A psicologia divide o nosso aparelho psíquico. Embora o termo “aparelho psíquico” seja usado por Freud, podemos dizer que no outro lado da moeda, Jung, também possui um modelo da “anatomia” do psicológico.
Em psicanálise, que segue os princípios freudianos, dividindo nossa consciência em id, ego e superego; que seria nosso lado instintivo primitivo, a instância potencialmente consciente e nosso controle regido por normas exteriores a nós. Deu importância para as experiências no passado do indivíduo, principalmente traumas e problemas não superados da infância, como a relação que as crianças acabam tendo seus progenitores do sexo oposto por meio o Complexo de Édipo.
A psicologia analítica, que tem base jungiana, também possui seus fundamentos. Divide nossa consciência em:
• Persona: Função psíquica voltada ao mundo externo, a relação do individuo com tudo aquilo exterior a ele.
• Sizígia: Princípio de alteridade em nossa consciência, a imagem do sexo oposto contida na consciência de uma pessoa. Existem duas formas de sizígia; a anima (imagem da mulher presente na psique masculina) e animus (imagem do homem contida na psique feminina).
• Sombra: Nossos impulsos, instintos primitivos e “animalescos” do ser humano; o nosso elo com nossos antepassados de tempos até mesmo imemoriáveis, contida na sombra então nossos desejos, vontades e o lado selvagem do ser humano.
• Self: É o “si mesmo”, sendo esta o centro da personalidade. Integra e equilibra todo nosso inconsciente; seria então a consciência de “si mesmo”.
Os valores da psicologia jungiana trata de imagens primordiais contidas na mente humana, esses modelos sendo os arquétipos, que constituem os pensamentos e sentimentos mais gerais e profundos da humanidade. Um arquétipo por exemplo não nos dá a nossa noção do que é nosso pai ou nossa mãe, e sim, a noção de pai e mãe. O comportamento humano então se basearia num caráter impessoal, diferente do pensamento freudiano.
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domingo, 28 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
A negação do prazer
Se analisarmos, a ética começou a surgir quando o ser humano teve necessidade de se censurar para viver em sociedade como a conhecemos. A repressão de seus instintos então se torna necessário para manter a civilidade humana.
Sigmund Freud dizia que a história social do ser humano é a história de sua repressão, do combate aos instintos e prazeres hedônicos em troca do trabalho e sacrifícios estabelecidos por valores construídos por normas coletivas. O ser humano então troca o princípio do prazer pelo princípio da realidade, qual sem ele não seria possível viver em sociedade.
O princípio do prazer faz parte do id, aquele que faz a pessoa buscar aquilo que a traga satisfação própria sem se restringir com normas sociais, fazendo o mesmo a qualquer custo. Já o princípio da realidade está vinculado ao superego, que contrabalança as vontades pessoais e necessidades imediatas do indivíduo, por ter consciência da realidade externa e as condições nela presentes.
O filósofo e sociólogo alemão Herbert Marcuse concorda a princípio com Freud. Porém, ele discorda de que essa renúncia ao prazer ao favor da civilidade seja da condição humana, firmando que estas imposições são frutos de uma organização histórico-social particular e não um conflito conatural do ser humano.
Sigmund Freud dizia que a história social do ser humano é a história de sua repressão, do combate aos instintos e prazeres hedônicos em troca do trabalho e sacrifícios estabelecidos por valores construídos por normas coletivas. O ser humano então troca o princípio do prazer pelo princípio da realidade, qual sem ele não seria possível viver em sociedade.
O princípio do prazer faz parte do id, aquele que faz a pessoa buscar aquilo que a traga satisfação própria sem se restringir com normas sociais, fazendo o mesmo a qualquer custo. Já o princípio da realidade está vinculado ao superego, que contrabalança as vontades pessoais e necessidades imediatas do indivíduo, por ter consciência da realidade externa e as condições nela presentes.
O filósofo e sociólogo alemão Herbert Marcuse concorda a princípio com Freud. Porém, ele discorda de que essa renúncia ao prazer ao favor da civilidade seja da condição humana, firmando que estas imposições são frutos de uma organização histórico-social particular e não um conflito conatural do ser humano.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
O doentio fanatismo
"O fanatismo é a única forma de força de vontade acessível aos fracos." - Nietzsche
Fanático é aquele obecado por alguma coisa, seja ideológica, assuntos, questões, obras e até pessoas. Nada mais é do que uma conduta de adoração radical e extrema.
Existem aqueles fanáticos por carros, esportes, celebridades, arte, livros e filmes, em suas próprias convicções, entre outras. É um vício ideológico, qual o motivo que provoca o fanatismo se intranjeta na personalidade da pessoa, já de que de alguma forma ela precisa daquilo em sua vida, como se fosse vazia sem aquilo.
As características notórias de um fanático se destacam na ausência de personalidade própria, perdendo a própria identidade, se considerando a tendo apenas pelo alvo de seu fanatismo. A pessoa acaba se identificando demais com o objeto dessa obcessão que acaba deixando de ter certa personalidade própria, idolatrando e querendo ser imagem e semelhança daquilo que cultua exageradamente.
Também pode ser uma forma de escapismo da realidade ou de uma vida que incomoda o indivíduo, encontrado acolhimento e refúgio no seu fanatismo em alguma coisa, esta por sua vez consoladora e o fazendo esquecer um pouco das coisas.
Existem aqueles fanáticos por certos tipos de produtos e meios de lazer (esportes, livros, filmes, video games, etc); os ideológicos (patriotas apaixonados, racistas ou supremacistas, religiosos e fervorosos por ideologias políticas por exemplo) e a chamada idolatria, que é adorar alguém (uma pessoa, um ídolo, um ser).
Ser fanático é estar prisioneiro da própria obsessão!
Fanático é aquele obecado por alguma coisa, seja ideológica, assuntos, questões, obras e até pessoas. Nada mais é do que uma conduta de adoração radical e extrema.
Existem aqueles fanáticos por carros, esportes, celebridades, arte, livros e filmes, em suas próprias convicções, entre outras. É um vício ideológico, qual o motivo que provoca o fanatismo se intranjeta na personalidade da pessoa, já de que de alguma forma ela precisa daquilo em sua vida, como se fosse vazia sem aquilo.
As características notórias de um fanático se destacam na ausência de personalidade própria, perdendo a própria identidade, se considerando a tendo apenas pelo alvo de seu fanatismo. A pessoa acaba se identificando demais com o objeto dessa obcessão que acaba deixando de ter certa personalidade própria, idolatrando e querendo ser imagem e semelhança daquilo que cultua exageradamente.
Também pode ser uma forma de escapismo da realidade ou de uma vida que incomoda o indivíduo, encontrado acolhimento e refúgio no seu fanatismo em alguma coisa, esta por sua vez consoladora e o fazendo esquecer um pouco das coisas.
Existem aqueles fanáticos por certos tipos de produtos e meios de lazer (esportes, livros, filmes, video games, etc); os ideológicos (patriotas apaixonados, racistas ou supremacistas, religiosos e fervorosos por ideologias políticas por exemplo) e a chamada idolatria, que é adorar alguém (uma pessoa, um ídolo, um ser).
Ser fanático é estar prisioneiro da própria obsessão!
domingo, 17 de julho de 2011
Sentimento nostálgico
A nostalgia é aquele sentimento de saudade de uma época, tempo, momento, coisas e até pessoas presentes em determinado momento de nosso passado.
A nostalgia se diferencia da saudade, apesar de as duas se relacionarem com a recordação de uma coisa passada e sentir falta da mesma. A saudade é diminuída e eliminada quando entramos em contato com a causa de nossa falta; a nostalgia não, até aumenta, pois a saudade não se encontra só no objeto e na lembrança, e sim, também na época dessa lembrança.
É a falta de algo do passado, não se tendo falta apenas do foco da falta, mais também da época que ela fez parte de sua vida. É sentir falta de uma época de sua vida, como os tempos do maternal, os roles animados com os amigos da adolescência, os tempos que uma pessoa que não é mais presente em sua vida ainda estava presente e qualquer coisa do gênero; a vontade de querer regressar em tempos que te fazem falta, porém, a nostalgia causa tristeza (leve ou não) porque quem a sente sabe que isso não é possível.
É uma sensação de saudade do passado que cresce. Essa forma de nostalgia gera a retrofilia, uma enorme e profunda sensação nostálgica não só de determinada época da sua vida, mais da época em si. Sentir falta dos filmes, programas, músicas, brinquedos, tudo.
Agente vive com ela, a nostalgia, despertando quando gostaríamos de reviver novamente alguma época de nossa vida, por ela nos fazer falta no geral.
A nostalgia se diferencia da saudade, apesar de as duas se relacionarem com a recordação de uma coisa passada e sentir falta da mesma. A saudade é diminuída e eliminada quando entramos em contato com a causa de nossa falta; a nostalgia não, até aumenta, pois a saudade não se encontra só no objeto e na lembrança, e sim, também na época dessa lembrança.
É a falta de algo do passado, não se tendo falta apenas do foco da falta, mais também da época que ela fez parte de sua vida. É sentir falta de uma época de sua vida, como os tempos do maternal, os roles animados com os amigos da adolescência, os tempos que uma pessoa que não é mais presente em sua vida ainda estava presente e qualquer coisa do gênero; a vontade de querer regressar em tempos que te fazem falta, porém, a nostalgia causa tristeza (leve ou não) porque quem a sente sabe que isso não é possível.
É uma sensação de saudade do passado que cresce. Essa forma de nostalgia gera a retrofilia, uma enorme e profunda sensação nostálgica não só de determinada época da sua vida, mais da época em si. Sentir falta dos filmes, programas, músicas, brinquedos, tudo.
Agente vive com ela, a nostalgia, despertando quando gostaríamos de reviver novamente alguma época de nossa vida, por ela nos fazer falta no geral.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
O arquétipo e nossas idéias inatas
É um modelo formado de alguma coisa, uma impressão feita e presente em nosso inconsciente coletivo, um elo de nós com a nossa carga de experiência ancestral herdada psiquicamente. É uma tese formada por Carl Jung, presente no ramo da psicologia inspirado em seu pensamento, a psicologia analítica.
É como um estereótipo, porém, de vez de fazer um subjulgar simplista e superficial, o arquétipo possui história, uma ancestralidade. É o armazenamento psicológico de nossos subjugares mais básicos, passados através de gerações e gerações, podendo ser chamado como a essência de toda a natureza humana.
Podemos dizer que nossas noções inatas de alguma coisa são arquétipos; como distinção de belo, do bem e do mal, nexo, etc.
Não só na forma de julgar as coisas, mais os arquétipos são imagens presentes no ser humano desde seus primórdios, atuando como base do desenvolvimento mental. Idéias e convicções vão se moldando a partir disto segundo Jung.
A nós é apresentado por forma simbólica, como em sonhos e elementos notórios destes; ou também presentes no imaginário e no credo. Se encontra além do condicionamento cultural e social, pois o arquétipo é um atributo inato; modelando noções de imagem da mãe e do pai, do divino, de bem e mal e outros dados básicos de nossa vida. Constrói assim o nosso inconsciente coletivo, com os temas presentes em nossa organização psicológica.
É como um estereótipo, porém, de vez de fazer um subjulgar simplista e superficial, o arquétipo possui história, uma ancestralidade. É o armazenamento psicológico de nossos subjugares mais básicos, passados através de gerações e gerações, podendo ser chamado como a essência de toda a natureza humana.
Podemos dizer que nossas noções inatas de alguma coisa são arquétipos; como distinção de belo, do bem e do mal, nexo, etc.
Não só na forma de julgar as coisas, mais os arquétipos são imagens presentes no ser humano desde seus primórdios, atuando como base do desenvolvimento mental. Idéias e convicções vão se moldando a partir disto segundo Jung.
A nós é apresentado por forma simbólica, como em sonhos e elementos notórios destes; ou também presentes no imaginário e no credo. Se encontra além do condicionamento cultural e social, pois o arquétipo é um atributo inato; modelando noções de imagem da mãe e do pai, do divino, de bem e mal e outros dados básicos de nossa vida. Constrói assim o nosso inconsciente coletivo, com os temas presentes em nossa organização psicológica.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Dolo e culpa
"Todo o homem é culpado do bem que não fez." - Voltaire
Quando exercemos uma atitude que tanto quem parâmetro ético e moral é errado intencionalmente chamamos isso de dolo, a vontade de agir com má-fé.
A culpa é o sentimento resultado da avaliação do comportamento reprovável cometido pela mesma pessoa, qual o senso de moral atormenta mentalmente pela vergonha a postura incorreta tomada pela pessoa.
O dolo é a vontade de agir consciente, com a intenção de praticar uma atitude tida pelas normas jurídicas ou morais como inadequada. A pessoa que a comete pode ter ou não noção disso, mais o que impera é o desejo de provocar um delito.
Aristóteles em Ética a Nicômaco disse que para se julgar a má conduta de alguém é preciso observar três aspectos, que para ele, são os fundamentos de uma conduta inadequada: Malícia, incontinência e bestialidade. A pessoa incontinente tem culpa, mas a culpa é menor que o dolo, a intenção de pecar. Esta vontade, quando surge de ocasião, como manifestação da natureza animal é ainda menos grave que aquele pecado que é cometido de forma arquitetada, premeditada, usando a inteligência própria do ser humano a serviço do mal.
[Essa forma de avaliação do mal serviu de inspiração para Dante Alighieri elaborar a justiça de seu Inferno na sua epopéia Divina Comédia!]
Muitas vezes agimos incorretamente sem intenção, isto é, sem intenção, e tomamos consciência disso e nos conscientizamos do erro. Quando se tem dolo, a postura que com ele tomamos é intencional, tanto tomado pela emoção (ostentação, fúria, vingança, orgulho, entre outras), falta de conscientização (como ocorre num atropelamento) ou visão de ética e leis diferente daquelas já impostas.
Em direito, a culpa é um elemento do tipo penal (ou fato típico), qual se comete um delito por negligência, imprudência ou imperícia, ou seja, em razão da falta de cuidado objetivo, sendo, portanto, um erro não-proposital. O dolo é a vontade de agir de forma culposa, estando lúcido ou não de que aquilo é errado e suas possíveis consequências, mas por livre e espontânea vontade.
Quando exercemos uma atitude que tanto quem parâmetro ético e moral é errado intencionalmente chamamos isso de dolo, a vontade de agir com má-fé.A culpa é o sentimento resultado da avaliação do comportamento reprovável cometido pela mesma pessoa, qual o senso de moral atormenta mentalmente pela vergonha a postura incorreta tomada pela pessoa.
O dolo é a vontade de agir consciente, com a intenção de praticar uma atitude tida pelas normas jurídicas ou morais como inadequada. A pessoa que a comete pode ter ou não noção disso, mais o que impera é o desejo de provocar um delito.
Aristóteles em Ética a Nicômaco disse que para se julgar a má conduta de alguém é preciso observar três aspectos, que para ele, são os fundamentos de uma conduta inadequada: Malícia, incontinência e bestialidade. A pessoa incontinente tem culpa, mas a culpa é menor que o dolo, a intenção de pecar. Esta vontade, quando surge de ocasião, como manifestação da natureza animal é ainda menos grave que aquele pecado que é cometido de forma arquitetada, premeditada, usando a inteligência própria do ser humano a serviço do mal.
[Essa forma de avaliação do mal serviu de inspiração para Dante Alighieri elaborar a justiça de seu Inferno na sua epopéia Divina Comédia!]
Muitas vezes agimos incorretamente sem intenção, isto é, sem intenção, e tomamos consciência disso e nos conscientizamos do erro. Quando se tem dolo, a postura que com ele tomamos é intencional, tanto tomado pela emoção (ostentação, fúria, vingança, orgulho, entre outras), falta de conscientização (como ocorre num atropelamento) ou visão de ética e leis diferente daquelas já impostas.
Em direito, a culpa é um elemento do tipo penal (ou fato típico), qual se comete um delito por negligência, imprudência ou imperícia, ou seja, em razão da falta de cuidado objetivo, sendo, portanto, um erro não-proposital. O dolo é a vontade de agir de forma culposa, estando lúcido ou não de que aquilo é errado e suas possíveis consequências, mas por livre e espontânea vontade.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Princípio do benefício e prejuízo
"Concentre-se nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças." - Sun Tzu
Na vida sempre quando analisamos o que as coisas nos trazem, nós pensamos o lado bom e o ruim da coisa; estudando e pensando sobre quais benefícios teremos ou não com ela.
Isso seria um princípio de benefício e prejuízo, qual nossa decisão se encontra na condição de uma balança, cabendo nossa análise equilibrar os aspectos positivos e os negativos de alguma coisa. Na necessidade de algo ou na vaidade em ter a mesma sempre recorremos a isso.
Em administração existe o conceito da análise SWOT (que é traduzido ao português como F.O.F.A, que é a abreviatura de Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças), que é utilizada para se fazer uma síntese de análises relevantes aos seus objetivos e metas.
Você mesmo em sua vida usa isso, por exemplo quando vai comprar algum produto. Observa-se coisas como a qualidade do mesmo, preço, sua eficiência e necessidade em o ter. O resultado da união de qualidades e defeitos julgados determina decisões que devam acarretar em o comprar ou não, ou no seus fabricantes em fazer alguns ajustes, por exemplo.
Na vida sempre quando analisamos o que as coisas nos trazem, nós pensamos o lado bom e o ruim da coisa; estudando e pensando sobre quais benefícios teremos ou não com ela.
Isso seria um princípio de benefício e prejuízo, qual nossa decisão se encontra na condição de uma balança, cabendo nossa análise equilibrar os aspectos positivos e os negativos de alguma coisa. Na necessidade de algo ou na vaidade em ter a mesma sempre recorremos a isso.
Em administração existe o conceito da análise SWOT (que é traduzido ao português como F.O.F.A, que é a abreviatura de Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças), que é utilizada para se fazer uma síntese de análises relevantes aos seus objetivos e metas.
Você mesmo em sua vida usa isso, por exemplo quando vai comprar algum produto. Observa-se coisas como a qualidade do mesmo, preço, sua eficiência e necessidade em o ter. O resultado da união de qualidades e defeitos julgados determina decisões que devam acarretar em o comprar ou não, ou no seus fabricantes em fazer alguns ajustes, por exemplo.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Tabula rasa
"Conhecimento de ninguém aqui pode ir além de sua experiência." - John Locke
A tabula rasa (que em latim significa "tábua raspada") é uma tese epistemológica desenvolvida pelo filósofo inglês John Locke em sua obra Ensaio acerca do Entendimento Humano, de 1690.
A teorização da tabula rasa remonta Aristóteles, mas foi apenas com o Locke que esta se tornou melhor elabora, estruturada e explicada.
Para entender melhor o que é a tabula rasa, compare-a com uma folha em branco. Foi essa a comparação que Locke fez de como o ser humano é ao nascer, sem formações, personalidade, conhecimento; nossa mente nada possui, assim como uma folha em branco.
[A palavra tabula, no contexto usado pela tese, é uma referência às tábuas cobertas com uma fina camada de cera que se usava na Roma Antiga para escrever, onde se fazia incisões sobre a cera para se escrever nela. As incisões podiam ser apagadas, ou seja, o conteúdo das tábuas podia ser apagado ou raspado.]
É uma dissertação ao favor do empirismo, qual afirma que não existem idéias inatas e nem intuitivas, afirmando que o conhecimento humano se baseia na experiência empírica. A mente humana em Locke seria então como uma folha de papel, sem conteúdo ao nascer, e conforme vai crescendo e se desenvolvendo, seria como se os desenhos e escritas num papel representassem o aprendizado pela experiência.
Todo o processo do conhecer, do saber e do agir então seria aprendido através da experiência empírica. A condição da consciência então é desprovida de intuição e concepções inatas; como uma folha a ser preenchida.
A tabula rasa (que em latim significa "tábua raspada") é uma tese epistemológica desenvolvida pelo filósofo inglês John Locke em sua obra Ensaio acerca do Entendimento Humano, de 1690.
A teorização da tabula rasa remonta Aristóteles, mas foi apenas com o Locke que esta se tornou melhor elabora, estruturada e explicada.
Para entender melhor o que é a tabula rasa, compare-a com uma folha em branco. Foi essa a comparação que Locke fez de como o ser humano é ao nascer, sem formações, personalidade, conhecimento; nossa mente nada possui, assim como uma folha em branco.
[A palavra tabula, no contexto usado pela tese, é uma referência às tábuas cobertas com uma fina camada de cera que se usava na Roma Antiga para escrever, onde se fazia incisões sobre a cera para se escrever nela. As incisões podiam ser apagadas, ou seja, o conteúdo das tábuas podia ser apagado ou raspado.]
É uma dissertação ao favor do empirismo, qual afirma que não existem idéias inatas e nem intuitivas, afirmando que o conhecimento humano se baseia na experiência empírica. A mente humana em Locke seria então como uma folha de papel, sem conteúdo ao nascer, e conforme vai crescendo e se desenvolvendo, seria como se os desenhos e escritas num papel representassem o aprendizado pela experiência.
Todo o processo do conhecer, do saber e do agir então seria aprendido através da experiência empírica. A condição da consciência então é desprovida de intuição e concepções inatas; como uma folha a ser preenchida.
domingo, 12 de junho de 2011
O doce e amargo amar
[Postagem dedicada ao Dia dos Namorados!]
Amor possui vários significados e categorias; tendo amor entre pais e filhos, à algo que goste, à pátria, deus, etc. Entretanto, aquele amor que mais alegra, entristece, inspira, motiva, agoniza e faz o homem sofrer é o amor romântico, o sentimento de ver o bem estar na pessoa amada e encontrar alegria, saudade ou dor ao pensar nesta.
"Amor é fogo que arde sem se ver." - Luíz Vaz de Camões
Platão dizia que o amor verdadeiro se baseava na virtude, uma indescritível e interpretativa forma de dizer que o amor é dado pelas qualidades afetivas e vínculos com a pessoa amada; não por interesses e meros atrativos, este sendo o então chamado amor platônico. Em uma de suas mais prestigiadas obras, O Banquete (Simpósio), Platão disserta sobre o amor através de uma história.
Em Ética à Nicômaco, Aristóteles afirma o amor não como apenas uma emoção, e sim como uma relação que implica em mutualidade e benevolência recíproca.
Kant foi outro filósofo a refletir sobre o amor, o dividindo em patológico (o amor envolvente de uma emoção passiva), que era inferior ao prático (aquele que se dá pelo respeito e preocupação).
Outra relação estabelicidade é a dualidade do amor e sexo em Schopenhauer. Ele mesmo dizia que o amor nada mais era do que uma desculpa para o interesse em ter em quem descontar os desejos eróticos. Seria nada mais a fixação em seu alvo qual disperta seu desejo inconsciente de expor os instintos primitivos sexuais do ser humano.
"O coração tem razões que a própria razão desconhece." - Blaise Pascal
O amor romântico-erótico [o qual esta postagem disserta] é a emoção qual o ser humano mais sente forte por alguém.
• O amor romântico é aquele qual a pessoa se interessa por uma pessoa por meio de qualidades na personalidade dela que te tragam conforto e aprovação em estar perto dessa pessoa, que te dê saudade quando longe e solte fogos quando perto. A beleza e sensualidade podem chamar de alguma forma atenção, mas de forma não tão significativa (principalmente quanto ao grau de sensualidade). É aquele amor qual a pessoa possui a vontade de ver a pessoa amada feliz e ao seu lado, havendo então uma balança entre o que você quer dar à pessoa amada e a realização que você procura em ter com ela.
• O amor erótico é aquele baseado na atração física, principalmente ao desejo e excitação que a outra causa em quem está amando. O amor erótico nada mais é do que um jogo de sedução e charme, cujo objetivo é apenas se envolver em puro sexo e envolvente erotismo com o alvo de seu desejo amoroso.
Também existe a paixão, coisa que se deve diferenciar do amor. A paixão é um desejo por uma pessoa de forma similar ao amor, mais sem querer algum comprometimento com ela, tendo apenas o fim de suprir carência ou o desejo provocado pela beleza e os atrativos físicos alheios.
O amor quando correspondido é algo maravilhoso quando se sabe sentir, pois os enamorados desfrutam tanto deste doce sentimento ao ponto de querer escapar da razão. O amor não correspondido ou "impossível" é sofrido, pois você se encontra numa condição incapaz de ter a pessoa que ama e dela te ter. Terminar ou perder a pessoa amada também fazem a pessoa sentir o lado obscuro do amor.
Apesar se ser em grande parte pura emoção, o amor para ser saudável é necessário um pouco de razão. Uma pessoa que quer apenas o próprio contento na relação e não se baseia em tratar e cuidar bem da pessoa amada, o amor entre estas se torna apenas um escapismo do quanto o outro pode o deixar bem perante os outros.
Amores baseados em vaidades, interesses e prazeres não passam de paixões e relações instáveis. Amores mal remediados são instáveis, porém, fortemente sentidos nas horas boas e ruins. Amores racionais por assim dizer sempre trazem contento, mesmo nas horas ruins, mesmo quando não se tem a amada ao seu lado, priorizando sua felicidade como causa maior.
Sobre o amor...
"Na vida do homem, o amor é uma coisa à parte, na da mulher, é toda a vida." - Lord Byron
"O sexo busca o prazer; o amor, a pessoa." - Fulton J. Sheen
"O amor é um sentimento tão delicioso porque o interesse de quem ama confunde-se com o do amado.” - Stendhal
"Nada há tão doce na vida como os jovens sonhos de amor." - Thomas More
"O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são." - Nietzsche
"Amar é encontrar na felicidade de outrem a própria felicidade." - Gottfried Leibniz
"O amor é a força mais sutil do mundo." – Mahatma Gandhi
"Temer o amor é temer a vida e os que temem a vida já estão meio mortos." - Bertrand Russell
"O amor é uma flor delicada, mas é preciso ter a coragem de ir colhê-la à beira de um precipício." - Sthendal
"O fundo de uma agulha é bastante espaçoso para dois enamorados; mas o mundo todo é pequeno para dois inimigos." - Solomon Ibn Gabirol
"Ao toque do amor, qualquer um vira um poeta." - Platão
"É tão absurdo dizer que um homem não pode amar a mesma mulher toda a vida, quanto dizer que um violinista precisa de diversos violinos para tocar a mesma música." - Balzac
"Se você acredita em amor a primeira vista, nunca pare de olhar." - Frase do filme Closer (Perto Demais)
Amor possui vários significados e categorias; tendo amor entre pais e filhos, à algo que goste, à pátria, deus, etc. Entretanto, aquele amor que mais alegra, entristece, inspira, motiva, agoniza e faz o homem sofrer é o amor romântico, o sentimento de ver o bem estar na pessoa amada e encontrar alegria, saudade ou dor ao pensar nesta.
"Amor é fogo que arde sem se ver." - Luíz Vaz de Camões
Platão dizia que o amor verdadeiro se baseava na virtude, uma indescritível e interpretativa forma de dizer que o amor é dado pelas qualidades afetivas e vínculos com a pessoa amada; não por interesses e meros atrativos, este sendo o então chamado amor platônico. Em uma de suas mais prestigiadas obras, O Banquete (Simpósio), Platão disserta sobre o amor através de uma história.
Em Ética à Nicômaco, Aristóteles afirma o amor não como apenas uma emoção, e sim como uma relação que implica em mutualidade e benevolência recíproca.
Kant foi outro filósofo a refletir sobre o amor, o dividindo em patológico (o amor envolvente de uma emoção passiva), que era inferior ao prático (aquele que se dá pelo respeito e preocupação).
Outra relação estabelicidade é a dualidade do amor e sexo em Schopenhauer. Ele mesmo dizia que o amor nada mais era do que uma desculpa para o interesse em ter em quem descontar os desejos eróticos. Seria nada mais a fixação em seu alvo qual disperta seu desejo inconsciente de expor os instintos primitivos sexuais do ser humano.
"O coração tem razões que a própria razão desconhece." - Blaise Pascal
O amor romântico-erótico [o qual esta postagem disserta] é a emoção qual o ser humano mais sente forte por alguém.
• O amor romântico é aquele qual a pessoa se interessa por uma pessoa por meio de qualidades na personalidade dela que te tragam conforto e aprovação em estar perto dessa pessoa, que te dê saudade quando longe e solte fogos quando perto. A beleza e sensualidade podem chamar de alguma forma atenção, mas de forma não tão significativa (principalmente quanto ao grau de sensualidade). É aquele amor qual a pessoa possui a vontade de ver a pessoa amada feliz e ao seu lado, havendo então uma balança entre o que você quer dar à pessoa amada e a realização que você procura em ter com ela.
• O amor erótico é aquele baseado na atração física, principalmente ao desejo e excitação que a outra causa em quem está amando. O amor erótico nada mais é do que um jogo de sedução e charme, cujo objetivo é apenas se envolver em puro sexo e envolvente erotismo com o alvo de seu desejo amoroso.
Também existe a paixão, coisa que se deve diferenciar do amor. A paixão é um desejo por uma pessoa de forma similar ao amor, mais sem querer algum comprometimento com ela, tendo apenas o fim de suprir carência ou o desejo provocado pela beleza e os atrativos físicos alheios.
O amor quando correspondido é algo maravilhoso quando se sabe sentir, pois os enamorados desfrutam tanto deste doce sentimento ao ponto de querer escapar da razão. O amor não correspondido ou "impossível" é sofrido, pois você se encontra numa condição incapaz de ter a pessoa que ama e dela te ter. Terminar ou perder a pessoa amada também fazem a pessoa sentir o lado obscuro do amor.
Apesar se ser em grande parte pura emoção, o amor para ser saudável é necessário um pouco de razão. Uma pessoa que quer apenas o próprio contento na relação e não se baseia em tratar e cuidar bem da pessoa amada, o amor entre estas se torna apenas um escapismo do quanto o outro pode o deixar bem perante os outros.
Amores baseados em vaidades, interesses e prazeres não passam de paixões e relações instáveis. Amores mal remediados são instáveis, porém, fortemente sentidos nas horas boas e ruins. Amores racionais por assim dizer sempre trazem contento, mesmo nas horas ruins, mesmo quando não se tem a amada ao seu lado, priorizando sua felicidade como causa maior.
Sobre o amor...
"Na vida do homem, o amor é uma coisa à parte, na da mulher, é toda a vida." - Lord Byron
"O sexo busca o prazer; o amor, a pessoa." - Fulton J. Sheen
"O amor é um sentimento tão delicioso porque o interesse de quem ama confunde-se com o do amado.” - Stendhal
"Nada há tão doce na vida como os jovens sonhos de amor." - Thomas More
"O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são." - Nietzsche
"Amar é encontrar na felicidade de outrem a própria felicidade." - Gottfried Leibniz
"O amor é a força mais sutil do mundo." – Mahatma Gandhi
"Temer o amor é temer a vida e os que temem a vida já estão meio mortos." - Bertrand Russell
"O amor é uma flor delicada, mas é preciso ter a coragem de ir colhê-la à beira de um precipício." - Sthendal
"O fundo de uma agulha é bastante espaçoso para dois enamorados; mas o mundo todo é pequeno para dois inimigos." - Solomon Ibn Gabirol
"Ao toque do amor, qualquer um vira um poeta." - Platão
"É tão absurdo dizer que um homem não pode amar a mesma mulher toda a vida, quanto dizer que um violinista precisa de diversos violinos para tocar a mesma música." - Balzac
"Se você acredita em amor a primeira vista, nunca pare de olhar." - Frase do filme Closer (Perto Demais)
quinta-feira, 2 de junho de 2011
A tentação do vício
"Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo."- Carl Gustav Jung
O que é vício? É aquilo que se toma como um hábito repetitivo que praticamos e que essa constante frequência é danosa de alguma forma.
Uma anestesia da dor seria uma boa definição do que é vício. Os vícios nos dão prazer através de um meio tentador e alivie assim alguma dor dentro da pessoa, seja ela percebendo ou não. O vício é um prazer nocivo, um exagero de algo que pode ou não fazer mal de fato, mas acaba fazendo pela falta de temperança. Dizendo de forma clara, o vício é um meio de ocultar um sofrimento interno, provocando uma busca deliberada por prazer e "sufocar do tormento".
O conceito teológico cristão dos sete pecados capitais são uma teoria ética dos vícios em relação ao homem. Seu idealizador original, Evágrio do Ponto (ou Pôntico), listou os males mais tentadores para o ser humano, que embora doces para nossas pulsões, são corrosivos para nossa alma.
O primeiro malefício que podemos perceber no que o vício provoca é a dependência. Com o tempo, o alvo do vício se torna um costume, algo rotineiro, e de alguma forma nos apegamos tanto que acabamos precisando dele como se fosse uma necessidade básica de nossa vida.
"Só o forte e corajoso é capaz de se livrar de um vício." - Provérbio judaico
Se apresentam de várias formas. Tem gente que é viciada em drogas, jogatina, sexo, comida, trabalho, estudar, e mais. Não importando com qual se apresente, o vício é um prazer de realização imediata e qual sem ele o viciado se sente vazio, péssimo, entre outras forma de se dizer que depende daquilo.
"Todas as substâncias são venenos; não existe uma que não seja veneno. A dose certa diferencia um veneno de um remédio." - Paracelso
O que é vício? É aquilo que se toma como um hábito repetitivo que praticamos e que essa constante frequência é danosa de alguma forma. "Sou escravo pelos meus vícios e livre pelos meus remorsos." - Jean-Jacques Rousseau
O conceito teológico cristão dos sete pecados capitais são uma teoria ética dos vícios em relação ao homem. Seu idealizador original, Evágrio do Ponto (ou Pôntico), listou os males mais tentadores para o ser humano, que embora doces para nossas pulsões, são corrosivos para nossa alma.
O primeiro malefício que podemos perceber no que o vício provoca é a dependência. Com o tempo, o alvo do vício se torna um costume, algo rotineiro, e de alguma forma nos apegamos tanto que acabamos precisando dele como se fosse uma necessidade básica de nossa vida.
"Só o forte e corajoso é capaz de se livrar de um vício." - Provérbio judaico
Se apresentam de várias formas. Tem gente que é viciada em drogas, jogatina, sexo, comida, trabalho, estudar, e mais. Não importando com qual se apresente, o vício é um prazer de realização imediata e qual sem ele o viciado se sente vazio, péssimo, entre outras forma de se dizer que depende daquilo.
"Todas as substâncias são venenos; não existe uma que não seja veneno. A dose certa diferencia um veneno de um remédio." - Paracelso
sexta-feira, 20 de maio de 2011
O Muro
O muro é uma metáfora para o impacto que a alienação e tentativas inusitadas das pessoas preencherem seu vazio existencial causam na formação de valores e visão de mundo do indivíduo.
Sabe o mito da caverna? É o mesmo conceito, só que ilustrado de forma diferente. Dentro do muro está o que a pessoa vê, suas convicções, crenças e idealizações; o que ele aceita do mundo e da sociedade misturada com suas idéias originais. Além do muro, está o mundo como ele é, como ele é; separado e indistinguível do que achamos dele.
Outro aforismo do muro envolvendo alienação é a de transformar as pessoas em “mais um tijolo no muro”. Isso que dizer que a lavagem cerebral imperceptível pela sociedade acaba ditando às pessoas, as tornando escravas dos princípios dos alienadores.
O ópera-rock Pink Floyd The Wall, de 1982, mostra de forma exemplificada como a noção de identidade e alienação acaba por angustiar quem percebe isso. A primeira parte do filme está abaixo, legendado: [Recomendo também baixar o disco The Wall do Pink Floyd, CD que deu inspiração ao filme!]
Sabe o mito da caverna? É o mesmo conceito, só que ilustrado de forma diferente. Dentro do muro está o que a pessoa vê, suas convicções, crenças e idealizações; o que ele aceita do mundo e da sociedade misturada com suas idéias originais. Além do muro, está o mundo como ele é, como ele é; separado e indistinguível do que achamos dele.
Outro aforismo do muro envolvendo alienação é a de transformar as pessoas em “mais um tijolo no muro”. Isso que dizer que a lavagem cerebral imperceptível pela sociedade acaba ditando às pessoas, as tornando escravas dos princípios dos alienadores.
O ópera-rock Pink Floyd The Wall, de 1982, mostra de forma exemplificada como a noção de identidade e alienação acaba por angustiar quem percebe isso. A primeira parte do filme está abaixo, legendado: [Recomendo também baixar o disco The Wall do Pink Floyd, CD que deu inspiração ao filme!]
quinta-feira, 19 de maio de 2011
O monstro da fama
"O homem que busca a fama, a riqueza e casos amorosos é como uma criança que lambe o mel na lâmina de uma faca... É como um tolo que carrega uma tocha contra um vento forte, corre o risco de ter o rosto e as mãos queimados." - Buda
Celebridades são pessoas reconhecidas amplamente pela sociedade. Delas é requisitada a fama,um status de reconhecimento público. A fama é uma coisa que trás tudo o que o mundo pode oferecer de "bom" para um ser humano, fortuna, luxo, notoriedade, regálias e fãs são alguns exemplos.
A posição de famosa acaba jogando na personalidade da pessoa muitas coisas para deformá-la, como a riqueza e admiradores o celebrando. A fama cria na pessoa o monstro do ego, ganância e luxúria.
Seu orgulho faz sua necessidade ser saciada, dando valor à isso como se fosse um pedido nobre ou divino. A ganância vem dos mimos e mordomias de ser famoso, qual o indivíduo de cabeça fraca acaba por valorizar a opulência e, mesmo sempre tendo o que quer, nunca está satisfeito. A luxúria se encaixa não em sexo (não apenas!), mas no contexto da admissão das paixões pulsantes, os vícios e prazeres vazios e de satisfação nunca concretizada.
A vontade de ser famoso também é importante, o que justifica a disposição de muitas pessoas que se dispõem à serem famosas, mesmo que por pouco tempo; apesar desse tipo de fama ser sempre insignificante. Fama é fácil de se ter, basta muitas pessoas saberem que você existe e fãs idólatras. O sucesso é coisa que poucos famosos têm.
"Lute pelo sucesso e não pela fama. Se a fama vier, dê pouca importância a ela." - Augusto Cury
Sucesso é, em relação a fama, um mérito honroso. Os famosos que a conseguem, sejam artistas, músicos, desportistas obtem ela pela digna carreira merecedora de ser memorável. Outro motivo de se conseguir sucesso na fama é, por incrivel que pareça, uma tragédia memorável na vida do famoso, normalmente relacionada com a infâmia, que será falada sobre adiante.
O desejo pela fama se torna tão grande ao ponto da celebridade (ou subcelebridade) cometer atos infames, o garantindo uma má fama, uma infâmia. Cair no esquecimento faz parte da condição humana, e um atributo dela que os infames famosos devem ter mais dificuldade para conviver.
Augusto Cury, psiquiatra e escritor brasileiro, escreveu em Você é Insubstituível:
"Os famosos tentaram seduzir a felicidade. Ofereceram em troca dela os aplausos, os autógrafos, o assédio da TV. Mas ela golpeou-os, dizendo: "Escondo-me no cerne das coisas simples!" Rejeitando o seu recado, muitos não trabalharam bem a fama. Perderam a singeleza da vida, se angustiaram e viveram a pior solidão: sentir-se só no meio da multidão."
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Weltanschauung: A visão que temos de mundo
Visão de mundo (ou weltanschauung, como também costuma ser chamada filosoficamente. welt é "mundo" em alemão e anschauung é "visão") é a orientação subjetiva qual cada um possui, seja particular ou social. É uma perspectiva cognitiva que abrange valores normativos e existenciais.
Uma visão de mundo é construída por explicações sobre o mundo, sejam metafísicas, científicas, espirituais e até éticas.
Todas são descritivas, fazendo uma análise ontológica do mundo, qual a moral, ética, razão e concepção de mundo acabam sendo drásticamente influenciadas pelas respostas obtidas ou aceitas pela pessoa.
Uma explicação do mundo é construída por:
• Uma resposta para questões futuras, como para onde vamos, o que será do meu futuro, o que no meu presente influenciará no futuro...
• Valores ético-morais, princípios, conceitos que fornecem o que fazer, como agir e o que é certo ou não.
• Uma pitada de epistemologia. O que é verdadeiro ou falso, real ou fantasia.
• Preceitos etiológicos [etiologia é o estudo das causas], isto é, procurar (ou dar) significado para suas causas.
• Possuir um significado para o mundo, a essência das coisas. Esta questão é normalmente religiosa, porém, também metafísica.
Com base nisso, podemos afirmar que uma visão de mundo é um conjunto de respostas qual a pessoa responde questões sociais e da vida.
Uma visão de mundo é construída por explicações sobre o mundo, sejam metafísicas, científicas, espirituais e até éticas.
Todas são descritivas, fazendo uma análise ontológica do mundo, qual a moral, ética, razão e concepção de mundo acabam sendo drásticamente influenciadas pelas respostas obtidas ou aceitas pela pessoa.
Uma explicação do mundo é construída por:
• Uma resposta para questões futuras, como para onde vamos, o que será do meu futuro, o que no meu presente influenciará no futuro...
• Valores ético-morais, princípios, conceitos que fornecem o que fazer, como agir e o que é certo ou não.
• Uma pitada de epistemologia. O que é verdadeiro ou falso, real ou fantasia.
• Preceitos etiológicos [etiologia é o estudo das causas], isto é, procurar (ou dar) significado para suas causas.
• Possuir um significado para o mundo, a essência das coisas. Esta questão é normalmente religiosa, porém, também metafísica.
Com base nisso, podemos afirmar que uma visão de mundo é um conjunto de respostas qual a pessoa responde questões sociais e da vida.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Os animais por essência
Os animais, assim como nós, são seres vivos. Chamá-los de "irracionais" é sinal da prepotência humana, pois os animais também sentem, pensam e possuem instintos. Eles só não são possuidores de uma visão mais ampla e uma primitiva e simples concepção de mundo e coisas.
Nós, seres humanos, também somos animais, entretanto, nos excluimos muito desse meio qual pertencemos (em alguns pontos até podemos nos particularizar, noutros não).
Somos animais complicados, por causa do privilégio da racionalidade. A racionalidade nos beneficia de termos um melhor desenvolvimento para sobreviver, cuidar das coisas e até mesmo de conhecermos onde vivemos. Infelizmente também há o lado negro da racionalidade, pois começa à existir a noção do que fazer, acabando tendo que haver o certo e errado, e isso torna o ser humano um animal complexo.
"O homem é o único animal que precisa trabalhar." - Immanuel Kant
Os animais não são maus, diferente dos seres humanos. Nem todo ser humano é mau, mas também não dotamos do privilégio da inexistência de bem e mal como os animais possuem. Eles não são maus, apenas não precisam de uma necessidade de distinguí-los, pois vivem com base nos seus instintos e suas vidas não lhes cobram uma necessidade de haver ética.
Vivem de acordo com o que a natureza prepara para eles, e mesmo o mundo animal sendo muitas vezes selvagem e perigoso, há uma bela harmonia natural qual o homem perdeu em seus primórdios.
Sustento para eles tem como fim a subsistência, coisa qual nossa forma de vida infelizmente não nos faz mais precisarmos. O homem, conforme o progresso [tecnológico e intelectual, o único que a humanidade sempre teve de fato!], destrói a natureza e se torna mais escravo de sua "prisão" originária desse julgado privilégio de racionalidade que temos. Os animais vivem dentro daquilo que é necessário para eles, virtude que não temos, pois vivemos dentro do que nos passam como necessário e valorizando mais o luxo do que o essencial.
Não somos muito diferentes deles, esta é a verdade. Animal vê prazer na felicidade, também sente medo, dor, apego.
"A vida é tão preciosa para uma criatura muda quanto é para o homem. Assim como ele busca a felicidade e teme a dor, assim como ele quer viver e não morrer, todas as outras criaturas anseiam o mesmo." - Dalai Lama
O filósofo e jurista inglês Jeremy Bentham disse uma vez que "Não importa se os animais são incapazes ou não de pensar. O que importa é que são capazes de sofrer.". Não possuem a vontade de refletir, analisar e pensar sobre (sendo por isso considerados irracionais), porém, são seres emocionais.
O homem é bom e mal por causa da dualidade entre nossas pulsões e o conhecimento. Os animais são apenas bons, pois vivem dentro do que a natureza preparou para eles [Ou podemos dizer também que não existe para eles a distinção de bem e mal, pois não precisam de uma.]
Arthur Schopenhauer argumenta que os animais têm a mesma essência que os humanos, a despeito da falta da razão.
O ser humano é um animal, e muitas vezes sua soberba o faz se sentir mais do que realmente é. A única coisa que nos destaca dos animais é a razão, que é uma coisa dicotômica, pois é boa e ruim ao mesmo tempo.
Voltaire uma vez escreveu:
"Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! Será porque falo que julgas que tenho sentimento, memória, ideias? Pois bem, calo-me. Vês-me entrar em casa aflito, procurar um papel com inquietude, abrir a escrivaninha, onde me lembra tê-lo guardado, encontrá-lo, lê-lo com alegria. Percebes que experimentei os sentimentos de aflição e prazer, que tenho memória e conhecimento.Vê com os mesmos olhos esse cão que perdeu o amo e procura-o por toda parte com ganidos dolorosos, entra em casa agitado, inquieto, desce e sobe e vai de aposento em aposento e enfim encontra no gabinete o ente amado, a quem manifesta sua alegria pela ternura dos ladridos, com saltos e carícias. Bárbaros agarram esse cão, que tão prodigiosamente vence o homem em amizade, pregam-no em cima de uma mesa e dissecam-no vivo para mostrarem-te suas veias mesentéricas. Descobres nele todos os mesmos órgãos de sentimentos de que te gabas. Responde-me maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objectivo algum? Terá nervos para ser insensível? Não inquines à natureza tão impertinente contradição."
Nós, seres humanos, também somos animais, entretanto, nos excluimos muito desse meio qual pertencemos (em alguns pontos até podemos nos particularizar, noutros não).
Somos animais complicados, por causa do privilégio da racionalidade. A racionalidade nos beneficia de termos um melhor desenvolvimento para sobreviver, cuidar das coisas e até mesmo de conhecermos onde vivemos. Infelizmente também há o lado negro da racionalidade, pois começa à existir a noção do que fazer, acabando tendo que haver o certo e errado, e isso torna o ser humano um animal complexo.
"O homem é o único animal que precisa trabalhar." - Immanuel Kant
Os animais não são maus, diferente dos seres humanos. Nem todo ser humano é mau, mas também não dotamos do privilégio da inexistência de bem e mal como os animais possuem. Eles não são maus, apenas não precisam de uma necessidade de distinguí-los, pois vivem com base nos seus instintos e suas vidas não lhes cobram uma necessidade de haver ética.
Vivem de acordo com o que a natureza prepara para eles, e mesmo o mundo animal sendo muitas vezes selvagem e perigoso, há uma bela harmonia natural qual o homem perdeu em seus primórdios.
Sustento para eles tem como fim a subsistência, coisa qual nossa forma de vida infelizmente não nos faz mais precisarmos. O homem, conforme o progresso [tecnológico e intelectual, o único que a humanidade sempre teve de fato!], destrói a natureza e se torna mais escravo de sua "prisão" originária desse julgado privilégio de racionalidade que temos. Os animais vivem dentro daquilo que é necessário para eles, virtude que não temos, pois vivemos dentro do que nos passam como necessário e valorizando mais o luxo do que o essencial.
Não somos muito diferentes deles, esta é a verdade. Animal vê prazer na felicidade, também sente medo, dor, apego.
"A vida é tão preciosa para uma criatura muda quanto é para o homem. Assim como ele busca a felicidade e teme a dor, assim como ele quer viver e não morrer, todas as outras criaturas anseiam o mesmo." - Dalai Lama
O filósofo e jurista inglês Jeremy Bentham disse uma vez que "Não importa se os animais são incapazes ou não de pensar. O que importa é que são capazes de sofrer.". Não possuem a vontade de refletir, analisar e pensar sobre (sendo por isso considerados irracionais), porém, são seres emocionais.
O homem é bom e mal por causa da dualidade entre nossas pulsões e o conhecimento. Os animais são apenas bons, pois vivem dentro do que a natureza preparou para eles [Ou podemos dizer também que não existe para eles a distinção de bem e mal, pois não precisam de uma.]
Arthur Schopenhauer argumenta que os animais têm a mesma essência que os humanos, a despeito da falta da razão.
O ser humano é um animal, e muitas vezes sua soberba o faz se sentir mais do que realmente é. A única coisa que nos destaca dos animais é a razão, que é uma coisa dicotômica, pois é boa e ruim ao mesmo tempo.
Voltaire uma vez escreveu:"Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! Será porque falo que julgas que tenho sentimento, memória, ideias? Pois bem, calo-me. Vês-me entrar em casa aflito, procurar um papel com inquietude, abrir a escrivaninha, onde me lembra tê-lo guardado, encontrá-lo, lê-lo com alegria. Percebes que experimentei os sentimentos de aflição e prazer, que tenho memória e conhecimento.Vê com os mesmos olhos esse cão que perdeu o amo e procura-o por toda parte com ganidos dolorosos, entra em casa agitado, inquieto, desce e sobe e vai de aposento em aposento e enfim encontra no gabinete o ente amado, a quem manifesta sua alegria pela ternura dos ladridos, com saltos e carícias. Bárbaros agarram esse cão, que tão prodigiosamente vence o homem em amizade, pregam-no em cima de uma mesa e dissecam-no vivo para mostrarem-te suas veias mesentéricas. Descobres nele todos os mesmos órgãos de sentimentos de que te gabas. Responde-me maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objectivo algum? Terá nervos para ser insensível? Não inquines à natureza tão impertinente contradição."
terça-feira, 12 de abril de 2011
A auto-realização da resiliência
Resiliência é a capacidade psicológica (podemos assim considerar) que poucos conseguem ter, a de suportar por si mesmos às próprias pulsões (instintos). Ou seja, o resiliente possui a virtude de ter certa dominação sobre seu consciente, conseguindo ter um acesso melhor ao seu id (às pulsões) e superego (valores sociais e morais) mais desenvolvido que as pessoas normais.
A pessoa dotada dessa qualidade tem melhor controle sobre suas emoções, conseguindo ser mais cautelosa em momentos de estresse, agonia, tristeza, etc. Uma qualidade bastante significativa nas pessoas resilientes é a análise; pois elas captam o comportamento dos outros, o lêem e assim conseguem tirar algo de produtivo para se orientarem melhor.
Isso é excelente, levando à ser produtivo também para o controle emocional, qual o intivíduo consegue ter um controle mais avançado de suas emoções e concupiscência. Dessa forma, a pessoa poderá viver uma emoção de forma exacerbada ou inibida. O Controle de impulso garante a auto-regulação dessas emoções, ou a possibilidade de dar a devida força à vivência de emoções.
Outras qualidades boas nos resilientes é de serem otimistas, notando serem capazes de melhorarem. São também empáticos, isto é, a capacidade que o ser humano tem de compreender os estados psicológicos dos outros.
Por fim, a qualidade mais notável na resiliência: A ausência de necessidade de interdependência psicológica dos outros. Os resilientes não se sentem na necessidade de fazer algo para acabar se provando para os outros. Melhoram para si mesmos, não para os outros.
A pessoa dotada dessa qualidade tem melhor controle sobre suas emoções, conseguindo ser mais cautelosa em momentos de estresse, agonia, tristeza, etc. Uma qualidade bastante significativa nas pessoas resilientes é a análise; pois elas captam o comportamento dos outros, o lêem e assim conseguem tirar algo de produtivo para se orientarem melhor.
Isso é excelente, levando à ser produtivo também para o controle emocional, qual o intivíduo consegue ter um controle mais avançado de suas emoções e concupiscência. Dessa forma, a pessoa poderá viver uma emoção de forma exacerbada ou inibida. O Controle de impulso garante a auto-regulação dessas emoções, ou a possibilidade de dar a devida força à vivência de emoções.
Outras qualidades boas nos resilientes é de serem otimistas, notando serem capazes de melhorarem. São também empáticos, isto é, a capacidade que o ser humano tem de compreender os estados psicológicos dos outros.
Por fim, a qualidade mais notável na resiliência: A ausência de necessidade de interdependência psicológica dos outros. Os resilientes não se sentem na necessidade de fazer algo para acabar se provando para os outros. Melhoram para si mesmos, não para os outros.
domingo, 10 de abril de 2011
Ideologia
Um conjunto de idéias e conceitos de um indivíduo, grupo ou até mesmo sociais é uma ideologia. Simplesmente falando, a ideologia é uma forma de pensar. A extensão das ideologias são vastas; sendo políticas, religiosas, filosóficas, intelectuais, etc.
Ela se forma com base nos elementos citados acima, ideais e preceitos, que estes acabam moldando uma forma de pensar. Uma ideologia também pode ser seguida, uma "já pronta", como é o caso de várias.
Uma ideologia interfere no seu idealizador em sua visão de mundo, senso ético, restrição do que considerar aceitável ou não ... Em fim, influencia seu modo de pensar.
Mas isso não significa que uma ideologia tenha que ser necessariamente uma "pronta", pois ideologia nada mais é do que o modo de pensar. Isso significa que cada um tem sua ideologia pessoal, tendo alguma outra interferindo ou não.
"Ideologia!
Eu quero uma pra viver... ♫"
"Ideologia!
Pra viver... ♪"
Abaixo, o clipe da música "Ideologia", do Cazuza:
Ela se forma com base nos elementos citados acima, ideais e preceitos, que estes acabam moldando uma forma de pensar. Uma ideologia também pode ser seguida, uma "já pronta", como é o caso de várias.
Uma ideologia interfere no seu idealizador em sua visão de mundo, senso ético, restrição do que considerar aceitável ou não ... Em fim, influencia seu modo de pensar.
Mas isso não significa que uma ideologia tenha que ser necessariamente uma "pronta", pois ideologia nada mais é do que o modo de pensar. Isso significa que cada um tem sua ideologia pessoal, tendo alguma outra interferindo ou não.
"Ideologia!
Eu quero uma pra viver... ♫"
"Ideologia!
Pra viver... ♪"
Abaixo, o clipe da música "Ideologia", do Cazuza:
sábado, 9 de abril de 2011
Sobre alienação
O significado dessa palavra se encontra no desarranjo das faculdades mentais, ou apenas uma lavagem cerebral.
É o escravizar da mente humana, qual a pessoa fica à mercê da influência social sem se importar, vendo isso até mesmo como virtuoso.
Vários fatores que se agregam numa cultura influenciam a mentalidade da mesma, e a sua economia e meio de produção não é exceção. Hegel e Marx foram filósofos aptos concordantes disto, e explicaram como isso ocorre. Para ambos, a alienação estava ligada ao trabalho.
Karl Marx afirma que o estado de alienação humana é uma característica fundamental do capitalismo levando em conta tais afirmações. O que adultera na construção dos seus valores, personalidade e visão de mundo do alienado.
Possuía visão negativa da alienação; sendo que o trabalho escraviza ao invés de realizar o cidadão, o desumanizando, e não mantendo sua humanidade. A pessoa acaba trocando o princípio do ser pelo o do ter.
Entretanto, existe o lado social e ideológico da alienação. Esse lado consiste em focar a mente da pessoa no que um grupo importante da sociedade impõe como importante e que consequentemente o beneficie com isso.
Nesse sentido, a alienação pode se encontrar tendo dois tipos de personagens: O alienador e o alienado. O alienador usufrui de seu status para fazer da maioria social uma massa de manobra, buscando algum meio de manipular sua personalidade e assim se beneficiar, suprindo sua ganância e soberba.
O alienado é aquele indivíduo que acaba recebendo às consequências da vontade do alienador.
Para entender isso melhor, darei exemplos históricos: Na Idade Média, o alienador era a Igreja Católica e o alienado os plebeus e até mesmo os nobres. A necessidade da salvação espiritual era o meio que a Igreja tinha de manter a população alienada.
Atualmente, quem faz esse papel são as empresas e órgãos que passam sua mensagem pelos meios de comunicação. Eles alienam nossos contemporâneos, dizendo o que devem vestir, como devem falar, o tipo de música ouvir, etc.
"A principal causa da alienação que perturba nossa sociedade é o egotismo." - Daisaku Ikeda
É o escravizar da mente humana, qual a pessoa fica à mercê da influência social sem se importar, vendo isso até mesmo como virtuoso.
Vários fatores que se agregam numa cultura influenciam a mentalidade da mesma, e a sua economia e meio de produção não é exceção. Hegel e Marx foram filósofos aptos concordantes disto, e explicaram como isso ocorre. Para ambos, a alienação estava ligada ao trabalho.
Karl Marx afirma que o estado de alienação humana é uma característica fundamental do capitalismo levando em conta tais afirmações. O que adultera na construção dos seus valores, personalidade e visão de mundo do alienado.
Possuía visão negativa da alienação; sendo que o trabalho escraviza ao invés de realizar o cidadão, o desumanizando, e não mantendo sua humanidade. A pessoa acaba trocando o princípio do ser pelo o do ter.
Entretanto, existe o lado social e ideológico da alienação. Esse lado consiste em focar a mente da pessoa no que um grupo importante da sociedade impõe como importante e que consequentemente o beneficie com isso.
Nesse sentido, a alienação pode se encontrar tendo dois tipos de personagens: O alienador e o alienado. O alienador usufrui de seu status para fazer da maioria social uma massa de manobra, buscando algum meio de manipular sua personalidade e assim se beneficiar, suprindo sua ganância e soberba.
O alienado é aquele indivíduo que acaba recebendo às consequências da vontade do alienador.
Para entender isso melhor, darei exemplos históricos: Na Idade Média, o alienador era a Igreja Católica e o alienado os plebeus e até mesmo os nobres. A necessidade da salvação espiritual era o meio que a Igreja tinha de manter a população alienada.
Atualmente, quem faz esse papel são as empresas e órgãos que passam sua mensagem pelos meios de comunicação. Eles alienam nossos contemporâneos, dizendo o que devem vestir, como devem falar, o tipo de música ouvir, etc.
"A principal causa da alienação que perturba nossa sociedade é o egotismo." - Daisaku Ikeda
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Weltschmerz
Essa palavra é alemã, e pode ser traduzida como "dor(es) do mundo", "cansaço do mundo" e outras traduções de significado semelhante (sendo welt "mundo" em alemão e schmerz significa "dor").
O termo foi usado pela primeira vez pelo escritor romântico alemão Johann Paul Friedrich Richter, denotando um sentimento de perceber e entender a insatisfação que temos na realidade física. Não existindo felicidade absoluta na condição de existência humana (sendo a felicidade dada "aos pedaços", em penas partes e doses), fazendo com isso que o ser humano sofra pela busca insaciável pela felicidade.
É o sentimento de tristeza resultado do pensar das dores e sofrimentos do mundo, comparado com uma empatia ou teodicéia.
Muitos filósofos mostraram ter esse sentimento, independente de suas épocas ou lugares onde viviam, a dor pelos problemas do mundo faz parte dos filósofos.
O próprio Jean Paul (nome artístico de Johann Paul Friedrich Richter) escreveu uma vez:
"Somente seus olhos viram todas as agonias de mil pessoas em suas origens. Esta dor do mundo, ela pode, por assim dizer, apenas para suportar a visão do Santíssimo, que porteriormente remuneramos."
Na psicologia moderna, weltschmerz possui o significado de dor psicológica resultado de um problema para com o mundo, a sociedade ou a vida. Gera depressão, escapismo, triteza e atormento psicológico; equivalenta a anomia.
Frases sobre o sofrimento humano de filósofos notáveis que tinham weltschmerz:
"Se o desejo, que se aloja na raiz de toda a paixão humana, puder ser removido, aí então, morrerá esta paixão e desaparecerá, conseqüentemente, todo o sofrimento humano." - Buda
"A essência da existência é a dor." - Schopenhauer
"A felicidade não passa de um sonho, e a dor é real... Há oitenta anos que o sinto. Quanto a isso, não posso fazer outra coisa senão me resignar, e dizer que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas e os homens para serem devorados pelo pesar." - Schopenhauer
"A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita". - Mahatma Gandhi
"Que nobre inteligência assim perdida! O olhos do cortesão, a língua e o braço do sábio e do guerreiro, a mais florida esperança do Estado, o próprio exemplo da educação, o espelho da elegância, o alvo dos descontentes, tudo em nada! E eu, a mais desgraçada das mulheres, que saboreei o mel de suas juras musicais, ter de ver essa admirável razão perder o som, qual sino velho, essa forma sem par, a flor da idade, fanada pela insânia! Ó dor sem fim! Ter já visto o que vi, e vê-lo assim!" - Shakespeare
O termo foi usado pela primeira vez pelo escritor romântico alemão Johann Paul Friedrich Richter, denotando um sentimento de perceber e entender a insatisfação que temos na realidade física. Não existindo felicidade absoluta na condição de existência humana (sendo a felicidade dada "aos pedaços", em penas partes e doses), fazendo com isso que o ser humano sofra pela busca insaciável pela felicidade.
É o sentimento de tristeza resultado do pensar das dores e sofrimentos do mundo, comparado com uma empatia ou teodicéia.
Muitos filósofos mostraram ter esse sentimento, independente de suas épocas ou lugares onde viviam, a dor pelos problemas do mundo faz parte dos filósofos.
O próprio Jean Paul (nome artístico de Johann Paul Friedrich Richter) escreveu uma vez:
"Somente seus olhos viram todas as agonias de mil pessoas em suas origens. Esta dor do mundo, ela pode, por assim dizer, apenas para suportar a visão do Santíssimo, que porteriormente remuneramos."
Na psicologia moderna, weltschmerz possui o significado de dor psicológica resultado de um problema para com o mundo, a sociedade ou a vida. Gera depressão, escapismo, triteza e atormento psicológico; equivalenta a anomia.
Frases sobre o sofrimento humano de filósofos notáveis que tinham weltschmerz:
"Se o desejo, que se aloja na raiz de toda a paixão humana, puder ser removido, aí então, morrerá esta paixão e desaparecerá, conseqüentemente, todo o sofrimento humano." - Buda
"A essência da existência é a dor." - Schopenhauer
"A felicidade não passa de um sonho, e a dor é real... Há oitenta anos que o sinto. Quanto a isso, não posso fazer outra coisa senão me resignar, e dizer que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas e os homens para serem devorados pelo pesar." - Schopenhauer
"A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita". - Mahatma Gandhi
"Que nobre inteligência assim perdida! O olhos do cortesão, a língua e o braço do sábio e do guerreiro, a mais florida esperança do Estado, o próprio exemplo da educação, o espelho da elegância, o alvo dos descontentes, tudo em nada! E eu, a mais desgraçada das mulheres, que saboreei o mel de suas juras musicais, ter de ver essa admirável razão perder o som, qual sino velho, essa forma sem par, a flor da idade, fanada pela insânia! Ó dor sem fim! Ter já visto o que vi, e vê-lo assim!" - Shakespeare
domingo, 27 de março de 2011
O ser humano como ser consolável
"O som mais doce de todos é o elogio." - Xenofonte
O ser humano é um ser cheio e dúvidas, incertezas, inseguranças, temores, curiosidade e coisas do gênero. Mesmo sem notar, a busca de respostas é tão grande e ao mesmo tempo a curiosidade de buscar é limitada pelo ócio que as pessoas acabam se contentando em acreditar em coisas que não são bem verdade, mas que acabam saciando suas necessidades existenciais.
O consolo anda ao lado da ignorância, e é pretexto para o não-saber. Isso pode ser notado, por exemplo, no quanto o condicionamento social acaba afetando a mentalidade de um indivíduo, sendo que este condicionamente por sua vez satifaz necessidades sociais desta mesma pessoa.
Por sua vez, a moral do cidadão acaba sendo influenciada pela coercitividade coletiva que o meio social impõe, fazendo assim por dizer uma lavagem cerebral na senso crítico e racional de alguém.
Outro exemplo a se citar é o religioso. Neste contexto, a pessoa acaba aceitando as normas da religião qual foi educada ou qual é dominante onde vive (raramente por alguma que ela por si só considere "esclarecedora"). As necessidades de saber coisas do tipo de onde ela veio, para onde vai, quem criou tudo; e outras ligadas a religião acabam fazendo, pelo menos comumente, uma pessoa seguir algo sem ao menos pensar se aquilo pode mesmo ser verdade ou não.
Problema não se torna um fato social, e sim, o indolência que a maioria das pessoas têm no refletir, pensar, questionar e outros processos epistemológicos.
Desde seus primórdios a humanidade foi necessitaria. O ser humano é um ser de necessidades, e sem perceber se sente nu e desprotegido por sua incertezas e medos que acaba aceitando aquilo que lhe convêm.
O ser humano é um ser cheio e dúvidas, incertezas, inseguranças, temores, curiosidade e coisas do gênero. Mesmo sem notar, a busca de respostas é tão grande e ao mesmo tempo a curiosidade de buscar é limitada pelo ócio que as pessoas acabam se contentando em acreditar em coisas que não são bem verdade, mas que acabam saciando suas necessidades existenciais.
O consolo anda ao lado da ignorância, e é pretexto para o não-saber. Isso pode ser notado, por exemplo, no quanto o condicionamento social acaba afetando a mentalidade de um indivíduo, sendo que este condicionamente por sua vez satifaz necessidades sociais desta mesma pessoa.
Por sua vez, a moral do cidadão acaba sendo influenciada pela coercitividade coletiva que o meio social impõe, fazendo assim por dizer uma lavagem cerebral na senso crítico e racional de alguém.
Outro exemplo a se citar é o religioso. Neste contexto, a pessoa acaba aceitando as normas da religião qual foi educada ou qual é dominante onde vive (raramente por alguma que ela por si só considere "esclarecedora"). As necessidades de saber coisas do tipo de onde ela veio, para onde vai, quem criou tudo; e outras ligadas a religião acabam fazendo, pelo menos comumente, uma pessoa seguir algo sem ao menos pensar se aquilo pode mesmo ser verdade ou não.
Problema não se torna um fato social, e sim, o indolência que a maioria das pessoas têm no refletir, pensar, questionar e outros processos epistemológicos.
Desde seus primórdios a humanidade foi necessitaria. O ser humano é um ser de necessidades, e sem perceber se sente nu e desprotegido por sua incertezas e medos que acaba aceitando aquilo que lhe convêm.
domingo, 20 de março de 2011
As Três Feridas
Sigmund Freud escreveu que, no transcorrer da modernidade, as concepções humanas foram "feridas" três vezes, e que essas "feridas" atingiram nosso narcisismo, isto é, a bela imagem [imagem prepotente] que possuíamos de nós mesmos.
As três "feridas" foram:

1) Copérnico: O astrônomo polaco Nicolau Copérnico ao provar que a Terra não estava no centro do Universo, mostrando assim que o homem não estava no centro das coisas.

2) Darwin: O naturalista britânico Charles Darwin, que ao mostrar que o homem descende de um primata, provando que somos apenas um elo no ciclo de uma evolução, e que não somos seres especiais criados para dominar a natureza.

3) Freud: A última "ferida" teria sido feita pelo próprio Sigmund Freud, psiquiatra austríaco que desenvolveu a psicanálise, mostrando que a consciência é a menor parte e a mais fraca da vida psíquica.
Segundo ele mesmo, essas "feridas" mudaram o achismo que o homem tinha perante ele mesmo, que primeiro mostrou que ele não está no centro das coisas; depois que ele não é um ser criado com certa especialidade; e, por fim, mostrando que ele não é totalmente dominante perante sua própria psique (o homem não tem controle absoluto perante ele próprio).
As três "feridas" foram:
1) Copérnico: O astrônomo polaco Nicolau Copérnico ao provar que a Terra não estava no centro do Universo, mostrando assim que o homem não estava no centro das coisas.
2) Darwin: O naturalista britânico Charles Darwin, que ao mostrar que o homem descende de um primata, provando que somos apenas um elo no ciclo de uma evolução, e que não somos seres especiais criados para dominar a natureza.
3) Freud: A última "ferida" teria sido feita pelo próprio Sigmund Freud, psiquiatra austríaco que desenvolveu a psicanálise, mostrando que a consciência é a menor parte e a mais fraca da vida psíquica.
Segundo ele mesmo, essas "feridas" mudaram o achismo que o homem tinha perante ele mesmo, que primeiro mostrou que ele não está no centro das coisas; depois que ele não é um ser criado com certa especialidade; e, por fim, mostrando que ele não é totalmente dominante perante sua própria psique (o homem não tem controle absoluto perante ele próprio).
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