprime nunca o fenômeno, mas unicamente a essência íntima de todo o fenômeno, numa palavra a própria vontade. Portanto não exprime uma alegria especial ou definida, certas tristezas, certa dor, o medo, os transportes, o prazer, a serenidade do espírito; exprime-lhes a essência abstrata e a geral, fora de qualquer motivo ou circunstância. E todavia nessa quinta essência abstrata, sabemos compreendê-la perfeitamente." - Schopenhauer

A música é uma arte, uma forma de expressão através dos sons. É a bela forma artística que envolve uso do som e também um pouco de silencia para se gerar harmonia. A música nos trás calma, agitação, lembranças, expectativas, nos movimenta. Nietzsche mesmo dizia que "sem música, a vida seria um erro".

Embora a música tenha características individuais e muito detalhadas de acordo com época e lugar, e mesmo assim ela se torna bela, pois os músicos possuem o dom da sensibilidade musical; de compor belos acordes e fazer assim harmonias que despertem alguma sensação naqueles que apreciam tal música.

Tanto o canto como a parte instrumental podem compor uma música, principalmente a segunda, qual é nada mais proveniente de usar os sons que algo pode produzir para os dar ritmo e produzir algo agradável de se escutar.

A música é uma arte bela, precisa (pois a afinação é algo até mesmo intuitivo, “perfeito”) e diversa, havendo vários modos de se expressar pela música, desde os gêneros mais antigos até os mais modernos. Gosto na música, assim como em quase tudo, é relativo, mais capricho se torna questão de talento.

A música é uma arte de dá movimento para as coisas, dá vida e expressão para o que não as tem. Mesmo quando não compreendemos o que ela quer dizer, o que importa é o significado profundo que ela nos desperta. A origem idiomática e o contexto da música são questões secundárias quanto o que sua harmonia desperta em quem não apenas a escuta, mais também, a sente.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O encanto e profundidade nas artes

Podemos dividir a arte em duas formas, a erudita e a popular. Suas diferenciações se devem em seu desenvolvimento técnico e capricho artístico como grau de sofisticação ou simplicidade, como também na expressão do belo e mensagens de ideais e sentimentos expressados pelo artista. Essas formas de julgar às artes servem para elas no geral, como a música, a pintura e a dramaturgia por exemplo.

A arte erudita é aquela expressa com muita exigência estética, preocupação maior com ela ser bem elaborada, em despertar o juízo de beleza naquele que admira a obra. Provocar sensações e expressão de emoções e idéias. Visa estar de acordo com os então valores universais da arte, despertar a admiração e expor sua profundidade existente para seus admiradores de uma forma encantadora. São conceituais e procuram ser bem rebuscadas, caprichadas tanto em seu conteúdo como em sua beleza.

A arte popular é uma coisa mais desleixada, ainda sim havendo técnica mais não a necessidade de ser suntuosa, sendo simples de recursos e significados. Sua profundidade é muito explícita, não enigmática e refletiva como na arte erudita. Não é zelosa, sendo prática e mais objetiva, sem se preocupar em detalhes de vão requer tanta admiração e apreciação. É própria de questão cultura e histórica, tomando a forma no folclore e meios de expressão comuns num lugar.

Nosso julgar crítico de arte se baseia em quanto nos simpatizamos com a busca pela profundidade na arte e em contemplação pelo belo na arte. Pessoas de tem gosto mais rebuscado, que para entender e admirar a arte que gostam precisam de um tratamento mais atencioso para as entenderem se afinam com o lado erudito da arte; as que não possuem necessidade de encontrar profundidade implícita ou de normas estéticas muito delimitadas então se afinam com a arte popular.

Ou seja, a arte popular é uma coisa mais abstrata, enquanto a erudita possui forma mais definida, delimitada não por aquilo que é mais popular, e sim pelo esforço em detalhes, harmonia e uma natureza mais profunda e enigmática na arte junto com uma maravilhosa formosura.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Reconhecimento da beleza

A estética possui essa intenção, determinar o que nos faz achar algo belo ou feio. Essa questão, a de beleza e fealdade, tem duas respostas dualísticas: A de que exista uma condição universal de ambas ou seu julgamento é subjetivo.

A primeira alternativa tem Platão como um exemplo de adepto. Prova disso é a fórmula matemática que ele  chamou de seção áurea (ou proporção áurea), que consiste em dividir um espaço em dois segmentos. A seção áurea ocorre quando a proporção do segmento menor e do maior coincidir com a do segmento maior em relação ao todo (aproximadamente dois terços da largura).

Um defensor da segunda alternativa é Kant, que afirmava que era impossível estabelecer normas teóricas para a determinação do que é belo. A beleza então para ele não poderia ser predita por regras, e sim pelo agrado que causa ao admirador.

Analisando Kant é verdade. A beleza é vista com base no que o indivíduo interpreta, porém, o mesmo possui influência de alguma norma que predita para ele o que é belo, que é a norma cultural. Essa quase lei que a pessoa acaba por receber do meio social não se torna uma proporção universal, por ser relativa.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sensibilidade artística

"O mais alto objetivo da arte é o que é comum à religião e à filosofia. Tal como estas, é um modo de expressão do divino, das necessidades e exigências mais elevadas do espírito."- Hegel

A expressão humana se encontra em geral na arte; e um dom natural humano para com a arte é uma refinada sensibilidade para a estética, emoções, idéias e expressão.

O significado que a obra ganha é algo relativo ao que o artista deseja expressar, porém, arte é uma coisa muito perfeccionista. A arte tende a seguir uma perfeita simetria, tonalidade e/ou foco, mesmo que a noção de simetria, tom e foco se tornem condicionais. Tudo na arte deve estar bem delineado, em perfeita sintonia e harmonia, obtendo um perfeito equilíbrio e atenção aos detalhes de formas e expressões.

"A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam." - Auguste Rodin

A beleza é presente na arte, mesmo que a concepção de beleza seja individual, caracterizado pelo o que é agradável de se notar. Esse significado particular para o que é belo provêm da concepção cognitiva individual de quem observa, embora questões culturais possam influenciar nessa formação.

Leonardo Da Vinci escreveu em Tratado da Pintura, além de uma relevante introdução ao desenho e a pintura, um levantamento de questões filosóficas e teóricas acerca da arte. Considerou a pintura como a mais bela arte, por permitir possibilidades de expressão variadas e práticas.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Por trás da arte

A arte, como a conhecemos (seja pintura, escultura, desenho, teatro, etc), é para nós algo admirável e abstrato, porém, muito difícil de se definir. O que é arte?

Arte é trabalhar com inspiração, emoções, sonhos, realidade, ilusão, [entre uma cacetada de coisas] e dar forma para elas. O artista é aquele que consegue dar vida e expressão para uma coisa sem vida, que ele escolhe para expressar-se.
Está dentro do talento de qualquer artista a concepção de estética e expressão de sentimentos e idéias, além de gosto e facilidade para trabalhar com o material que escolhe para trabalhar.

A pintura é a forma de expressar através de quadros feitos pelo uso de tintas e suas técnicas de se pintar; a escultura dá forma para pedras, barro, argila, ou seja o que for, ganhando a forma do que o artista deseja expressar; literatura a forma de usar as palavras para fazer o leitor mergulhar num mundo paralelo inteligível e cheio de emoções; a poesia faz coisa parecida, porém, trabalha com a beleza da linguagem e formação de palavras para expressar encanto e ponto de vista. [Foram apenas algumas explicações de algumas artes.]

Se for assim, será que filosofia também é arte? O filósofo sente emoção no pensar; se envolve, contempla (o aprendizado), sente. Filosofia seria então a arte de refletir? Pensar, observar, criticar?

Abaixo um vídeo que fiz [o meu primeiro; espero que tenha ficado bom] introduzindo sobre este tema.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Questão da estética

Estética é o aprofundamento do belo, do sentimento que a beleza (ou a falta dela) disperta nas pessoas.

Engraçado até confirmar que até mesmo pessoas inteligentes não deixam de considerar a beleza algo realmente virtuoso. Mas afinal, o que é beleza? Se você procurar num dicionário, encontrará coisas do tipo "Qualidade de ser formoso; agradável à vista; bonito". Isso é, ao menos, o significado que a gramática nos passa; porém, trataremos desse assunto como seu significado filosófico.

Os filósofos da Grécia Antiga consideravam a questão da "beleza interior", como que pudessemos dizer que a estética da essência das coisas tivesse mais importância. Sim, a beleza não está só no os olhos enxergam, e não, ser bonito externamente não é a única forma de se mostrar agradável.

O filósofo alemão Hegel diz que a "beleze muda com o tempo". Verdade. Pense bem, a garota bonita da sala do teu filho adolescente não vai ter mais a mesma aparência daqui quarenta anos. O tempo muda a aparência das coisas, assim como as folhas de um livro que ficam gastas com o passar dos anos; ou uma casa velha que tem a estrutura corroída conforme fosse se tornando mais velha.

Beleza é algo muito superficial, é aquilo que agrada aos olhos.

Não digo que é supérfluo algo ou alguém ser bonito [pelo contrário, até mesmo os filósofos são mais um entre os admiradores da beleza], só digo que é apenas superficial, é uma qualidade opcional e involuntária que vem do exterior da pessoa.