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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

As duas faces do socialismo

O socialismo é uma doutrina política e econômica que consiste em advogar os meios de produção para a propriedade pública, objetivando assim uma sociedade menos desigual. Surgiu no século XVIII no meio intelectual da época e a classe trabalhadora, que criticavam os efeitos da industrialização e o impacto da propriedade privada na sociedade.

Karl Marx dizia que o socialismo seria uma transição entre o capitalismo e o comunismo, realizado pela luta de classes e condições de trabalho mais favoráveis, até que se alcance uma sociedade igualitária. Esse conceito de socialismo como uma fase antes do comunismo foi defendida tanto pelos socialistas utópicos como os científicos, que veremos a seguir.

Abaixo veremos o socialismo idealizado e o real:
Socialismo ideal
Em teoria, temos o socialismo utópico e o socialismo científico.

O socialismo utópico possui influência de Thomas More e valores liberais. Inclusive, os primeiros socialistas formulavam críticas sociais perante o progresso industrial, principalmente aos grandes proprietários, mais tinham muita estima pelos pequenos, propondo um possível acordo entre as classes sociais. Propunham uma sociedade ideal só que sem apontar meios para alcançá-la, por isso sendo chamados “utópicos”. Os socialistas utópicos acreditavam que a implantação do socialismo ocorreria de forma lenta e gradual, pacífica, com participação tanto do proletariado como da burguesia.

Teóricos influenciaram esse movimento; como Claude de Saint-Simon em propor uma sociedade sem os ociosos (como ele mesmo cunhou os militares, o clero, nobres e magistrados) e nem exploração econômica. Charles Fourier e Pierre Leroux também foram importantes, também sendo um dos primeiros a usar o termo "socialismo", e herdaram a idéia de Rousseau de que o ser humano é naturalmente bom, mas a sociedade e instituições o corrompem. O maior socialista utópico é Robert Owen, que sistematizou que a produção de um trabalhador melhora se melhores condições de salário e de básicas de vida o forem propostos.

Já o socialismo científico propunha entender as condições reais do capitalismo e mediante análise socioeconômica transformar a sociedade por meio a luta de classes. Disso que veio o cunho deles de socialistas “científicos”, por se basearem em observações históricas e filosóficas da sociedade, e não só em expor idéias de igualdade social.

Seus teóricos mais influentes foram Karl Marx e Friedrich Engels. Em sua obra “O Capital”, Marx propôs idéias revolucionarias como o materialismo histórico, onde a luta de classes seria um fato inexorável da história humana e responsável por mudanças na sociedade, como a crise escravista da Roma Antiga e o feudalismo medieval. Nela, toda sociedade é determinada em última instância por sua infraestrutura, sua condição socioeconômica; cuja política, ideologia e cultura se adaptariam delas e formando a superestrutura.

Socialismo real
A experiência de países que adotaram o socialismo o faz ter sua versão mais realista. Trata-se de um regime autoritário, usufruindo o principio da propriedade pública e subjugando a população perante o Estado.

A primeira experiência do socialismo real foi da vitória dos bolcheviques na Revolução Russa, transformando o país na União Soviética, o primeiro estado socialista.

Isso teve consequência na definição de socialismo, sendo hoje associado por alguns como uma forma totalitária de igualar as condições sociais e econômicas das pessoas por intermédio da ostentação do governo. Os ideais teóricos do socialismo então não são postos em prática, pois o socialismo real não ambiciona chegar ao comunismo, onde a figura de um governo não possui mais importância e nem utilidade.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Desobediência civil

Por questão de lógica, o cidadão que pretende viver em harmonia civicamente pretenderá estar submisso às leis, as obedecendo em troca de coexistir com a política. A desobediência civil é justamente uma blasfêmia contra o poder político, uma desobediência as normas de ordem jurídica (desrespeito para com às leis) por meio de criticar a legislação por alguma injustiça ou algo à se aperfeiçoar na lei.

Este conceito foi originalmente pelo escritor americano Henry David Thoreau, no ensaio A Desobediência Civil de 1849. Foi escrito após o autor ter saído da cadeia, preso ele por não ter pago impostos, por o considerar uma forma de coerção do Estado com o cidadão e por ser contra a guerra que os EUA e o México travavam na época. Essa obra inspirou figuras célebres como Mahatma Gandhi, Leon Tolstói e Martin Luther King Jr.

Toda grande crítica ao sistema é, em grande parte, desobediência civil; por chegar à escarnecer a mesma ou até descumprir ou agir contra a mesma lei que se critica. O ato de ser desobediente com os códigos legais acarreta em problemas com a justiça e órgãos com a intenção de zelar pela lei, como a polícia e o poder judiciário, podendo ser em certos casos preso ou até executa; fora ser considerado imoral por ter ido contra uma norma ditada pela lei.

Exemplos ilustres de desobediências civis são Gandhi e a sua luta pela independência da Índia, Luther King e o esforço pela coexistência de brancos e negros nos Estados Unidos e Nelson Mandela e a luta pela queda do apartheid (só de fato caindo com Frederik Willem de Klerk).

Com os exemplares de desobedientes civis começamos à filosofar sobre a competência e legitimidade das normas impostas por leis. Vem questõs como "Só por que uma coisa é considerada lei, ela é certa?" e "O que posso fazer para tornar a sociedade um pouco melho? Se é que posso o mesmo fazer".

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O terrorismo

"Nenhuma definição pode abarcar todas as variedades de terrorismo que existiram ao longo da história." - Walter Laqueur

Terrorismo é a imposição da violência contra pessoas ou coisas, realizando destruição física (ao patrimônio e genocídios em massa, por exemplo) e terror psicológico. O objetivo do terrorismo é se revoltar contra um governo ou grupo social, usufruindo de extremismo para intimidá-lo e provocar o sentimento de pânico em todos.

Só pelo motivo de muitas vezes o alvo do terrorismo ser um governo, isto não significa que o mesmo não possa ser o terrorista. Esse seria o terrorismo de Estado, qual o governo ostenta de forte uso do poder militar para submeter à população diante do mesmo. 

Esse fenômeno surgiu em nossos tempos, no decorrer dos últimos três séculos. A palavra “terrorismo” foi usada pela primeira vez em 1798 na França pós-revolucionária, para descrever o período de ditadura do Comitê de Salvação Pública. 

Xenofobia, radicalismo político, religioso, étnico e outras formas de intolerância são as causas do terrorismo, que nada mais é do que o uso de ferocidade e disseminação do terror para divulgar seus ideais e reprimir outros.

O terrorismo quando físico possui o fim de causar prejuízos para enfraquecer e intimidar, causando mortes, tortura e até destruição. Esse estado de choque que vem a provocar junto a divulgação de sua atividade e indução do medo o provoca em seu estilo psicológico.

É motivado pela fúria e o medo, pelo orgulho e a frenética providência de lutar pela sobrevivência de um ideal.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A política legalista

Legalismo é o nome dado ao comportamento de devoção e fidelidade as leis e submissão em sentido moral as mesmas.

Surgiu na China Antiga, na Dinastia Qin. O conceito legalista foi idealizado por Shang Yang, contemporâneo da unificação chinesa, sendo que a época em que viveu contribuiu para o sucesso de sua escola de pensamento político. O conceito legalista possui um equivalente ocidental na filosofia de Maquiavel, e outra também oriental em Kautilya.

Shang Yang foi um estadista que, com o pensamento legalista (por ele criado), igualando a aristocracia ao povo perante o império, revogando seus privilégios e regálias.
[Isso contribuiu para a Dinastia Qin, a primeira com a China unificada, se tornando então a primeira nação do mundo a ter um governo centralizado; igual nos dias de hoje.]

Com um espírito bem ditatorial, o governo legalista aboliu a nobreza e privilegiou então os guerreiros mais talentosos do imperador (por meritocracia), sendo a elite militar logicamente uma importante ferramenta de um governo absoluto.

O governo legalista defendia um governo centrado na base de leis, e não na base da moral, como defendia Confúcio.

O filósofo chinês Han Fei afirmava que o Estado deveria usufruir de seu poder de governar se sustentando na seguinte trindade:

•    Fa (法): lei do princípio, o código legal deve ser escrito de forma clara e deve ser feito público. Todas as pessoas sob a jurisdição do governante são iguais perante a lei. Leis devem recompensar aqueles que obedecem-nas e punir de acordo aqueles que não o fazem. Assim garante-se que as ações tomadas sejam prognosticadas. Em adição, o sistema legal comanda o Estado, não o governante. Se a lei é garantida de forma efetiva, mesmo um governante fraco será forte.
•    Shù (術): método, tática ou arte. Táticas especiais ou "secretas" devem ser tomadas pelo governante para garantir que outros não tomem controle do Estado. Assim, ninguém pode prever as motivações do governante, e portanto não é possível saber qual atitude pode agradá-lo, exceto seguir as fã ou leis.
•    Shì (勢): legitimidade, poder ou carisma. É a posição do governante, não o governante em si, que possui o poder. Para tanto, análises do contexto, dos acontecimentos e dos fatos são essenciais para o governante.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

As doutrinas liberais e socialistas

"O objetivo primordial e necessário de toda a existência deve ser a felicidade, mas ela não pode ser obtida individualmente; é inútil esperar-se pela felicidade isolada; todos devem compartilhar dela ou então a minoria nunca será capaz de gozá-la." - Robert Owen


As transformações que começam a ocorrer na transição do século XVIII para o XIX na Europa e em todo o mundo ocidental criaram espaço para a formulação de doutrinas teóricas que justificavam de forma regular ou criticavam e condenavam a ordem sócio-econômica e política da época.

Nesse tempo que surgiram dois grupos: Os anarquistas e os socialistas. Ambas as ideologias pretendiam chegar ao comunismo, a sociedade justa e igualitária, sem classes. O que mais diferencia elas é que o socialismo antes tem como fim eliminar o capitalismo e intervir na ordem social um tempo, e por fim chegar ao comunismo. A anarquia é a transição direta para o comunismo.

Anarquistas

Adeptos do liberalismo tanto político como econômico, os anarquistas defendiam e teorizavam uma sociedade sem governantes. Para estes, o problema de todo governo seria a própria existência do mesmo, qual a sociedade só será justa quando o governo for de todos e não de poucos.

Na forma liberal, o Estado pode coexistir com a sociedade desde que não intervenha em sua liberdade pessoal e interpessoal, cabendo apenas não deixar que se abuse desse direito. A anarquia pensa diferente; pois o Estado é o problema, pois a sociedade só seria igual e justa com a inexistência de governo, substituindo a responsabilidade dos governantes para a própria população.

Pode-se citar como influentes pensadores da anarquia Robert Owen, Ned Ludd, David Ricardo, contando também com influencia liberalistas como John Locke, Adam Smith, Thomas Malthus e Turgot, além de precursores como Díogenes e Aristipo de Cirene.

Socialistas

Nasceu com a reação do proletariado aos efeitos da Revolução Industrial, quais os socialistas então começaram a criticar a estrutura sócio-trabalhista que esta causou. O socialismo defende a intervenção no Estado no trabalho e na economia, cabendo ele administrar de forma mais igualitárias ou menos injusta a ordem sócio-econômica.

Seus teóricos fizeram análises acerca dos problemas que criticavam sobre as injustiças no trabalho e condição de miséria social, como também idealizar soluções para uma sociedade menos desgraçada com uma população menos miserável. Exemplos disso é a luta de classes da teoria marxista e o apoio da violência para se chegar a sociedade sem classes defendida pelo movimento bakuninista.

Influentes pensadores e teóricos socialistas são Claude de Saint-Simon, Charles Fourier, Karl Marx, Friedrich Engels, Proudhon e Bakunin. Além de também de influências para o socialismo, como Thomas More.


Ambas as correntes ideológicas criticavam a evolução que o capitalismo seguia, como a máquina substituindo o homem no mercado e a miséria resultado da falta de qualidade de vida para todos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Característica da política

Política é por dizer a ciência e execução da organização e administração de um Estado ou nação. Envolve o direito (o corpo de normas que visam o que é correto ou não), economia (fatores que controlam a circulação de dinheiro), entre outros elementos para cuidar de um país. Não importa em que forma de regime, consciência política é necessária.

"Política é a arte de governar os povos." - Aristóteles

Sendo ciência ou arte, todo governo é controlado por meio de intervenções, sejam de forma democrática, por meio de representantes ou do poder total da autoridade máxima. Dentro do papel político de um cidadão, cabe à ele estar envolvido nos poderes administrativos estatais ou apenas ter de viver de acordo com as leis já estabelecidas (que de fato se aplica à todos, mas ao povo cabe apenas seguí-las, cabendo ao povo apenas viver sobre elas). Os representantes (senadores, conselheiros, ministros e outras autoridades políticas) possuem direito de influência politica, o povo apenas acaba vivendo sobre as leis criadas. [Exceto na democracia, qual o povo possui certa intervenção, embora limitada.]

"Há duas maneiras de fazer política. Ou se vive 'para' a política ou se vive 'da' política. Nessa oposição não há nada de exclusivo. Muito ao contrário, em geral se fazem uma e outra coisa ao mesmo tempo, tanto idealmente quanto na prática." - Max Weber

Algumas definições de política para influentes teóricos políticos:

Thomas Hobbes: "consiste nos meios adequados à obtenção de qualquer vantagem"
Bertrand Russell: "o conjunto dos meios que permitem alcançar os efeitos desejados"
Nicolau Maquiavel: "a arte de conquistar, manter e exercer o poder, o governo" (em O Príncipe)

"Na política, os ódios comuns são a base das alianças." - Alexis de Tocqueville

É meio complicado explicar o que é política para um leigo, mas dizendo de forma simplificada, é a unção e relações que regem o comportamento do Estado em questões administrativas; como militares, jurisdiciais; e consequentemente em sociais e até culturais.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Poliarquia na tolerância social

A teoria política da poliarquia foi elaborada pelo cientista político Robert Dahl, como ferramenta de estudo da influência da democracia em países onde a mesma é adotada.

Como sabemos a sociedade possuem diversos grupos, sejam eles divididos por condição financeira, religiosa, étnica, de gênero, entre outras demais.

A coexistência harmoniosa desses grupos deve garantir sua presença na sociedade, seus direitos e zelar pela suas garantias constitucionais.
[É aquela velha lição de moral de "respeitar a religião dos outros, opção sexual, time de futebol, etc".]

Os cidadãos possuem uma série de direitos, e é responsabilidade do Estado prover garantia política de sujeição à contestação e oposição dentro do que a lei limita. Isto é, o governo poliárquico deve visar um diplomacia entre os grupos sociais, equilibrando a ação de seus interesses e fazendo leis que os igualem perante o Estado.

De modo geral, o governo poliárquico deve mantém a paz entre as demais diferenças, evitando conflitos e oferencendo a igualdade para se contentarem, não privilegiando nenhuma com regálias.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Conceito de Utopia



Os filósofos que por séculos refletiam sobre questões sociais. Expressavam em seus textos, de acordo com o ponto de vista deles, um modelo de sociedade que consideravam como perfeita.

Uma utopia se traduz numa dita sociedade ideal, embora existente apenas no imaginário, ou uma idéia generosa, porém, impossível de se praticar.

Os diálogos Timeu e Crítias de Platão fazem referência à Atlântida (o segundo principalmente), uma civilização utópica bem elogiada pelo filósofo.
Um exemplo bem conhecido e menos antigo que os dois diálogos anteriormente citados é o livro Utopia, do inglês Thomas Morus (ou More). [Sendo que o título do livro deu origem ao termo "utopia".]

Morus descreve uma sociedade perfeita, onde a tolerância e fundamentos racionais imperam; e a cobiça e o desejo pelo poder são despresíveis.
A República de Platão inspirou o modelo de comunidade ideal que Morus desenvolveu na Utopia.

O livro se divide em duas partes: A primeira parte do livro é uma crítica social à Inglaterra da época que vivia o autor. A segunda é, em contrapartida, apresenta uma sociedade alternativa. O protagonista da obra em geral é Rafael Hitlodeu (alterego de More), e narra sua viagem a sociedade que viu.
[A Inglaterra de seu tempo, como deu para notar, era infestada de marginais e uma justiça incompetente, a nobreza ávida de riqueza material, cobiçosa e violenta, além da perseguição religiosa (referência a Reforma Protestante e a perseguição anglicana aos puritanos). Na civilização de Utopia, essa realidade é invertida.]

A leitura desse fascinante livro revela uma apurada crítica à ordem social e a sociedade em si. Enfoca um tipo de "Paraíso na Terra", tendo o leitor de fazer uma análise textual para entender e comparar críticas e denúncias da vigente sociedade.

Algumas características da utopia de More:
• Todos vivem sobre a mesma qualidade de vida e exercem a mesma tarefa na sociedade, distribuídas entre eles e alternando os cargos por rodízio;
• A igualdade é assegurada por uma monarquia constitucional que funciona sobre o apoio de um Conselho cujo cada representante foi escolhido por um conjunto de trinta famílias, podendo estas famílias sendo consultadas sempre quando necessário;
• Não há fome, a repartição de alimentos é igualitária e comunitária. Não há necessidade de uma economia, por tudo está em profusão, isto é, a vida é simples e sem opulência;
• Há trabalho para todos, sem exceção.
[Embora apresentando uma sociedade harmoniosa e igualitária, a Utopia defende tendências intelectuais do tempo de More, por exemplo o absolutismo.]

Para a esquerda política, a desigualdade e problemas na sociedade são um problema social, ou seja, a utopia é possível (difícil de se realizar, porém, não impossível). Para a direita política, esses problemas são de origem do próprio ser humano, assim alegando que uma utopia é impossível de se realizar.

Os ideais de uma sociedade perfeita acabaram influenciando mais tarde o chamado socialismo utópico.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Despotismo esclarecido

Os déspotas esclarecidos foram governantes absolutistas no período da segunda metade do século XVIII, que embora tivessem governo absolutista, esses compartilharam com seus reinados ideais iluministas (como o progresso, filantropia, liberdade individual, etc).

Estados recentemente instaurados ("recentemente" na concepção da época), de economia primordialmente agrícola e onde a burguesia era fraca e a aristocracia tinha pouco poder foram locais onde o despotismo esclarecido deixou marcas.
Esses fatores geraram a necessidade do monarca dominar alguns saberes úteis na tomada de decisões político-administrativas. O monarca então devia possuir princípios iluministas ou, pelo menos, ser assessorado por ministros que conhecessem tais ideais (como foi o caso do despotismo esclarecido em Portugal).
Principais déspotas esclarecidos que a Europa teve experiência:
• Catarina II na Rússia;
• Frederico II na Prússia;
• Gustavo III na Suécia;
• José II e Leopoldo II no Sacro Imperador Romano-Germânico;
• Maria Teresa da Áustria;
• Carlos III na Espanha;
• José I e seu consultor, Marquês de Pombal, em Portugal;
• Frederico VI na Dinamarca;
• Luís XIV e Napoleão I na França.

[Caso tenha curiosidade, procure saber sobre o governo de algum dos déspotas de seu interesse. Verá como o iluminismo teve influência em seus governos.]

terça-feira, 3 de maio de 2011

O que é o subdesenvolvimento?

É uma consequência do capitalismo, em alguns países chegando à serem subdesenvolvidos por culpa de etapas anteriores da influência capitalista (a de quando eram colônias, como o caso de países aqui na América, na Ásia e África). Países subdesenvolvidos são divididos em industrializados e não-industrializados, e ambos possuem baixa renda per capita.

Devido isso, problemas como miséria e falta de recursos para melhoria de qualidade de vida são questões para se levar em conta da condição dessas nações.
Ausência de recursos para a indústria nacional, as multinacionais ganham espaço nesses lugares, acabando gerando dependência tecnológica e econômica delas (sendo que elas podem até mesmo possuir influência cultural, por parte da alienação). A dívida externa também ocorre, devido à necessidade de auxílio externo.
Os baixos recursos influenciam basicamente a educação, que acaba influenciando o setor de saúde pública, analfabetismo (em alguns casos apenas o funcional); proporcionando péssimas condições de vida.
Más qualidades de vida podem [e ocasionam!] violência, o crime.

O poder e boas condições de vida ficam numa classe dominante, elite que compõe pequena parcela da sociedade. O poder somado com a riqueza de homens de controle naquele lugar os seduzem para a corrupção generalizada.

Lugares cujo a marca do subdesenvolvimento é presente, há uma grande concentração de renda e desigualdade social.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O lado triste da globalização

A globalização é consequência do estágio do capitalismo que estamos, o financeiro. Não só economicamente, mas a integração globalizada também é sócio-cultural, isto é, questões culturais devem ser influenciadas para que as transnacionais possam lucrar naquele país. [O modo de se vestir, o lazer, a dieta ... tudo tem que ser aculturado para que a globalização tenha o fim de lucrar e lucrar!]

Aproxima o mundo, entretanto, a globalização deforma o caráter social; pois aliena. A alienação já é o passo inicial para problemas sociais e até mesmo políticos. A pobreza junto com a alienação gera violência e criminalidade. O impulso tecnológico provocado pela ambição de melhores produtos gera desemprego (desemprego estrutural), ampliando mais a pobreza.

Isto nos faz ver que os mesmos recursos que nos trazem prazer acabam generalizando problemas que sempre foram da humanidade (miséria, fome, violência, corrupção, etc).

"A avareza é um tirano bem cruel; manda juntar e proíbe o uso daquilo que se junta; visita o desejo e interdiz o gozo." - Plutarco

Tem um provérbio flamengo que descreve a globalização "O mundo é um monte de feno - reúne todos quantos ele pode."

segunda-feira, 18 de abril de 2011

I Have a Dream

O "Eu Tenho um Sonho" ("I Have a Dream" em inglês) é o nome do discurso memorável de Martin Luther King Jr., clamado nos degraus do Lincoln Memorial no dia 28 de agosto de 1963 em Washington, D.C. como parte da Marcha de Washington por Empregos e Liberdade.

O conteúdo do discurso era a da necessidade de uma coexistência harmoniosa entre brancos e negros, sendo que os Estados Unidos havia uma segregação racial em questão social, qual gerava mais injustiça e miséria.
Podemos considerar este o destaque da vida de Luther King como ativista social pelos direitos civis.

Um ano após o discurso, em 1964, o Civil Rights Act of 1964 (Ato de Direitos Civis de 1964) foi aprovado pelo Congresso americano, dando fim na segregação racial impostas pelas Leis de Jim Crow (conduta de leis raciais que vigorou de 1876 até 1965).

Abaixo, uma gravação desse histórico discurso: [Detalhe, o vídeo está em inglês e sem legendas]

domingo, 17 de abril de 2011

Geopolítica

A geopolítica é estudada em diversas áreas, sendo multidisciplinar. É utilizada nas ciências políticas, geografia, ciências sociais e outras. É estudada a evolução política das nações pelos fatores geográficos.

Os seus percussores teóricos foram Rudolf Kjellén e Friedrich Ratzel. Kjellén batizou o termo "geopolítica", inspirado na obra "Geografia Política" do Ratzel.

Ela estuda a relação das nações entre si e suas particularidades, além de suas relações com a sociedade.
As relações como territoriais, econômicas, bélicas, ambientais, agrárias e globais referentes parar qualquer Estado é interpretado e aprofundadamente avaliado geopoliticamente.

Na geopolítica clássica estudava as relações de poder, território e marciais. Mas nas últimas décadas se desenvolveu a geopolítica moderna, que estuda questões diversas dos países.

Geralmente considera-se que os novos temas da geopolítica mantém como cerne interpretativo o prisma nas relações entre poder-política-estratégia e geografia-ambiente-território. Outras abordagens costumam ser tratadas apenas como temas relacionados à geopolítica, e não necessariamente como parte integrante do conhecimento geopolítico. Assim, a geopolítica mantém-se voltada ao estudo da estratégia, da manipulação, da ação política, geralmente assumindo a busca, enquanto ciência, do bem maior da humanidade, dos direitos humanos à vida e à saúde, ao bem estar, à preservação do meio-ambiente geográfico, pensado enquanto fundamental para a manutenção da espécie humana na Terra. Desta forma, a geopolítica também estuda as intrínsecas relações que têm os processos ecológicos e a ação política do "animal político" que dominou de forma mais intensiva a face da Terra: o próprio homem.

Resumidamente explicando, geopolítica é a ciência que estuda questões estratégicas governamentais.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Absolutismo



Na ciência política, o absolutismo é o poder absoluto de um monarca (ou qualquer tipo de governante), sendo superior até mesmo aos quaisquer órgãos governamentais. Segundo os absolutistas, a autoridade do governante provêm de Deus, sendo apenas submetido ao mesmo.

Os reis tinham o que se chamava "Direito Divino dos Reis", uma doutrina política e religiosa que pregava que os reis possuem o direito de serem reis por vontade de Deus.

Alguns nomes de teóricos notáveis do absolutismo são Maquiavel, Hobbes e Bossuet.

Maquiavel escreveu uma vez que "É necessário a um príncipe, para se manter, que aprenda a poder ser mau e que se valha ou deixe de valer-se disso segundo sua necessidade."

No fim da Idade Média, a política européia sofreu transformações que seria mais tarde a base dos novos tempos que viriam. Com o surgimento da burguesia veio também a necessidade de se eliminar as autoridades e cobranças locais. Em seu lugar, um monarca teria a função de padronizar as políticas fiscais e monetárias de um mesmo território. Ao mesmo tempo, os grandes proprietários de terra se sentiam ameaçados pelas revoltas camponesas que ameaçavam seu antigo poderio político.

Existem também dois grupos importantes na elite absolutista:
• Burguesia: Classe social que surgiu no fim do período medieval, com a queda do feudalismo e o renascimento urbano. Os burgueses eram pessoas ligadas ao comércio ou prestadoras de qualquer outra atividade financeira. Na Idade Moderna, a burguesia passou então a ter um papel mais importante, pois era de sua jurisdição o poder econômico.
• Aristocracia: Integrantes da elite social, membros das classes dominantes. Na época, eles detinham privilégios consequentes por serem membros da elite, e exerciam o poder político, o que contribuía ainda mais para seus luxos serem saciados.

Entretanto, até mesmo os burgueses e aristocratas eram submetidos ao monarca (mesmo assim, o rei ficava "na corda bamba" com esses dois grupos, pois era deles que vinha a riqueza e a prática das vontades do rei). Tirando o rei, cabia ao restante ter legitimação.

terça-feira, 15 de março de 2011

Capitalismo segundo Marx

Segundo o teórico político e economista alemão Karl Marx dizia que o sistema capitalista privilegia a exploração do homem do homem e apenas os donos dos meios de produção e os proveitadores do mecanismo capitalista saem beneficiados (emprestar dinheiro a juros ou comprar mercadorias baratar para revender por preços mais altos).

Marx previu que, com o passar do tempo, essa concentração de riquezar ficaria cada vez acentuada. Além disso, afirmou que o capitalismo, com a forma que ganhava ao decorrer da história, também chegaria ao fim [assim como a escravocracia, o feudalismo e sistemas de produção anteriores]. Segundo ele, o fim do capitalismo se daria por conta com uma grande crise econômica (falências de negócios, desemprego generalizado, etc), que desmoronaria a estrutura capitalista.

A exploração das pessoas por outras pessoas foi criticado por Marx e explicada no conceito do mais-valia.
Na sociedade capitalista, o proletariado produz mais lucro para o patrão do que para si. [Exemplo: Um trabalhador tem a jornada de seis horas diárias, entretanto, em cinco horas ele produz o valor equivalente ao salário de seis horas, sendo o valor da sexta hora apropriado pelo seu patrão. O que é produzido a mais nessa última hora é chamado de mais-vália]

O mais-vália nada mais é do que o trabalho que não é pago ao operário, que é transformado em lucro pelo proprietário do meio de produção.

domingo, 6 de março de 2011

Separação dos três poderes

A teoria da separação dos três poderes foi desenvolvida por Montesquieu no livro O Espírito das Leis, qual elabora conceitos sobre formas de governo e exercícios da autoridade política que se tornaram pontos doutrinários básicos da ciência política.
Essa proposta dos três poderes é visada como a forma que o poder do Estado se divide e dando competência a órgãos diferentes do mesmo. Muitos da ciência política desse livro possui influência de John Locke e Aristóteles.

Os três poderes são - Executivo, legislativo e judiciário - e serão detalhados abaixo:
• Poder executivo: É aquele que executa as leis. É o poder do Estado que, nos moldes da constituição de um país, possui a atribuição de governar o povo e administrar os interesses públicos, cumprindo fielmente as ordenações legais.
• Poder legislativo: O poder do Estado ao qual é atribuída a função legislativa. Poder legislativo (também legislatura) é o poder do Estado ao qual, segundo o princípio da separação dos poderes, é atribuída o ordenamento jurídico. Por poder do Estado compreende-se um órgão ou um grupo de órgãos pertencentes ao próprio Estado (constituição, parlamento, câmara, etc) porém independentes dos outros poderes.
• Poder judiciário: É baseado na hierarquia dos órgãos que o compõem, formando assim as instâncias. É exercido pelos juízes e possui a capacidade e a prerrogativa de julgar, de acordo com as regras constitucionais e leis criadas pelo poder legislativo em determinado país.

Assim foi analisado as formas que a política trabalha; fazer as leis, executá-las e julgar.

O Espírito das Leis é um bom livro para se ler [que é bem aconselhável para quem procura se informar melhor sobre política]. Recomendo também A Política, de Aristóteles (embora a mesma tenha alguns princípios de sua época, como a aceitação da escravidão).

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Proteste, sociedade! Proteste!

"Não é o povo que deve temer seu governo. Mas sim o governo deve temer o seu povo." - Frase do filme V de Vingança.

Ao longo da história, muitos protestos começaram à acontecer. Esses protestos que poderiam levar em consequentes reformas e revoluções foram consequências dos problemas sociais causados relativos com aquilo que eles protestem.

As pessoas que levantaram à voz foram pessoas insatisfeitas com esses problemas que estavam na sua sociedade, e que tiveram coragem de fazerem tudo para serem ouvidas.
Muita coisa na história humana seria diferente se essas revoltas populares não tivessem acontecido: Se não fossem as Diretas Já o Brasil ainda viveria na ditadura daqueles militares totalitários [e filhos de uma puta também!]; sem a Reforma Protestante a Igreja Católica não teria se enfraquecido tanto para que o "século das luzes" (século XVIII) tivesse sua vez para fazer a sociedade evoluir; se não fosse o revolto do povo em todas as Américas talvez ainda fossemos propriedade dos respectivos países europeus que nos administravam; sem a Revolução Francesa o pobre e trabalhador não teriam direitos (foi daí que esses dois começaram à ter direitos).

Pena que o povo brasileiro não seja assim. Não protesta contra os problemas do país; contra a corrupção dos políticos, que roubam nosso dinheiro dos impostos para enxerem o bolso de dinheiro ao invés de fazerem algo pelo país.
O corinthiano sai na rua para quebrar carro na rua por causa da eliminação na Libertadores! Se o povo soubesse protestar assim como torcedor de futebol se revoltasse, no mínimo poderíamos viver num país um pouco mais descente socialmente.

Sabe aquela política romana do Pão e Circo? Em que o Estado alimentava e dava diversão ao povo (no caso deles, circo e os espetáculos do Coliseu) para diminuir a insatisfação popular contra os governantes? Então, atualmente acontece coisa parecida, seguindo o princípio de fazer o povo não querer se interessar pelos problemas da sociedade e o encher de coisas que desviem seu interesse. [Acontece que na época do Pão e Circo o Estado mesmo fazia com que o povo não interessasse pelos problemas dele. Hoje em dia isso está mais para o trabalho da mídia e do capitalismo.]

Abaixo está um vídeo do vlog do Desce a Letra, qual retrata sobre isso através do exemplo recente da Revolução Egípcia de 2011.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Separação Igreja-Estado

[Antes de tudo, agradeço meu professor de produção de texto, que deu um tema referente à este na sua prova bimestral]


Nomes como George Jacob Holyoake, John Wycliffe, John Locke, Thomas Jefferson e Max Weber são suportes do laicismo, a separação de religião e política.

A intervenção de religião no Estado costuma ser vista como um "governo regente de deus", pois os políticos, de certa forma, também são religiosos (ou até sacerdotes). Numa teocracia, os políticos não são só vistos como representantes dos estandartes políticos, mas também, representantes da moral e princípios éticos.

A intervenção da religião no governo de uma nação se categoriza de três tipos, qual darei uma introdução de cada um abaixo:
Estado teocrático: Nele, a igreja (ou qualquer órgão da religião) está ligada com a política. Religião e política se tornam amantes, e os fundamentos do credo da religião de estado se torna influente na política do país. A teocracia favorece apenas os interesses da crença dominante no poder do Estado, podendo gerar até conflitos da política com as outras religiões existentes no país;
Estado laico (ou secular): Totalmente neutro perante a religião, que por sua vez não tem nenhuma influência na política. Um país secular garante assim a liberdade religiosa, e separando qualquer manifestação e incentivo religioso do governo;
Estado ateu: Contrário á qualquer manifesto religioso, visando constituir um estado absolutamente irreligioso. Evita contato radical da religiosidade com a política, e também, busca afastar extremamente as religiões do país no aspecto social, cultural, etc.
Tendo agora uma introdução dos três tipos de influência que a religião pode ter politicamente, podemos prosseguir com o tema da postagem.

Religião e política não devem se misturar, e darei um exemplo histório, o da Inquisição. Nela, judeus, homossexuais, ocultistas, cientistas e contrários aos princípios da época eram considerados criminosos, e pagavam caro por isso.
Não somos obrigados a gostar de nenhum público de outra sexualidade, religiosidade, visão política e qualquer traço ideológico que a torne contrária aos nossos princípios. É direito nosso sermos contrários à algum tipo de pessoa ideologicamente diferente da gente, porém, devemos respeitar e tolerá-la (tolerar principalmente). Não é o que um estado teocrático faria, pois uma religião nutre desgosto para com as práticas contrárias dela, fora as religiões intolerantes à isso! (Imagine um país teocrático tendo sua Inquisição particular?)

É como fogo e gasolina a relação de Igreja-Estado, não devem se misturar!

sábado, 28 de agosto de 2010

Política, religião e futebol


É praticamente conduta social considerar essas três coisas “indiscutíveis”. Porém, não é bem assim, e vou provar o motivo disso, começando pelas duas primeiras coisas (que são mais sérias): Política e religião.

Política deve sim ser discutida, pois isso vai levando a troca de informação, aprimorando os conceitos das pessoas, e isso trás benefícios (como melhores decisões para benefícios nacionais, estaduais, etc. Até mesmo coisas como votar mais conscientemente). A pessoa discutindo sobre política é algo certo, vai cumprir com seu papel de cidadão.

O caso da religião não é nem por fazer papel de cidadão, e sim de ser humano. As religiões limitam o senso de dúvida da pessoa, de questionar, procurar por ela mesma, coisas que nem todas as pessoas fazem, preferindo aceitar de mão beijada as respostas de alguma crença ao invés de pensar por si mesmo. Discutir sobre religião nos ajuda a enxergar melhor a natureza, não só do mundo, mas também do ser humano; faz-nos refletir sobre coisas que não notávamos antes ou muda nossa forma de ver certas coisas.

Política e religião devem sim ser coisas discutidas, porém, por pessoas qualificadas para isso. Afinal, não é qualquer um que tem introdução [ou interesse] em política ou religião.

Sobre futebol nem preciso falar... Sim, você pode torcer pro seu time e tudo mais, mas não ser idólatra (ou melhor, “torcedor roxo”, com o “R” e as outras letras maiúsculas). Futebol tem que ser levado a serio pelos jogadores, o técnico, treinador, o presidente do clube ... Pois eles sim possuem motivos para levar o futebol a serio. E nós, que apenas gostamos, assistimos e/ou torcermos? O futebol para nós não é algo sério como política ou religião, é apenas um lazer.

Sobre futebol há discussões, tipo aqueles programas do Sportv, ESPN e programas esportivos, qual eles levam a conversa para um lado saudável, não para o “lado hooligan”.

domingo, 22 de agosto de 2010

Analfabetismo político

É deprimente o analfabetismo político dos brasileiros!

O que leva o povo em ter desinteresse político? É a vontade dos candidatos, limitando um melhor acesso aos assuntos políticos. [Minha opinião é de que as próprias escolas deveriam dar uma base de política].De fato política é uma coisa que não é de muito interesse popular, sendo mais um interesse para pessoas inteligentes, de princípios, que tenham alguma coisa de útil na cabeça.

Mas se os políticos querem limitar nosso acesso (ou apenas o interesse) de nós pela política, o que eles ganham com isso? A resposta é simples: Prestígio, votos, manipulação. Fica bem mais fácil ganhar votos quando o político é alguém que não faz muita diferença para o país e passa uma imagem para o povo (ou apenas uma camada social) de alguém que vai o privilegiar de certo jeito.

Já que estamos em tempo de eleições, ai vai uma dica... Procure saber do passado dos seus candidatos. O que eles fizeram? O que não fizeram? Quais as propostas que eles oferecem? O que alguém do cargo dele deve fazer e o que ele disse a respeito? Procure saber em quem votar, pois um voto adequado (ou não) muda o país.

Abaixo, os tipos de cargos que constituem aqueles que administram e organizam a nação:
O presidente nomeia os ministros, que cuidaram de assuntos estratégicos. Cuida da relação da nossa pátria com as outras nações, movimentando a economia e divulgando a imagem do Brasil para o mundo. Além de tudo, ele faz as leis aprovadas no Congresso virarem benefícios para a população.
O senador fiscaliza o presidente, o vice e seus ministros. Ajuda a decidir sobre o orçamento nacional e a utilização do dinheiro público e elabora leis que beneficiem os eleitores de seu estado e tomar decisões importantes em relações aos acordos internacionais.
O papel do governador é o de chefe do poder executivo no estado. Comanda a segurança e nomeia secretários, além de transformar as leis aprovadas na Assembléia em benefícios para a população. Também administra os investimentos regionais para que os municípios cresçam por igual.
Deputado estadual é aquele que fiscaliza o governador, o seu vice e seus secretários. Contribui para elaborar o orçamento estadual e propõe leis de interesse do estado que viram benefícios para a população. O deputado federal tem as mesmas funções do deputado estadual, só que em nível federal.

Abaixo, um vídeo legal do Felipe Neto falando sobre política, e abaixo deste, um vídeo do Marcius Melhem falando dos papeis dos políticos: