Voltaire é um dos primeiros a defender a passagem de tradição oral dos pais aos filhos, sendo esta uma herança que cria um elo entre as gerações e os seus antepassados. Com o passar das gerações, estas, segundo Voltaire, perderiam a credibilidade, pois a fantasia então derrubaria a verdade. Criticou assim os relatos de povos antigos, repletos de fábulas e exageros.
Exemplo seria o mito dos fundadores da cidade de Roma, os gêmeos Rômulo e Remo, que eram filhos do deus Marte e que foram amamentados por uma loba e futuramente marcharia com mil homens até a aldeia dos sabinos e combatido seus vinte e cinco mil soldados. É muito exagero, já há princípio por serem amamentados por uma loba, e por terem vencido junto as suas tropas outro exército com mais do que o dobro de homens.
Para o próprio Voltaire as proezas e prodígios podem sim serem relatados, mas desde que sejam como provas da credulidade humana. Para conhecermos histórias antigas, devemos verificar os vestígios destas. Provas poderiam ser documentos, monumentos, textos ou até um legado cultural que se tenha prova firmada pelas evidências históricas.
Para o filósofo, ter conhecimento da história e seus fatos pretéritos seriam úteis apra antever e se remediar para o presente e futuro. Muitas coisas na história se repetem, e com um bom conhecimento dela, além de se conhecer bem o presente, também terá uma forma para se preparar pro futuro.
Conhecer a história seria então ter conhecimento dos erros passados e evitar que os erros do passado sejam cometidos novamente se tendo esta consciência.
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terça-feira, 13 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
As duas faces do socialismo
O socialismo é uma doutrina política e econômica que consiste em advogar os meios de produção para a propriedade pública, objetivando assim uma sociedade menos desigual. Surgiu no século XVIII no meio intelectual da época e a classe trabalhadora, que criticavam os efeitos da industrialização e o impacto da propriedade privada na sociedade.
Karl Marx dizia que o socialismo seria uma transição entre o capitalismo e o comunismo, realizado pela luta de classes e condições de trabalho mais favoráveis, até que se alcance uma sociedade igualitária. Esse conceito de socialismo como uma fase antes do comunismo foi defendida tanto pelos socialistas utópicos como os científicos, que veremos a seguir.
Abaixo veremos o socialismo idealizado e o real:
Socialismo ideal
Em teoria, temos o socialismo utópico e o socialismo científico.
O socialismo utópico possui influência de Thomas More e valores liberais. Inclusive, os primeiros socialistas formulavam críticas sociais perante o progresso industrial, principalmente aos grandes proprietários, mais tinham muita estima pelos pequenos, propondo um possível acordo entre as classes sociais. Propunham uma sociedade ideal só que sem apontar meios para alcançá-la, por isso sendo chamados “utópicos”. Os socialistas utópicos acreditavam que a implantação do socialismo ocorreria de forma lenta e gradual, pacífica, com participação tanto do proletariado como da burguesia.
Teóricos influenciaram esse movimento; como Claude de Saint-Simon em propor uma sociedade sem os ociosos (como ele mesmo cunhou os militares, o clero, nobres e magistrados) e nem exploração econômica. Charles Fourier e Pierre Leroux também foram importantes, também sendo um dos primeiros a usar o termo "socialismo", e herdaram a idéia de Rousseau de que o ser humano é naturalmente bom, mas a sociedade e instituições o corrompem. O maior socialista utópico é Robert Owen, que sistematizou que a produção de um trabalhador melhora se melhores condições de salário e de básicas de vida o forem propostos.
Já o socialismo científico propunha entender as condições reais do capitalismo e mediante análise socioeconômica transformar a sociedade por meio a luta de classes. Disso que veio o cunho deles de socialistas “científicos”, por se basearem em observações históricas e filosóficas da sociedade, e não só em expor idéias de igualdade social.
Seus teóricos mais influentes foram Karl Marx e Friedrich Engels. Em sua obra “O Capital”, Marx propôs idéias revolucionarias como o materialismo histórico, onde a luta de classes seria um fato inexorável da história humana e responsável por mudanças na sociedade, como a crise escravista da Roma Antiga e o feudalismo medieval. Nela, toda sociedade é determinada em última instância por sua infraestrutura, sua condição socioeconômica; cuja política, ideologia e cultura se adaptariam delas e formando a superestrutura.
Socialismo real
A experiência de países que adotaram o socialismo o faz ter sua versão mais realista. Trata-se de um regime autoritário, usufruindo o principio da propriedade pública e subjugando a população perante o Estado.
A primeira experiência do socialismo real foi da vitória dos bolcheviques na Revolução Russa, transformando o país na União Soviética, o primeiro estado socialista.
Isso teve consequência na definição de socialismo, sendo hoje associado por alguns como uma forma totalitária de igualar as condições sociais e econômicas das pessoas por intermédio da ostentação do governo. Os ideais teóricos do socialismo então não são postos em prática, pois o socialismo real não ambiciona chegar ao comunismo, onde a figura de um governo não possui mais importância e nem utilidade.
Karl Marx dizia que o socialismo seria uma transição entre o capitalismo e o comunismo, realizado pela luta de classes e condições de trabalho mais favoráveis, até que se alcance uma sociedade igualitária. Esse conceito de socialismo como uma fase antes do comunismo foi defendida tanto pelos socialistas utópicos como os científicos, que veremos a seguir.
Abaixo veremos o socialismo idealizado e o real:
Socialismo ideal
Em teoria, temos o socialismo utópico e o socialismo científico.
O socialismo utópico possui influência de Thomas More e valores liberais. Inclusive, os primeiros socialistas formulavam críticas sociais perante o progresso industrial, principalmente aos grandes proprietários, mais tinham muita estima pelos pequenos, propondo um possível acordo entre as classes sociais. Propunham uma sociedade ideal só que sem apontar meios para alcançá-la, por isso sendo chamados “utópicos”. Os socialistas utópicos acreditavam que a implantação do socialismo ocorreria de forma lenta e gradual, pacífica, com participação tanto do proletariado como da burguesia.
Teóricos influenciaram esse movimento; como Claude de Saint-Simon em propor uma sociedade sem os ociosos (como ele mesmo cunhou os militares, o clero, nobres e magistrados) e nem exploração econômica. Charles Fourier e Pierre Leroux também foram importantes, também sendo um dos primeiros a usar o termo "socialismo", e herdaram a idéia de Rousseau de que o ser humano é naturalmente bom, mas a sociedade e instituições o corrompem. O maior socialista utópico é Robert Owen, que sistematizou que a produção de um trabalhador melhora se melhores condições de salário e de básicas de vida o forem propostos.
Já o socialismo científico propunha entender as condições reais do capitalismo e mediante análise socioeconômica transformar a sociedade por meio a luta de classes. Disso que veio o cunho deles de socialistas “científicos”, por se basearem em observações históricas e filosóficas da sociedade, e não só em expor idéias de igualdade social.
Seus teóricos mais influentes foram Karl Marx e Friedrich Engels. Em sua obra “O Capital”, Marx propôs idéias revolucionarias como o materialismo histórico, onde a luta de classes seria um fato inexorável da história humana e responsável por mudanças na sociedade, como a crise escravista da Roma Antiga e o feudalismo medieval. Nela, toda sociedade é determinada em última instância por sua infraestrutura, sua condição socioeconômica; cuja política, ideologia e cultura se adaptariam delas e formando a superestrutura.
Socialismo real
A experiência de países que adotaram o socialismo o faz ter sua versão mais realista. Trata-se de um regime autoritário, usufruindo o principio da propriedade pública e subjugando a população perante o Estado.
A primeira experiência do socialismo real foi da vitória dos bolcheviques na Revolução Russa, transformando o país na União Soviética, o primeiro estado socialista.
Isso teve consequência na definição de socialismo, sendo hoje associado por alguns como uma forma totalitária de igualar as condições sociais e econômicas das pessoas por intermédio da ostentação do governo. Os ideais teóricos do socialismo então não são postos em prática, pois o socialismo real não ambiciona chegar ao comunismo, onde a figura de um governo não possui mais importância e nem utilidade.
sábado, 2 de julho de 2011
As reformas protestantes
A centralização monárquica que se desenvolvia na Europa desde o fim da Idade Média deixava tensa a relação entre as monarquias e a Igreja, que até então era detentora de firme poder temporal. Além do domínio espiritual sobre a população, o clero também possuía poder político e administrativo sobre os feudos. O Papa, o líder da Igreja, recebia tributos provenientes de feudos de toda a Europa, e a formação dos estados nacionais botaram em questionamento esta prática para os monarcas.
Nessa mesma época também nascia o capitalismo, que acabou encontrando obstáculos na doutrina católica, que por sua vez condenava a usura, defendendo um comércio justo e sem intenções cobiçosas. [Isso comprometia, por exemplo, os bancários da época, pois empréstimo a juros era considerado pecado.]
A burguesia e a nobreza em geral estavam insatisfeitas com a Igreja, não encontrando mais nela necessidade de se impor sobre os burgueses, aristocratas e, principalmente, a monarquia.
A própria Igreja Católica vivia com suas crises e possuía causas que mais tarde os reformadores protestantes criticariam: Estava muito dividida entre o pensamento agostiniano e o do tomismo; o abuso do poder do clero, tornando um tanto quanto hipócrita fazerem pregações moralizadas; a incoerência da condenação usura e ao mesmo tempo a prática da simonia e a venda de indulgências.
Em pleno Renascimento era comum críticas as instituições clericais, e de que a Igreja deveria se adaptar aos novos tempos. Exemplos desses pensadores são Thomas More e Erasmo de Roterdã.
Também teve um predecessor, com os valdenses no século XII, seguidores de Pedro Valdo. Traduziu a bíblia para o idioma popular e a pregava sem ao menos ser sacerdote, repartindo bens com os pobres. Afirmava que cada um devia ter a Bíblia traduzida em sua língua, sendo ela fonte do papel eclesiástico. Se reuniam em segredo por causa da perseguição católica, e eram contra o culto à imagens, que consideravam como idolatria.
Porém, de fato, a Reforma Protestante nasceu com o professor universitário de Oxford de teologia chamado John Wiclif, e em Praga com Jan Huss.
Wicliffe atacava com suas críticas severamente a opulência e cobiça da Igreja e os valores tradicionais cristãos que esta perdeu do cristianismo primitivo como a devoção a pobreza material, a tradução da Bíblia para os idiomas de cada país e que o culto fosse feito nas mesmas línguas (pois eram feitos só em latim, língua por poucos dominada), e também defendia que o Estado devia ser superior a Igreja. Tanto Huss e Wiclif foram condenados a serem queimados vivos pelo Concílio de Constança em 1415.
A Reforma Luterana
O Sacro Império, atual Alemanha, era um país que na época ainda vivia em base feudal, agrária, com alguns adeptos ao capitalismo e mercantis ao norte.A Igreja ainda tinha grande influência e poder neste território, e a nobreza alemã estava desesperada para romper essa influência do clero.
O pensamento protestante no Sacro Império aconteceu graças a Martinho Lutero, professor de teologia na Universidade de Wittenberg e sacerdote agostiniano. Pregava a predestinação e negava a prática de jejuns e outras práticas comuns a Igreja.
Em 1517 publicou as 95 Teses, uma crítica radical à Igreja e ao Papa. O pensamento de Lutero dividia a nobreza alemã e até mesmo preocupava o Papa. Em 1530 publica a Confissão de Augsburgo, o fundamento da doutrina luterana.
Sua doutrina era igual qualquer outra protestante; rejeitava o tomismo,a leitura da Bíblia para todos e tradução da mesma para o idioma local, considerar apenas o batismo e eucaristia como sacramentos, submissão da Igreja ao Estado e supressão a adoração dos ícones (santos).
Lutero acabou sendo bem apoiado por grande parte da nobreza alemã, tendo até mesmo inspirado revoltas camponesas, em especial, Thomas Münzer. Apesar de ter sido inspiração, Lutero foi contra o movimento de Münzer.
A Reforma Calvinista
Na Suíça, a reforma iniciou com Ulrich Zuínglio, adepto de Lutero, desencadeando uma guerra civil qual o próprio Zuínglio foi vítima. Pouco tempo depois, chegava a Genebra o francês João Calvino, que passou a divulgar suas idéias e assim fundar uma nova corrente religiosa.
Seus ideais se fundamentam no princípio da predestinação absoluta, segundo qual todos estavam sujeitos à vontade de Deus, e somente poucos estariam sujeitos a salvação eterna. Os sinais de graça divina estariam numa vida plena virtuosa, trabalho diligente, sobriedade, ordem e parcimônia. O doutrina calvinista estavam mais próximas da apologia comercial da época e do capitalismo, o que fez com que fosse a doutrina protestante que fosse mais bem sucedida, se expandindo rapidamente pela Europa.
Inspirado em Lutero, Calvino também considerava a Bíblia como base da religião, não precisando se quer de um clero que seja regular. Criticava a adoração aos santos e admitia apenas o batismo e eucaristia como sacramentos.
Sua corrente protestante chegou aos Países Baixos, Dinamarca, Escócia (levado por John Knox, formando os presbiterianos), na França (com Jacques Lefevre e os huguenotes) e Inglaterra (com os puritanos).
A Reforma Anglicana
Na Inglaterra, a reforma desencadeou pelo rei Henrique VIII, que obteve dividendos políticos com o processo. Seu casamento com Catarina de Aragão teve anulação para se casar com Ana Bolena, e o monarca inglês rompeu assim com o Papa. Além das razões pessoais, a Inglaterra também já havia alguns desentendimentos com a Igreja desde o fim da Idade Média, o que inspirou ainda mais a reforma anglicana.
Em 1534 publicou o Ato de Supremacia, criando a Igreja Anglicana, qual o monarca Henrique VIII era líder. Apesar de se estruturar de forma similar ao catolicismo, a doutrina anglicana se aproximava do calvinismo.
Nessa mesma época também nascia o capitalismo, que acabou encontrando obstáculos na doutrina católica, que por sua vez condenava a usura, defendendo um comércio justo e sem intenções cobiçosas. [Isso comprometia, por exemplo, os bancários da época, pois empréstimo a juros era considerado pecado.]
A burguesia e a nobreza em geral estavam insatisfeitas com a Igreja, não encontrando mais nela necessidade de se impor sobre os burgueses, aristocratas e, principalmente, a monarquia.
Em pleno Renascimento era comum críticas as instituições clericais, e de que a Igreja deveria se adaptar aos novos tempos. Exemplos desses pensadores são Thomas More e Erasmo de Roterdã.
Também teve um predecessor, com os valdenses no século XII, seguidores de Pedro Valdo. Traduziu a bíblia para o idioma popular e a pregava sem ao menos ser sacerdote, repartindo bens com os pobres. Afirmava que cada um devia ter a Bíblia traduzida em sua língua, sendo ela fonte do papel eclesiástico. Se reuniam em segredo por causa da perseguição católica, e eram contra o culto à imagens, que consideravam como idolatria.
Porém, de fato, a Reforma Protestante nasceu com o professor universitário de Oxford de teologia chamado John Wiclif, e em Praga com Jan Huss.
Wicliffe atacava com suas críticas severamente a opulência e cobiça da Igreja e os valores tradicionais cristãos que esta perdeu do cristianismo primitivo como a devoção a pobreza material, a tradução da Bíblia para os idiomas de cada país e que o culto fosse feito nas mesmas línguas (pois eram feitos só em latim, língua por poucos dominada), e também defendia que o Estado devia ser superior a Igreja. Tanto Huss e Wiclif foram condenados a serem queimados vivos pelo Concílio de Constança em 1415.
A Reforma Luterana
O Sacro Império, atual Alemanha, era um país que na época ainda vivia em base feudal, agrária, com alguns adeptos ao capitalismo e mercantis ao norte.A Igreja ainda tinha grande influência e poder neste território, e a nobreza alemã estava desesperada para romper essa influência do clero.O pensamento protestante no Sacro Império aconteceu graças a Martinho Lutero, professor de teologia na Universidade de Wittenberg e sacerdote agostiniano. Pregava a predestinação e negava a prática de jejuns e outras práticas comuns a Igreja.
Em 1517 publicou as 95 Teses, uma crítica radical à Igreja e ao Papa. O pensamento de Lutero dividia a nobreza alemã e até mesmo preocupava o Papa. Em 1530 publica a Confissão de Augsburgo, o fundamento da doutrina luterana.
Sua doutrina era igual qualquer outra protestante; rejeitava o tomismo,a leitura da Bíblia para todos e tradução da mesma para o idioma local, considerar apenas o batismo e eucaristia como sacramentos, submissão da Igreja ao Estado e supressão a adoração dos ícones (santos).
Lutero acabou sendo bem apoiado por grande parte da nobreza alemã, tendo até mesmo inspirado revoltas camponesas, em especial, Thomas Münzer. Apesar de ter sido inspiração, Lutero foi contra o movimento de Münzer.
A Reforma Calvinista
Na Suíça, a reforma iniciou com Ulrich Zuínglio, adepto de Lutero, desencadeando uma guerra civil qual o próprio Zuínglio foi vítima. Pouco tempo depois, chegava a Genebra o francês João Calvino, que passou a divulgar suas idéias e assim fundar uma nova corrente religiosa.Seus ideais se fundamentam no princípio da predestinação absoluta, segundo qual todos estavam sujeitos à vontade de Deus, e somente poucos estariam sujeitos a salvação eterna. Os sinais de graça divina estariam numa vida plena virtuosa, trabalho diligente, sobriedade, ordem e parcimônia. O doutrina calvinista estavam mais próximas da apologia comercial da época e do capitalismo, o que fez com que fosse a doutrina protestante que fosse mais bem sucedida, se expandindo rapidamente pela Europa.
Inspirado em Lutero, Calvino também considerava a Bíblia como base da religião, não precisando se quer de um clero que seja regular. Criticava a adoração aos santos e admitia apenas o batismo e eucaristia como sacramentos.
Sua corrente protestante chegou aos Países Baixos, Dinamarca, Escócia (levado por John Knox, formando os presbiterianos), na França (com Jacques Lefevre e os huguenotes) e Inglaterra (com os puritanos).
A Reforma Anglicana
Na Inglaterra, a reforma desencadeou pelo rei Henrique VIII, que obteve dividendos políticos com o processo. Seu casamento com Catarina de Aragão teve anulação para se casar com Ana Bolena, e o monarca inglês rompeu assim com o Papa. Além das razões pessoais, a Inglaterra também já havia alguns desentendimentos com a Igreja desde o fim da Idade Média, o que inspirou ainda mais a reforma anglicana.Em 1534 publicou o Ato de Supremacia, criando a Igreja Anglicana, qual o monarca Henrique VIII era líder. Apesar de se estruturar de forma similar ao catolicismo, a doutrina anglicana se aproximava do calvinismo.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
As doutrinas liberais e socialistas
"O objetivo primordial e necessário de toda a existência deve ser a felicidade, mas ela não pode ser obtida individualmente; é inútil esperar-se pela felicidade isolada; todos devem compartilhar dela ou então a minoria nunca será capaz de gozá-la." - Robert Owen
As transformações que começam a ocorrer na transição do século XVIII para o XIX na Europa e em todo o mundo ocidental criaram espaço para a formulação de doutrinas teóricas que justificavam de forma regular ou criticavam e condenavam a ordem sócio-econômica e política da época.
Nesse tempo que surgiram dois grupos: Os anarquistas e os socialistas. Ambas as ideologias pretendiam chegar ao comunismo, a sociedade justa e igualitária, sem classes. O que mais diferencia elas é que o socialismo antes tem como fim eliminar o capitalismo e intervir na ordem social um tempo, e por fim chegar ao comunismo. A anarquia é a transição direta para o comunismo.
Adeptos do liberalismo tanto político como econômico, os anarquistas defendiam e teorizavam uma sociedade sem governantes. Para estes, o problema de todo governo seria a própria existência do mesmo, qual a sociedade só será justa quando o governo for de todos e não de poucos.
Pode-se citar como influentes pensadores da anarquia Robert Owen, Ned Ludd, David Ricardo, contando também com influencia liberalistas como John Locke, Adam Smith, Thomas Malthus e Turgot, além de precursores como Díogenes e Aristipo de Cirene.
Socialistas
Nasceu com a reação do proletariado aos efeitos da Revolução Industrial, quais os socialistas então começaram a criticar a estrutura sócio-trabalhista que esta causou. O socialismo defende a intervenção no Estado no trabalho e na economia, cabendo ele administrar de forma mais igualitárias ou menos injusta a ordem sócio-econômica.
Seus teóricos fizeram análises acerca dos problemas que criticavam sobre as injustiças no trabalho e condição de miséria social, como também idealizar soluções para uma sociedade menos desgraçada com uma população menos miserável. Exemplos disso é a luta de classes da teoria marxista e o apoio da violência para se chegar a sociedade sem classes defendida pelo movimento bakuninista.
Influentes pensadores e teóricos socialistas são Claude de Saint-Simon, Charles Fourier, Karl Marx, Friedrich Engels, Proudhon e Bakunin. Além de também de influências para o socialismo, como Thomas More.
Ambas as correntes ideológicas criticavam a evolução que o capitalismo seguia, como a máquina substituindo o homem no mercado e a miséria resultado da falta de qualidade de vida para todos.
Nesse tempo que surgiram dois grupos: Os anarquistas e os socialistas. Ambas as ideologias pretendiam chegar ao comunismo, a sociedade justa e igualitária, sem classes. O que mais diferencia elas é que o socialismo antes tem como fim eliminar o capitalismo e intervir na ordem social um tempo, e por fim chegar ao comunismo. A anarquia é a transição direta para o comunismo.
Anarquistas
Na forma liberal, o Estado pode coexistir com a sociedade desde que não intervenha em sua liberdade pessoal e interpessoal, cabendo apenas não deixar que se abuse desse direito. A anarquia pensa diferente; pois o Estado é o problema, pois a sociedade só seria igual e justa com a inexistência de governo, substituindo a responsabilidade dos governantes para a própria população.
Pode-se citar como influentes pensadores da anarquia Robert Owen, Ned Ludd, David Ricardo, contando também com influencia liberalistas como John Locke, Adam Smith, Thomas Malthus e Turgot, além de precursores como Díogenes e Aristipo de Cirene.
Socialistas
Seus teóricos fizeram análises acerca dos problemas que criticavam sobre as injustiças no trabalho e condição de miséria social, como também idealizar soluções para uma sociedade menos desgraçada com uma população menos miserável. Exemplos disso é a luta de classes da teoria marxista e o apoio da violência para se chegar a sociedade sem classes defendida pelo movimento bakuninista.
Influentes pensadores e teóricos socialistas são Claude de Saint-Simon, Charles Fourier, Karl Marx, Friedrich Engels, Proudhon e Bakunin. Além de também de influências para o socialismo, como Thomas More.
Ambas as correntes ideológicas criticavam a evolução que o capitalismo seguia, como a máquina substituindo o homem no mercado e a miséria resultado da falta de qualidade de vida para todos.
domingo, 5 de junho de 2011
Em relação ao passado
"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para frente." - Søren Kierkegaard
Muitas pessoas pensam que o passado é algo que não pode ser mudado, e estão certas; porém, erram em acreditar que este não possui influência em nosso presente, que o mesmo fará com o futuro.
O passado não deve ser desconsiderado, e sim entendido. A pessoa que estuda seu passado terá conhecimento de seu presente, e se tiver olhos abertos para seu presente, poderá imaginar um futuro possível.
Começando por nossa formação pessoal, que é resultado do passado. Aprendizado, traumas e acontecimentos marcantes que vão reformando sua concepção das coisas e do mundo e até mesmo mudando seu caráter.
Sem passado não existe presente e nem futuro. O presente é o efeito, o passado é a causa, e o futuro consequência. Traduzindo, o passado dá sentido ao presente.
Exemplos a se ilustras: Uma pessoa de bem com o presente está no mínimo satisfeita com seu passado, ou de alguma forma com a consciência livre em relação ao mesmo. Uma com problemas pessoais (ou qualquer outro tipo) no presente é por ter um fantasma do passado que ainda a atormenta.
"Conta-me o teu passado e saberei o teu futuro." - Confúcio
Uma coisa que aprendemos com o estudo da história é que o passado acaba acarretando em alguma mudança presente, seja em questão cultural, moral, política, etc. Imagine uma coisa na história que acabasse acontecendo de forma diferente da qual aconteceu – Com toda certeza isso implicaria na mudança de vários outros acontecimentos, e de alguma forma o presente seria bastante diferente.
Vale lembrar que qualquer acontecimento histórico ou presente que um dia entre para a história é sempre justificado por um passado. O passado é importante para se entender o presente e especular o futuro; e quanto mais voltamos no tempo, mais veremos que conforme o passado fica mais distante ele se torna mais crucial.
"Quando o passado não ilumina o futuro, o espírito vive em trevas." - Alexis de Tocqueville
Quando se possui um passado sombrio, ele de certa forma escurece nossa vida. A pessoa pode procurar o superar, mais o fato de não querer repetir seus erros ou que alguém não os cometa já é alguma forma dela mostrar sua vergonha e repulso pelo que ela fez ou foi um dia.
“Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.” – Dalai Lama
Muitas pessoas pensam que o passado é algo que não pode ser mudado, e estão certas; porém, erram em acreditar que este não possui influência em nosso presente, que o mesmo fará com o futuro.
O passado não deve ser desconsiderado, e sim entendido. A pessoa que estuda seu passado terá conhecimento de seu presente, e se tiver olhos abertos para seu presente, poderá imaginar um futuro possível.
Começando por nossa formação pessoal, que é resultado do passado. Aprendizado, traumas e acontecimentos marcantes que vão reformando sua concepção das coisas e do mundo e até mesmo mudando seu caráter.
Sem passado não existe presente e nem futuro. O presente é o efeito, o passado é a causa, e o futuro consequência. Traduzindo, o passado dá sentido ao presente.
Exemplos a se ilustras: Uma pessoa de bem com o presente está no mínimo satisfeita com seu passado, ou de alguma forma com a consciência livre em relação ao mesmo. Uma com problemas pessoais (ou qualquer outro tipo) no presente é por ter um fantasma do passado que ainda a atormenta.
"Conta-me o teu passado e saberei o teu futuro." - Confúcio
Uma coisa que aprendemos com o estudo da história é que o passado acaba acarretando em alguma mudança presente, seja em questão cultural, moral, política, etc. Imagine uma coisa na história que acabasse acontecendo de forma diferente da qual aconteceu – Com toda certeza isso implicaria na mudança de vários outros acontecimentos, e de alguma forma o presente seria bastante diferente.
Vale lembrar que qualquer acontecimento histórico ou presente que um dia entre para a história é sempre justificado por um passado. O passado é importante para se entender o presente e especular o futuro; e quanto mais voltamos no tempo, mais veremos que conforme o passado fica mais distante ele se torna mais crucial.
"Quando o passado não ilumina o futuro, o espírito vive em trevas." - Alexis de Tocqueville
Quando se possui um passado sombrio, ele de certa forma escurece nossa vida. A pessoa pode procurar o superar, mais o fato de não querer repetir seus erros ou que alguém não os cometa já é alguma forma dela mostrar sua vergonha e repulso pelo que ela fez ou foi um dia.
“Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.” – Dalai Lama
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
História & Filosofia
Parecem ser apenas duas disciplinas humanas à primeira vista, porém, podemos tirar muito de filosofia com o conhecimento da história.
Com a história vemos a evolução social, intelectual e racional do ser humano. Acompanhamos essa evolução desde tempos antigos até anos atrás e estudamos que influência teve até chegar ao ponto de ter alguma influência contemporânea.
Vai mais do que aprender sobre o descobrimento da América e a Inquisição. A história estuda o pensamento humano através dos séculos. Com ela aprendemos como nossos antepassados viviam, julgavam as coisas e o mundo, a forma que eles pensavam e lhe davam com a sociedade e questões que a filosofia trabalha.
Sem dizer quando se estuda várias filósofos é importante ter conhecimento de como era a época em que vivia. Para entender algumas coisas (ou muitas) que defendediam e criticavam é necessário saber como era a época em que eles viviam. Sem dizer a análise que fazemos para compararmos aos dias de hoje, e ver o que podemos tirar desses filósofos sugestões que possam nos ajudar com os problemas da atualidade. [E olhe que durante a história houve uma porrada de filósofos. Os pré-socráticos, Confúcio, Sêneca, Alberto Magno, Hobbes, Diderot, Camus, Sartre...]
A sequência sistemática dos acontecimentos que levaram até as coisas serem como são hoje é o que podemos aprender com a história, e ver o que está no passado consegue influenciar no presente.
Conhecer a história é conhecer a si mesmo, seu passado, o passado da suas raízes e seu modo de pensamento.
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