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domingo, 17 de julho de 2011

O pensamento alquímico

"O que está fora é o reflexo do que está dentro." - Hermes Trismegisto

A alquimia foi uma prática de caráter místico e ao mesmo tempo científico, entretanto, repleta de caráter filosófico. Embora combinasse química, medicina, metalurgia e hermetismo e sido significativa para a ciência, a alquimia também possui princípios filosóficos.

Suas fontes filosóficas são dispersas; pré-socráticos, neoplatônica, aristotélica, taoísta, védica e abraâmica (judaico-cristã e islã). Exemplos estão nos quatro elementos de Empédocles (água, ar, terra e fogo) e as três essências do pensamento árabe (sal, mercúrio e enxofre).

Pretendiam buscar duas substâncias, a Pedra Filosofal e o Elixir da Longa Vida. Com a pedra transmutariam todos os metais ditos inferiores em ouro, o mais perfeito de todos (não por avareza, mais a ideologia dos alquimistas dizia que a natureza era e tendia a ser perfeita, e eles pretendiam contribuir com esta perfeição), qual também poderia obter o elixir, uma poção capaz de curar todas as doenças e prolongar a vida (devido o ideal de se ter uma vida longa e próspera daqueles tempos qual a medicina não era tão eficaz como hoje). Seus simbolismos eram uma linguagem alegórica usada para que somente lês compreendessem os ensinamentos alquímicos.

A transmutação, além de metais, seria uma metáfora para mudança interior. Isto seria uma metáfora para a transformação espiritual.

Alquimistas reconhecidos são vários vão do lendário Hermes Trismegisto e partem com Avicena, Geber, Tomás de Aquino, Nicolas Flamel e Paracelso. Nos tempos modernos, Carl Jung estudou alquimia e considerou suas representações e experiências levadas em vida para usar como ferramentas na construção da psicologia analítica.

Compare as etapas de um processo alquímico com etapas de um procedimento filosófico: Nigredo (a putrefação) seria o desmoronamento de convicções, que o Albedo (purificação) nos fariam reconhecer nossos limites no pensamento e no julgar; e pelo Critinitas (despertar) o senso filosófico se despertaria obtendo assim o Rubedo (a iluminação), nada mais que o reconhecimento da verdade.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O pensamento islâmico

O pensamento islâmica, ou muçulmana, é o nome dado a tradição filosófica qual se enquadra o pensamento árabe durante o período medieval. Os preceitos do pensamento muçulmano é o islamismo, religião de origem árabe.

Trata de diversos temas, tratando de ciência, razão, direito, educação e até assuntos culturais; porém, os conciliando com os fundamentos do Alcorão.

É uma forma de pensar absolutamente deísta, isto é, não se podendo negar a existência de um deus e muito menos os ensinamentos da religião islã.

Possui remotas origens, não só do Corão, pois também possuiu influências gregas. A dimensão desse fato torna imensa quando se considera que o Ocidente deve aos filósofos árabes quase toda a preservação, já em nível crítico, do platonismo e, sobretudo, do aristotelismo. [O pensamento de Aristóteles e Platão não estava sendo muito recordado pelos ocidentais medievais, tendo os pensadores árabes grande crédito pelas palavras desses dois pensadores chegarem aos nossos dias!]

São excluídas dessa denominação às tendências da filosofia árabe depois da Idade Média, analisadas apenas como floração do Oriente dentro e fora dos limites da Idade Média européia.

Ao longo de sua evolução, a filosofia árabe transmite ao mundo ocidental os fundamentos de quase todo o pensamento filosófico dos tempos do Renascimento. Sem a contribuição dos comentadores árabes, o pensamento renascentista teria se ocupado apenas do monólogo cristão da Idade Média.

Os mais memoráveis filósofos árabes foram Avicena, Averróis e Al-Ghazali.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O pensamento judaico

O pensamento judaico possui referência no Pentateuco (os cinco primeiros livros da Bíblia Hebraica (Tanakh), a Torá. Esta é a conduta em questão religiosa) e o Talmude (livro rabínico que trata sobre lei, costumes, ética e história judaica).

Essa forma de pensamento foge da matriz grega, que mais tarde passou a ser base de toda a filosofia ocidental.

Essa filosofia é totalmente deísta, ou seja, é automática a aceitação de um deus bondoso, amoroso e justo.

Deus se torna importante nessa tradição filosófica, pois este se relaciona com questões éticas, sociais e até mesmo espirituais que este pensamento prega como verdade. Entendê-lo acaba se tornando algo importante.


Podemos dizer que toda a filosofia judaica está contida, ao menos fundamentalmente, na lei mosaica. O decálogo, leis civis, morais, cerimoniais e outras acerca da tradição hebraica.

A filosofia judaica está repleta de advertências, obrigações e proibições que eram utilizadas pelos hebreus. Não é só religiosa, pois esta também influenciava a moral, lei juridicial e outros pontos.

A história da filosofia hebraica pode ser dividida no tempo do povo hebreu e também depois de sua diáspora no século I.

Antes da diáspora, ela estava contida na própria Tanach (Bíblia Hebraica), além, do Talmude e textos cabalísticos. Livros como o Salmos, Eclesiastes e Provérbios podem ser considerados textos filosóficos deste período do pensamento judaico.

Após a diáspora, o pensamento judaico começa a tomar pequena influência ocidental, sendo que por vez os judeus estavam então "espalhados". Pensadores judeus pós-diáspora notáveis são Filó de Alexandria, Maimônides e Solomon Ibn Gabirol.

domingo, 3 de abril de 2011

A escolástica



Uma das correntes filosóficas na Idade Média (famosa Idade das Trevas) foi a escolástica, que à princípio visava buscar conciliar fé e razão .

Esta escola filosófica vigora do princípio do século IX até o final do século XVI, que representou o declínio da era medieval. A escolástica é o resultado de estudos mais profundos da arte dialética (as artes liberais, o trivium e quadrivium), a radicalização desta prática. No começo seus ensinamentos eram disseminados nas catedrais e monastérios, posteriormente eles se estenderam às Universidades, diminuindo o monopólio do conhecimento que a Igreja possuía naquele tempo.

A filosofia da Antiguidade Clássica ganha então contornos judaico-cristãos, já esboçados a partir do século V, quando se teve a urgência de mergulhar mais fundo em uma cultura espiritualizada que se desenvolvia rapidamente, para imprimir a estes princípios religiosos um caráter filosófico, inserindo o cristianismo no âmbito da filosofia greco-romana e neoplatônica.

A escolástica buscava o conhecimento científico e busca racional sem necessidade de "botar Deus, religião e teologia no meio". Isso não significava que os escolásticos deixavam de crer em deus ou coisa assim, apenas contrariava o fanatismo religioso que, por sorte da escolástica, estava diminuindo na época. [O fanatismo religioso fazia parte do cotidiano do europeu medieval. Quase toda hora era Deus, Igreja...E mais Deus!]

Embora prege a desncessidade do fanatismo religoso, a escolástica é ligada com a religião, por se opor ao fervor da mesma e também, por exemplo, ao conceito de predestinação. Alguns escolásticos notáveis são Roger Bacon, Alberto Magno, Bernardo de Claraval, Boaventura de Bagnoregio e Tomás de Aquino.

Tomás de Aquino teve auxílio filosófico da escolástica, acabando por virar o seu mais notório pensador. Ele dizia que o homem é privilegiado pela razão, cabendo a ele mesmo decidir escolher entre o certo e o errado e livre para o bem e o mal.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Agostinho e Aquino - Os ideais de salvação

Santo Agostinho e Tomás de Aquino foram (e são), em questão soteriológica, os pensadores mais influentes.

Santo Agostinho nasceu no norte da África, estudou em Cartago e Roma e foi um dos doutores da Igreja responsável pela síntese entre filosofia clássica e o cristianismo. Suas obras de destaque são Confissões e Cidade de Deus.
Inspirado em Platão, Agostinho se dedicou a conhecer a essência humana e preocupar-se com o modo de alcançar a salvação humana. Quanto ao homem, Agostinho o definia como um ser corrompido. A salvação jamais seria obtida pelo ser humano, mas somente a graça à intervenção divina, na medida em que Deus incluía o perdão entre os seus infinitos atributos. Pra nós, segundo este mesmo santo, restava apenas a fé silenciosa e a obediência ao clero.
Segundo ele, "a fé precede a razão". A onisciência divina sobre o passado, presente e futuro fazia Agostinho ver que o destino do ser humano já era traçado, seja à salvação ou condenação.
Sua filosofia relativamente pessimista aludia a época qual vivia, uma época conturbada -Guerras, invasões, a decadência do Império Romano, entre outras coisas - Por estes motivos, sua visão de salvação foi aceita.
Seu pensamento sobre a salvação teria, séculos mais tarde, rivalidade com o pensamento tomista.
[Tanto que a arquitetura românica das igrejas desse período aludiam justamente isso, eram pesadas, "presas à terra", de ambientes escuros, propícios para à entrega espiritual].


Séculos mais tarde, com a Renascença, a Europa mudou bastante. Eram tempos melhores que o qual Agostinho viveu, mas a religião ainda tinha importância na mentalidade das pessoas. Sobre a salvação agora então era vista pelo ponto de Tomás de Aquino, o expoente da escolástica, sua ideologia. Sua maior obra é a Suma teológica.
Se inspirou em Aristóteles, desenvolvendo a tese de que o progresso humano não dependia apenas da vontade divina, mas também das obras dos homens. A razão então se tornou um privilégio de qual toda pessoa seria dotada, se preparando para assumir sua vida. Buscou conciliar fé e razão, refutando a idéia agostiniana de predestinação.
Como ser racional, o homem teria plenas condições de encontrar o caminho da salvação, evitando o pecado por meio da livre escolha que o livre-arbítrio proporcionava.
[A arquitetura góticas das igrejas da época refletiam isto: Eram de natureza livre, "elevavam-se ao céu", tinham ambientes claros, adequados para à busca racional].

A questão da salvação pode ser importante dependendo qual prespectiva ideal, pois alude a necessidade do ser humano de se sentir perdoado por seus atos ruins.