sábado, 12 de fevereiro de 2011

O inconsciente


Tratarei de um assunto psicanalítico, o nosso aparelho psíquico. Sigmund Freud, pai da psicanálise, determinou três divisões de nosso psicológico: Id (os instintos líbidos e primitivos que temos), Ego (nossa consciência lúcida) e o Superego (moral e valores sociais).

Sabe aquele anjinho e diabinho que aparecem no ombro das pessoas nos desenhos animados? Então, o superego é o anjinho e o id o diabinho.

O ego é a parte menos potente da nosso subconsciente. O id e o superego são como o conceito teológico da carne versus o espírito, e batalham em nossa mente no canto do subconsciente, uma área remota que temos no máximo mínimo acesso e nenhum controle.
O id são nossos desejos e vontades primitivas, sendo que Freud a associou principalmente ao desejo sexual. É representada pelos considerados "instintos mais naturais do ser humano".
O superego é a razão, a moral, ética e princípios. Representa a racionalidade humana.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Compreendendo os adolescentes

Adolescência... o período mais conturbado da vida!

Muitos dizem que é a melhor faze da vida, por causa dos amigos, das baladinhas, os rolés, as festas, os beijos e as experiências e histórias que se ganham para contar. O problema é a pessão da adolescência.

Nessa faze a pessoa se torna muito insegura devido ao condicionamento criado pelas tendências da juventude. O moral na adolescência se torna "ir de acordo com o sistema". O jovem sempre fica na necessidade de provar alguma coisas para os outros, do contrário, não se considera "gente".

As coisas novas do mundo viram as "vozes de sua geração", ou do momento. Por que isso? É porque os adolescentes são mais novos, e mais bem interessados pelas coisas novas do mundo, e acabam virando suas tendências.

Agora chega o momento de critiar a minha geração...
Tudo bem, é normal existirem tendências na adolescência, entretanto, garanto que nunca teve uma geração tão fútil e descompromissada como a minha. Desde a época que o homem vivia na caverna e descobria o fogo acho que nunca houve uma geração de jovens tão vazia quanto a minha.

A minha geração se tornou a geração do "prazer, do legal e descolado". Uma geração que se importa apenas com a efemeridade dos momentos de descontração.

Tenho uma teoria a respeito: Os adolescentes da minha geração é a primeira do mundo globalizado, consequência da vitória do capitalismo na Guerra Fria. O capitalismo tem o único fim de consumir e consumir deliberadamente. O impacto que isso gera na condição social é de pessoas sedentas pelo consumo, e o prazer se torna um vício frenético.

Abaixo, um vídeo do canal Não Faz Sentido! [O vídeo fala de um tema bem específico da adolescência, primeiro beijo e primeira transa]

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A importância de Nietzsche

Nietzche foi um grande filósofo, um que merece ser lembrado com bastante respeito e prestígio. Essa postagem se inspira no vídeo que está no final dela, contando a importância desse filósofo para as gerações que sucederiam a sua e suas influências.

Ele nasceu numa família luterana, sendo inclusive filho de um pastor. Ao começar a estudar e se interessar por filosofia na adolescência, ele começou a se afastar cada vez mais da fé, e sua vocação filosófica e ceticismo começaram a se desenvolver desse ponto.
Sua mentalidade é considerada bastante "rica", devido ao contexto em que foi criado e ao contexto da sua época. Sua convivência familiar era muito religiosa, porém, os pensadores pré-socráticos que o inspiraram e o impulso modernista que o mundo estava vivendo na época se uniram; e diante de tanto refletir com essas três perspectivas nasceu seu pensamento aberto ao mundo e a vida.

Tornou-se um renomado crítico do estilo de vida moderno, tanto em questão social como política. Também foi crítico da religião [do cristianismo em especial]. Sua filosofia, se bem analisada, mostrava seu caráter libertador, racionalista e puramente crítico ao homem que começava a "destruir" a natureza (seus contemporâneos).

Sem dizer que Nietzsche é uma das mais importantes referências da filosofia contemporânea, assim como os existencialistas e pragmatistas.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O que é ética?

Ética é o que estabelece os comportamentos e atitudes considerados "aceitáveis" ou "marginalizáveis" dentro da sociedade. A ética trabalha com três questões, que se analisarmos, são os fundamentos da ética. Esses fundamentos são: O que quero, o que posso e o que devo.

Com base nesse três elementos podemos dizer que...
Tem coisas que queremos mais não devemos;
Tem coisas que devemos mais não podemos
E tem coisas que podemos mais não queremos.

Através disso, podemos começar a trabalhar com o que é ético. O que é ético? O que não é? Isso pode ser muito relativo.

Darei um exemplo polêmico ... O da clonagem humana. Na questão ética da ciência biológica, há ativistas que consideram pela ética e bom senso que, a clonagem só deve ser usada com seu devido controle em animais e plantas somente para estudos biológicos - nunca para clonar seres humanos. [Em particular sou partidário dos que são à favor da clonagem humana]

Existem coisas na ética que são subjetivas, e estão mais para o lado da moral do que da ética. Moral não é o mesmo que ética. Moral está relativo aos costumes, o que se determina como certo e errado na moral são relativos aos hábitos e costumes sociais. Na ética, o que é certo é determinado como bom e o que é errado como mau.

Estudar a ética nos passa grandes verdade; como a de que podemos fazer tudo, entretanto, não devemos fazer qualquer coisa.

Atualmente, o que se considera como "bom" na ética tem uma adição; é qualquer qualidade que mantenha diplomacia entre as diferenças sociais, sejam étnicas, religiosas, sexuais e outras. O "bom" na ética contemporânea se torna aquilo que evita o máximo possível de confronto, mesmo que isso seja procurado com base num desejo utópico. As coisas certas acabam virando as que de certa forma mostram uma certa supremacia, como a patriótica e a do ser humano no "centro do mundo", e as coisas que beneficiam esses conceitos.
As coisas "más" na ética atual são coisas como questionar radicalmente o que é estabelecido pela conduta social. Os "maus" dentro da nossa ética não só aqueles que realmente fazem algo que de fato vá fazer mal para algo ou alguém, mas os que vão "contra o sistema" acabam sendo marginalizados de alguma forma.

A ética não é um corpo alegórico do certo e errado já estabelecido, e sim, o refletir do que é certo ou errado.

Abaixo, uma entrevista Mario Sergio Cortella no Programa do Jô, falando sobre ética:

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Condições para que surgisse filosofia

Uma hora quando o ser humano começou a se desenvolver e se mostrar mais encantado com o mundo natural (e também sobrenatural), ele começou a pensar.

Quando a humanidade começou à tomar a forma que vemos os livros de história, as primeiras civilizações estavam surgindo e a estrutura da sociedade estava se refinando; começaram haver aqueles que começaram refletir, estudar e criticar diversas coisas na sociedade, no mundo e na natureza humana. Assim nasceu o que chamamos de filosofia.

Vários fatores que surgiram nos primórdios da humanidade começaram a contribuir, como as primeiras guerras, o desenvolvimento do comércio, da religião e misticismo, a formação social e a interminável curiosidade do ser humano pelo mundo natural e pelo o que está além dele.

O pensamento ético-moral que os filósofos passam de acordo com suas épocas e períodos é sempre coerente com os problemas e necessidades dos seus contemporâneos.

A causa de toda guerra

[Antes de tudo pesso desculpas por não ter postado no mês de janeiro, e gostaria de me justificar. Estava escrevendo um livro que tematiza a guerra, o que me deu bastante introdução para escrever esta postagem.]

Já deve estar acostumado à ouvir de brigas de gangues em favelas e locais pobres, conflitos no Oriente Médio... Em fim, a informação vem numa escala tão rápida que acabamos nos acostumando com a guerra.

Dizendo de forma simples, guerras são confrontos bélicos entre nações, estados ou até mesmo grupos. Tudo bem, isso já sabemos, mais o que quero tratar não é o que é guerra, e sim o causa uma guerra.
As guerras são causadas por interesses, sejam ideológicos (como os religiosos, por exemplo), político-econômicos (como territoriais), entre outros.

Até onde analisei há três coisas que nutre os grupos à fazerem guerra: Ganância, orgulho e, em alguns casos, auto-defesa.
O caso da auto-defesa é quando existe um lado "dos moçinhos" numa guerra [o que é foda de acontecer]. Esse lado geralmente se resume por ser o de oprimidos, invadidos e coisas do gênero.

De qualquer forma, as guerras mostram o lado imperialista e extremamente arrogante dos governos, que reflete no lado ganancioso e orgulhoso do homem em si.

Guerras fazem parte da humanidade desde sempre, e uma das coisas mais brutais nelas são as armas e o quanto o homem se empenha em torná-las mais sofisticadas. Essa "elegância" que aumenta na forma de guerrar faz as guerras serem cada vez mais devastadoras e violentas.
Afinal, as armas foram inventadas nos primórdios do paleolítico, onde o ser humano desenvolveu ferramentas que utilizava para caçar e sobreviver à ataques.

O escritos alemão Hans Magnus Enzensberger é autor dessa pequena frase abaixo:
"Os animais lutam, mas não fazem guerra. O homem é o único primata que planeja o extermínio dentro de sua própria espécie e o executa entusiasticamente e em grandes dimensões. A guerra é uma de suas invenções mais importantes; a capacidade de estabelecer acordos de paz é provavelmente uma conquista posterior."