A morte é uma coisa que não dá para se evitar. É melhor viver aceitando ela do que viver temendo ela ou não gostando dela. Querer evitar a morte é mesmo que querer evitar o amor, é algo que você nunca vai conseguir.
Gera desconforto nas pessoas saber que a morte é uma desapegação total do mundo profano, pois a maioria ja é apegada aos prazeres e a cotidianidade. Muitas filosofias tentam passar para as pessoas uma visão mais confortável da morte, como o exemplo dado no vídeo abaixo sobre o kardecismo. A reencarnação é um conceito que agrada a muitos, pois a morte não é o fim de tudo; há outra vida depois dessa, e depois dessa outra também.
A negação de muitas pessoas perante a morte se deve ao medo do desconhecido, pois as pessoas acham que a morte é tão tediosa como a vida. Afinal, na vida sempre tentamos ocupar nosso tempo, pois com o tempo muito vago nós acabos ficando entediados, e a morte é interpretada por muitos como um tédio eterno.
Muitos tentam acreditar na morte através do que as agrada, que as deixem mais confortadas com o assunto.
Porém, ela é uma realidade inevitável, e também, melhor do que a vida (se a compreendermos bem). Darei justificativas para a morte ter coisas boas:
• A vida é boa, mas temos de lhe dar com sombras de nossa mente, que dificultam a vida. Ter de lhe dar com o certo, o errado e o prazer; virar a cara para evitar de ver uma sociedade com valores corruptíveis. Na morte não tem isso, só isso já a torna simplesmente boa;
• Pense bem, algo tem que dar sentido a vida. Nossas dúvidas do mundo nos mostrada uma hora, e que hora melhor para isso se não após a morte?
• Nossa curiosidade sobre o além ser saciada.
Abaixo, um vídeo do Leon, do canal LReporta:
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Agostinho e Aquino - Os ideais de salvação
Santo Agostinho e Tomás de Aquino foram (e são), em questão soteriológica, os pensadores mais influentes.
Santo Agostinho nasceu no norte da África, estudou em Cartago e Roma e foi um dos doutores da Igreja responsável pela síntese entre filosofia clássica e o cristianismo. Suas obras de destaque são Confissões e Cidade de Deus.
Inspirado em Platão, Agostinho se dedicou a conhecer a essência humana e preocupar-se com o modo de alcançar a salvação humana. Quanto ao homem, Agostinho o definia como um ser corrompido. A salvação jamais seria obtida pelo ser humano, mas somente a graça à intervenção divina, na medida em que Deus incluía o perdão entre os seus infinitos atributos. Pra nós, segundo este mesmo santo, restava apenas a fé silenciosa e a obediência ao clero.
Segundo ele, "a fé precede a razão". A onisciência divina sobre o passado, presente e futuro fazia Agostinho ver que o destino do ser humano já era traçado, seja à salvação ou condenação.
Sua filosofia relativamente pessimista aludia a época qual vivia, uma época conturbada -Guerras, invasões, a decadência do Império Romano, entre outras coisas - Por estes motivos, sua visão de salvação foi aceita.
Seu pensamento sobre a salvação teria, séculos mais tarde, rivalidade com o pensamento tomista.
[Tanto que a arquitetura românica das igrejas desse período aludiam justamente isso, eram pesadas, "presas à terra", de ambientes escuros, propícios para à entrega espiritual].
Séculos mais tarde, com a Renascença, a Europa mudou bastante. Eram tempos melhores que o qual Agostinho viveu, mas a religião ainda tinha importância na mentalidade das pessoas. Sobre a salvação agora então era vista pelo ponto de Tomás de Aquino, o expoente da escolástica, sua ideologia. Sua maior obra é a Suma teológica.
Se inspirou em Aristóteles, desenvolvendo a tese de que o progresso humano não dependia apenas da vontade divina, mas também das obras dos homens. A razão então se tornou um privilégio de qual toda pessoa seria dotada, se preparando para assumir sua vida. Buscou conciliar fé e razão, refutando a idéia agostiniana de predestinação.
Como ser racional, o homem teria plenas condições de encontrar o caminho da salvação, evitando o pecado por meio da livre escolha que o livre-arbítrio proporcionava.
[A arquitetura góticas das igrejas da época refletiam isto: Eram de natureza livre, "elevavam-se ao céu", tinham ambientes claros, adequados para à busca racional].
A questão da salvação pode ser importante dependendo qual prespectiva ideal, pois alude a necessidade do ser humano de se sentir perdoado por seus atos ruins.
Santo Agostinho nasceu no norte da África, estudou em Cartago e Roma e foi um dos doutores da Igreja responsável pela síntese entre filosofia clássica e o cristianismo. Suas obras de destaque são Confissões e Cidade de Deus.Inspirado em Platão, Agostinho se dedicou a conhecer a essência humana e preocupar-se com o modo de alcançar a salvação humana. Quanto ao homem, Agostinho o definia como um ser corrompido. A salvação jamais seria obtida pelo ser humano, mas somente a graça à intervenção divina, na medida em que Deus incluía o perdão entre os seus infinitos atributos. Pra nós, segundo este mesmo santo, restava apenas a fé silenciosa e a obediência ao clero.
Segundo ele, "a fé precede a razão". A onisciência divina sobre o passado, presente e futuro fazia Agostinho ver que o destino do ser humano já era traçado, seja à salvação ou condenação.
Sua filosofia relativamente pessimista aludia a época qual vivia, uma época conturbada -Guerras, invasões, a decadência do Império Romano, entre outras coisas - Por estes motivos, sua visão de salvação foi aceita.
Seu pensamento sobre a salvação teria, séculos mais tarde, rivalidade com o pensamento tomista.
[Tanto que a arquitetura românica das igrejas desse período aludiam justamente isso, eram pesadas, "presas à terra", de ambientes escuros, propícios para à entrega espiritual].
Séculos mais tarde, com a Renascença, a Europa mudou bastante. Eram tempos melhores que o qual Agostinho viveu, mas a religião ainda tinha importância na mentalidade das pessoas. Sobre a salvação agora então era vista pelo ponto de Tomás de Aquino, o expoente da escolástica, sua ideologia. Sua maior obra é a Suma teológica.Se inspirou em Aristóteles, desenvolvendo a tese de que o progresso humano não dependia apenas da vontade divina, mas também das obras dos homens. A razão então se tornou um privilégio de qual toda pessoa seria dotada, se preparando para assumir sua vida. Buscou conciliar fé e razão, refutando a idéia agostiniana de predestinação.
Como ser racional, o homem teria plenas condições de encontrar o caminho da salvação, evitando o pecado por meio da livre escolha que o livre-arbítrio proporcionava.
[A arquitetura góticas das igrejas da época refletiam isto: Eram de natureza livre, "elevavam-se ao céu", tinham ambientes claros, adequados para à busca racional].
A questão da salvação pode ser importante dependendo qual prespectiva ideal, pois alude a necessidade do ser humano de se sentir perdoado por seus atos ruins.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Método socrático

Socrátes é o dono pioneiro deste eficaz método de interrogação, que acabou tendo seu nome nele.
Seu metodismo consiste em adoptar sempre pelo diálogo, costuma iniciar uma conversação fazendo perguntas e obtendo dessa forma opiniões do interlocutor, que ele aparentemente aceita. Depois, por meio de um interrogatório hábil, desenvolve as opiniões originais da pessoa arguida, mostrando a tolice e os absurdos das opiniões superficiais e levando e presumido possuidor da sabedoria a se desconcertar em face das consequências contraditórias ou absurdas das suas opiniões originais e a confessar o seu erro ou a sua incapacidade para alcançar uma conclusão satisfatória. Esta primeira parte do método de Sócrates, destinada a levar o indivíduo à convicção do erro, é a ironia. Depois, continuando a sua argumentação e partindo da opinião primitiva do interlocutor desenvolve a verdade completa. Sócrates deu a esta última parte a designação de maiêutica - a arte de fazer nascer as ideias. - É este o método que encontramos amplamente desenvolvido nos diálogos socráticos de Platão.
A maiêutica é, para Sócrates, a busca pela verdade no interior da pessoa. O método socrático pode visto nada mais como o meio que Sócrates viu em se desenvolver maiêutica.
Questione!
Esta matéria falará sobre o ato de questionar e seus benefícios.
Os contarei uma história sobre Buda que meu professor de física disse hoje na sala: Buda (nascido como Sidarta Gautama) era de família nobre, filho de um rei. Um certo dia ele saiu do palácio pela primeira vez, vendo o mundo de fora do palácio. Ele viu pessoas esfomeadas, trabalhando exaustivamente para se sustentar, pobres e necessitadas.
Ele perguntou à um cocheiro por que tudo aquilo estava daquele jeito, e o cocheiro justificou dizendo que há pessoas ricas e pobres, o mundo funcionava daquele jeito. Aquele momento mexeu com Sidarta Gautama, pois seu pai lhe ensinava uma coisa, seus professores diziam outras e o cocheiro falou outra. Sidarta fugiu do seu palácio, começando sua jornada filosófica em busca da verdade.
O que vemos nessa história sobre Buda é que sempre devemos questionar, duvidar, debater, descobrir por nós mesmos. Questione o que você assiste na televisão, o que seus professores passam na sua escola, o que você lê na Wikipédia [isso eu já sei que muitos fazem!], o que os filósofos dizem, o que eu posto aqui no blog ... Seja racional, pensador, porém isso tem que ser por você mesmo.
Os contarei uma história sobre Buda que meu professor de física disse hoje na sala: Buda (nascido como Sidarta Gautama) era de família nobre, filho de um rei. Um certo dia ele saiu do palácio pela primeira vez, vendo o mundo de fora do palácio. Ele viu pessoas esfomeadas, trabalhando exaustivamente para se sustentar, pobres e necessitadas.
Ele perguntou à um cocheiro por que tudo aquilo estava daquele jeito, e o cocheiro justificou dizendo que há pessoas ricas e pobres, o mundo funcionava daquele jeito. Aquele momento mexeu com Sidarta Gautama, pois seu pai lhe ensinava uma coisa, seus professores diziam outras e o cocheiro falou outra. Sidarta fugiu do seu palácio, começando sua jornada filosófica em busca da verdade.
O que vemos nessa história sobre Buda é que sempre devemos questionar, duvidar, debater, descobrir por nós mesmos. Questione o que você assiste na televisão, o que seus professores passam na sua escola, o que você lê na Wikipédia [isso eu já sei que muitos fazem!], o que os filósofos dizem, o que eu posto aqui no blog ... Seja racional, pensador, porém isso tem que ser por você mesmo.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Industrialização na mente humana
J. R. Tolkien (o famoso escritor de O Senhor dos Anéis) tinha aversão à tecnologia, acreditava que essa dominação e controle que a tecnologia moderna exerce sobre o Homem, mesmo que usadas para o bem, "trazem sofrimento à criação".
Tolkien tratou de uma questão intrigante. Ele viveu numa época que a tecnologia progrediu impulsivamente, a indústria era uma criança. A industrialização passou a trazer vários benefícios para o homem, porém, a ser um malefício que prejudica lentamente (porém, com bastante impacto na mesma!) a natureza.
Conforme a tecnologia cresce, os recursos naturais que são fornecidos como alimento para a tecnologia começam a ter um uso cada vez mais intenso. Porém, a ganância humana começou a não permitir que o homem limitasse a industrialização (ou melhor, evitá-la de vez), dando a opção para os industriais de continuarem seu progresso, pois seriam recompensados com um grandes ganhos financeiros.
A tecnologia faz o ser humano se desapegar cada vez mais da natureza (que nem, quantas pessoas você conhece que gostariam de passar o fim de semana acampando no mato?), e a nossa ligação com a natureza é uma das qualidades que estamos deserdando de nossos antepassados
A indústria alimenta a ganância humana.
Sim, é bom termos um carro, um computador, uma tv... Mais a indústria (e nós) devemos pensar bem mais na natureza antes do nosso conforto, não acham?
Tolkien tratou de uma questão intrigante. Ele viveu numa época que a tecnologia progrediu impulsivamente, a indústria era uma criança. A industrialização passou a trazer vários benefícios para o homem, porém, a ser um malefício que prejudica lentamente (porém, com bastante impacto na mesma!) a natureza.
Conforme a tecnologia cresce, os recursos naturais que são fornecidos como alimento para a tecnologia começam a ter um uso cada vez mais intenso. Porém, a ganância humana começou a não permitir que o homem limitasse a industrialização (ou melhor, evitá-la de vez), dando a opção para os industriais de continuarem seu progresso, pois seriam recompensados com um grandes ganhos financeiros.
A tecnologia faz o ser humano se desapegar cada vez mais da natureza (que nem, quantas pessoas você conhece que gostariam de passar o fim de semana acampando no mato?), e a nossa ligação com a natureza é uma das qualidades que estamos deserdando de nossos antepassados
A indústria alimenta a ganância humana.
Sim, é bom termos um carro, um computador, uma tv... Mais a indústria (e nós) devemos pensar bem mais na natureza antes do nosso conforto, não acham?
Os vários tipos de caráter
Caráter é a palavra que usamos para nos referir pela parte da personalidade de uma pessoa, na forma de agir, seu bom senso, moral e ética [ou falta delas].
Uma pessoa de bom caráter logicamente será alguém cordial, cortês, indomável. Uma pessoa de princípios, valores, justiça e outros atributos que a tornem uma pessoa justa, cidadão exemplar, excelente trabalhador, etc.
O mau caráter é visto como falta de caráter, mais não é exatamente assim. Há diferença entre mau caráter e ausência de caráter.
Uma pessoa de mau caráter não precisa ser justamente uma pessoa que julgamos como má, antiética. Ter mau caráter não é sinônimo de matar e roubar (dependendo das circunstâncias, se tornam um meio necessitário e sobrevivência até mesmo para as pessoas de bom caráter). O mau caráter é descrito por falta de disciplina, valores, princípios, falta de cidadania. Acredite, uma pessoa que assalta alguém na rua para sustentar seus pais e sua família pode ser alguém com mais caráter do que alguém que conheça os valores e princípios, mais escolhe fazer a coisa errada por razões egocêntricas.
O mau caráter não está apenas em fazer algo errado, mas está também em fazê-lo intencionalmente.
A falta de caráter é a "zona neutra" entre ser alguém de bem ou mal. É a indiferença entre fazer algo certo ou errado, pois a pessoa sem caráter não demonstra ser muito inconsequente, fria em seu pensamento e com uma visão seca de justiça.
A falta de caráter muitas vezes é exercida por uma pessoa sem que ela note, quando ma circunstância a deixa se sentir muito desconfortável, e ela tenta se livrar deste peso e não calcula suas decisões.
Uma pessoa de bom caráter logicamente será alguém cordial, cortês, indomável. Uma pessoa de princípios, valores, justiça e outros atributos que a tornem uma pessoa justa, cidadão exemplar, excelente trabalhador, etc.
O mau caráter é visto como falta de caráter, mais não é exatamente assim. Há diferença entre mau caráter e ausência de caráter.
Uma pessoa de mau caráter não precisa ser justamente uma pessoa que julgamos como má, antiética. Ter mau caráter não é sinônimo de matar e roubar (dependendo das circunstâncias, se tornam um meio necessitário e sobrevivência até mesmo para as pessoas de bom caráter). O mau caráter é descrito por falta de disciplina, valores, princípios, falta de cidadania. Acredite, uma pessoa que assalta alguém na rua para sustentar seus pais e sua família pode ser alguém com mais caráter do que alguém que conheça os valores e princípios, mais escolhe fazer a coisa errada por razões egocêntricas.
O mau caráter não está apenas em fazer algo errado, mas está também em fazê-lo intencionalmente.
A falta de caráter é a "zona neutra" entre ser alguém de bem ou mal. É a indiferença entre fazer algo certo ou errado, pois a pessoa sem caráter não demonstra ser muito inconsequente, fria em seu pensamento e com uma visão seca de justiça.
A falta de caráter muitas vezes é exercida por uma pessoa sem que ela note, quando ma circunstância a deixa se sentir muito desconfortável, e ela tenta se livrar deste peso e não calcula suas decisões.
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