domingo, 28 de novembro de 2010

Ramos da filosofia

Isso é um blog sobre filosofia, certo? Nada mais justo do que eu postar sobre as "divisões" da filosofia, que são as especificações dela por tópicos.

Não estarei falando de escolas filosóficas nessa postagem, e sim, de uma divisão mais simples e geral, das disciplinas que regem a arte de pensar:

Epistemologia: Se resume na teoria do conhecimento. Trata a natureza da crença, do conhecimento e suas justificativas;
Ética: Busca entender o certo e errado, o bem e o mal;
Estética: Visa compreender o belo;
Lógica: Analisa o raciocínio, o uso da razão;
Metafísica: Ramo ontológico da filosofia. Trata sobre as questões primordiais da realidade, querendo saber sobre a essência fundamental dos seres e das coisas.

A filosofia tem várias divisões, baseadas em sua forma de pensar, porém, todas elas se encaixam em uma dessas cinco disciplinas.

Duração da felicidade

Essa palavra é o que o ser humano procura sempre ter, e mesmo sabendo que nem sempre ela está disponível, ele ainda insiste em a ter cada vez com mais abundância: A felicidade.

Há várias complicações na felicidade. Uma delas é a das pessoas acharem que elas dependem de outras pessoas e de várias coisas para ser feliz. Isso está errado! "A felicidade do homem depende de si mesmo." (dito por Marco Aurélio, um imperador romano). Nunca dependa de nada e de ninguém para ser feliz; essa iniciativa deve ser tomada por você.

"Toda a felicidade é incerta e instável", afirmava Sêneca. A felicidade tem uma certa "duração", variando do quanto tal coisa nos deixa feliz e como, e uma hora acaba. Qualquer primeiro problema ou complicação que apareça em seguir ou simplesmente o tempo que se passou já faz a sensação do que te trouxe feliz acabar.

É efêmera, e o ser humano a procura deliberadamente. As pessoas valorizam tanto a felicidade que ficam desalentadas na tristeza, não sabendo se comportar; ficando totalmente abaladas.

É bom ser feliz, mas infelizmente a felicidade é algo que nunca será absoluta. Enquanto estivermos em vida, a felicidade absoluta que todos buscam, o "paraíso terreno" é apenas um sonho utópico.

Horácio diz que "Não terás razão em chamar feliz àquele que muito possui". Muitas pessoas atribuem felicidade em obter, consumir, ter mais [principalmente nas culturas influenciadas pelo capitalismo].

Também falta mencionar as pessoas que não ligam pros meios que buscam a felicidade. As coisas que se julgam como erradas ou vazias, tornando a busca pela felicidade delas algo mais vazio do que já é; e isso as torna pessoas mais vazias do que já são. Não intendeu o que disse? Darei um exemplo: Suponha que você, mulher, conheceu numa viagem um cara bastante interessante. Ele é comprometido, e sua companheira não está com ele. Algumas mulheres na mesma cituação ficariam "na delas", outras, o seduziriam apenas para mérito próprio, sem se importar com o fato de ter o feito adulterar.

Ser feliz é algo que todo mundo gosta e estar, e quanto mais, melhor. Não os proíbo de ser feliz e nem estou fazendo pretexto para serem menos felizes, apenas, não criem expectativas demais nas suas felicidades, pois quando acaba, muitos tratam a felicidade como uma droga; um vício que a pessoa busca cada vez mais freneticamente.

sábado, 16 de outubro de 2010

Virtude do trabalho

O trabalho é a forma qual temos para nos sustentar, qual somos pagos e satisfazemos nossas necessidades básicas e fundamentais.
Mas o que é trabalho? O trabalho é um fator econômico que tem concepção variada ao decorrer da história. Dá mobilidade social em questão de produtividade e movimentação da troca de dinheiro.
O trabalho é medido pelas horas de dedicação do trabalhador e sua eficiência, que resultam na qualidade [e quantidade] de seu salário.

Em caráter filosófico, o trabalho é uma coisa importante e que deva ser levada à sério. Um bom trabalhador é aquele que se dedica ao seu trabalho, o exerça com amor e o fassa honestamente e constribua para que seu ambiente de trabalho torne-se agradável para uma melhor produção trabalhista.

Alguém empregado que tenha pelo menos alguns princípios de trabalho acaba resultando numa produtividade maior, produtividade maior é benéfica para a economia, e melhorias econômicas ajuda no desenvolvimento de um estado ou até mesmo uma nação, e isso tem como fim ter de ser benéfico a população.
Sem dizer das vantagens pessoais do trabalho, como a de ter um lar, comida, roupa e coisas que satisfação suas necessidades primárias (e até mesmo coisas que te agradem emocionalmente, que é subsequente).

Abaixo, algumas frases do economista e filósofo escocês Adam Smith, que são fatos do trabalho:
"Apenas pequeníssima parte das necessidades de um homem é suprida pelo produto de seu trabalho."
"A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes."
"O trabalho é moeda corrente."
"Mas, mesmo que o trabalho seja a medida real do valor de troca de todas as mercadorias, não é por ele que seu valor é usualmente avaliado."
"A maioria do lucro aparente é o salário real disfarçado de lucro."
"É o medo de perder seu emprego que restringe suas fraudes e corrige sua negligência."
"O único uso do dinheiro é circular bens consumíveis."
"A falência é, talvez, a maior e mais humilhante calamidade que pode acometer um homem inocente."
"Não é pelo dinheiro em si que os homens o desejam; é pelo que podem comprar com ele."

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sociedade casual

Um conceito que nossa sociedade considera "aceitável" é as relações casuais? Sabe aquelas pessoas que você fica na balada, numa festa ou seja aonde for? Então... O mundo onde vivemos tentar passar isso como se fosse algo vantajoso.

Não, eu não virei com aqueles discurços de gente idosa que fala que tem que namorar e casar sem dar justificativa ou aqueles crentes que falam que pegar mulher é coisa do demônio! Você pode sim pegar alguém, mais se for pra isso, que seja por alguma intenção além de só pegar, se achar pros outros só por ter pego uma "mina" que é muito bonita ou atraente ou apenas tentar fazer sexo com ela.
Analisemos os três motivos que critiquei em cima:
1) Diz claramente um fato da nossa sociedade - Muita gente só pega outra na rave, praia ou onde quer que seja só por número. É o tipo de gente não se importa com o conteúdo ou qualidade, apenas com números. Uma a mais pra gente assim é cada vez melhor! Este caso também pode ser pra auto-gratificação.
2) É no caso de você pegar aquela pessoa do sexo oposto [ou do mesmo sexo, dependendo da sua orientação] que todo mundo do sexo oposto paga pau. Esse caso e para aqueles que ficam se achando só por terem pego alguém que qualquer um ia querer pegar também.
3) Este é bem comum entre homens, já serve de aviso as garotas... Garotas (e mulheres também), se vocês são bastante atraentes fisicamente e um monte de cara fica babando por vocês ou vários tentam chegar em vocês, que fique claro que o que eles querem É SEXO!

Uma pessoa que só pega alguém por estes motivos é fútil. É o mesmo tipo de gente que não tem objetividade na vida. Sim, você pode ser um homem bombado ou uma mulher bastante sensual, mas também tenha alguam coisa na cabeça, valores também.

O quanto de pessoa que você fica não é sinal de masculinidade ou algo que uma mulher deva ser prestigiada. É apenas nada. Não te torna uma pessoa melhor.

Ou seja, se você é um cara que acha que pegar muita mulher é importante na vida ou um cara que é fã de outros caras que são assim ... Você é um merda!

Abaixo, um vídeo dos Vagazóides que satiriza este tema:

Ponderações sobre a aceitação da morte

A morte é uma coisa que não dá para se evitar. É melhor viver aceitando ela do que viver temendo ela ou não gostando dela. Querer evitar a morte é mesmo que querer evitar o amor, é algo que você nunca vai conseguir.

Gera desconforto nas pessoas saber que a morte é uma desapegação total do mundo profano, pois a maioria ja é apegada aos prazeres e a cotidianidade. Muitas filosofias tentam passar para as pessoas uma visão mais confortável da morte, como o exemplo dado no vídeo abaixo sobre o kardecismo. A reencarnação é um conceito que agrada a muitos, pois a morte não é o fim de tudo; há outra vida depois dessa, e depois dessa outra também.

A negação de muitas pessoas perante a morte se deve ao medo do desconhecido, pois as pessoas acham que a morte é tão tediosa como a vida. Afinal, na vida sempre tentamos ocupar nosso tempo, pois com o tempo muito vago nós acabos ficando entediados, e a morte é interpretada por muitos como um tédio eterno.

Muitos tentam acreditar na morte através do que as agrada, que as deixem mais confortadas com o assunto.

Porém, ela é uma realidade inevitável, e também, melhor do que a vida (se a compreendermos bem). Darei justificativas para a morte ter coisas boas:

• A vida é boa, mas temos de lhe dar com sombras de nossa mente, que dificultam a vida. Ter de lhe dar com o certo, o errado e o prazer; virar a cara para evitar de ver uma sociedade com valores corruptíveis. Na morte não tem isso, só isso já a torna simplesmente boa;
• Pense bem, algo tem que dar sentido a vida. Nossas dúvidas do mundo nos mostrada uma hora, e que hora melhor para isso se não após a morte?
• Nossa curiosidade sobre o além ser saciada.

Abaixo, um vídeo do Leon, do canal LReporta:


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Agostinho e Aquino - Os ideais de salvação

Santo Agostinho e Tomás de Aquino foram (e são), em questão soteriológica, os pensadores mais influentes.

Santo Agostinho nasceu no norte da África, estudou em Cartago e Roma e foi um dos doutores da Igreja responsável pela síntese entre filosofia clássica e o cristianismo. Suas obras de destaque são Confissões e Cidade de Deus.
Inspirado em Platão, Agostinho se dedicou a conhecer a essência humana e preocupar-se com o modo de alcançar a salvação humana. Quanto ao homem, Agostinho o definia como um ser corrompido. A salvação jamais seria obtida pelo ser humano, mas somente a graça à intervenção divina, na medida em que Deus incluía o perdão entre os seus infinitos atributos. Pra nós, segundo este mesmo santo, restava apenas a fé silenciosa e a obediência ao clero.
Segundo ele, "a fé precede a razão". A onisciência divina sobre o passado, presente e futuro fazia Agostinho ver que o destino do ser humano já era traçado, seja à salvação ou condenação.
Sua filosofia relativamente pessimista aludia a época qual vivia, uma época conturbada -Guerras, invasões, a decadência do Império Romano, entre outras coisas - Por estes motivos, sua visão de salvação foi aceita.
Seu pensamento sobre a salvação teria, séculos mais tarde, rivalidade com o pensamento tomista.
[Tanto que a arquitetura românica das igrejas desse período aludiam justamente isso, eram pesadas, "presas à terra", de ambientes escuros, propícios para à entrega espiritual].


Séculos mais tarde, com a Renascença, a Europa mudou bastante. Eram tempos melhores que o qual Agostinho viveu, mas a religião ainda tinha importância na mentalidade das pessoas. Sobre a salvação agora então era vista pelo ponto de Tomás de Aquino, o expoente da escolástica, sua ideologia. Sua maior obra é a Suma teológica.
Se inspirou em Aristóteles, desenvolvendo a tese de que o progresso humano não dependia apenas da vontade divina, mas também das obras dos homens. A razão então se tornou um privilégio de qual toda pessoa seria dotada, se preparando para assumir sua vida. Buscou conciliar fé e razão, refutando a idéia agostiniana de predestinação.
Como ser racional, o homem teria plenas condições de encontrar o caminho da salvação, evitando o pecado por meio da livre escolha que o livre-arbítrio proporcionava.
[A arquitetura góticas das igrejas da época refletiam isto: Eram de natureza livre, "elevavam-se ao céu", tinham ambientes claros, adequados para à busca racional].

A questão da salvação pode ser importante dependendo qual prespectiva ideal, pois alude a necessidade do ser humano de se sentir perdoado por seus atos ruins.