terça-feira, 14 de setembro de 2010

Tabus entre culturas

Inspiro minha postagem de hoje numa atividade que tive hoje no colégio, na aula de filosofia, que tivemos que ler um texto de Michel de Montaigne. O texto falava costumes que uma cultura tem, e que ela pode ser mal interpretada em outras culturas.

Darei um exemplo tosco. Aqui no ocidente, arrotar durante uma refeição é tido como falta de educação; na China não, comum, é inclusive sinal de satisfação. Agora darei um outro exemplo [que não seja tosco] ... Nós comemos carne de vaca, mas na Índia isso seria até mesmo imoral [aposto que se eu fizesse isso lá, eu ia acabar sendo espancado], mas aqui no ocidente é comum; assim como os chineses comem carne de cachorro, mas isso aqui no ocidente não é bem aceitável.

Sim, existem coisas em outras culturas que consideramos como "estranhas", e vice-versa. Tudo bem, isso é o direito que cada um tem, não importa qual sua cultura. Não importa de que cultura você seja, você sempre terá opiniões de "bizarrices" diante coisas de outras culturas (ou até mesmo da sua talvez).
Questão cultural não é como uma teoria científica, que deve ser discutida; questão cultura é algo que mesmo você vendo algo de aversivo em outra cultura, deve respeitar, pois aposto que alguém de outra cultura também tem aversão em algo de sua cultura. O cultural está ligado aos costumes e a moral, e ajudam a manter a instabilidade da mentalidade de um povo.

Mais pense bem, se vermos bem, o que define nossa personalidade em grande parte é o meio que vivemos. Hábitos, costumes, fé, principios que nos passam (ou não passam), coisas que tentam nos passar como boas e ruins são o que tentam fazer o que somos. Darei um exemplo disso: Você gosta de carne de porco, mais e se você fosse criado como muçulmano? Muçulmanos não comem carne de porco, o porco é um animal impuro para eles. Logo, se você você muçulmano, você não comeria carne suína.

O que forma o caráter do ser humano é sua educação cultural. Muitas coisas que nossa cultura [agora estou à vir fazer um escárnio a cultura ocidental] tenta nos passar como boas são apenas passageiras, não são coisas que vão ter alguma diferença na sua vida. No caso da nossa cultura [ocidental], valorizado deve ser aquele que vai contra essas coisas tidas como "prazerosas" que tentam nos passar, pois vivemos numa cultura que o prazer precede razão.

domingo, 29 de agosto de 2010

Medo da inevitável morte

Por que muitas pessoas têm o medo de morrer? Para que ter medo? Não podemos a evitar.

A morte, uma coisa que um dia vai chegar, inevitável e tão profunda. A morte é fonte de dramas, interrogações, medo, angústia, revolta.

Epicuro disse uma vez que “Não nos preocupemos com a morte. Enquanto estivermos vivos, ela é-nos alheia; e quando estivermos mortos, ela alheia nos é, porque não existiremos mais”. Em vida obviamente desfrutamos das delícias da existência terrena e nos desalentamos de seus cantos obscuros, ao morrermos, deixamos tudo isso.

A vida é boa sim, mas as pessoas se preocupam apenas em aproveitá-la do que realmente viver. Viver é fazer algo prestativo pro mundo, procurar uma forma de entender o que faz dar sentido para sua existência, desfrute apenas do necessário, pois muitas pessoas se iludem com coisas passageiras.

O medo da morte deve se da pelo momento de morrer ser algo angustiante, dependendo até dolorido. As vantagens da morte se encontram depois dela, não durante ela. O medo de morrer deve se da a isso.

"O homem fraco teme a morte, o desgraçado a chama; o valente a procura. Só o sensato a espera". - Benjamin Franklin

Sim, é sábio e bonito não temer a morte e a considerar uma coisa natural, mas isso também não significa que devemos procurar morrer a todo custo, pois já sabemos que uma hora ela chega.

"Os homens temem a morte como as crianças temem ir no escuro; e assim como esse medo natural das crianças é aumentado por contos, assim é o outro". - Francis Bacon

Outra razão pelas pessoas temerem a morte é por não saberem como será depois, o medo do desconhecido. Podemos pensar em várias hipóteses, considerar por várias tradições e crenças, olhar por perspectivas teológicas ou ligadas ao misticismo... Mas nada vai satisfazer a curiosidade pelo desconhecido que nutre o ser humano, que se preenchem apenas quando o conhece.

Creio que a morte seja um momento significativo, que nos dá respostas para aquilo que procurávamos responder durante a vida.

"A vida é uma grande surpresa. Não vejo, por isso, razão para que a morte não seja uma surpresa ainda maior". - Vladimir Nabokov

Por mais que a vida tenha coisas boas e ruins, ela é uma surpresa. Isso prova que a morte é algo surpreendente, esclarecedor.

sábado, 28 de agosto de 2010

Política, religião e futebol


É praticamente conduta social considerar essas três coisas “indiscutíveis”. Porém, não é bem assim, e vou provar o motivo disso, começando pelas duas primeiras coisas (que são mais sérias): Política e religião.

Política deve sim ser discutida, pois isso vai levando a troca de informação, aprimorando os conceitos das pessoas, e isso trás benefícios (como melhores decisões para benefícios nacionais, estaduais, etc. Até mesmo coisas como votar mais conscientemente). A pessoa discutindo sobre política é algo certo, vai cumprir com seu papel de cidadão.

O caso da religião não é nem por fazer papel de cidadão, e sim de ser humano. As religiões limitam o senso de dúvida da pessoa, de questionar, procurar por ela mesma, coisas que nem todas as pessoas fazem, preferindo aceitar de mão beijada as respostas de alguma crença ao invés de pensar por si mesmo. Discutir sobre religião nos ajuda a enxergar melhor a natureza, não só do mundo, mas também do ser humano; faz-nos refletir sobre coisas que não notávamos antes ou muda nossa forma de ver certas coisas.

Política e religião devem sim ser coisas discutidas, porém, por pessoas qualificadas para isso. Afinal, não é qualquer um que tem introdução [ou interesse] em política ou religião.

Sobre futebol nem preciso falar... Sim, você pode torcer pro seu time e tudo mais, mas não ser idólatra (ou melhor, “torcedor roxo”, com o “R” e as outras letras maiúsculas). Futebol tem que ser levado a serio pelos jogadores, o técnico, treinador, o presidente do clube ... Pois eles sim possuem motivos para levar o futebol a serio. E nós, que apenas gostamos, assistimos e/ou torcermos? O futebol para nós não é algo sério como política ou religião, é apenas um lazer.

Sobre futebol há discussões, tipo aqueles programas do Sportv, ESPN e programas esportivos, qual eles levam a conversa para um lado saudável, não para o “lado hooligan”.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Novelas: Não as levem para suas vidas!

Novelas é uma coisa que não consigo entender... É tudo praticamente IGUAL! As temáticas, o que acontece com os personagens, tudo é igual. Sempre com dinheiro no meio, em caso de novela das oito sempre há algum país estrangeiro que ajuda a estória acontecer, uma mulher traída, um corno, vingança, etc. [Melhor parar por aqui]

Novela aqui no Brasil é uma coisa trágica: As da Globo são um show de horrores, a Record não tem criatividade, e o SBT se destaca, pois além de ter péssimas novelas, ficam passando aquelas novelas mexicanas reprisadas.

Voltando as novelas da Globo... Ou melhor, shows de horrores. O que os personagens fazem são muitas das coisas não aconselháveis para uma pessoa descente fazer, os valores são os quais não se devem ser seguidos. Novela não tem preocupação em passar valores e princípios prestativos para a sociedade, só em coisas banais que vão dar audiência. Sem contar a falta de criatividade [Pense bem, toda novela tem homossexual, corno, grávida, cafajeste, gente rica e esnobe, gente com algum tipo de preconceito, etc, pois a lista é grande].

Abaixo está um vídeo bem zuado do Caue Moura, falando sobre novelas:

O que diferencia o ser humano dos animais?

Resposta (pessoal): Algumas coisas, mas essencialmente, porra nenhuma.

As pessoas não se consideram animais, dizem serem mais evoluídas e superiores que aos outros animais, enquanto na verdade somos animais, a própria biologia comprova isso. Si, tudo bem que podemos ser mais providos pelo dom de sermos racionais, mais há muitas ligações que temos com os animais, e que não faz deixarmos de continuarmos sendo animais:

• Ficamos atacados, perturbados, com medo, intimidados (dentre outras coisas) quando nos sentimos ameaçados por algo (seja fisicamente o psicologicamente);
• A busca alucinada pelo sexo. Digo que as mulheres humanas podem ser “mamíferas que sempre estão no cio”, e os homens humanos “mamíferos sempre prontos para atacá-las”;
• Dependendo da pessoa ou ambiente, é normal ela querer dar uma valentão para ficar se mostrando;
• A submissão diante de seres mais fortes (como de “animais mais fracos” diante de predadores, seres humanos e até mesmo de seres humanos diante de autoridades, seus deuses e coisas que os mesmos desconheçam ou temam);
• Necessidade de caçar, retirar ou por algo da natureza;
• Instinto paterno/materno e de sobrevivência;
• Tendências no comportamento (de acordo com a espécie, no caso nós, animais).

Essas foram algumas das coisas que podemos ver entre nós e os animais, mostrando que isso não muda. Ninguém tem o direito de nos considerar superior. Podemos ter racionalidade, melhor conhecimento do mundo e outras coisas, mas só que somos a única espécie que ameaça o planeta: Por causa do avanço industrial (que corrompe o ser humano e destrói a natureza), ganância (que alimenta a industrialização e o pouco caráter humano mediante a natureza), preguiça (que impede que as coisas não mudem) e o ego (que impede que muitos não enxerguem essas três coisas anteriores).

domingo, 22 de agosto de 2010

Analfabetismo político

É deprimente o analfabetismo político dos brasileiros!

O que leva o povo em ter desinteresse político? É a vontade dos candidatos, limitando um melhor acesso aos assuntos políticos. [Minha opinião é de que as próprias escolas deveriam dar uma base de política].De fato política é uma coisa que não é de muito interesse popular, sendo mais um interesse para pessoas inteligentes, de princípios, que tenham alguma coisa de útil na cabeça.

Mas se os políticos querem limitar nosso acesso (ou apenas o interesse) de nós pela política, o que eles ganham com isso? A resposta é simples: Prestígio, votos, manipulação. Fica bem mais fácil ganhar votos quando o político é alguém que não faz muita diferença para o país e passa uma imagem para o povo (ou apenas uma camada social) de alguém que vai o privilegiar de certo jeito.

Já que estamos em tempo de eleições, ai vai uma dica... Procure saber do passado dos seus candidatos. O que eles fizeram? O que não fizeram? Quais as propostas que eles oferecem? O que alguém do cargo dele deve fazer e o que ele disse a respeito? Procure saber em quem votar, pois um voto adequado (ou não) muda o país.

Abaixo, os tipos de cargos que constituem aqueles que administram e organizam a nação:
O presidente nomeia os ministros, que cuidaram de assuntos estratégicos. Cuida da relação da nossa pátria com as outras nações, movimentando a economia e divulgando a imagem do Brasil para o mundo. Além de tudo, ele faz as leis aprovadas no Congresso virarem benefícios para a população.
O senador fiscaliza o presidente, o vice e seus ministros. Ajuda a decidir sobre o orçamento nacional e a utilização do dinheiro público e elabora leis que beneficiem os eleitores de seu estado e tomar decisões importantes em relações aos acordos internacionais.
O papel do governador é o de chefe do poder executivo no estado. Comanda a segurança e nomeia secretários, além de transformar as leis aprovadas na Assembléia em benefícios para a população. Também administra os investimentos regionais para que os municípios cresçam por igual.
Deputado estadual é aquele que fiscaliza o governador, o seu vice e seus secretários. Contribui para elaborar o orçamento estadual e propõe leis de interesse do estado que viram benefícios para a população. O deputado federal tem as mesmas funções do deputado estadual, só que em nível federal.

Abaixo, um vídeo legal do Felipe Neto falando sobre política, e abaixo deste, um vídeo do Marcius Melhem falando dos papeis dos políticos: