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terça-feira, 4 de outubro de 2011

A evolução da lógica

A lógica é uma área do conhecimento que tem como objetivo determinar qual meio é correto e qual não é dentro de procedimentos de como conhecer e concluir métodos válidos para se chegar a uma forma eficaz de se pensar.

Essa ciência formal é significativa para a filosofia pois com a lógica se formula raciocínios que levam aos resultados desejados, pensamentos verdadeiros, o objetivo de toda filosofia e qualquer filósofo.

Na história da lógica existe a divisão entre lógica aristotélica (ou clássica, fundamentada por Aristóteles, como o próprio nome indica) e a lógica moderna (desenvolvida a partir do século XIX, com precisão matemática).

Os fundamentos da lógica clássica se encontram no Organon, um conjunto de escritos de Aristóteles. Sua lógica consistia em uma “divisão anatômica” das premissas, as considerando por termos, proposições e relacionando-as fazendo conclusões meio o silogismo. Seguindo os princípios lógicos aristotélicos se formava a lógica tradicional.

A lógica aristotélica passou a ser substituída pela construção da lógica moderna. Embora a fundamentação lógica aristotélica ainda tenha presença na lógica moderna, a mesma se enfocou na objetividade matemática, que consiste em uso de peculiaridade algébrica em meios as operações lógicas. Historicamente é atribuído a Descartes e Leibniz por serem os primeiros filósofos a usarem essa técnica, mais ela teve mais repartição com filósofos mais presentes, como Edmund Husserl, Bertrand Russell, Ludwig Wittgenstein e Gottlob Frege.

A lógica não mudou seu fim de se concluir um meio adequado a operação racional, apenas foi reformulando sua metodologia.

domingo, 14 de agosto de 2011

Os silogismos

Silogismo é um método de argumentação lógica que consiste em interligar fatos e idéias que já estão de alguma forma ligados. Foi desenvolvida originalmente por Aristóteles.

Segundo Kant, silogismo é todo juízo determinado por pensamento mediato, ou seja, a comparação de uma coisa com outra por meio de uma característica intermediária.

Se constitui por premissas, somente duas, e por fim, uma conclusão com uso da observação destas e da lógica, sendo esta a terceira e última premissa. Nas premissas maior e menor, as quais já são propostas, se encontram a solução lógica para se chegar na conclusão, a solução do raciocínio.

É então uma analogia que segue através de duas proposições. A importância disso na filosofia é, por exemplo, em ligar comparações com teses e se chegar numa conclusão objetiva e final através de relacionar suas premissas, que se encaixam como elementos à parte da tese em proposta.

As possibilidades de se combinar cituações para silogismos seguem a lógica dos diagramas de Euler, elaborados pelo matemático suíço Leonhard Euler. Pode ser usado em pares de conceitos, para verificar a validade de um racicínio e o concluir seguindo a lógica. O diagrama de Venn, criado pelo britânico John Venn, também é similar.

Exemplos:
A é B,
B é C,
Logo, A é C

Todo B é D,
Nenhum C é D,
Logo, nenhum C é B

Nenhum D é E,
Alguns D é G,
Então, alguns G são E

Nenhum X é Y,
Nenhum Y é X,
Se conclui que X é diferente de Y

sábado, 28 de maio de 2011

Falácia

Falácia é um argumento lógico inválido, falho, sem fundamento ou eficácia concreta. É uma eloquência que faz-se crer naquilo que não é, aparente e sem nenhum alicerce.  

Falácia é a idoneidade fazendo crer que é aquilo que não é, mediante alguma visão fantástica, ou seja, aparência sem existência.” - Pedro Hispano

São argumentos dados que tentam mostrar validez, mas apresentam erro racional, expresso por um dizer inconsciente. A falácia faz nada mais do que mascarar a verdade, intencionalmente ou acidentalmente, mas a ocultando. A interpretação da falácia requer um pouco de atenção, pois é muito fácil acreditar em algo dito à primeira impressão, mas a falácia deve-se ser interpretada e considerar seu sarcasmo.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A contradição dos paradoxos

Paradoxo é uma idéia contraditória aquela que é comum. Num paradoxo se é presente uma idéia ou fato e, ao mesmo tempo, sua contradição.

É uma contradição lógica, um jogo de sentidos e um incentivo ao estímulo do raciocínio alheio.

Tome como exemplo o famoso paradoxo da exceção, aquele que diz que "toda regra tem uma exceção". Logicamente isso já é uma regra, então ela também está sujeita à exceções, e se ela tem exceção, é porque há regras sem exceção.

Um exemplo agora científico é o paradoxo de Langevin (dos gêmeos), proposto por Albert Einstein. Em seu enunciado existem dois gêmeos: O primeiro está viajando numa nave espacial, numa velocidade próxima da velocidade da luz; e o segundo gêmeo permanece na Terra. Para o segundo, a nave se movimenta, e pode afirmar que o tempo está passando mais lentamente para seu irmão na nave. Em contrapartida, o primeiro gêmero vê a Terra se afastar, afirmando também que o tempo passa devagar para seu irmão. Quando os dois se reverem, qual deles estará mais jovem?
[Para entender o paradoxo deve-se ter um mínimo de conhecimento da relatividade de Einstein!]

Outro exemplo de paradoxo, porém infantil, é o do gato e o pão com manteiga. Segundo o que ele apresenta, os gatos sempre caem para cima, e uma fatia de pão com manteiga cai sempre do lado barrado para baixo. O paradoxo surge na proposta do que aconteceria se ambos fossem amarrados e jogados de uma altura considerável. Seguindo a lógica do paradoxo, o gato e a fatia de pão não poderiam cair.

As preposições apresentadas pelos paradoxos é um "pensamento circular", isto é, questionar a questão inicial dele leva sempre às mesmas dúvidas que uma hora o levaram para a questão inicial novamente, e assim se segue.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ilógicas superstições

[Como hoje é sexta-feira 13, falarei à respeito de superstições, afinal, hoje é o dia delas!]

Superstição é uma crença de relações entre causa e efeito sem fundamento lógico. É um elemento presente em qualquer folclore, fazendo parte de suas tradições e até costumes. A superstição então é uma convicção irracional de consequências sem nexo e sem nenhuma lógica.

Superstição é pretexto para a ignorância, pois o supersticioso é aquele que acredita numa coisa sem fazer o mínimo esforço de pensar. Inspiram-se em misticismo e tradições populares, ambas obviamente sem fundamentos claros e com algum sentido.

"A superstição é a religião que a astrologia é a astronomia, a filha louca de uma mãe sábia." - Voltaire

Feitiços e rituais, simpatias para trazer o amor e fortuna, amuletos da sorte e prosperidade e crer em coisas sem nenhum nexo (tipo gato preto e passar debaixo de uma escada dar azar) são superstições, isto é, um credo sem nenhuma explicação racional.

A ciência é o grande antídoto para o veneno do entusiasmo e da superstição.” – Adam Smith

A raíz de toda superstição é cultural ou histórica, remontando crendices ancestrais qual ainda persistem hoje ou que sofreram alguma alteração, ou ainda, questões cultural que acabou caindo no credo popular até a atualidade.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Dúvida

Duvidar é ser incerto quanto à autenticidade de um julgar ou considerar de alguma coisa.

"A dúvida é o principio da sabedoria." – Aristóteles

Para se descobrir alguma coisa, a curiosidade é fundamental (afinal, a curiosidade é a essência do nosso espírito investigativo). A dúvida complemente a curiosidade, fazendo a pessoa questionar e não aceitar apenas “verdades aparentes e/ou superficiais”.

"Só sabemos com exatidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida." - Goethe

Para que se estabeleça a dúvida em geral é necessária uma noção de realidade do fato em que existe a suspeita, e isto pode adiar a decisão de ações relevantes ao fato pois podem estar incorretas ou incompletas. [Afinal, agente não vai duvidar de alguma coisa relevante a algum assunto que não tenhamos conhecimento!]

"Coisas das quais nunca se duvidou, jamais foram provadas." - Denis Diderot

É fundamental para o conhecimento. Duvidar é sinal de querer saber (aceitar qualquer coisa como verdade, porém bem dita, é o mesmo que não aceitar uma verdade).

"Dê-me o benefício das suas convicções, se as tiver, mas guarde para si as dúvidas. Bastam-me as que tenho." - Goethe

O chamado benefício da dúvida é a capacidade que temos de ter incertezas sobre tal coisa. É o instinto racional crítico do ser humano, dando origem à incerteza e fazendo assim um alguém de senso crítico desenvolvido "buscar" o que cria sua dúvida.

"Se ensinares, ensina ao mesmo tempo a duvidar daquilo que estás a ensinar." - José Ortega y Gasset

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Revolução Copernicana

A obra de Crítica da Razão Pura de Immanuel Kant, publicada em 1781, tratou desta questão: Como posso obter um conhecimento seguro e verdadeiro sobre as coisas do mundo? A resposta dada por Kant mudaria a rota da filosofia ocidental.

Tradicionalmente, o empirismo e o racionalismo respondiam de formas diferentes a questão do conhecimento. Os empiristas (Aristóteles, Hobbes, Locke, Berkeley e Hume) diziam que somente os dados da experiência sensível forneceriam as bases para o conhecimento humano, já os racionalistas (Platão, Descartes, Leibniz e Espinoza) forneciam que o conhecimento provêm da razão.

Em ambos existem obstáculos surgidos, a razão especulativa. Na medida que deixa de validar as investigações em prática, se torna dogmática. Entretanto, o empirismo encontra oposição no ceticismo, que argumenta que a natureza é contingente, e por isso não pode ser fonte de conhecimento universal.


Kant remeteu a razão ao centro do universo cognescente humano [já Descartes, censurou o conhecimento humano à um eu que tem base cogita]. Por causa disso, Kant é considerado o revolucionador da filosofia.


Quando Kant nos fala do sujeito transcendental, quer especificar que o sujeito possui as condições de possibilidade de conhecer qualquer coisa. No sujeito é que estão as regras pela quais os objetos podem ser reconhecidos. A busca dessas regras nas coisas exteriores é infrutífera e faz que voltemos a repetir o erro de Hume [que, para ele, nada é trascendental e de caráter lógico como acreditava Kant, e sim, psicológico]. Só encontramos sentido no mundo porque somos nós que lhe damos sentido através dos dados apreendidos nas intuições empíricas, passados pelas intuições puras de espaço e tempo, formando o fenômeno. Esse fenômeno, que ainda não é o conhecimento, também passa pelas categorias, que são estruturas a priori do sujeito. O mundo não tem sentido a não ser que o homem dê algum sentido a ele. O que conhecemos é profundamente marcado pela maneira pela qual conhecemos.


Kant também vai se voltar para o sujeito em sua réplica ao ceticismo humano, mas revestido de um caráter lógico e transcendental (e não psicológico, como em Hume). Antes de analisar a resposta de Kant, vamos ver como ele a formula a questão nos conceitos de a priori, a posteriori, analítico e sintético. Sendo estes princípios:

A priori: Um conhecimento que seja totalmente independente dos sentidos (como equações matemáticas, que podemos fazer mentalmente sem provas materiais);

A posteriori: Um conhecimento que possui sua fonte na experiência (como princípios científicos, que necessitam da prática para serem confirmados);

Juízo analítico: Quando emito um juízo em que o predicado está contido no sujeito (Exemplo: quando digo "A é uma letra", o predicado "letra" já é uma qualidade do sujeito "A" e a informação, por isso, é redundante);

Juízo sintético: Quando se faz um juízo em que um predicado é acrescentado ao sujeito (Exemplo: Na frase "A cadeira de minha sala é azul", acrescento ao sujeito "cadeira de minha sala" o predicado "azul" (afinal, ela poderia ser verde, vermelha, etc.). É uma informação nova, pois você poderia imaginar que a cadeira fosse de qualquer outra cor).


Kant chamou de "revolução copernicana" sua resposta ao problema do conhecimento. O astrônomo Nicolau Copérnico (1473-1543) formulou a teoria heliocêntrica - a teoria de que os planetas giravam em torno do Sol - para substituir o modelo antigo, de Aristóteles e Ptolomeu, em que a Terra ocupava o centro do universo, o que era mais coerente com os dogmas da Igreja Católica.

Kant propôs inversão semelhante em filosofia. Até então, as teorias consistiam em adequar a razão humana aos objetos, que eram, por assim dizer, o "centro de gravidade" do conhecimento. Kant propôs o contrário: os objetos, a partir daí, teriam que se regular pelo sujeito, que seria o depositário das formas do conhecimento. As leis não estariam nas coisas do mundo, mas no próprio homem; seriam faculdades espontâneas de sua natureza transcendental. Como Kant afirma no prefácio da segunda edição da Crítica da Razão Pura:


"Até agora se supôs que todo nosso conhecimento tinha que se regular pelos objetos; porém todas as tentativas de mediante conceitos estabelecer algo a priori sobre os mesmos, através do que ampliaria o nosso conhecimento, fracassaram sob esta pressuposição. Por isso tente-se ver uma vez se não progredimos melhor nas tarefas da Metafísica admitindo que os objetos têm que se regular pelo nosso conhecimento, o que concorda melhor com a requerida possibilidade de um conhecimento a priori dos objetos que deve estabelecer algo sobre os mesmos antes de nos serem dados."


O que Kant quer dizer é que o sujeito possui as condições de possibilidade de conhecer qualquer coisa. Ele possui as regras pela quais os objetos podem ser reconhecidos. Não adianta buscar essas regras no mundo exterior, pois se cairia no problema de Hume. O mundo não tem sentido a não ser que o homem dê algum sentido a ele. O que conhecemos, então, é profundamente marcado pela maneira - humana - pela qual conhecemos.


sábado, 2 de abril de 2011

Teoria e Lei

Em relação às descobertas científicas existem dois meios de classificar o princípio assim descoberto; sendo considerado como uma lei ou uma teoria. Ambas descrevem fenômenos naturais, os seus princípios e fatos.

• Lei: Explicação comprovada pela experimentação, isto é, a prática contribui para a aprovação deste princípio. Dirente do sentido jurídico de lei, o significado científico da palavra não é de algo que deve ser cumprido, e sim, de algo que acontece (entretanto, em ocasião e circunstância apropriada).
Exemplos de leis científicas é a lei de conservação de massa (ou de Lavoisier) e as de Kepler.

• Teoria: Explicação que é limitada pela experimentação, ou seja, não pode ser considerada como verdadeira.
Um exemplo de teoria é a evolucionista. Ela se torna a explicação mais plausível em como possa ter sido o percurço da história natural ao longo da vida do planeta. Não tem como voltarmos à milhões de anos e ver se a seleção natural, por exemplo, é uma verdade absoluta, sendo que o sustento deste preceito se baseia em evidências sem uma prova concreta e comprovadora. [Não só com esta teoria, e sim com qualquer uma é assim.]

Para que dar esta introdução de ciência? Pois mostra como uma descoberta pode ser limitada por algo importante em seu procedimento, a experiência. Nem tudo pode ser provado com prática, algumas coisas acabam tendo credo por meio da teoria, daquilo que é hipotético.

domingo, 27 de março de 2011

O ser humano como ser consolável

"O som mais doce de todos é o elogio." - Xenofonte

O ser humano é um ser cheio e dúvidas, incertezas, inseguranças, temores, curiosidade e coisas do gênero. Mesmo sem notar, a busca de respostas é tão grande e ao mesmo tempo a curiosidade de buscar é limitada pelo ócio que as pessoas acabam se contentando em acreditar em coisas que não são bem verdade, mas que acabam saciando suas necessidades existenciais.

O consolo anda ao lado da ignorância, e é pretexto para o não-saber. Isso pode ser notado, por exemplo, no quanto o condicionamento social acaba afetando a mentalidade de um indivíduo, sendo que este condicionamente por sua vez satifaz necessidades sociais desta mesma pessoa.
Por sua vez, a moral do cidadão acaba sendo influenciada pela coercitividade coletiva que o meio social impõe, fazendo assim por dizer uma lavagem cerebral na senso crítico e racional de alguém.

Outro exemplo a se citar é o religioso. Neste contexto, a pessoa acaba aceitando as normas da religião qual foi educada ou qual é dominante onde vive (raramente por alguma que ela por si só considere "esclarecedora"). As necessidades de saber coisas do tipo de onde ela veio, para onde vai, quem criou tudo; e outras ligadas a religião acabam fazendo, pelo menos comumente, uma pessoa seguir algo sem ao menos pensar se aquilo pode mesmo ser verdade ou não.

Problema não se torna um fato social, e sim, o indolência que a maioria das pessoas têm no refletir, pensar, questionar e outros processos epistemológicos.

Desde seus primórdios a humanidade foi necessitaria. O ser humano é um ser de necessidades, e sem perceber se sente nu e desprotegido por sua incertezas e medos que acaba aceitando aquilo que lhe convêm.

O mito da caverna


O mito da caverna tem autoria de Platão, presente em A República, no livro VII. Trata-se da exemplificação e alegoria de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.

Para que se possa entender o que esse mito pretende passar, exercite sua imaginação com o que será proposto: Imagine um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.
Ficam de costas para a entrada, sem poder sair, olhando somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens e coisas que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira. Pelas paredes da caverna também ecoam os sons do mundo exterior, de modo que os prisioneiros os associariam às sombras, pensam ser eles as falas das mesmas. Desse modo, os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade do mundo exterior.

O que aconteceria quando sairam da caverna? Num primeiro momento, a claridade os cegariam. Depois, se adaptariam a claridade, veriam os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, veria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projectadas no fundo da caverna) e que somente agora está a contemplar a própria realidade.

Que lhe aconteceria no retorno? Os demais prisioneiros tentariam ridicularizá-lo, não acreditariam nas suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas gracetas, o espancariam, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam o matando; ou apenas o ridicularizar ao extremo. Mas, quem sabe, alguns poderiam o ouvir e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.

O que o mito da caverna nos passa metaforicamente da condição humana perante o mundo, sendo à educação o conhecimento filosófico bastante valorizado na luta contra a ignorância.
As pessoas na caverna fazem o papel das ignorantes, que interpretam como real aquilo que é apresentado para o mesmo, tendo assim uma perspectiva superficial da realidade.

A caverna seria a visão de mundo superficial que temos, que condicionamentos que constrõem nossa ideologia criam, assim nos "prendendo numa caverna".





domingo, 6 de março de 2011

Como é obtido conhecimento?

Dentro da filosofia é usado o termo a priori para se designar uma etapa para se buscar o conhecimento, consistente no pensamento dedutivo.

O que será tratado aqui é como se obtem a priori.

Pela experiência
Filósofos empiristas como Hume, Berkeley e Bacon consideravam pela causa do empirismo; qual o aprendizado é derivado da experiência, que formam ideias (discordando assim de ideias inatas).
John Locke mostra ênfase nisso através da sua tese epistemológica da tabula rasa (do latim "folha em branco"). Essa tese conceitua que todas as pessoas ao nascer o fazem sem saber de absolutamente nada, sem impressões nenhumas, sem conhecimento algum. Então todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido pela experiência, pela tentativa e erro.

Pela razão
O pensamento de Leibniz e o racionalismo de Descartes defendiam que o conhecimento é obtido por meio da razão, não pela experiência.
Por esse ponto de vista, o racionalismo afirma que a reflexão não precisa ser necessariamente proveniente da vivência, e sim, de qualquer forma de se conhecer sobre aquilo que se aprende.
Julgo Sócrates como outro um racionalista e defendor a busca da priori pela razão, pelo seu conceito de que o ser humano se conhece ao decorrer da vida, alegando traços inatos de sua natureza.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Método socrático


Socrátes é o dono pioneiro deste eficaz método de interrogação, que acabou tendo seu nome nele.

Seu metodismo consiste em adoptar sempre pelo diálogo, costuma iniciar uma conversação fazendo perguntas e obtendo dessa forma opiniões do interlocutor, que ele aparentemente aceita. Depois, por meio de um interrogatório hábil, desenvolve as opiniões originais da pessoa arguida, mostrando a tolice e os absurdos das opiniões superficiais e levando e presumido possuidor da sabedoria a se desconcertar em face das consequências contraditórias ou absurdas das suas opiniões originais e a confessar o seu erro ou a sua incapacidade para alcançar uma conclusão satisfatória. Esta primeira parte do método de Sócrates, destinada a levar o indivíduo à convicção do erro, é a ironia. Depois, continuando a sua argumentação e partindo da opinião primitiva do interlocutor desenvolve a verdade completa. Sócrates deu a esta última parte a designação de maiêutica - a arte de fazer nascer as ideias. - É este o método que encontramos amplamente desenvolvido nos diálogos socráticos de Platão.

A maiêutica é, para Sócrates, a busca pela verdade no interior da pessoa. O método socrático pode visto nada mais como o meio que Sócrates viu em se desenvolver maiêutica.

Questione!

Esta matéria falará sobre o ato de questionar e seus benefícios.

Os contarei uma história sobre Buda que meu professor de física disse hoje na sala: Buda (nascido como Sidarta Gautama) era de família nobre, filho de um rei. Um certo dia ele saiu do palácio pela primeira vez, vendo o mundo de fora do palácio. Ele viu pessoas esfomeadas, trabalhando exaustivamente para se sustentar, pobres e necessitadas.

Ele perguntou à um cocheiro por que tudo aquilo estava daquele jeito, e o cocheiro justificou dizendo que há pessoas ricas e pobres, o mundo funcionava daquele jeito. Aquele momento mexeu com Sidarta Gautama, pois seu pai lhe ensinava uma coisa, seus professores diziam outras e o cocheiro falou outra. Sidarta fugiu do seu palácio, começando sua jornada filosófica em busca da verdade.

O que vemos nessa história sobre Buda é que sempre devemos questionar, duvidar, debater, descobrir por nós mesmos. Questione o que você assiste na televisão, o que seus professores passam na sua escola, o que você lê na Wikipédia [isso eu já sei que muitos fazem!], o que os filósofos dizem, o que eu posto aqui no blog ... Seja racional, pensador, porém isso tem que ser por você mesmo.