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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Papel da família

[Postagem em homenagem ao dia das mães, que está sendo postada atrasada!]
É uma união básica na sociedade, formada por indivíduos ligados pelo sangue, ligações afetivas ou excepcionalmente adotados (ou qualquer forma de afetividade por apego).

Nossa parte na família é basicamente nossos pais (e respectivamente irmãos, filhos, etc), seguindo das outras pessoas que acabamos tendo graus de parentesco (tios, primos, irmãos, avós, bisavós, etc). Alguém pode ser considerado parente também no caso por exemplo da adoção (você ter um filho adotivo ou você mesmo ser adotivo), qual neste, uma pessoa que não possui ligação sanguínea com sua família adentra nela como se fosse de sangue. Também há por afinidade, que é quando temos muita consideração por alguém fora da família que ela acaba como se fosse parte dela, ou que tenha uma grande ligação com algum parente (como ocorre no caso de meio-irmãos, cunhados, entiados, cônjuges, etc).

Resumindo o parágrafo acima, a categorização familia se divide nos parentescos por consanguinidade e afinidade (qual se encaixa a adoção e os por vínculos sociais, sobretudo o casamento).

"A família é a mais antiga de todas as comunidades e a única natural." - Rousseau

O valor social que a família possui para cada indivíduo é do grupo base qual sempre pertenceremos, qual realmente seremos sempre membros e qual sempre podemos recorrer. Pela família viemos ao mundo, pois compatilhamos com nossos parentes ancestrais em comum (ao menos no caso das famílias consanguíneas).

Ela nos cria e nos supre com nossas necessidades até quando estivermos prontos para enfrentar o mundo por conta própria, valendo resaltar que a educação e aculturamento familiar são um dos mais importantes para a construção da personalidade de cada um.

"Observa o teu culto a família e cumpre teus deveres para com teu pai, tua mãe e todos os teus parentes. Educa as crianças e não precisarás castigar os homens." - Pitágoras

domingo, 8 de maio de 2011

Educação e o ser social

"A educação, se bem compreendida, é a chave do progresso moral." - Allan Kardec

Desde que vimos ao mundo, somos introduzidos com uma carga moral e ideológica, além de vivências que nos passam certas experiências, formando assim nossa personalidade.

"O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele." - Immanuel Kant

Somos introduzidos ao mundo basicamente por nossa família, o primeiro meio social ao qual nos integramos. Em seguida vem a escola, e depois outros lugares onde frequentamos e nos interagimos (um clube, trabalho, etc).

A educação cumpre a função de nada mais que construir a visão de mundo do indivíduo, construindo assim sua personalidade em geral (além das noções inatas, que não vem ao caso). Nossa ética-moral, limites e convicções são feitas pelo o que a educação nos fornece; seja por meio do processo de ser educado diretamente, pela integração social, pela vivência.

Segundo o sociólogo francês Pierre Bourdieu, existem duas formas de socialização:

• A primária, que consiste na educação familiar. Nela recebos uma introdução do mundo e valores;
• E a secundária, a escolar. Nela aprendemos a viver em sociedade e o necessário para sobreviver nela.

Entretanto, hoje em dia as socializações secundárias parecem ser mais influentes, principalmente nos períodos da infância e adolescência. Esse fato envolve pessoas que tiveram uma fraca educação familiar, e são influenciadas pelas outras formas de socialização (os amigos e o mundo em geral), qual o indivídio se sente na necessidade de ser aceito pela sociedade, acabando por isso adotando os valores que lhe é apresentado. [Por isso vivo numa chamada "Geração Perdida".]

O vídeo do Café Filosófico abaixo fala sobre a educação nos dias de hoje, confira:

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Conceito de Utopia



Os filósofos que por séculos refletiam sobre questões sociais. Expressavam em seus textos, de acordo com o ponto de vista deles, um modelo de sociedade que consideravam como perfeita.

Uma utopia se traduz numa dita sociedade ideal, embora existente apenas no imaginário, ou uma idéia generosa, porém, impossível de se praticar.

Os diálogos Timeu e Crítias de Platão fazem referência à Atlântida (o segundo principalmente), uma civilização utópica bem elogiada pelo filósofo.
Um exemplo bem conhecido e menos antigo que os dois diálogos anteriormente citados é o livro Utopia, do inglês Thomas Morus (ou More). [Sendo que o título do livro deu origem ao termo "utopia".]

Morus descreve uma sociedade perfeita, onde a tolerância e fundamentos racionais imperam; e a cobiça e o desejo pelo poder são despresíveis.
A República de Platão inspirou o modelo de comunidade ideal que Morus desenvolveu na Utopia.

O livro se divide em duas partes: A primeira parte do livro é uma crítica social à Inglaterra da época que vivia o autor. A segunda é, em contrapartida, apresenta uma sociedade alternativa. O protagonista da obra em geral é Rafael Hitlodeu (alterego de More), e narra sua viagem a sociedade que viu.
[A Inglaterra de seu tempo, como deu para notar, era infestada de marginais e uma justiça incompetente, a nobreza ávida de riqueza material, cobiçosa e violenta, além da perseguição religiosa (referência a Reforma Protestante e a perseguição anglicana aos puritanos). Na civilização de Utopia, essa realidade é invertida.]

A leitura desse fascinante livro revela uma apurada crítica à ordem social e a sociedade em si. Enfoca um tipo de "Paraíso na Terra", tendo o leitor de fazer uma análise textual para entender e comparar críticas e denúncias da vigente sociedade.

Algumas características da utopia de More:
• Todos vivem sobre a mesma qualidade de vida e exercem a mesma tarefa na sociedade, distribuídas entre eles e alternando os cargos por rodízio;
• A igualdade é assegurada por uma monarquia constitucional que funciona sobre o apoio de um Conselho cujo cada representante foi escolhido por um conjunto de trinta famílias, podendo estas famílias sendo consultadas sempre quando necessário;
• Não há fome, a repartição de alimentos é igualitária e comunitária. Não há necessidade de uma economia, por tudo está em profusão, isto é, a vida é simples e sem opulência;
• Há trabalho para todos, sem exceção.
[Embora apresentando uma sociedade harmoniosa e igualitária, a Utopia defende tendências intelectuais do tempo de More, por exemplo o absolutismo.]

Para a esquerda política, a desigualdade e problemas na sociedade são um problema social, ou seja, a utopia é possível (difícil de se realizar, porém, não impossível). Para a direita política, esses problemas são de origem do próprio ser humano, assim alegando que uma utopia é impossível de se realizar.

Os ideais de uma sociedade perfeita acabaram influenciando mais tarde o chamado socialismo utópico.

terça-feira, 3 de maio de 2011

O que é o subdesenvolvimento?

É uma consequência do capitalismo, em alguns países chegando à serem subdesenvolvidos por culpa de etapas anteriores da influência capitalista (a de quando eram colônias, como o caso de países aqui na América, na Ásia e África). Países subdesenvolvidos são divididos em industrializados e não-industrializados, e ambos possuem baixa renda per capita.

Devido isso, problemas como miséria e falta de recursos para melhoria de qualidade de vida são questões para se levar em conta da condição dessas nações.
Ausência de recursos para a indústria nacional, as multinacionais ganham espaço nesses lugares, acabando gerando dependência tecnológica e econômica delas (sendo que elas podem até mesmo possuir influência cultural, por parte da alienação). A dívida externa também ocorre, devido à necessidade de auxílio externo.
Os baixos recursos influenciam basicamente a educação, que acaba influenciando o setor de saúde pública, analfabetismo (em alguns casos apenas o funcional); proporcionando péssimas condições de vida.
Más qualidades de vida podem [e ocasionam!] violência, o crime.

O poder e boas condições de vida ficam numa classe dominante, elite que compõe pequena parcela da sociedade. O poder somado com a riqueza de homens de controle naquele lugar os seduzem para a corrupção generalizada.

Lugares cujo a marca do subdesenvolvimento é presente, há uma grande concentração de renda e desigualdade social.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O lado triste da globalização

A globalização é consequência do estágio do capitalismo que estamos, o financeiro. Não só economicamente, mas a integração globalizada também é sócio-cultural, isto é, questões culturais devem ser influenciadas para que as transnacionais possam lucrar naquele país. [O modo de se vestir, o lazer, a dieta ... tudo tem que ser aculturado para que a globalização tenha o fim de lucrar e lucrar!]

Aproxima o mundo, entretanto, a globalização deforma o caráter social; pois aliena. A alienação já é o passo inicial para problemas sociais e até mesmo políticos. A pobreza junto com a alienação gera violência e criminalidade. O impulso tecnológico provocado pela ambição de melhores produtos gera desemprego (desemprego estrutural), ampliando mais a pobreza.

Isto nos faz ver que os mesmos recursos que nos trazem prazer acabam generalizando problemas que sempre foram da humanidade (miséria, fome, violência, corrupção, etc).

"A avareza é um tirano bem cruel; manda juntar e proíbe o uso daquilo que se junta; visita o desejo e interdiz o gozo." - Plutarco

Tem um provérbio flamengo que descreve a globalização "O mundo é um monte de feno - reúne todos quantos ele pode."

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Weltanschauung: A visão que temos de mundo

Visão de mundo (ou weltanschauung, como também costuma ser chamada filosoficamente. welt é "mundo" em alemão e anschauung é "visão") é a orientação subjetiva qual cada um possui, seja particular ou social. É uma perspectiva cognitiva que abrange valores normativos e existenciais.

Uma visão de mundo é construída por explicações sobre o mundo, sejam metafísicas, científicas, espirituais e até éticas.
Todas são descritivas, fazendo uma análise ontológica do mundo, qual a moral, ética, razão e concepção de mundo acabam sendo drásticamente influenciadas pelas respostas obtidas ou aceitas pela pessoa.

Uma explicação do mundo é construída por:
• Uma resposta para questões futuras, como para onde vamos, o que será do meu futuro, o que no meu presente influenciará no futuro...
• Valores ético-morais, princípios, conceitos que fornecem o que fazer, como agir e o que é certo ou não.
• Uma pitada de epistemologia. O que é verdadeiro ou falso, real ou fantasia.
• Preceitos etiológicos [etiologia é o estudo das causas], isto é, procurar (ou dar) significado para suas causas.
• Possuir um significado para o mundo, a essência das coisas. Esta questão é normalmente religiosa, porém, também metafísica.

Com base nisso, podemos afirmar que uma visão de mundo é um conjunto de respostas qual a pessoa responde questões sociais e da vida.



quarta-feira, 27 de abril de 2011

Os animais por essência

Os animais, assim como nós, são seres vivos. Chamá-los de "irracionais" é sinal da prepotência humana, pois os animais também sentem, pensam e possuem instintos. Eles só não são possuidores de uma visão mais ampla e uma primitiva e simples concepção de mundo e coisas.

Nós, seres humanos, também somos animais, entretanto, nos excluimos muito desse meio qual pertencemos (em alguns pontos até podemos nos particularizar, noutros não).

Somos animais complicados, por causa do privilégio da racionalidade. A racionalidade nos beneficia de termos um melhor desenvolvimento para sobreviver, cuidar das coisas e até mesmo de conhecermos onde vivemos. Infelizmente também há o lado negro da racionalidade, pois começa à existir a noção do que fazer, acabando tendo que haver o certo e errado, e isso torna o ser humano um animal complexo.

"O homem é o único animal que precisa trabalhar." - Immanuel Kant

Os animais não são maus, diferente dos seres humanos. Nem todo ser humano é mau, mas também não dotamos do privilégio da inexistência de bem e mal como os animais possuem. Eles não são maus, apenas não precisam de uma necessidade de distinguí-los, pois vivem com base nos seus instintos e suas vidas não lhes cobram uma necessidade de haver ética.

Vivem de acordo com o que a natureza prepara para eles, e mesmo o mundo animal sendo muitas vezes selvagem e perigoso, há uma bela harmonia natural qual o homem perdeu em seus primórdios.

Sustento para eles tem como fim a subsistência, coisa qual nossa forma de vida infelizmente não nos faz mais precisarmos. O homem, conforme o progresso [tecnológico e intelectual, o único que a humanidade sempre teve de fato!], destrói a natureza e se torna mais escravo de sua "prisão" originária desse julgado privilégio de racionalidade que temos. Os animais vivem dentro daquilo que é necessário para eles, virtude que não temos, pois vivemos dentro do que nos passam como necessário e valorizando mais o luxo do que o essencial.

Não somos muito diferentes deles, esta é a verdade. Animal vê prazer na felicidade, também sente medo, dor, apego.

"A vida é tão preciosa para uma criatura muda quanto é para o homem. Assim como ele busca a felicidade e teme a dor, assim como ele quer viver e não morrer, todas as outras criaturas anseiam o mesmo." - Dalai Lama

O filósofo e jurista inglês Jeremy Bentham disse uma vez que "Não importa se os animais são incapazes ou não de pensar. O que importa é que são capazes de sofrer.". Não possuem a vontade de refletir, analisar e pensar sobre (sendo por isso considerados irracionais), porém, são seres emocionais.
O homem é bom e mal por causa da dualidade entre nossas pulsões e o conhecimento. Os animais são apenas bons, pois vivem dentro do que a natureza preparou para eles [Ou podemos dizer também que não existe para eles a distinção de bem e mal, pois não precisam de uma.]

Arthur Schopenhauer argumenta que os animais têm a mesma essência que os humanos, a despeito da falta da razão.

O ser humano é um animal, e muitas vezes sua soberba o faz se sentir mais do que realmente é. A única coisa que nos destaca dos animais é a razão, que é uma coisa dicotômica, pois é boa e ruim ao mesmo tempo.

Voltaire uma vez escreveu:
"Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! Será porque falo que julgas que tenho sentimento, memória, ideias? Pois bem, calo-me. Vês-me entrar em casa aflito, procurar um papel com inquietude, abrir a escrivaninha, onde me lembra tê-lo guardado, encontrá-lo, lê-lo com alegria. Percebes que experimentei os sentimentos de aflição e prazer, que tenho memória e conhecimento.Vê com os mesmos olhos esse cão que perdeu o amo e procura-o por toda parte com ganidos dolorosos, entra em casa agitado, inquieto, desce e sobe e vai de aposento em aposento e enfim encontra no gabinete o ente amado, a quem manifesta sua alegria pela ternura dos ladridos, com saltos e carícias. Bárbaros agarram esse cão, que tão prodigiosamente vence o homem em amizade, pregam-no em cima de uma mesa e dissecam-no vivo para mostrarem-te suas veias mesentéricas. Descobres nele todos os mesmos órgãos de sentimentos de que te gabas. Responde-me maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objectivo algum? Terá nervos para ser insensível? Não inquines à natureza tão impertinente contradição."

domingo, 17 de abril de 2011

Geopolítica

A geopolítica é estudada em diversas áreas, sendo multidisciplinar. É utilizada nas ciências políticas, geografia, ciências sociais e outras. É estudada a evolução política das nações pelos fatores geográficos.

Os seus percussores teóricos foram Rudolf Kjellén e Friedrich Ratzel. Kjellén batizou o termo "geopolítica", inspirado na obra "Geografia Política" do Ratzel.

Ela estuda a relação das nações entre si e suas particularidades, além de suas relações com a sociedade.
As relações como territoriais, econômicas, bélicas, ambientais, agrárias e globais referentes parar qualquer Estado é interpretado e aprofundadamente avaliado geopoliticamente.

Na geopolítica clássica estudava as relações de poder, território e marciais. Mas nas últimas décadas se desenvolveu a geopolítica moderna, que estuda questões diversas dos países.

Geralmente considera-se que os novos temas da geopolítica mantém como cerne interpretativo o prisma nas relações entre poder-política-estratégia e geografia-ambiente-território. Outras abordagens costumam ser tratadas apenas como temas relacionados à geopolítica, e não necessariamente como parte integrante do conhecimento geopolítico. Assim, a geopolítica mantém-se voltada ao estudo da estratégia, da manipulação, da ação política, geralmente assumindo a busca, enquanto ciência, do bem maior da humanidade, dos direitos humanos à vida e à saúde, ao bem estar, à preservação do meio-ambiente geográfico, pensado enquanto fundamental para a manutenção da espécie humana na Terra. Desta forma, a geopolítica também estuda as intrínsecas relações que têm os processos ecológicos e a ação política do "animal político" que dominou de forma mais intensiva a face da Terra: o próprio homem.

Resumidamente explicando, geopolítica é a ciência que estuda questões estratégicas governamentais.

domingo, 10 de abril de 2011

Ideologia

Um conjunto de idéias e conceitos de um indivíduo, grupo ou até mesmo sociais é uma ideologia. Simplesmente falando, a ideologia é uma forma de pensar. A extensão das ideologias são vastas; sendo políticas, religiosas, filosóficas, intelectuais, etc.

Ela se forma com base nos elementos citados acima, ideais e preceitos, que estes acabam moldando uma forma de pensar. Uma ideologia também pode ser seguida, uma "já pronta", como é o caso de várias.

Uma ideologia interfere no seu idealizador em sua visão de mundo, senso ético, restrição do que considerar aceitável ou não ... Em fim, influencia seu modo de pensar.
Mas isso não significa que uma ideologia tenha que ser necessariamente uma "pronta", pois ideologia nada mais é do que o modo de pensar. Isso significa que cada um tem sua ideologia pessoal, tendo alguma outra interferindo ou não.

"Ideologia!
Eu quero uma pra viver...
♫"

"Ideologia!
Pra viver...
♪"

Abaixo, o clipe da música "Ideologia", do Cazuza:

sábado, 9 de abril de 2011

Sobre alienação

O significado dessa palavra se encontra no desarranjo das faculdades mentais, ou apenas uma lavagem cerebral.
É o escravizar da mente humana, qual a pessoa fica à mercê da influência social sem se importar, vendo isso até mesmo como virtuoso.

Vários fatores que se agregam numa cultura influenciam a mentalidade da mesma, e a sua economia e meio de produção não é exceção. Hegel e Marx foram filósofos aptos concordantes disto, e explicaram como isso ocorre. Para ambos, a alienação estava ligada ao trabalho.

Karl Marx afirma que o estado de alienação humana é uma característica fundamental do capitalismo levando em conta tais afirmações. O que adultera na construção dos seus valores, personalidade e visão de mundo do alienado.
Possuía visão negativa da alienação; sendo que o trabalho escraviza ao invés de realizar o cidadão, o desumanizando, e não mantendo sua humanidade. A pessoa acaba trocando o princípio do ser pelo o do ter.

Entretanto, existe o lado social e ideológico da alienação. Esse lado consiste em focar a mente da pessoa no que um grupo importante da sociedade impõe como importante e que consequentemente o beneficie com isso.

Nesse sentido, a alienação pode se encontrar tendo dois tipos de personagens: O alienador e o alienado. O alienador usufrui de seu status para fazer da maioria social uma massa de manobra, buscando algum meio de manipular sua personalidade e assim se beneficiar, suprindo sua ganância e soberba.
O alienado é aquele indivíduo que acaba recebendo às consequências da vontade do alienador.
Para entender isso melhor, darei exemplos históricos: Na Idade Média, o alienador era a Igreja Católica e o alienado os plebeus e até mesmo os nobres. A necessidade da salvação espiritual era o meio que a Igreja tinha de manter a população alienada.
Atualmente, quem faz esse papel são as empresas e órgãos que passam sua mensagem pelos meios de comunicação. Eles alienam nossos contemporâneos, dizendo o que devem vestir, como devem falar, o tipo de música ouvir, etc.

"A principal causa da alienação que perturba nossa sociedade é o egotismo." - Daisaku Ikeda

quinta-feira, 17 de março de 2011

Dança com o Diabo

Falemos de um assunto polêmico e complicado (e parte da relação de crime e justiça no Brasil): A polícia, o crime/tráfico e milícias.

[Quando falarei do crime, tratarei especificamente do tráfico!]

No restante do mundo eu não sei dizer, mais aqui no Brasil é algo complicado, nesse jogo de polícia e ladrão às vezes fica até complicado considerar quem é mocinho e quem não é.
De um lado, a polícia representa a moral; a justiça dentro de um lugar; os que fazem prol daquilo que é certo. Entretanto, existem policiais corruptos e os que não sabem ser policiais de verdade (que nem, sabia que existem policiais que revendem drogas que apreendem de traficantes?).
Do outro canto, o tráfico. Pessoas que não tiveram opção na vida, sem chances de futuro na sociedade e que cresceram num lugar e ambiente difícil, e que acabaram tendo essa vida como opção e acolhendo a mesma.

O que torna essa rivalidade complicada é que a polícia enfrenta essas facções criminosas, e ao mesmo tempo tem problema com as milícias. Os traficantes guerreiam contra a polícia, e também, contra outras facções criminosas.

Os traficantes não são mal intensionados. Eles (ou pelo menos parte) mesmos sabem que se envolver com drogas é errado, entretanto, é do perigo que eles vivem. [Fora os idiotas que entram nessa vida "porque é estilo, bacana"]
Se consideram protetores de sua comunidade, usando o medo para ganharem respeito e fazer aqueles que os desafiarem à pensar antes de fazer isso. A polícia para eles é quem causa terror, pois para eles a polícia que começa as trocas de tiro.

A polícia tem a intensão de proteger a sociedade, embora normalmente seu "proteger as pessoas" seja visto por um ponto de vista direitista. O respeito quase automático que a sociedade tem por eles faz muitos serem prepotentes, e até mesmo os fazerem deixar de fazerem seu serviço de forma adequada. Se consideram como "guerreiros da ordem e justiça".
Isso pode até resultar numa busca maior por mais respeito e autoridade, o que é o caso das milícias.

De um lado ficam pessoas de mentalidade moralista e que pretendem defender a sociedade; de outro, pessoas sem muita chance na vida e que batalham (literalmente!) para sobreviver.
Os traficantes se dizem proteger a comunidade deles, a polícia a sua cidade. Os dois falham, pois o que fazem é quase guerra civil.

Os meios e objetivo de alguns, às vezes, até torna indistinguível a restrição de herói e vilão nessa história.

Abaixo, uma parte do documentário Dançando com o Diabo:

quarta-feira, 2 de março de 2011

Relações humanas: Ligações destas com as ecológicas

Existem formas de nós, seres humanos, nos relacionarmos conosco e os demais seres vivos. Na biologia, as formas que os seres vivos têm de se relacionarem dentro de seu ecossistema é chamada de relações ecológicas.

Abaixo explicarei algumas dessas relações, somente as que consegui encontrar coisa parecida nos contratos sociais humanos [se conseguirem fazer com as outras relações dos seres vivos, estudem e analisem vocês mesmos]:

• Sociedade: Associações de indivíduos da mesma espécie, organizadas de forma cooperativa e sem ligação anatômica. Pelos estímulos recíprocos, os indivíduos colaboram com a sociedade.
Nela, sempre há hierarquia, e cada um possui uma função relevante a sobrevivência da comunidade.
Com os humanos é o mesmo. Em toda sociedade existe hierarquia, pois sempre havera divisões das suas responsabilidades, e isso sempre gerará sua divisão. A comunidade vive em cooperação.

• Colônia: Agrupamento de indivíduos da mesma espécie com uma vital dependência coletiva. Nela pode ou não ocorrer divisão de tarefas. As necessidades costumam ser coletivas.
Trazendo isso pra humanidade, seria o exemplo de uma sociedade utopicamente igualitária. Também mostra a dependência dos elementos sociais, sendo as colônias [no sentido da biologia] grupos simples, buscando apenas o que devem.

• Mutualismo: Relação entre indivíduos de diferentes espécies, onde ambos se beneficiam e associação é obrigatória para a sobrevivência.
Na nossa sociedade isso é muito comum. Inevitável termos alguma forma de "relação diplomática" com alguém. Por exemplo os impostos, você os paga e em troca você se beneficia do que eles proporcionam.

• Protocooperação: Duas espécies diferentes vivendo tipo um mutualismo, porém, podem viver de modo independente sem que isso prejudique-as.
Um exemplo humano disso é um filho quando já segue sua vida adulta, tendo emprego, casa própria ... mesmo sendo independente já, os pais, parentes, etc tão aí pra o ajudar no que der e vier.

• Inquilinismo: Nela só um dos indivíduos sai ganhando, mas o outro não é prejudicado.
Acho que nem preciso dizer que existem exemplos humanos de casos de um só lucrando e o outro fica na inércia, porém, sem sair perdendo. Um exemplo desse é algo que praticamente quase todo mundo já fez, colar numa prova; um passar as informações e o outro passa elas para sua folha, mas o que passa a informação não sai prejudicado com isso, e nem ganha nada. [não se ferram desde que não sejam pegos]

• Comensalismo: Um dos indivíduos aproveita as sobras do alimento do outro sem o outro ser prejudicado.
Um exemplo extinto da sociedade é a escravatura, qual os escravos comiam as sobras das refeições dos seus chefes. Um exemplo mais recente é o de muitos casos de comércios, qual o patrão prioriza primeiro seu benefício e depois se importa em como e quanto (ou quando) pagar seus funcionários.

• Predatismo: Ocorre quando um ser vivo é intencionado a capturar através da caça e matar outro ser com o fim de se alimentar da sua carne. Ocorre entre espécies diferentes (um ser se alimentar da mesma espécie é canibalismo). Para sobreviver, algumas presas possuem meios de se defenderem (como o mimetismo, camuflagem e aposematismo).
Isso ocorre figurativamente na sociedade, o mundo está louco. É um tendo que levar o outro pra baixo, é a cadeia alimentar do homem atual.

• Parasitismo: Nessa associação um ser vive dentro ou sobre outra criatura, retirando seus alimentos e/ou se beneficiando do que sua alimentação o trás de bom. Os parasitas não possuem a intensão de provocar mal para seu hospedeiro, sendo sua causa apenas a de sobreviver, mesmo que isso ferre com outro ser vivo.
Sabe aquelas pessoas que com quarenta anos ainda moram com a mãe? Então, é gente que não tomou consciência de tomar rumo independente na vida e mora com a mãe devido sua indolência. [A parte do parasita é o quarentão detonando a geladeira, etc...]

• Esclavagismo: Relação qual um ser aproveita das atividades, trabalhos e produtos de outros seres vivos.
Exemplos bem racionais são dos fazendeiros cultivando gado, suinos, bovinos, entre outros. Sua carne, lã, couro, leite e outras coisas beneficiam o ser que está tendo proveito dessas coisas [no caso, o criador do animal e os que obtem seus recursos].

• Competição: Competição entre indivíduos, de mesma espécie ou não. Ocorrem por diversas causas, dependendo das espécies em confronto.
Já devem saber que o ser humano também é competitivo, seja no mercado de trabalho, no meio esportivo, em chamar atenção, impressionar alguém ... Acho que deu pra compreender!

Achei legal estudar como os seres vivos se relacionam e notar que tem coisa parecida no nosso meio de nos relacionarmos.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Divisão dentro da sociedade

[Pirâmide social "meio" capitalista]

A sociedade se divide primordialmente em classes subdivididas pelas suas condições de vida. Temos basicamente: A classe rica, classe-média e pobre.

São definidas principalmente por questão sócio-econômica, sendo que as classes mais altas (as ricas) vivem melhor e as mais baixas (as pobres) possuem mais dificuldade para sobreviverem socialmente.
O bom das classes sociais é a mobilidade social [que pode ser boa ou não, mas isto é relativo]: Por exemplo uma pessoa que nasce no meio pobre e com o trabalho acaba estando num status social maior. [igualzinho aos jogadores de futebol]

Diferente isso é de uma sociedade estamental, em que a posição do indivíduo na sociedade é determinada pelo nascimento (nasceu rico, morre rico; nasceu pobre, morre pobre). O modelo estamental foi, por exemplo, o da Europa Medieval e Moderna, qual o contrato social da época favorecia a inexistência da mobilidade social [ou seja, o totalitarismo da elite].


Outro exemplo de sociedade estamental é a hindu.
Na Índia tem o que conhecemos como castas. O cidadão nasce e morre dentro da casta da família qual nasceu. Os privilégios da sociedade e morais dentro da sociedade hindu são maiores nas classes "superiores" e decrescem para as "inferiores".

A imagem ao lado explica a origem religiosa do sistema de castas indiano, qual cada uma nasceu de uma parte de Brahma: Os brâmaṇes (sacerdotes e letrados) nasceram da cabeça; xátrias (guerreiros) nasceram dos braços; vaixiás (comerciantes) nasceram das pernas e sudras (servos, camponeses, artesãos e operários) nasceram dos pés.
Abaixo de todos estão os párias, os "sem casta", que prestam serviços considerados "inferiores" dentro de sua sociedade, como limpar rua e serviço de coveiro. São marginalizados na civilização hindu.

A imagem no topo da postagem oferece uma pirâmide social em relação não somente à questão econômica, mas também ao papel do indivíduo dentro da sociedade. Criei uma classificação da sociedade, qual se baseia no papel do indivíduo na sociedade (que está abaixo em ordem decrescente):
• Classe dominante: É a que está no topo da sociedade, os "tops" dentro da subdivisão social. É constituída por políticos e demais autoridades ligadas ao poder executivo e legislativo, sendo estas responsáveis pela instabilidade social.
• Classe convencional: A mídia, empresas, corporações e qualquer personalidade pública cuja influência atinge a sociedade moralmente por intermédio de coisas que ela possa ter contato (como a informação, meios da mídia, bens de consumo, etc). Possuem influência na mentalidade da sociedade, caracterizada pela alienação.
• Classe coerciva: Está diretamente subordinada a classe dominante. É formada pelo poder militar e judiciário (em especial de figuras importantes judicialmente, como delegados e juízes). São responsáveis em manter a ordem e fazer o "trabalho sujo" da classe dominante.
• Classe nobre: Não possui descrição exata, se resumindo apenas aos cidadãos ricos e bem (muito bem!) de vida. Notáveis integrantes desse grupo são trabalhadores da classe terciária e alguns da secundária considerados "bem de vida" .Sua característica é o aparente indiferente impacto da classe convencional e notória simpatia das classes dominante e coerciva.
• Classe pobre: A que está abaixo da pirâmide social. É formada pelas pessoas com condições sócio-econômicas "da média para baixo". é formada pela classe média e a pobre (dentro do nosso julgar de sociedade); por alguns trabalhadores do setor secundário e unanimemente por trabalhadores do setor primário. As providências da classe dominante afetam e muito esse grupo.

A classificação que fiz acima descreve nossa sociedade, sendo que ela não é estamental.

A solução da imagem é o libertarianismo, porém, não seria absoluta. A esquerda oferece a idéia de que a desigualdade é um problema social, para a direita a desigualdade é um problema humano, e o artificial se torna a igualdade.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O Fato Social

O sociólogo francês Émile Durkheim estabeleceu as bases científicas do estudo analítico da sociedade através do modo de sentir, pensar e agir perante todas as sociedades. Esses fatores foram nomeados de fato social.

Fato social é qualquer forma de indução sobre os indivíduos que é tida como uma coisa exterior a eles, tendo uma existência independente e estabelecida em toda a sociedade, que é considerada então como caracterizada pelo conjunto de fatos sociais estabelecidos.

Também se define o fato social como uma norma coletiva com independência e poder de coerção sobre o indivíduo.

Existem três características do fato social:
• Generalidade: Característica basica e igualitária, afirmando que os fatos sociais são válidos para todos os indivíduos da sociedade.
• Exterioridade: Os padrões culturais estabelicidos pela sociedade estão além do indivíduo, sendo isso estando além de sua vontade.
• Coercitividade: Os indivíduos de ma sociedade são meio que "obrigados" a andar "na linha" dentro do que a sociedade julga como adequado. O que anda fora dessa linha acaba de alguma forma sendo "maginalizada".

Esses três ítens são, se bem analisados, a verdade sobre o comportamento de qualquer sociedade perante sua moralidade e costumes. (Independentes de qual local seja e em que época seja).

Fatos sociais estão ligados aos costumes, a moral, que é subjetiva; tendo seu modelo de sociedade para sociedade. A forma que lhe damos com nossa cultura está dentro do fato social.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Filosofia por trás da mitologia

Mitologia é aquilo referente aos estudos de mitos ou o conjunto de contos em si que formam os mitos de uma cultura.

A antropóloga Maya Deren diz que “Os mitos são os fatos da mente manifestos em uma ficção sobre o assunto.”

Os mitos são alegóricos, e passam mensagens sobre lições de vida e como homem deve ser diante da sociedade e diante dos deuses (e coisas do tipo). Era também a forma dos nossos antepassados [com a ciência muito primária] de explicar o mundo natural e o que não entendiam.

Como por exemplo, o mito grego de Teseu e o Minotauro. A batalha dos dois é uma alegoria da inteligência contra a selvageria (os instintos do homem civilizado contra seus instintos primitivos). O labirinto representa a mente humana, um lugar que nos perdemos. [Caso queira ver melhor sobre esse mito, assista o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=GcNYE42Xam0]



Era a forma quais os antigos tinham de explicar o mundo, sendo que neles vemos como cada povo tinha sua própria visão de moral e de certo e errado.

O caráter dos mitos são esses, formas representativas e simbólicas fantasiosas de se passar alguma lição.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Compreendendo os adolescentes

Adolescência... o período mais conturbado da vida!

Muitos dizem que é a melhor faze da vida, por causa dos amigos, das baladinhas, os rolés, as festas, os beijos e as experiências e histórias que se ganham para contar. O problema é a pessão da adolescência.

Nessa faze a pessoa se torna muito insegura devido ao condicionamento criado pelas tendências da juventude. O moral na adolescência se torna "ir de acordo com o sistema". O jovem sempre fica na necessidade de provar alguma coisas para os outros, do contrário, não se considera "gente".

As coisas novas do mundo viram as "vozes de sua geração", ou do momento. Por que isso? É porque os adolescentes são mais novos, e mais bem interessados pelas coisas novas do mundo, e acabam virando suas tendências.

Agora chega o momento de critiar a minha geração...
Tudo bem, é normal existirem tendências na adolescência, entretanto, garanto que nunca teve uma geração tão fútil e descompromissada como a minha. Desde a época que o homem vivia na caverna e descobria o fogo acho que nunca houve uma geração de jovens tão vazia quanto a minha.

A minha geração se tornou a geração do "prazer, do legal e descolado". Uma geração que se importa apenas com a efemeridade dos momentos de descontração.

Tenho uma teoria a respeito: Os adolescentes da minha geração é a primeira do mundo globalizado, consequência da vitória do capitalismo na Guerra Fria. O capitalismo tem o único fim de consumir e consumir deliberadamente. O impacto que isso gera na condição social é de pessoas sedentas pelo consumo, e o prazer se torna um vício frenético.

Abaixo, um vídeo do canal Não Faz Sentido! [O vídeo fala de um tema bem específico da adolescência, primeiro beijo e primeira transa]

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A causa de toda guerra

[Antes de tudo pesso desculpas por não ter postado no mês de janeiro, e gostaria de me justificar. Estava escrevendo um livro que tematiza a guerra, o que me deu bastante introdução para escrever esta postagem.]

Já deve estar acostumado à ouvir de brigas de gangues em favelas e locais pobres, conflitos no Oriente Médio... Em fim, a informação vem numa escala tão rápida que acabamos nos acostumando com a guerra.

Dizendo de forma simples, guerras são confrontos bélicos entre nações, estados ou até mesmo grupos. Tudo bem, isso já sabemos, mais o que quero tratar não é o que é guerra, e sim o causa uma guerra.
As guerras são causadas por interesses, sejam ideológicos (como os religiosos, por exemplo), político-econômicos (como territoriais), entre outros.

Até onde analisei há três coisas que nutre os grupos à fazerem guerra: Ganância, orgulho e, em alguns casos, auto-defesa.
O caso da auto-defesa é quando existe um lado "dos moçinhos" numa guerra [o que é foda de acontecer]. Esse lado geralmente se resume por ser o de oprimidos, invadidos e coisas do gênero.

De qualquer forma, as guerras mostram o lado imperialista e extremamente arrogante dos governos, que reflete no lado ganancioso e orgulhoso do homem em si.

Guerras fazem parte da humanidade desde sempre, e uma das coisas mais brutais nelas são as armas e o quanto o homem se empenha em torná-las mais sofisticadas. Essa "elegância" que aumenta na forma de guerrar faz as guerras serem cada vez mais devastadoras e violentas.
Afinal, as armas foram inventadas nos primórdios do paleolítico, onde o ser humano desenvolveu ferramentas que utilizava para caçar e sobreviver à ataques.

O escritos alemão Hans Magnus Enzensberger é autor dessa pequena frase abaixo:
"Os animais lutam, mas não fazem guerra. O homem é o único primata que planeja o extermínio dentro de sua própria espécie e o executa entusiasticamente e em grandes dimensões. A guerra é uma de suas invenções mais importantes; a capacidade de estabelecer acordos de paz é provavelmente uma conquista posterior."

sábado, 18 de dezembro de 2010

Identidade


O que é sua identidade? RG? Passaporte? Carteira de motorista? Se roubassem seu documento, você perderia sua identidade? Você estaria sem um documento, mais mesmo assim você ainda seria você.

O que torna alguém justamente o que ela é? Seu status social, roupas, um monte de documentos com o nome dela? Se dizer que sim, é porque não sabe responder o que a pessoa é em essência, em sentido filosófico.

O que te faz ser você é sua história; seus valores e princípios; suas razões para viver; ideologia e forma de pensar. Você muda fisicamente, sua forma de pensar se desenvolve, sua visão da vida com o tempo vai progredindo, mas o que te faz ter sua identidade imutável é o sentido pelo qual vive, o que for característica marcante sua [sabe quando um conhecido seu diz algo de você que "Nunca muda"? Então, essa é uma característica de fato sua, pois não sofre mudanças]

Uma pessoa que se bronzeou não muda de etnia só por estar com a pele mais bronzeada. Sofrer um acidente e perder um braço ou uma perna não te faz outra pessoa, nem pintar o cabelo. Alguém que fez uma cirurgia pra mudar de sexo, mesmo que passando a ter traços biológicos do sexo oposto, ela continua sendo ela mesma, no fundo, ela continua a pertencer ao sexo que era.

Muitas coisas podem acontecer para mudar ou "mudar" uma pessoa, principalmente a variedade de mudanças que os avanços médicos nos proporcionam (embora sejam opcionais). Entretanto, o que faz uma pessoa ser ela mesma o que ela não pode mudar nela, pois está em sua essência, e isso jamais pode ser mudado.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Entendendo as tribos urbanas


Já deve ter andado na rua e encontrado algum emo, um gótico ou punk e ter perguntado "que porra é essa?". Já deve ter feito isso, não fez? De umas décadas para cá, várias delas surgiram, tendo tribos existentes já faz tempo como os grafiteiros, ou até mesmo mais recentes, como os coloridos.

Essas subculturas, se analisarmos bem, são nada mais do que uma forma de chamar atenção; expressar da forma mais chamativa o desejo de dispertar os olhares dos outros sobre si e de se sentir aceito em algum lugar.
A maioria (ou se não, quase todas) as pessoas integradas numa tribo urbana se encontram nos seguintes três perfis:
1) Ausência de diálogo e interação entre pai e filho (os pais trabalham, o filho fica em casa, o filho fica na necessidade de ter em quem se apoiar; e daí surge a tribo, que a acolhe). Os pais perante isso agem radicalmente, ou aceitam ou se incorformam e deixam o filho de castigo e essas coisas, aí que a pessoa se revolta! A tribo se torna um protesto simbólico. Esse é o caso do filho rebelde que a tribo se torna um sinal de protesto.
2) Outro caso comum também é dos que também não recebem boa formação dos responsáveis, e que precisam assim de acolhimento e se sentir respeitado, assim como é o caso dos pichadores ou dos "zicas". O objetivo desse tipo de gente de tribo é alimentar o próprio ego.
3) O problema da identidade. Esse é o caso das pessoas que se sentem sem identidade, e se associam à alguma tribo para se sentirem com alguma personalidade.

As tribos tem essa finalidade: Reconfortar quem se sente, de alguma forma, desorientado socialmente; ou apenas fazer a pessoa se sentir mais admirável e digna de respeito. [Não é em vão que todas se comportam (e até se vestem) de um jeito "Ei! Estou aqui! Olha pra mim!"]

Abaixo está um vídeo do programa da Band, A Liga. Um episódio que diz sobre essas subculturas da sociedade contemporânea:


sábado, 16 de outubro de 2010

Virtude do trabalho

O trabalho é a forma qual temos para nos sustentar, qual somos pagos e satisfazemos nossas necessidades básicas e fundamentais.
Mas o que é trabalho? O trabalho é um fator econômico que tem concepção variada ao decorrer da história. Dá mobilidade social em questão de produtividade e movimentação da troca de dinheiro.
O trabalho é medido pelas horas de dedicação do trabalhador e sua eficiência, que resultam na qualidade [e quantidade] de seu salário.

Em caráter filosófico, o trabalho é uma coisa importante e que deva ser levada à sério. Um bom trabalhador é aquele que se dedica ao seu trabalho, o exerça com amor e o fassa honestamente e constribua para que seu ambiente de trabalho torne-se agradável para uma melhor produção trabalhista.

Alguém empregado que tenha pelo menos alguns princípios de trabalho acaba resultando numa produtividade maior, produtividade maior é benéfica para a economia, e melhorias econômicas ajuda no desenvolvimento de um estado ou até mesmo uma nação, e isso tem como fim ter de ser benéfico a população.
Sem dizer das vantagens pessoais do trabalho, como a de ter um lar, comida, roupa e coisas que satisfação suas necessidades primárias (e até mesmo coisas que te agradem emocionalmente, que é subsequente).

Abaixo, algumas frases do economista e filósofo escocês Adam Smith, que são fatos do trabalho:
"Apenas pequeníssima parte das necessidades de um homem é suprida pelo produto de seu trabalho."
"A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes."
"O trabalho é moeda corrente."
"Mas, mesmo que o trabalho seja a medida real do valor de troca de todas as mercadorias, não é por ele que seu valor é usualmente avaliado."
"A maioria do lucro aparente é o salário real disfarçado de lucro."
"É o medo de perder seu emprego que restringe suas fraudes e corrige sua negligência."
"O único uso do dinheiro é circular bens consumíveis."
"A falência é, talvez, a maior e mais humilhante calamidade que pode acometer um homem inocente."
"Não é pelo dinheiro em si que os homens o desejam; é pelo que podem comprar com ele."