No Oriente Médio, local próximo ao ocidente e o oriente, teve também muitos pensadores que podemos citar como filósofos. Apesar de poder ser considerados como filósofos orientais por não apartarem pensamento filosófico do mítico, eles tiveram certo contato com o pensamento ocidental, que seria o grego, coisa que os indianos e chineses não tiveram.
A começar por personagens presentes num livro bem presente na vida de até quem é leigo em filosofia, a Bíblia, em especial o Velho Testamento. Nesse contexto encontramos os profetas hebreus, homens escolhidos por Deus para transmitirem sua palavra para o tempo presente deles. Alguns deles podemos considerar filósofos, sendo os profetas Ezequiel, Elias, Jeremias e Isaías.
Fora eles, os vestígios de filosofia que podemos encontrar dentre os hebreus são outros trechos de teor filosófico em toda sua religiosidade junto ao Talmude, onde além de preceitos cerimoniais podemos encontrar lições morais, jurídicas e teológicas.
A partir de Jesus Cristo e com a diáspora do povo hebreu, o pensamento hebreu começa a ter certas influências ocidentais, como o pensamento platônico-aristotélico. Em Cristo isso é mais notório, sendo que seus ensinamentos foram à base do apóstolo Paulo de Tarso e mais tarde da patrística (com Agostinho de Hipona como seu expoente) e a escolástica (com Tomás de Aquino como maior representante), ambas conciliando princípios cristãos com a filosofia ocidental.
O mesmo acontece com Maomé, que embora seu pensamento e teologia tenham inspirado uma religião, o islã, a filosofia islâmica futuramente seguiria influências ocidentais, mais em especial de Aristóteles.
Acontece que não só os hebreus foram os únicos a ter certa atividade filosófica no Oriente Médio; os persas também tiveram. Acontece que na Pérsia ela teve apenas Zaratustra como filósofo, e suas idéias se dividem tanto entre filosofia como na mitologia e religião de seu povo. Pode-se encontrar sua filosofia nos Gathas.
Outra fonte de filosofia nesta região é acreditada ter vindo dos babilônicos, cuja sabedoria daquela civilização é contada por ter sido uma das bases para o desenvolvimento filosófico de Tales de Mileto, o "pai" da filosofia ocidental.
A caracterização de não separação de religião e filosofia é o que mais caracteriza o pensamento oriental, embora os hebreus e persas tenham dado como fundamento de seu pensamento a fé, e não a intuição, como fizeram os indianos e os chineses; ou a razão, como fizeram os ocidentais.
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sábado, 1 de outubro de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Os pais da filosofia
A filosofia, na tradição ocidental, é datada de ter começado com Tales de Mileto, o primeiro filósofo que se tem registro. Ele é atribuido como “pai da filosofia”, por ser o mais velho filósofo de que se tem conhecimento.
Mais tarde, outros pensadores o sucederiam. Um desses sucessores chegou à nomear essa forma de pensar sobre as questões fundamentais do mundo em si, a chamando então de filosofia, tendo Pitágoras realizado o feito de a nomear como até hoje é chamada.
Mais tarde, outros pensadores o sucederiam. Um desses sucessores chegou à nomear essa forma de pensar sobre as questões fundamentais do mundo em si, a chamando então de filosofia, tendo Pitágoras realizado o feito de a nomear como até hoje é chamada.
Bem depois, a filosofia passaria por uma revolução, qual Sócrates realizou. Todos os filósofos após ele até a atualidade então seguem a filosofia de acordo com seus alicerces. Se despreocupou com o devir, a verdade então passou à ser um conceito sólido e concreto, qual os filósofos a partir de então foram convictos.
Embora Sócrates possua significativa importância para a filosofia, a mesma já existia antes dele. Os pré-socráticos então são os verdadeiros “pais” da filosofia, a mesma responsável da transição que surgia da Grécia mítica para a racional, em outras palavras, do mito à razão.
No oriente, a filosofia possuem seus pais também. O lendário Fu Xi por exemplo, personagem da cultura chinesa, que é tido autor do I Ching, um livro esotérico e ao mesmo tempo filosófico. Lao Zi e Confúcio, respectivamente figuras inspiradores do taoismo e confucionismo, também podem ser considerados pais da filosofia chinesa.
Na filosofia indiana, várias sábias personagens lendárias ligadas ao hinduismo podem ser consideradas pais da filosofia por lá, como os seis sábios (fundadores das escolas Nyayam Vaisheshika, Samkhya, Yoga, Mimamsa e Vedanta) e o mítico Krishna. Mahavira e Buda também podemos considerar pais da filosofia oriental no espaço indiano, pois ambos foram responsáveis por movimentos religioso-filosóficos inovadores, respectivamente o jainismo e o budismo.
Sidarta Gautama, mais conhecido como Buda, foi o filósofo oriental mais bem sucedido, pois seus ideais se expalharam por vários países asiáticos, no subcontinente indiano, no Extremo Oriente e Sudeste Asiático.
Emboras as personagens míticas e históricas citadas acima sejam percussoras da filosofia em suas divisões ou tenham contribuido para ela de forma bastante expressiva, o método filosófico em si é a raíz da filosofia; isto é, o pensar, refletir, analisar, questionar, etc.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
A política legalista
Legalismo é o nome dado ao comportamento de devoção e fidelidade as leis e submissão em sentido moral as mesmas.
Surgiu na China Antiga, na Dinastia Qin. O conceito legalista foi idealizado por Shang Yang, contemporâneo da unificação chinesa, sendo que a época em que viveu contribuiu para o sucesso de sua escola de pensamento político. O conceito legalista possui um equivalente ocidental na filosofia de Maquiavel, e outra também oriental em Kautilya.
Shang Yang foi um estadista que, com o pensamento legalista (por ele criado), igualando a aristocracia ao povo perante o império, revogando seus privilégios e regálias.
[Isso contribuiu para a Dinastia Qin, a primeira com a China unificada, se tornando então a primeira nação do mundo a ter um governo centralizado; igual nos dias de hoje.]
Com um espírito bem ditatorial, o governo legalista aboliu a nobreza e privilegiou então os guerreiros mais talentosos do imperador (por meritocracia), sendo a elite militar logicamente uma importante ferramenta de um governo absoluto.
O governo legalista defendia um governo centrado na base de leis, e não na base da moral, como defendia Confúcio.
O filósofo chinês Han Fei afirmava que o Estado deveria usufruir de seu poder de governar se sustentando na seguinte trindade:
• Fa (法): lei do princípio, o código legal deve ser escrito de forma clara e deve ser feito público. Todas as pessoas sob a jurisdição do governante são iguais perante a lei. Leis devem recompensar aqueles que obedecem-nas e punir de acordo aqueles que não o fazem. Assim garante-se que as ações tomadas sejam prognosticadas. Em adição, o sistema legal comanda o Estado, não o governante. Se a lei é garantida de forma efetiva, mesmo um governante fraco será forte.
• Shù (術): método, tática ou arte. Táticas especiais ou "secretas" devem ser tomadas pelo governante para garantir que outros não tomem controle do Estado. Assim, ninguém pode prever as motivações do governante, e portanto não é possível saber qual atitude pode agradá-lo, exceto seguir as fã ou leis.
• Shì (勢): legitimidade, poder ou carisma. É a posição do governante, não o governante em si, que possui o poder. Para tanto, análises do contexto, dos acontecimentos e dos fatos são essenciais para o governante.
Surgiu na China Antiga, na Dinastia Qin. O conceito legalista foi idealizado por Shang Yang, contemporâneo da unificação chinesa, sendo que a época em que viveu contribuiu para o sucesso de sua escola de pensamento político. O conceito legalista possui um equivalente ocidental na filosofia de Maquiavel, e outra também oriental em Kautilya.
Shang Yang foi um estadista que, com o pensamento legalista (por ele criado), igualando a aristocracia ao povo perante o império, revogando seus privilégios e regálias.
[Isso contribuiu para a Dinastia Qin, a primeira com a China unificada, se tornando então a primeira nação do mundo a ter um governo centralizado; igual nos dias de hoje.]
Com um espírito bem ditatorial, o governo legalista aboliu a nobreza e privilegiou então os guerreiros mais talentosos do imperador (por meritocracia), sendo a elite militar logicamente uma importante ferramenta de um governo absoluto.
O governo legalista defendia um governo centrado na base de leis, e não na base da moral, como defendia Confúcio.
O filósofo chinês Han Fei afirmava que o Estado deveria usufruir de seu poder de governar se sustentando na seguinte trindade:
• Fa (法): lei do princípio, o código legal deve ser escrito de forma clara e deve ser feito público. Todas as pessoas sob a jurisdição do governante são iguais perante a lei. Leis devem recompensar aqueles que obedecem-nas e punir de acordo aqueles que não o fazem. Assim garante-se que as ações tomadas sejam prognosticadas. Em adição, o sistema legal comanda o Estado, não o governante. Se a lei é garantida de forma efetiva, mesmo um governante fraco será forte.
• Shù (術): método, tática ou arte. Táticas especiais ou "secretas" devem ser tomadas pelo governante para garantir que outros não tomem controle do Estado. Assim, ninguém pode prever as motivações do governante, e portanto não é possível saber qual atitude pode agradá-lo, exceto seguir as fã ou leis.
• Shì (勢): legitimidade, poder ou carisma. É a posição do governante, não o governante em si, que possui o poder. Para tanto, análises do contexto, dos acontecimentos e dos fatos são essenciais para o governante.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
A filosofia das artes marciais
A filosofia das artes marciais é um conjunto de condutas ético-morais que se adota nas diversas artes marciais, sistemas de defesa pessoal e combate. Elas servem para disciplinar o corpo, a mente e o espírito.
O aspecto físico das artes marciais não é só deixar a pessoa com um “corpo bonito”, e sim, dar condicionamento e saúde para ele. O preparo físico também se torna eficiente para que se saiba usar os ensinamentos que é passado ao aluno.
O preparo mental está no bom senso, no desenvolvimento da noção de ética do indivíduo. As técnicas das artes marciais são usadas para se defender, e defesa pode gerar briga; dependendo da arte marcial que se tem conhecimento, a pessoa pode aleijar gravemente ou até matar alguém. Para saber se defender não basta ter conhecimento de como fazer isso, mas também deve se ter sabedoria para saber quando e como deva usar.
O que podemos chamar de preparo espiritual é o estado de harmonia e auto-controle que as artes marciais visam ensinar. O respeito e a dignidade são exemplos de outros valores que tenta se passar pelas artes marciais.
Elas também ensinam a superar as dificuldades, sejam físicas ou psicológicas (como os medos e a resistência a dor).
Dá para se dizer que o o que às artes marciais tentam ensinar não é começar e nem continuar brigas, e sim, terminá-las, ao menos esse é o fim que procura ser interpretado.
Algumas citações de famosos artistas marciais:
"Quem quiser vencer deve aprender a lutar, perserverar e sofrer." - Bruce Lee
"Sempre imaginar-se no campo de batalha sob o ataque mais ferozes; nunca esquecer este elemento crucial da formação." - Morihei Ueshiba
“Em qualquer espécie de treinamento o ponto mais importante é libertar-se dos maus hábitos.”- Jigoro Kano
"Segundo as histórias dos antigos guerreiros, se alguém tentar superar grandes guerreiros no campo de batalha, e dia e noite esperar derrotar um poderoso inimigo, seu coração se fortalecerá e ele se tornará incansável e corajoso." - Yamamoto Tsunetomo
"A vida é um caminho onde semeamos flores ou espinhos! Cuide de sua plantação e regue suas sementes, pois no fim colhemos o que se plantamos!" - Hélio Gracie
domingo, 10 de abril de 2011
Sacrifício alheio (História do viajante moribundo)
Se sacrificar com por alguém, por algo ou um bem maior é glorioso. Quando digo se sacrificar não é diretamente no sentido de dar sua vida por essa causa (mas tembém pode ser, se for numa cituação extrema).
Se esforçar pelo bem de uma pessoa digna e necessitada ou por uma causa qual seja merecedora de ser defendida são apetrechos de uma pessoa honrosa.

Como por exemplo disso, está abaixo uma história que Buda contou para seus discípulos:
Um viajante estava cansado e faminto. Não tinha forças para caçar e fazer uma fogueira. Para o alimentar três animais apareceram: Um urso, uma raposa e uma lebre/coelho.
O urso, sendo forte, pegou um peixe e o ofereceu ao viajante. A raposa, sendo ágil, recolheu algumas uvas e as ofereceu para o mesmo. A lebre/coelho, não tendo uma habilidade como a do urso ou da raposa, se atirou no fogo para que o viajante se alimentasse de sua carne.
Uma pessoa gloriosa por valores tem essa virtude, a de ir até o fim por uma causa e se dispor para um bem maior, não importando o preço que tenha que pagar. Tenha como inspiração disso mártires e pessoas que morreram por um bem maior.
Se esforçar pelo bem de uma pessoa digna e necessitada ou por uma causa qual seja merecedora de ser defendida são apetrechos de uma pessoa honrosa.
Como por exemplo disso, está abaixo uma história que Buda contou para seus discípulos:
Um viajante estava cansado e faminto. Não tinha forças para caçar e fazer uma fogueira. Para o alimentar três animais apareceram: Um urso, uma raposa e uma lebre/coelho.
O urso, sendo forte, pegou um peixe e o ofereceu ao viajante. A raposa, sendo ágil, recolheu algumas uvas e as ofereceu para o mesmo. A lebre/coelho, não tendo uma habilidade como a do urso ou da raposa, se atirou no fogo para que o viajante se alimentasse de sua carne.
Uma pessoa gloriosa por valores tem essa virtude, a de ir até o fim por uma causa e se dispor para um bem maior, não importando o preço que tenha que pagar. Tenha como inspiração disso mártires e pessoas que morreram por um bem maior.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Filosofia oriental
A filosofia ocidental, tendo como paradigma a grega, fundamenta a razão como meio para se chegar a verdade. A filosofia oriental descarta essa idéia, propondo a intuição como "a chave-mestra para o conhecimento".
O oriental possui uma visão e mundo diferente da ocidental, deixando de lado uma visão racional ele procura se relacionar com as coisas à volta e sabe que tudo faz parte de um grande conjunto. Com este posicionamento, quando ele contempla a natureza, sabe que a mesma energia que fez estas belas coisas existe em seu interior e assim valorizar mais as suas capacidades. Quando uma pessoa tem este ponto de vista, ela se relaciona melhor com tudo à volta e traz mais harmonia para sua vida, pois sabe que faz parte de uma grande entidade maravilhosa (ou seja, tudo tem uma essência).
As filosofias em maior destaque dela são a chinesa (taoísta e confucionista por exemplo) e a indiana (hindu e budista, por exemplo). O mundo na filosofia oriental não se encontra nele exteriormente, e sim, interiormente. O que isso quer dizer?
Diz que o que faz o mundo ser o que vemos é o que fazemos ele ser. Alguns nomes da filosofia oriental: [Alguns apenas]
• Chineses: Sun Tzu, Confúcio, Mêncio, Linji Yixuan e Chuang-Tzu.
• Indianos: Buda, Guru Nanak, Kautilya, Nagarjuna, Bhaskara e Vatsyayana. Principais características da filosofia oriental: Intuição, dualismo, equidade, energia vital, fundamentação da harmonia, subjetividade e causa e consequência.
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