O socialismo é uma doutrina política e econômica que consiste em advogar os meios de produção para a propriedade pública, objetivando assim uma sociedade menos desigual. Surgiu no século XVIII no meio intelectual da época e a classe trabalhadora, que criticavam os efeitos da industrialização e o impacto da propriedade privada na sociedade.
Karl Marx dizia que o socialismo seria uma transição entre o capitalismo e o comunismo, realizado pela luta de classes e condições de trabalho mais favoráveis, até que se alcance uma sociedade igualitária. Esse conceito de socialismo como uma fase antes do comunismo foi defendida tanto pelos socialistas utópicos como os científicos, que veremos a seguir.
Abaixo veremos o socialismo idealizado e o real:
Socialismo ideal
Em teoria, temos o socialismo utópico e o socialismo científico.
O socialismo utópico possui influência de Thomas More e valores liberais. Inclusive, os primeiros socialistas formulavam críticas sociais perante o progresso industrial, principalmente aos grandes proprietários, mais tinham muita estima pelos pequenos, propondo um possível acordo entre as classes sociais. Propunham uma sociedade ideal só que sem apontar meios para alcançá-la, por isso sendo chamados “utópicos”. Os socialistas utópicos acreditavam que a implantação do socialismo ocorreria de forma lenta e gradual, pacífica, com participação tanto do proletariado como da burguesia.
Teóricos influenciaram esse movimento; como Claude de Saint-Simon em propor uma sociedade sem os ociosos (como ele mesmo cunhou os militares, o clero, nobres e magistrados) e nem exploração econômica. Charles Fourier e Pierre Leroux também foram importantes, também sendo um dos primeiros a usar o termo "socialismo", e herdaram a idéia de Rousseau de que o ser humano é naturalmente bom, mas a sociedade e instituições o corrompem. O maior socialista utópico é Robert Owen, que sistematizou que a produção de um trabalhador melhora se melhores condições de salário e de básicas de vida o forem propostos.
Já o socialismo científico propunha entender as condições reais do capitalismo e mediante análise socioeconômica transformar a sociedade por meio a luta de classes. Disso que veio o cunho deles de socialistas “científicos”, por se basearem em observações históricas e filosóficas da sociedade, e não só em expor idéias de igualdade social.
Seus teóricos mais influentes foram Karl Marx e Friedrich Engels. Em sua obra “O Capital”, Marx propôs idéias revolucionarias como o materialismo histórico, onde a luta de classes seria um fato inexorável da história humana e responsável por mudanças na sociedade, como a crise escravista da Roma Antiga e o feudalismo medieval. Nela, toda sociedade é determinada em última instância por sua infraestrutura, sua condição socioeconômica; cuja política, ideologia e cultura se adaptariam delas e formando a superestrutura.
Socialismo real
A experiência de países que adotaram o socialismo o faz ter sua versão mais realista. Trata-se de um regime autoritário, usufruindo o principio da propriedade pública e subjugando a população perante o Estado.
A primeira experiência do socialismo real foi da vitória dos bolcheviques na Revolução Russa, transformando o país na União Soviética, o primeiro estado socialista.
Isso teve consequência na definição de socialismo, sendo hoje associado por alguns como uma forma totalitária de igualar as condições sociais e econômicas das pessoas por intermédio da ostentação do governo. Os ideais teóricos do socialismo então não são postos em prática, pois o socialismo real não ambiciona chegar ao comunismo, onde a figura de um governo não possui mais importância e nem utilidade.
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
Homem versus Máquina
Desde a Revolução Industrial o progresso tecnológico do ser humano se torna um problema não só para a natureza, mais também para o próprio ser humano.
Socialmente podemos apontar a produção fabril industrial como a causa de uma série de desemprego estrutural que existe na sociedade nos últimos séculos, pois a máquina começou a tomar o lugar de homens nas fábricas, e com o tempo estas pessoas desempregadas criariam um clima de miséria e pobreza se generalizando. O progresso então é apenas para dar mobilidade ao capitalismo, sendo que pessoas passam fome e necessidade por causa disso, perdendo chance de emprego para as máquinas.
O início da industrialização marcou a modernidade, mudando radicalmente o modelo socioeconômico adotado por nós. O conceito de progresso se torna algo radical, alarmante, algo que apenas serve para dar muito poder financeiro para poucos; fazendo que a pobreza e miséria, coisas que sempre fizeram parte da civilização, realçar seu grau de influência e tornarem-se mais preocupantes.
O trabalho é base para que o ser humano conseguida suprir suas necessidades básicas, porém, a existência da maquinofatura revoga esse direito de muitos, os então desempregados. A exploração do homem com o próprio homem sempre ocorreu na existência da divisão de trabalho, resultado da divisão de tarefas desde as primeiras civilizações. A máquina explora a ganância humana de uma forma que para ela é bastante eficiente, visando o lucro e acumulo de capital escondido sob a máscara do benefício.
Ela, a industrialização, faz o homem agir como se a natureza existisse para suprir suas vontades. Embora a natureza e o homem coexistam naturalmente e a mesma possa nos servir para certas coisas, a indústria faz com que o ser humano abuse dessa liberdade, não só a explorando mais também procurando a manipular.
Para o ser humano contemporâneo, o mundo industrial qual criamos cria um cenário cada vez mais podre da condição humana, e esse problema sempre segue rumo ao progresso; a finalidade de corromper a humanidade.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Sociedade Epicuréia
Este termo surgiu durante a época dos ultra-românicos no Brasil. Era como uma irmandade dos escritos da época da Faculdade de Direito São Francisco em São Paulo, no momento estudantes universitários, que viviam de forma boêmia e hedonista; em prazeres como fumar, beber e sexo.
Antes de tudo, o termo alude ao filósofo grego Epicuro e seu pensamento. Sua filosofia se resume na busca do prazer, seja físico ou espiritual, para se viver em satisfação e serena paz interior. Mesmo valorizando o prazer, Epicuro visava juízo em o buscar e priorizá-lo.
Com os séculos, opositores do pensamento epicurista, que era o pensamento religioso que se disseminava na Europa medieval, considerava errado e herético pensar de uma forma que valorize os prazeres da carne, coisa que o pensamento católico dominante contradizia.
Então, uma sociedade epicuréia pode ser uma sociedade cujos valores se encontrem na alegria por via o prazer. As pessoas vivem querendo ser felizes, e com hedonismo vivem para sentir prazer, algo qual se precisa para se viver bem nesse modo de pensar.
O romantismo dessa época se inspirava muito no poeta inglês Lord Byron, que pensava e expressava em sua poesia a vida boêmia e voltada aos vícios. O vício nada mais é do que um meio para suprir dor e o vazio, e o pensamento romântico da época era muito melancólico e pessimista perante a vida terrena e em especial a vida amorosa; sendo o prazer então uma forma de se escapar disto tudo.
Antes de tudo, o termo alude ao filósofo grego Epicuro e seu pensamento. Sua filosofia se resume na busca do prazer, seja físico ou espiritual, para se viver em satisfação e serena paz interior. Mesmo valorizando o prazer, Epicuro visava juízo em o buscar e priorizá-lo.
Com os séculos, opositores do pensamento epicurista, que era o pensamento religioso que se disseminava na Europa medieval, considerava errado e herético pensar de uma forma que valorize os prazeres da carne, coisa que o pensamento católico dominante contradizia.
Então, uma sociedade epicuréia pode ser uma sociedade cujos valores se encontrem na alegria por via o prazer. As pessoas vivem querendo ser felizes, e com hedonismo vivem para sentir prazer, algo qual se precisa para se viver bem nesse modo de pensar.
O romantismo dessa época se inspirava muito no poeta inglês Lord Byron, que pensava e expressava em sua poesia a vida boêmia e voltada aos vícios. O vício nada mais é do que um meio para suprir dor e o vazio, e o pensamento romântico da época era muito melancólico e pessimista perante a vida terrena e em especial a vida amorosa; sendo o prazer então uma forma de se escapar disto tudo.
Eterno retorno
“O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do sol.” – Eclesiastes 1:9 (autoria de Salomão)
O conceito de eterno retorno propõe uma repetição cíclica de fatos, de dores, prazeres, dificuldades e desafios. Tudo de grande e pequeno, profundo ou insignificante na vida e no mundo se repete para sempre, ordenadamente e continuamente.
Foi elaborado por Nietzsche, aparecendo pequenas pistas do que é o eterno retorno em várias de suas obras (como em "Assim Falou Zaratustra" e "Além do Bem e do Mal"), mais foi em A Gaia Ciência que temos uma explicação melhor dela:
“E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: “Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência – e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez – e tu com ela, poeirinha da poeira!“ Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: “Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!” Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: “Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?” pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?”
O eterno retorno dá uma perfeita noção de tempo cíclico; uma estrutura temporal com detalhes como começo, meio e fim ou como a transição de uma estação para outra.
Mudanças no mundo; destruição e criação; elementos da história como revoluções, guerras, epidemias e acontecimentos mundanos seriam para Nietzsche parte de algo que sempre se repetiu e sempre se repetirá; sendo este um princípio universal de eterna repetição dos fatores um fundamental princípio fundamental de tudo.
Nietzsche com isso questiona a ordem natural das coisas. Diz a realidade não é feito por pólos inconciliáveis, e sim uma instância única. O bem e o mal, sofrimento, prazer e angústia, por exemplo, seriam elementos complementares e instáveis. Conclui então que veremos sempre os mesmos fatos repetirem indefinidamente.
O conceito de eterno retorno propõe uma repetição cíclica de fatos, de dores, prazeres, dificuldades e desafios. Tudo de grande e pequeno, profundo ou insignificante na vida e no mundo se repete para sempre, ordenadamente e continuamente.
Foi elaborado por Nietzsche, aparecendo pequenas pistas do que é o eterno retorno em várias de suas obras (como em "Assim Falou Zaratustra" e "Além do Bem e do Mal"), mais foi em A Gaia Ciência que temos uma explicação melhor dela:
“E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: “Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência – e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez – e tu com ela, poeirinha da poeira!“ Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: “Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!” Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: “Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?” pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?”
O eterno retorno dá uma perfeita noção de tempo cíclico; uma estrutura temporal com detalhes como começo, meio e fim ou como a transição de uma estação para outra.
Mudanças no mundo; destruição e criação; elementos da história como revoluções, guerras, epidemias e acontecimentos mundanos seriam para Nietzsche parte de algo que sempre se repetiu e sempre se repetirá; sendo este um princípio universal de eterna repetição dos fatores um fundamental princípio fundamental de tudo.
Nietzsche com isso questiona a ordem natural das coisas. Diz a realidade não é feito por pólos inconciliáveis, e sim uma instância única. O bem e o mal, sofrimento, prazer e angústia, por exemplo, seriam elementos complementares e instáveis. Conclui então que veremos sempre os mesmos fatos repetirem indefinidamente.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
As doutrinas liberais e socialistas
"O objetivo primordial e necessário de toda a existência deve ser a felicidade, mas ela não pode ser obtida individualmente; é inútil esperar-se pela felicidade isolada; todos devem compartilhar dela ou então a minoria nunca será capaz de gozá-la." - Robert Owen
As transformações que começam a ocorrer na transição do século XVIII para o XIX na Europa e em todo o mundo ocidental criaram espaço para a formulação de doutrinas teóricas que justificavam de forma regular ou criticavam e condenavam a ordem sócio-econômica e política da época.
Nesse tempo que surgiram dois grupos: Os anarquistas e os socialistas. Ambas as ideologias pretendiam chegar ao comunismo, a sociedade justa e igualitária, sem classes. O que mais diferencia elas é que o socialismo antes tem como fim eliminar o capitalismo e intervir na ordem social um tempo, e por fim chegar ao comunismo. A anarquia é a transição direta para o comunismo.
Adeptos do liberalismo tanto político como econômico, os anarquistas defendiam e teorizavam uma sociedade sem governantes. Para estes, o problema de todo governo seria a própria existência do mesmo, qual a sociedade só será justa quando o governo for de todos e não de poucos.
Pode-se citar como influentes pensadores da anarquia Robert Owen, Ned Ludd, David Ricardo, contando também com influencia liberalistas como John Locke, Adam Smith, Thomas Malthus e Turgot, além de precursores como Díogenes e Aristipo de Cirene.
Socialistas
Nasceu com a reação do proletariado aos efeitos da Revolução Industrial, quais os socialistas então começaram a criticar a estrutura sócio-trabalhista que esta causou. O socialismo defende a intervenção no Estado no trabalho e na economia, cabendo ele administrar de forma mais igualitárias ou menos injusta a ordem sócio-econômica.
Seus teóricos fizeram análises acerca dos problemas que criticavam sobre as injustiças no trabalho e condição de miséria social, como também idealizar soluções para uma sociedade menos desgraçada com uma população menos miserável. Exemplos disso é a luta de classes da teoria marxista e o apoio da violência para se chegar a sociedade sem classes defendida pelo movimento bakuninista.
Influentes pensadores e teóricos socialistas são Claude de Saint-Simon, Charles Fourier, Karl Marx, Friedrich Engels, Proudhon e Bakunin. Além de também de influências para o socialismo, como Thomas More.
Ambas as correntes ideológicas criticavam a evolução que o capitalismo seguia, como a máquina substituindo o homem no mercado e a miséria resultado da falta de qualidade de vida para todos.
Nesse tempo que surgiram dois grupos: Os anarquistas e os socialistas. Ambas as ideologias pretendiam chegar ao comunismo, a sociedade justa e igualitária, sem classes. O que mais diferencia elas é que o socialismo antes tem como fim eliminar o capitalismo e intervir na ordem social um tempo, e por fim chegar ao comunismo. A anarquia é a transição direta para o comunismo.
Anarquistas
Na forma liberal, o Estado pode coexistir com a sociedade desde que não intervenha em sua liberdade pessoal e interpessoal, cabendo apenas não deixar que se abuse desse direito. A anarquia pensa diferente; pois o Estado é o problema, pois a sociedade só seria igual e justa com a inexistência de governo, substituindo a responsabilidade dos governantes para a própria população.
Pode-se citar como influentes pensadores da anarquia Robert Owen, Ned Ludd, David Ricardo, contando também com influencia liberalistas como John Locke, Adam Smith, Thomas Malthus e Turgot, além de precursores como Díogenes e Aristipo de Cirene.
Socialistas
Seus teóricos fizeram análises acerca dos problemas que criticavam sobre as injustiças no trabalho e condição de miséria social, como também idealizar soluções para uma sociedade menos desgraçada com uma população menos miserável. Exemplos disso é a luta de classes da teoria marxista e o apoio da violência para se chegar a sociedade sem classes defendida pelo movimento bakuninista.
Influentes pensadores e teóricos socialistas são Claude de Saint-Simon, Charles Fourier, Karl Marx, Friedrich Engels, Proudhon e Bakunin. Além de também de influências para o socialismo, como Thomas More.
Ambas as correntes ideológicas criticavam a evolução que o capitalismo seguia, como a máquina substituindo o homem no mercado e a miséria resultado da falta de qualidade de vida para todos.
terça-feira, 19 de abril de 2011
O absurdo na vida do ser humano
Em termos filosóficos, o absurdo tem o significado de dizer que o esforço para o ser humano encontrar significado na vida é em vão, e o fracasso disso (segundo o absurdismo) se torna um fato.
O absurdismo, ou filosofia do absurdo, tem o pensamento base de que a existência não possui significado. Está relacionada com o existencialismo, embora bastante niilista.
O conceito do absurdo tem origem com o filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, porém passou a ganhar mais fundamento (e também traços existencialistas) com o francês Albert Camus, principalemente com sua obra O Mito de Sísifo.
Às resposta para questões absurdistas variam, porém elas normalmente são coerentes com o próprio pensamento absurdo, o existencialismo e a filosofia contemporânea (e também com o pensamento de Camus e do Kierkegaard).
O absurdismo alega a falta de sentido na existência pela ausência de propósito maior em nossa vida, o que nesta linha de pensamento faz nossa existência insignificante. O significado máximo que podemos dar para nossas vidas então acaba sendo as metas e o que fazemos de nossas vidas, entretanto, nunca chegamos num consenso do motivo pelo qual existimos.
Alguns tópicos que propõem supostas verdades do pensamento da filosofia do absurdo:
• O suicídio como solução que alguns optam por não saber lhe dar com o absurdo. Para Camus o suicídio não é vantajoso, pois se a vida é absurda, o jeito é ocupá-la e fazer o absurdo em si ir.
• A proposta de suprir o vazio existencial da pessoa, procurando assim um modo de viver e ignorando o absurdo. Essas pessoas criam significado em suas próprias vidas, que não é o significado final mas provê algo para fazer Isso algumas, ou se não muitas, pessoas já fazem quando associam a frase “o sentido da vida é viver” como razão de sua existência.]
• Porém, existem pessoas que aceitam o fato da vida não ter sentido (caso nisso acreditem).
Para concluir, um trecho de O Mito de Sísifo:
"Assim que eu tirar o absurdo três conseqüências que são minha revolta, minha liberdade e minha paixão. Pela mera atividade de consciência eu me transformo em regra de vida o que era um convite à morte, e eu me recuso o suicídio."
O absurdismo, ou filosofia do absurdo, tem o pensamento base de que a existência não possui significado. Está relacionada com o existencialismo, embora bastante niilista.
O conceito do absurdo tem origem com o filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, porém passou a ganhar mais fundamento (e também traços existencialistas) com o francês Albert Camus, principalemente com sua obra O Mito de Sísifo.
Às resposta para questões absurdistas variam, porém elas normalmente são coerentes com o próprio pensamento absurdo, o existencialismo e a filosofia contemporânea (e também com o pensamento de Camus e do Kierkegaard).
O absurdismo alega a falta de sentido na existência pela ausência de propósito maior em nossa vida, o que nesta linha de pensamento faz nossa existência insignificante. O significado máximo que podemos dar para nossas vidas então acaba sendo as metas e o que fazemos de nossas vidas, entretanto, nunca chegamos num consenso do motivo pelo qual existimos.
Alguns tópicos que propõem supostas verdades do pensamento da filosofia do absurdo:
• O suicídio como solução que alguns optam por não saber lhe dar com o absurdo. Para Camus o suicídio não é vantajoso, pois se a vida é absurda, o jeito é ocupá-la e fazer o absurdo em si ir.
• A proposta de suprir o vazio existencial da pessoa, procurando assim um modo de viver e ignorando o absurdo. Essas pessoas criam significado em suas próprias vidas, que não é o significado final mas provê algo para fazer Isso algumas, ou se não muitas, pessoas já fazem quando associam a frase “o sentido da vida é viver” como razão de sua existência.]
• Porém, existem pessoas que aceitam o fato da vida não ter sentido (caso nisso acreditem).
Para concluir, um trecho de O Mito de Sísifo:
"Assim que eu tirar o absurdo três conseqüências que são minha revolta, minha liberdade e minha paixão. Pela mera atividade de consciência eu me transformo em regra de vida o que era um convite à morte, e eu me recuso o suicídio."
sábado, 9 de abril de 2011
O pensamento do pragmatismo

O pragmatismo dá ênfase ao pensamento filosófico na aplicação das idéias e de suas consequências práticas de conceitos e conhecimentos; assim sendo por dizer uma filosofia utilitária.
Teve origem no século XIX em Cambridge, Massachusetts, nos Estados Unidos. Seus primeiros idealizadores e representantes foram Charles Peirce, William James, John Dewey e Ferdinand Schiller. Houveram também outros pensadores seguidamente, tendo como destaque Richard Rorty.
Essa escola de pensamento teve como objetivo primário terminar discussões metafísicas e até por vezes éticas e racionais. Para entender melhor, abaixo está algumas questões que são de caráter pragmatista:
Mas o que isso quer dizer?
O mundo é um ou muitos?
Livre ou destinado?
Material ou espiritual?
Por que as crianças aprendem menos com sermões do que imitando as ações dos pais?
E por que é tão importante revermos nossas crenças a respeito do que acreditamos ser verdade?
Assim, o pragmatismo conforme predito originalmente por Peirce, tem o propósito de fornecer uma diretriz ao pensamento, evitando que a razão em seus altos vôos rumo ao abstrato, se desvencilhe de seu objeto: a realidade, a vida. O método pragmatista, desta forma, se contrapõe às metafísicas de caráter dogmático e propõe que o raciocínio seja guiado por métodos semelhantes aos da ciência, que incluem a observação dos fenômenos, a formulação de hipóteses, os testes práticos e a revisão de teorias. É por isso que o pragmatismo estranha qualquer idéia de verdade e certeza inatas ou absolutas.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Weltschmerz
Essa palavra é alemã, e pode ser traduzida como "dor(es) do mundo", "cansaço do mundo" e outras traduções de significado semelhante (sendo welt "mundo" em alemão e schmerz significa "dor").
O termo foi usado pela primeira vez pelo escritor romântico alemão Johann Paul Friedrich Richter, denotando um sentimento de perceber e entender a insatisfação que temos na realidade física. Não existindo felicidade absoluta na condição de existência humana (sendo a felicidade dada "aos pedaços", em penas partes e doses), fazendo com isso que o ser humano sofra pela busca insaciável pela felicidade.
É o sentimento de tristeza resultado do pensar das dores e sofrimentos do mundo, comparado com uma empatia ou teodicéia.
Muitos filósofos mostraram ter esse sentimento, independente de suas épocas ou lugares onde viviam, a dor pelos problemas do mundo faz parte dos filósofos.
O próprio Jean Paul (nome artístico de Johann Paul Friedrich Richter) escreveu uma vez:
"Somente seus olhos viram todas as agonias de mil pessoas em suas origens. Esta dor do mundo, ela pode, por assim dizer, apenas para suportar a visão do Santíssimo, que porteriormente remuneramos."
Na psicologia moderna, weltschmerz possui o significado de dor psicológica resultado de um problema para com o mundo, a sociedade ou a vida. Gera depressão, escapismo, triteza e atormento psicológico; equivalenta a anomia.
Frases sobre o sofrimento humano de filósofos notáveis que tinham weltschmerz:
"Se o desejo, que se aloja na raiz de toda a paixão humana, puder ser removido, aí então, morrerá esta paixão e desaparecerá, conseqüentemente, todo o sofrimento humano." - Buda
"A essência da existência é a dor." - Schopenhauer
"A felicidade não passa de um sonho, e a dor é real... Há oitenta anos que o sinto. Quanto a isso, não posso fazer outra coisa senão me resignar, e dizer que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas e os homens para serem devorados pelo pesar." - Schopenhauer
"A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita". - Mahatma Gandhi
"Que nobre inteligência assim perdida! O olhos do cortesão, a língua e o braço do sábio e do guerreiro, a mais florida esperança do Estado, o próprio exemplo da educação, o espelho da elegância, o alvo dos descontentes, tudo em nada! E eu, a mais desgraçada das mulheres, que saboreei o mel de suas juras musicais, ter de ver essa admirável razão perder o som, qual sino velho, essa forma sem par, a flor da idade, fanada pela insânia! Ó dor sem fim! Ter já visto o que vi, e vê-lo assim!" - Shakespeare
O termo foi usado pela primeira vez pelo escritor romântico alemão Johann Paul Friedrich Richter, denotando um sentimento de perceber e entender a insatisfação que temos na realidade física. Não existindo felicidade absoluta na condição de existência humana (sendo a felicidade dada "aos pedaços", em penas partes e doses), fazendo com isso que o ser humano sofra pela busca insaciável pela felicidade.
É o sentimento de tristeza resultado do pensar das dores e sofrimentos do mundo, comparado com uma empatia ou teodicéia.
Muitos filósofos mostraram ter esse sentimento, independente de suas épocas ou lugares onde viviam, a dor pelos problemas do mundo faz parte dos filósofos.
O próprio Jean Paul (nome artístico de Johann Paul Friedrich Richter) escreveu uma vez:
"Somente seus olhos viram todas as agonias de mil pessoas em suas origens. Esta dor do mundo, ela pode, por assim dizer, apenas para suportar a visão do Santíssimo, que porteriormente remuneramos."
Na psicologia moderna, weltschmerz possui o significado de dor psicológica resultado de um problema para com o mundo, a sociedade ou a vida. Gera depressão, escapismo, triteza e atormento psicológico; equivalenta a anomia.
Frases sobre o sofrimento humano de filósofos notáveis que tinham weltschmerz:
"Se o desejo, que se aloja na raiz de toda a paixão humana, puder ser removido, aí então, morrerá esta paixão e desaparecerá, conseqüentemente, todo o sofrimento humano." - Buda
"A essência da existência é a dor." - Schopenhauer
"A felicidade não passa de um sonho, e a dor é real... Há oitenta anos que o sinto. Quanto a isso, não posso fazer outra coisa senão me resignar, e dizer que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas e os homens para serem devorados pelo pesar." - Schopenhauer
"A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita". - Mahatma Gandhi
"Que nobre inteligência assim perdida! O olhos do cortesão, a língua e o braço do sábio e do guerreiro, a mais florida esperança do Estado, o próprio exemplo da educação, o espelho da elegância, o alvo dos descontentes, tudo em nada! E eu, a mais desgraçada das mulheres, que saboreei o mel de suas juras musicais, ter de ver essa admirável razão perder o som, qual sino velho, essa forma sem par, a flor da idade, fanada pela insânia! Ó dor sem fim! Ter já visto o que vi, e vê-lo assim!" - Shakespeare
sexta-feira, 25 de março de 2011
Romantismo e Realismo
Essas duas tradições são tanto artísticas, literárias, políticas e intelectuais. [Falaremos à respeito apenas do lado intelectual de ambas.]
O movimento romântico estava em contrapartida ao racionalismo. Tinha como principais características a liberdade individual, orgulho excessivo (tal como o patriotismo exagerado), sentimentalismo dramático, idealizações utópicas ou muito perfeccionistas e desejos de escapismo.
Surgiu na Europa numa época intelectualmente conturbada e rebelde, sendo a Revolução Francesa o apogeu desse tempo.
A filosofia romântica, se analisarmos, teve influência no pensamento contemporâneo, como em adotarmos que cada um é livre pra escolher sua religião, orientação, etc; o patriotismo que somos criados para ter e a aversão em tocar no assunto "sofrimento".
Na metade do século XIX surgiu o movimento realista. Esse, por sua vez, possui ideais mais realistas, buscando apenas ver as coisas como elas são; de forma clara e direta. Outro tema recorrente no realismo é os aspectos negativos da natureza humana, além de seus vícios e prazeres.
O pensamento realista é visto por ser mais pessimista, por tratar muito claramente os problemas sociais e humanos, que são praticamente inevitáveis quando fala sobre um deles (ou ambos).
O movimento romântico estava em contrapartida ao racionalismo. Tinha como principais características a liberdade individual, orgulho excessivo (tal como o patriotismo exagerado), sentimentalismo dramático, idealizações utópicas ou muito perfeccionistas e desejos de escapismo.
Surgiu na Europa numa época intelectualmente conturbada e rebelde, sendo a Revolução Francesa o apogeu desse tempo.
A filosofia romântica, se analisarmos, teve influência no pensamento contemporâneo, como em adotarmos que cada um é livre pra escolher sua religião, orientação, etc; o patriotismo que somos criados para ter e a aversão em tocar no assunto "sofrimento".
Na metade do século XIX surgiu o movimento realista. Esse, por sua vez, possui ideais mais realistas, buscando apenas ver as coisas como elas são; de forma clara e direta. Outro tema recorrente no realismo é os aspectos negativos da natureza humana, além de seus vícios e prazeres.
O pensamento realista é visto por ser mais pessimista, por tratar muito claramente os problemas sociais e humanos, que são praticamente inevitáveis quando fala sobre um deles (ou ambos).
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
A importância de Nietzsche
Ele nasceu numa família luterana, sendo inclusive filho de um pastor. Ao começar a estudar e se interessar por filosofia na adolescência, ele começou a se afastar cada vez mais da fé, e sua vocação filosófica e ceticismo começaram a se desenvolver desse ponto.
Sua mentalidade é considerada bastante "rica", devido ao contexto em que foi criado e ao contexto da sua época. Sua convivência familiar era muito religiosa, porém, os pensadores pré-socráticos que o inspiraram e o impulso modernista que o mundo estava vivendo na época se uniram; e diante de tanto refletir com essas três perspectivas nasceu seu pensamento aberto ao mundo e a vida.
Sua mentalidade é considerada bastante "rica", devido ao contexto em que foi criado e ao contexto da sua época. Sua convivência familiar era muito religiosa, porém, os pensadores pré-socráticos que o inspiraram e o impulso modernista que o mundo estava vivendo na época se uniram; e diante de tanto refletir com essas três perspectivas nasceu seu pensamento aberto ao mundo e a vida.
Tornou-se um renomado crítico do estilo de vida moderno, tanto em questão social como política. Também foi crítico da religião [do cristianismo em especial]. Sua filosofia, se bem analisada, mostrava seu caráter libertador, racionalista e puramente crítico ao homem que começava a "destruir" a natureza (seus contemporâneos).
Sem dizer que Nietzsche é uma das mais importantes referências da filosofia contemporânea, assim como os existencialistas e pragmatistas.
Sem dizer que Nietzsche é uma das mais importantes referências da filosofia contemporânea, assim como os existencialistas e pragmatistas.
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