quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A importância de Nietzsche

Nietzche foi um grande filósofo, um que merece ser lembrado com bastante respeito e prestígio. Essa postagem se inspira no vídeo que está no final dela, contando a importância desse filósofo para as gerações que sucederiam a sua e suas influências.

Ele nasceu numa família luterana, sendo inclusive filho de um pastor. Ao começar a estudar e se interessar por filosofia na adolescência, ele começou a se afastar cada vez mais da fé, e sua vocação filosófica e ceticismo começaram a se desenvolver desse ponto.
Sua mentalidade é considerada bastante "rica", devido ao contexto em que foi criado e ao contexto da sua época. Sua convivência familiar era muito religiosa, porém, os pensadores pré-socráticos que o inspiraram e o impulso modernista que o mundo estava vivendo na época se uniram; e diante de tanto refletir com essas três perspectivas nasceu seu pensamento aberto ao mundo e a vida.

Tornou-se um renomado crítico do estilo de vida moderno, tanto em questão social como política. Também foi crítico da religião [do cristianismo em especial]. Sua filosofia, se bem analisada, mostrava seu caráter libertador, racionalista e puramente crítico ao homem que começava a "destruir" a natureza (seus contemporâneos).

Sem dizer que Nietzsche é uma das mais importantes referências da filosofia contemporânea, assim como os existencialistas e pragmatistas.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O que é ética?

Ética é o que estabelece os comportamentos e atitudes considerados "aceitáveis" ou "marginalizáveis" dentro da sociedade. A ética trabalha com três questões, que se analisarmos, são os fundamentos da ética. Esses fundamentos são: O que quero, o que posso e o que devo.

Com base nesse três elementos podemos dizer que...
Tem coisas que queremos mais não devemos;
Tem coisas que devemos mais não podemos
E tem coisas que podemos mais não queremos.

Através disso, podemos começar a trabalhar com o que é ético. O que é ético? O que não é? Isso pode ser muito relativo.

Darei um exemplo polêmico ... O da clonagem humana. Na questão ética da ciência biológica, há ativistas que consideram pela ética e bom senso que, a clonagem só deve ser usada com seu devido controle em animais e plantas somente para estudos biológicos - nunca para clonar seres humanos. [Em particular sou partidário dos que são à favor da clonagem humana]

Existem coisas na ética que são subjetivas, e estão mais para o lado da moral do que da ética. Moral não é o mesmo que ética. Moral está relativo aos costumes, o que se determina como certo e errado na moral são relativos aos hábitos e costumes sociais. Na ética, o que é certo é determinado como bom e o que é errado como mau.

Estudar a ética nos passa grandes verdade; como a de que podemos fazer tudo, entretanto, não devemos fazer qualquer coisa.

Atualmente, o que se considera como "bom" na ética tem uma adição; é qualquer qualidade que mantenha diplomacia entre as diferenças sociais, sejam étnicas, religiosas, sexuais e outras. O "bom" na ética contemporânea se torna aquilo que evita o máximo possível de confronto, mesmo que isso seja procurado com base num desejo utópico. As coisas certas acabam virando as que de certa forma mostram uma certa supremacia, como a patriótica e a do ser humano no "centro do mundo", e as coisas que beneficiam esses conceitos.
As coisas "más" na ética atual são coisas como questionar radicalmente o que é estabelecido pela conduta social. Os "maus" dentro da nossa ética não só aqueles que realmente fazem algo que de fato vá fazer mal para algo ou alguém, mas os que vão "contra o sistema" acabam sendo marginalizados de alguma forma.

A ética não é um corpo alegórico do certo e errado já estabelecido, e sim, o refletir do que é certo ou errado.

Abaixo, uma entrevista Mario Sergio Cortella no Programa do Jô, falando sobre ética:

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Condições para que surgisse filosofia

Uma hora quando o ser humano começou a se desenvolver e se mostrar mais encantado com o mundo natural (e também sobrenatural), ele começou a pensar.

Quando a humanidade começou à tomar a forma que vemos os livros de história, as primeiras civilizações estavam surgindo e a estrutura da sociedade estava se refinando; começaram haver aqueles que começaram refletir, estudar e criticar diversas coisas na sociedade, no mundo e na natureza humana. Assim nasceu o que chamamos de filosofia.

Vários fatores que surgiram nos primórdios da humanidade começaram a contribuir, como as primeiras guerras, o desenvolvimento do comércio, da religião e misticismo, a formação social e a interminável curiosidade do ser humano pelo mundo natural e pelo o que está além dele.

O pensamento ético-moral que os filósofos passam de acordo com suas épocas e períodos é sempre coerente com os problemas e necessidades dos seus contemporâneos.

A causa de toda guerra

[Antes de tudo pesso desculpas por não ter postado no mês de janeiro, e gostaria de me justificar. Estava escrevendo um livro que tematiza a guerra, o que me deu bastante introdução para escrever esta postagem.]

Já deve estar acostumado à ouvir de brigas de gangues em favelas e locais pobres, conflitos no Oriente Médio... Em fim, a informação vem numa escala tão rápida que acabamos nos acostumando com a guerra.

Dizendo de forma simples, guerras são confrontos bélicos entre nações, estados ou até mesmo grupos. Tudo bem, isso já sabemos, mais o que quero tratar não é o que é guerra, e sim o causa uma guerra.
As guerras são causadas por interesses, sejam ideológicos (como os religiosos, por exemplo), político-econômicos (como territoriais), entre outros.

Até onde analisei há três coisas que nutre os grupos à fazerem guerra: Ganância, orgulho e, em alguns casos, auto-defesa.
O caso da auto-defesa é quando existe um lado "dos moçinhos" numa guerra [o que é foda de acontecer]. Esse lado geralmente se resume por ser o de oprimidos, invadidos e coisas do gênero.

De qualquer forma, as guerras mostram o lado imperialista e extremamente arrogante dos governos, que reflete no lado ganancioso e orgulhoso do homem em si.

Guerras fazem parte da humanidade desde sempre, e uma das coisas mais brutais nelas são as armas e o quanto o homem se empenha em torná-las mais sofisticadas. Essa "elegância" que aumenta na forma de guerrar faz as guerras serem cada vez mais devastadoras e violentas.
Afinal, as armas foram inventadas nos primórdios do paleolítico, onde o ser humano desenvolveu ferramentas que utilizava para caçar e sobreviver à ataques.

O escritos alemão Hans Magnus Enzensberger é autor dessa pequena frase abaixo:
"Os animais lutam, mas não fazem guerra. O homem é o único primata que planeja o extermínio dentro de sua própria espécie e o executa entusiasticamente e em grandes dimensões. A guerra é uma de suas invenções mais importantes; a capacidade de estabelecer acordos de paz é provavelmente uma conquista posterior."

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Psique do medo

O medo está implantado na gente de várias formas: O desconhecer, a aversão, o não querer. O medo possui até mesmo uma forma doentia, qual conhecemos como fobia.

Existe o medo de adoecer; de amar; da ameaça; da solidão; de algo maior qual não compreende, entre vários outros.

É um sentimento que mexe com o psicológico da pessoa, qual a tendência dela é ficar agitada. O ser humano fica agitado quando sente medo; e medos são, em geral, a manifestação de qualquer fraqueza, qual se interpreta como uma aversão.
O medo é a raíz de muitas coisas. Pode gerar violência e cólera, dar origem à uma crença (ou converter quem está passando por alguma necessidade), proporciona agitação, causa pânico e golpeia em cheio nossos pontos fracos pessoais.

A fortaleza do medo se encontra na intimidação, qual o agente causador do medo ostenta aquele que o sente. O medo tende a ser controlador, e a coragem para o defrontar é a única arma qual se pode usar contra ele.
É bonito alguém querer superar seus medos. Você pode os superar, mais isso não significa os esquecer, pois ainda estará lá. Mesmo que você consiga vencer um medo, outro ainda vai estar existindo dentro de si; ou outro se revelará em alguma hora.

Abaixo, um vídeo do Café Filosófico, tematizando o medo.



sábado, 18 de dezembro de 2010

Identidade


O que é sua identidade? RG? Passaporte? Carteira de motorista? Se roubassem seu documento, você perderia sua identidade? Você estaria sem um documento, mais mesmo assim você ainda seria você.

O que torna alguém justamente o que ela é? Seu status social, roupas, um monte de documentos com o nome dela? Se dizer que sim, é porque não sabe responder o que a pessoa é em essência, em sentido filosófico.

O que te faz ser você é sua história; seus valores e princípios; suas razões para viver; ideologia e forma de pensar. Você muda fisicamente, sua forma de pensar se desenvolve, sua visão da vida com o tempo vai progredindo, mas o que te faz ter sua identidade imutável é o sentido pelo qual vive, o que for característica marcante sua [sabe quando um conhecido seu diz algo de você que "Nunca muda"? Então, essa é uma característica de fato sua, pois não sofre mudanças]

Uma pessoa que se bronzeou não muda de etnia só por estar com a pele mais bronzeada. Sofrer um acidente e perder um braço ou uma perna não te faz outra pessoa, nem pintar o cabelo. Alguém que fez uma cirurgia pra mudar de sexo, mesmo que passando a ter traços biológicos do sexo oposto, ela continua sendo ela mesma, no fundo, ela continua a pertencer ao sexo que era.

Muitas coisas podem acontecer para mudar ou "mudar" uma pessoa, principalmente a variedade de mudanças que os avanços médicos nos proporcionam (embora sejam opcionais). Entretanto, o que faz uma pessoa ser ela mesma o que ela não pode mudar nela, pois está em sua essência, e isso jamais pode ser mudado.