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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Os ídolos contra a ciência

O filósofo inglês Francis Bacon defende a valorização da ciência e a experimentação, defendendo a metodologia indutiva e da investigação científica. Criticava com os ídolos a ciência antiga, de base aristotélica, qual Bacon maldizia.

Os ídolos seriam noções falsas presentes no intelecto humano; que nada mais são das idéias falsas, superstição, crendice e uma série de maus hábitos mentais. Eles afastavam o homem da ciência, que serve ao homem e o faz imperar sobre a natureza e as coisas.

A palavra ídolo é encaixada neste contexto remetente a idéia de idolatria, falso culto e deuses seguidos. O celebrar dos homens com os deuses é referente ao que ocorre quando os mesmos estão presos aos seus preconceitos, vontades, pulsões e interpretações.

Esses ídolos prejudiciais à racionalidade humana foram descritos por Bacon em sua obra Novum Organum de 1620, qual o mesmo os idealizou e os dividiu em quatro tipos:

• Ídolo da tribo: Falsas noções criadas pela natureza humana;
• Ídolo da caverna: As falsas idéias individuais, à parte do ser (alusão ao mito da caverna de Platão);
• Ídolo do foro ou mercado: Proveniente da linguagem;
• Ídolo do teatro: Concepções enganosas criadas pela cultura, a filosofia, religião e ideologias vigentes.

domingo, 17 de julho de 2011

O pensamento alquímico

"O que está fora é o reflexo do que está dentro." - Hermes Trismegisto

A alquimia foi uma prática de caráter místico e ao mesmo tempo científico, entretanto, repleta de caráter filosófico. Embora combinasse química, medicina, metalurgia e hermetismo e sido significativa para a ciência, a alquimia também possui princípios filosóficos.

Suas fontes filosóficas são dispersas; pré-socráticos, neoplatônica, aristotélica, taoísta, védica e abraâmica (judaico-cristã e islã). Exemplos estão nos quatro elementos de Empédocles (água, ar, terra e fogo) e as três essências do pensamento árabe (sal, mercúrio e enxofre).

Pretendiam buscar duas substâncias, a Pedra Filosofal e o Elixir da Longa Vida. Com a pedra transmutariam todos os metais ditos inferiores em ouro, o mais perfeito de todos (não por avareza, mais a ideologia dos alquimistas dizia que a natureza era e tendia a ser perfeita, e eles pretendiam contribuir com esta perfeição), qual também poderia obter o elixir, uma poção capaz de curar todas as doenças e prolongar a vida (devido o ideal de se ter uma vida longa e próspera daqueles tempos qual a medicina não era tão eficaz como hoje). Seus simbolismos eram uma linguagem alegórica usada para que somente lês compreendessem os ensinamentos alquímicos.

A transmutação, além de metais, seria uma metáfora para mudança interior. Isto seria uma metáfora para a transformação espiritual.

Alquimistas reconhecidos são vários vão do lendário Hermes Trismegisto e partem com Avicena, Geber, Tomás de Aquino, Nicolas Flamel e Paracelso. Nos tempos modernos, Carl Jung estudou alquimia e considerou suas representações e experiências levadas em vida para usar como ferramentas na construção da psicologia analítica.

Compare as etapas de um processo alquímico com etapas de um procedimento filosófico: Nigredo (a putrefação) seria o desmoronamento de convicções, que o Albedo (purificação) nos fariam reconhecer nossos limites no pensamento e no julgar; e pelo Critinitas (despertar) o senso filosófico se despertaria obtendo assim o Rubedo (a iluminação), nada mais que o reconhecimento da verdade.

sábado, 2 de julho de 2011

As reformas protestantes

A centralização monárquica que se desenvolvia na Europa desde o fim da Idade Média deixava tensa a relação entre as monarquias e a Igreja, que até então era detentora de firme poder temporal. Além do domínio espiritual sobre a população, o clero também possuía poder político e administrativo sobre os feudos. O Papa, o líder da Igreja, recebia tributos provenientes de feudos de toda a Europa, e a formação dos estados nacionais botaram em questionamento esta prática para os monarcas.

Nessa mesma época também nascia o capitalismo, que acabou encontrando obstáculos na doutrina católica, que por sua vez condenava a usura, defendendo um comércio justo e sem intenções cobiçosas. [Isso comprometia, por exemplo, os bancários da época, pois empréstimo a juros era considerado pecado.]

A burguesia e a nobreza em geral estavam insatisfeitas com a Igreja, não encontrando mais nela necessidade de se impor sobre os burgueses, aristocratas e, principalmente, a monarquia.

A própria Igreja Católica vivia com suas crises e possuía causas que mais tarde os reformadores protestantes criticariam: Estava muito dividida entre o pensamento agostiniano e o do tomismo; o abuso do poder do clero, tornando um tanto quanto hipócrita fazerem pregações moralizadas; a incoerência da condenação usura e ao mesmo tempo a prática da simonia e a venda de indulgências.

Em pleno Renascimento era comum críticas as instituições clericais, e de que a Igreja deveria se adaptar aos novos tempos. Exemplos desses pensadores são Thomas More e Erasmo de Roterdã.

Também teve um predecessor, com os valdenses no século XII, seguidores de Pedro Valdo. Traduziu a bíblia para o idioma popular e a pregava sem ao menos ser sacerdote, repartindo bens com os pobres. Afirmava que cada um devia ter a Bíblia traduzida em sua língua, sendo ela fonte do papel eclesiástico. Se reuniam em segredo por causa da perseguição católica, e eram contra o culto à imagens, que consideravam como idolatria.

Porém, de fato, a Reforma Protestante nasceu com o professor universitário de Oxford de teologia chamado John Wiclif, e em Praga com Jan Huss.

Wicliffe atacava com suas críticas severamente a opulência e cobiça da Igreja e os valores tradicionais cristãos que esta perdeu do cristianismo primitivo como a devoção a pobreza material, a tradução da Bíblia para os idiomas de cada país e que o culto fosse feito nas mesmas línguas (pois eram feitos só em latim, língua por poucos dominada), e também defendia que o Estado devia ser superior a Igreja. Tanto Huss e Wiclif foram condenados a serem queimados vivos pelo Concílio de Constança em 1415.


A Reforma Luterana
O Sacro Império, atual Alemanha, era um país que na época ainda vivia em base feudal, agrária, com alguns adeptos ao capitalismo e mercantis ao norte.A Igreja ainda tinha grande influência e poder neste território, e a nobreza alemã estava desesperada para romper essa influência do clero.

O pensamento protestante no Sacro Império aconteceu graças a Martinho Lutero, professor de teologia na Universidade de Wittenberg e sacerdote agostiniano. Pregava a predestinação e negava a prática de jejuns e outras práticas comuns a Igreja.

Em 1517 publicou as 95 Teses, uma crítica radical à Igreja e ao Papa. O pensamento de Lutero dividia a nobreza alemã e até mesmo preocupava o Papa. Em 1530 publica a Confissão de Augsburgo, o fundamento da doutrina luterana.

Sua doutrina era igual qualquer outra protestante; rejeitava o tomismo,a leitura da Bíblia para todos e tradução da mesma para o idioma local, considerar apenas o batismo e eucaristia como sacramentos, submissão da Igreja ao Estado e supressão a adoração dos ícones (santos).

Lutero acabou sendo bem apoiado por grande parte da nobreza alemã, tendo até mesmo inspirado revoltas camponesas, em especial, Thomas Münzer. Apesar de ter sido inspiração, Lutero foi contra o movimento de Münzer.
  
A Reforma Calvinista
Na Suíça, a reforma iniciou com Ulrich Zuínglio, adepto de Lutero, desencadeando uma guerra civil qual o próprio Zuínglio foi vítima. Pouco tempo depois, chegava a Genebra o francês João Calvino, que passou a divulgar suas idéias e assim fundar uma nova corrente religiosa.

Seus ideais se fundamentam no princípio da predestinação absoluta, segundo qual todos estavam sujeitos à vontade de Deus, e somente poucos estariam sujeitos a salvação eterna. Os sinais de graça divina estariam numa vida plena virtuosa, trabalho diligente, sobriedade, ordem e parcimônia. O doutrina calvinista estavam mais próximas da apologia comercial da época e do capitalismo, o que fez com que fosse a doutrina protestante que fosse mais bem sucedida, se expandindo rapidamente pela Europa.

Inspirado em Lutero, Calvino também considerava a Bíblia como base da religião, não precisando se quer de um clero que seja regular. Criticava a adoração aos santos e admitia apenas o batismo e eucaristia como sacramentos.

Sua corrente protestante chegou aos Países Baixos, Dinamarca, Escócia (levado por John Knox, formando os presbiterianos), na França (com Jacques Lefevre e os huguenotes) e Inglaterra (com os puritanos).

A Reforma Anglicana
Na Inglaterra, a reforma desencadeou pelo rei Henrique VIII, que obteve dividendos políticos com o processo. Seu casamento com Catarina de Aragão teve anulação para se casar com Ana Bolena, e o monarca inglês rompeu assim com o Papa. Além das razões pessoais, a Inglaterra também já havia alguns desentendimentos com a Igreja desde o fim da Idade Média, o que inspirou ainda mais a reforma anglicana.

Em 1534 publicou o Ato de Supremacia, criando a Igreja Anglicana, qual o monarca Henrique VIII era líder. Apesar de se estruturar de forma similar ao catolicismo, a doutrina anglicana se aproximava do calvinismo.

domingo, 15 de maio de 2011

O Iluminismo

O iluminismo é um movimento filosófico e intelectual (além de econômico, social e político) contemporâneo ao auge do absolutismo, entre os intervalos de tempo dos séculos XVII e XVIII.

Caracteriza-se por pregar o uso da razão como libertadora e consultável para se construir um mundo melhor. Defendia ideais de liberdades pessoais, igualdade, fraternidade. A política e economia também foram atacadas, pois defendiam a democracia e modelos de economia mais adequadas para uma comunidade racional (a fisiocracia e o liberalismo, as duas correntes econômicas desenvolvidas pelos iluministas).
[Sendo então o absolutismo e o mercantilismo criticados e questionados, até por fim caírem!]

Acreditavam em leis naturais que regiam a natureza humana (seja comportamental ou social) e a natureza em si. O pensamento filosófico era visto como ferramenta para o esclarecimento do ser, isto é, refletir, questionar e afins.

Teve, de certo modo, um pensamento também deísta, crendo num deus criador do universo, um perfeito regente existencial que governa sobre leis eternas. Caberia então ao ser humano desvendar tais leis.
[Descartes, um percussor iluminista, é um exemplo de adepto deste preceito, acreditando que não houve mais interferência divina após a criação do universo.]

Uma característica também do iluminismo foram os chamados déspotas esclarecidos, monarcas que eram adeptos da política absolutista mas ao mesmo tempo possuiam princípios iluministas ou possuiam assessores que mantinham estas idéias.

O iluminismo teve percussores pensadores como René Descartes, Bento de Espinoza e Isaac Newton. Futuramente seguiu com personalidades como Hume, Adam Smith, Quesnay, Gournay, Turgot, Lessing, Mendelssohn, Diderot, D'Alembert, Kant, Locke, Thomas Jefferson, Benjamin Franklin, Rousseau, Marquês de Pombal, Edward Gibbon, Montesquieu e Benjamin Constant.

Acontecimentos históricos tiveram influência iluminista, como a Revolução Gloriosa na Inglaterra e na instauração dos Estados Unidos como país independente. O iluminismo deve ter chegado ao seu ápice na Revolução Francesa, que com ela caiu o Antigo Regime e a política, economia e sociedade começou à possuir a identidade que tem ainda em nossos dias.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Despotismo esclarecido

Os déspotas esclarecidos foram governantes absolutistas no período da segunda metade do século XVIII, que embora tivessem governo absolutista, esses compartilharam com seus reinados ideais iluministas (como o progresso, filantropia, liberdade individual, etc).

Estados recentemente instaurados ("recentemente" na concepção da época), de economia primordialmente agrícola e onde a burguesia era fraca e a aristocracia tinha pouco poder foram locais onde o despotismo esclarecido deixou marcas.
Esses fatores geraram a necessidade do monarca dominar alguns saberes úteis na tomada de decisões político-administrativas. O monarca então devia possuir princípios iluministas ou, pelo menos, ser assessorado por ministros que conhecessem tais ideais (como foi o caso do despotismo esclarecido em Portugal).
Principais déspotas esclarecidos que a Europa teve experiência:
• Catarina II na Rússia;
• Frederico II na Prússia;
• Gustavo III na Suécia;
• José II e Leopoldo II no Sacro Imperador Romano-Germânico;
• Maria Teresa da Áustria;
• Carlos III na Espanha;
• José I e seu consultor, Marquês de Pombal, em Portugal;
• Frederico VI na Dinamarca;
• Luís XIV e Napoleão I na França.

[Caso tenha curiosidade, procure saber sobre o governo de algum dos déspotas de seu interesse. Verá como o iluminismo teve influência em seus governos.]

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Revolução Copernicana

A obra de Crítica da Razão Pura de Immanuel Kant, publicada em 1781, tratou desta questão: Como posso obter um conhecimento seguro e verdadeiro sobre as coisas do mundo? A resposta dada por Kant mudaria a rota da filosofia ocidental.

Tradicionalmente, o empirismo e o racionalismo respondiam de formas diferentes a questão do conhecimento. Os empiristas (Aristóteles, Hobbes, Locke, Berkeley e Hume) diziam que somente os dados da experiência sensível forneceriam as bases para o conhecimento humano, já os racionalistas (Platão, Descartes, Leibniz e Espinoza) forneciam que o conhecimento provêm da razão.

Em ambos existem obstáculos surgidos, a razão especulativa. Na medida que deixa de validar as investigações em prática, se torna dogmática. Entretanto, o empirismo encontra oposição no ceticismo, que argumenta que a natureza é contingente, e por isso não pode ser fonte de conhecimento universal.


Kant remeteu a razão ao centro do universo cognescente humano [já Descartes, censurou o conhecimento humano à um eu que tem base cogita]. Por causa disso, Kant é considerado o revolucionador da filosofia.


Quando Kant nos fala do sujeito transcendental, quer especificar que o sujeito possui as condições de possibilidade de conhecer qualquer coisa. No sujeito é que estão as regras pela quais os objetos podem ser reconhecidos. A busca dessas regras nas coisas exteriores é infrutífera e faz que voltemos a repetir o erro de Hume [que, para ele, nada é trascendental e de caráter lógico como acreditava Kant, e sim, psicológico]. Só encontramos sentido no mundo porque somos nós que lhe damos sentido através dos dados apreendidos nas intuições empíricas, passados pelas intuições puras de espaço e tempo, formando o fenômeno. Esse fenômeno, que ainda não é o conhecimento, também passa pelas categorias, que são estruturas a priori do sujeito. O mundo não tem sentido a não ser que o homem dê algum sentido a ele. O que conhecemos é profundamente marcado pela maneira pela qual conhecemos.


Kant também vai se voltar para o sujeito em sua réplica ao ceticismo humano, mas revestido de um caráter lógico e transcendental (e não psicológico, como em Hume). Antes de analisar a resposta de Kant, vamos ver como ele a formula a questão nos conceitos de a priori, a posteriori, analítico e sintético. Sendo estes princípios:

A priori: Um conhecimento que seja totalmente independente dos sentidos (como equações matemáticas, que podemos fazer mentalmente sem provas materiais);

A posteriori: Um conhecimento que possui sua fonte na experiência (como princípios científicos, que necessitam da prática para serem confirmados);

Juízo analítico: Quando emito um juízo em que o predicado está contido no sujeito (Exemplo: quando digo "A é uma letra", o predicado "letra" já é uma qualidade do sujeito "A" e a informação, por isso, é redundante);

Juízo sintético: Quando se faz um juízo em que um predicado é acrescentado ao sujeito (Exemplo: Na frase "A cadeira de minha sala é azul", acrescento ao sujeito "cadeira de minha sala" o predicado "azul" (afinal, ela poderia ser verde, vermelha, etc.). É uma informação nova, pois você poderia imaginar que a cadeira fosse de qualquer outra cor).


Kant chamou de "revolução copernicana" sua resposta ao problema do conhecimento. O astrônomo Nicolau Copérnico (1473-1543) formulou a teoria heliocêntrica - a teoria de que os planetas giravam em torno do Sol - para substituir o modelo antigo, de Aristóteles e Ptolomeu, em que a Terra ocupava o centro do universo, o que era mais coerente com os dogmas da Igreja Católica.

Kant propôs inversão semelhante em filosofia. Até então, as teorias consistiam em adequar a razão humana aos objetos, que eram, por assim dizer, o "centro de gravidade" do conhecimento. Kant propôs o contrário: os objetos, a partir daí, teriam que se regular pelo sujeito, que seria o depositário das formas do conhecimento. As leis não estariam nas coisas do mundo, mas no próprio homem; seriam faculdades espontâneas de sua natureza transcendental. Como Kant afirma no prefácio da segunda edição da Crítica da Razão Pura:


"Até agora se supôs que todo nosso conhecimento tinha que se regular pelos objetos; porém todas as tentativas de mediante conceitos estabelecer algo a priori sobre os mesmos, através do que ampliaria o nosso conhecimento, fracassaram sob esta pressuposição. Por isso tente-se ver uma vez se não progredimos melhor nas tarefas da Metafísica admitindo que os objetos têm que se regular pelo nosso conhecimento, o que concorda melhor com a requerida possibilidade de um conhecimento a priori dos objetos que deve estabelecer algo sobre os mesmos antes de nos serem dados."


O que Kant quer dizer é que o sujeito possui as condições de possibilidade de conhecer qualquer coisa. Ele possui as regras pela quais os objetos podem ser reconhecidos. Não adianta buscar essas regras no mundo exterior, pois se cairia no problema de Hume. O mundo não tem sentido a não ser que o homem dê algum sentido a ele. O que conhecemos, então, é profundamente marcado pela maneira - humana - pela qual conhecemos.


sexta-feira, 25 de março de 2011

Romantismo e Realismo

Essas duas tradições são tanto artísticas, literárias, políticas e intelectuais. [Falaremos à respeito apenas do lado intelectual de ambas.]

O movimento romântico estava em contrapartida ao racionalismo. Tinha como principais características a liberdade individual, orgulho excessivo (tal como o patriotismo exagerado), sentimentalismo dramático, idealizações utópicas ou muito perfeccionistas e desejos de escapismo.
Surgiu na Europa numa época intelectualmente conturbada e rebelde, sendo a Revolução Francesa o apogeu desse tempo.
A filosofia romântica, se analisarmos, teve influência no pensamento contemporâneo, como em adotarmos que cada um é livre pra escolher sua religião, orientação, etc; o patriotismo que somos criados para ter e a aversão em tocar no assunto "sofrimento".

Na metade do século XIX surgiu o movimento realista. Esse, por sua vez, possui ideais mais realistas, buscando apenas ver as coisas como elas são; de forma clara e direta. Outro tema recorrente no realismo é os aspectos negativos da natureza humana, além de seus vícios e prazeres.
O pensamento realista é visto por ser mais pessimista, por tratar muito claramente os problemas sociais e humanos, que são praticamente inevitáveis quando fala sobre um deles (ou ambos).

sexta-feira, 18 de março de 2011

Absolutismo



Na ciência política, o absolutismo é o poder absoluto de um monarca (ou qualquer tipo de governante), sendo superior até mesmo aos quaisquer órgãos governamentais. Segundo os absolutistas, a autoridade do governante provêm de Deus, sendo apenas submetido ao mesmo.

Os reis tinham o que se chamava "Direito Divino dos Reis", uma doutrina política e religiosa que pregava que os reis possuem o direito de serem reis por vontade de Deus.

Alguns nomes de teóricos notáveis do absolutismo são Maquiavel, Hobbes e Bossuet.

Maquiavel escreveu uma vez que "É necessário a um príncipe, para se manter, que aprenda a poder ser mau e que se valha ou deixe de valer-se disso segundo sua necessidade."

No fim da Idade Média, a política européia sofreu transformações que seria mais tarde a base dos novos tempos que viriam. Com o surgimento da burguesia veio também a necessidade de se eliminar as autoridades e cobranças locais. Em seu lugar, um monarca teria a função de padronizar as políticas fiscais e monetárias de um mesmo território. Ao mesmo tempo, os grandes proprietários de terra se sentiam ameaçados pelas revoltas camponesas que ameaçavam seu antigo poderio político.

Existem também dois grupos importantes na elite absolutista:
• Burguesia: Classe social que surgiu no fim do período medieval, com a queda do feudalismo e o renascimento urbano. Os burgueses eram pessoas ligadas ao comércio ou prestadoras de qualquer outra atividade financeira. Na Idade Moderna, a burguesia passou então a ter um papel mais importante, pois era de sua jurisdição o poder econômico.
• Aristocracia: Integrantes da elite social, membros das classes dominantes. Na época, eles detinham privilégios consequentes por serem membros da elite, e exerciam o poder político, o que contribuía ainda mais para seus luxos serem saciados.

Entretanto, até mesmo os burgueses e aristocratas eram submetidos ao monarca (mesmo assim, o rei ficava "na corda bamba" com esses dois grupos, pois era deles que vinha a riqueza e a prática das vontades do rei). Tirando o rei, cabia ao restante ter legitimação.