sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ponderações sobre a aceitação da morte

A morte é uma coisa que não dá para se evitar. É melhor viver aceitando ela do que viver temendo ela ou não gostando dela. Querer evitar a morte é mesmo que querer evitar o amor, é algo que você nunca vai conseguir.

Gera desconforto nas pessoas saber que a morte é uma desapegação total do mundo profano, pois a maioria ja é apegada aos prazeres e a cotidianidade. Muitas filosofias tentam passar para as pessoas uma visão mais confortável da morte, como o exemplo dado no vídeo abaixo sobre o kardecismo. A reencarnação é um conceito que agrada a muitos, pois a morte não é o fim de tudo; há outra vida depois dessa, e depois dessa outra também.

A negação de muitas pessoas perante a morte se deve ao medo do desconhecido, pois as pessoas acham que a morte é tão tediosa como a vida. Afinal, na vida sempre tentamos ocupar nosso tempo, pois com o tempo muito vago nós acabos ficando entediados, e a morte é interpretada por muitos como um tédio eterno.

Muitos tentam acreditar na morte através do que as agrada, que as deixem mais confortadas com o assunto.

Porém, ela é uma realidade inevitável, e também, melhor do que a vida (se a compreendermos bem). Darei justificativas para a morte ter coisas boas:

• A vida é boa, mas temos de lhe dar com sombras de nossa mente, que dificultam a vida. Ter de lhe dar com o certo, o errado e o prazer; virar a cara para evitar de ver uma sociedade com valores corruptíveis. Na morte não tem isso, só isso já a torna simplesmente boa;
• Pense bem, algo tem que dar sentido a vida. Nossas dúvidas do mundo nos mostrada uma hora, e que hora melhor para isso se não após a morte?
• Nossa curiosidade sobre o além ser saciada.

Abaixo, um vídeo do Leon, do canal LReporta:


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Agostinho e Aquino - Os ideais de salvação

Santo Agostinho e Tomás de Aquino foram (e são), em questão soteriológica, os pensadores mais influentes.

Santo Agostinho nasceu no norte da África, estudou em Cartago e Roma e foi um dos doutores da Igreja responsável pela síntese entre filosofia clássica e o cristianismo. Suas obras de destaque são Confissões e Cidade de Deus.
Inspirado em Platão, Agostinho se dedicou a conhecer a essência humana e preocupar-se com o modo de alcançar a salvação humana. Quanto ao homem, Agostinho o definia como um ser corrompido. A salvação jamais seria obtida pelo ser humano, mas somente a graça à intervenção divina, na medida em que Deus incluía o perdão entre os seus infinitos atributos. Pra nós, segundo este mesmo santo, restava apenas a fé silenciosa e a obediência ao clero.
Segundo ele, "a fé precede a razão". A onisciência divina sobre o passado, presente e futuro fazia Agostinho ver que o destino do ser humano já era traçado, seja à salvação ou condenação.
Sua filosofia relativamente pessimista aludia a época qual vivia, uma época conturbada -Guerras, invasões, a decadência do Império Romano, entre outras coisas - Por estes motivos, sua visão de salvação foi aceita.
Seu pensamento sobre a salvação teria, séculos mais tarde, rivalidade com o pensamento tomista.
[Tanto que a arquitetura românica das igrejas desse período aludiam justamente isso, eram pesadas, "presas à terra", de ambientes escuros, propícios para à entrega espiritual].


Séculos mais tarde, com a Renascença, a Europa mudou bastante. Eram tempos melhores que o qual Agostinho viveu, mas a religião ainda tinha importância na mentalidade das pessoas. Sobre a salvação agora então era vista pelo ponto de Tomás de Aquino, o expoente da escolástica, sua ideologia. Sua maior obra é a Suma teológica.
Se inspirou em Aristóteles, desenvolvendo a tese de que o progresso humano não dependia apenas da vontade divina, mas também das obras dos homens. A razão então se tornou um privilégio de qual toda pessoa seria dotada, se preparando para assumir sua vida. Buscou conciliar fé e razão, refutando a idéia agostiniana de predestinação.
Como ser racional, o homem teria plenas condições de encontrar o caminho da salvação, evitando o pecado por meio da livre escolha que o livre-arbítrio proporcionava.
[A arquitetura góticas das igrejas da época refletiam isto: Eram de natureza livre, "elevavam-se ao céu", tinham ambientes claros, adequados para à busca racional].

A questão da salvação pode ser importante dependendo qual prespectiva ideal, pois alude a necessidade do ser humano de se sentir perdoado por seus atos ruins.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Método socrático


Socrátes é o dono pioneiro deste eficaz método de interrogação, que acabou tendo seu nome nele.

Seu metodismo consiste em adoptar sempre pelo diálogo, costuma iniciar uma conversação fazendo perguntas e obtendo dessa forma opiniões do interlocutor, que ele aparentemente aceita. Depois, por meio de um interrogatório hábil, desenvolve as opiniões originais da pessoa arguida, mostrando a tolice e os absurdos das opiniões superficiais e levando e presumido possuidor da sabedoria a se desconcertar em face das consequências contraditórias ou absurdas das suas opiniões originais e a confessar o seu erro ou a sua incapacidade para alcançar uma conclusão satisfatória. Esta primeira parte do método de Sócrates, destinada a levar o indivíduo à convicção do erro, é a ironia. Depois, continuando a sua argumentação e partindo da opinião primitiva do interlocutor desenvolve a verdade completa. Sócrates deu a esta última parte a designação de maiêutica - a arte de fazer nascer as ideias. - É este o método que encontramos amplamente desenvolvido nos diálogos socráticos de Platão.

A maiêutica é, para Sócrates, a busca pela verdade no interior da pessoa. O método socrático pode visto nada mais como o meio que Sócrates viu em se desenvolver maiêutica.

Questione!

Esta matéria falará sobre o ato de questionar e seus benefícios.

Os contarei uma história sobre Buda que meu professor de física disse hoje na sala: Buda (nascido como Sidarta Gautama) era de família nobre, filho de um rei. Um certo dia ele saiu do palácio pela primeira vez, vendo o mundo de fora do palácio. Ele viu pessoas esfomeadas, trabalhando exaustivamente para se sustentar, pobres e necessitadas.

Ele perguntou à um cocheiro por que tudo aquilo estava daquele jeito, e o cocheiro justificou dizendo que há pessoas ricas e pobres, o mundo funcionava daquele jeito. Aquele momento mexeu com Sidarta Gautama, pois seu pai lhe ensinava uma coisa, seus professores diziam outras e o cocheiro falou outra. Sidarta fugiu do seu palácio, começando sua jornada filosófica em busca da verdade.

O que vemos nessa história sobre Buda é que sempre devemos questionar, duvidar, debater, descobrir por nós mesmos. Questione o que você assiste na televisão, o que seus professores passam na sua escola, o que você lê na Wikipédia [isso eu já sei que muitos fazem!], o que os filósofos dizem, o que eu posto aqui no blog ... Seja racional, pensador, porém isso tem que ser por você mesmo.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Industrialização na mente humana

J. R. Tolkien (o famoso escritor de O Senhor dos Anéis) tinha aversão à tecnologia, acreditava que essa dominação e controle que a tecnologia moderna exerce sobre o Homem, mesmo que usadas para o bem, "trazem sofrimento à criação".

Tolkien tratou de uma questão intrigante. Ele viveu numa época que a tecnologia progrediu impulsivamente, a indústria era uma criança. A industrialização passou a trazer vários benefícios para o homem, porém, a ser um malefício que prejudica lentamente (porém, com bastante impacto na mesma!) a natureza.

Conforme a tecnologia cresce, os recursos naturais que são fornecidos como alimento para a tecnologia começam a ter um uso cada vez mais intenso. Porém, a ganância humana começou a não permitir que o homem limitasse a industrialização (ou melhor, evitá-la de vez), dando a opção para os industriais de continuarem seu progresso, pois seriam recompensados com um grandes ganhos financeiros.

A tecnologia faz o ser humano se desapegar cada vez mais da natureza (que nem, quantas pessoas você conhece que gostariam de passar o fim de semana acampando no mato?), e a nossa ligação com a natureza é uma das qualidades que estamos deserdando de nossos antepassados
A indústria alimenta a ganância humana.

Sim, é bom termos um carro, um computador, uma tv... Mais a indústria (e nós) devemos pensar bem mais na natureza antes do nosso conforto, não acham?

Os vários tipos de caráter

Caráter é a palavra que usamos para nos referir pela parte da personalidade de uma pessoa, na forma de agir, seu bom senso, moral e ética [ou falta delas].

Uma pessoa de bom caráter logicamente será alguém cordial, cortês, indomável. Uma pessoa de princípios, valores, justiça e outros atributos que a tornem uma pessoa justa, cidadão exemplar, excelente trabalhador, etc.

O mau caráter é visto como falta de caráter, mais não é exatamente assim. Há diferença entre mau caráter e ausência de caráter.

Uma pessoa de mau caráter não precisa ser justamente uma pessoa que julgamos como má, antiética. Ter mau caráter não é sinônimo de matar e roubar (dependendo das circunstâncias, se tornam um meio necessitário e sobrevivência até mesmo para as pessoas de bom caráter). O mau caráter é descrito por falta de disciplina, valores, princípios, falta de cidadania. Acredite, uma pessoa que assalta alguém na rua para sustentar seus pais e sua família pode ser alguém com mais caráter do que alguém que conheça os valores e princípios, mais escolhe fazer a coisa errada por razões egocêntricas.
O mau caráter não está apenas em fazer algo errado, mas está também em fazê-lo intencionalmente.

A falta de caráter é a "zona neutra" entre ser alguém de bem ou mal. É a indiferença entre fazer algo certo ou errado, pois a pessoa sem caráter não demonstra ser muito inconsequente, fria em seu pensamento e com uma visão seca de justiça.
A falta de caráter muitas vezes é exercida por uma pessoa sem que ela note, quando ma circunstância a deixa se sentir muito desconfortável, e ela tenta se livrar deste peso e não calcula suas decisões.