A arte, como a conhecemos (seja pintura, escultura, desenho, teatro, etc), é para nós algo admirável e abstrato, porém, muito difícil de se definir. O que é arte?
Arte é trabalhar com inspiração, emoções, sonhos, realidade, ilusão, [entre uma cacetada de coisas] e dar forma para elas. O artista é aquele que consegue dar vida e expressão para uma coisa sem vida, que ele escolhe para expressar-se.
Está dentro do talento de qualquer artista a concepção de estética e expressão de sentimentos e idéias, além de gosto e facilidade para trabalhar com o material que escolhe para trabalhar.
A pintura é a forma de expressar através de quadros feitos pelo uso de tintas e suas técnicas de se pintar; a escultura dá forma para pedras, barro, argila, ou seja o que for, ganhando a forma do que o artista deseja expressar; literatura a forma de usar as palavras para fazer o leitor mergulhar num mundo paralelo inteligível e cheio de emoções; a poesia faz coisa parecida, porém, trabalha com a beleza da linguagem e formação de palavras para expressar encanto e ponto de vista. [Foram apenas algumas explicações de algumas artes.]
Se for assim, será que filosofia também é arte? O filósofo sente emoção no pensar; se envolve, contempla (o aprendizado), sente. Filosofia seria então a arte de refletir? Pensar, observar, criticar?
Abaixo um vídeo que fiz [o meu primeiro; espero que tenha ficado bom] introduzindo sobre este tema.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
História & Filosofia
Parecem ser apenas duas disciplinas humanas à primeira vista, porém, podemos tirar muito de filosofia com o conhecimento da história.
Com a história vemos a evolução social, intelectual e racional do ser humano. Acompanhamos essa evolução desde tempos antigos até anos atrás e estudamos que influência teve até chegar ao ponto de ter alguma influência contemporânea.
Vai mais do que aprender sobre o descobrimento da América e a Inquisição. A história estuda o pensamento humano através dos séculos. Com ela aprendemos como nossos antepassados viviam, julgavam as coisas e o mundo, a forma que eles pensavam e lhe davam com a sociedade e questões que a filosofia trabalha.
Sem dizer quando se estuda várias filósofos é importante ter conhecimento de como era a época em que vivia. Para entender algumas coisas (ou muitas) que defendediam e criticavam é necessário saber como era a época em que eles viviam. Sem dizer a análise que fazemos para compararmos aos dias de hoje, e ver o que podemos tirar desses filósofos sugestões que possam nos ajudar com os problemas da atualidade. [E olhe que durante a história houve uma porrada de filósofos. Os pré-socráticos, Confúcio, Sêneca, Alberto Magno, Hobbes, Diderot, Camus, Sartre...]
A sequência sistemática dos acontecimentos que levaram até as coisas serem como são hoje é o que podemos aprender com a história, e ver o que está no passado consegue influenciar no presente.
Conhecer a história é conhecer a si mesmo, seu passado, o passado da suas raízes e seu modo de pensamento.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Proteste, sociedade! Proteste!
"Não é o povo que deve temer seu governo. Mas sim o governo deve temer o seu povo." - Frase do filme V de Vingança.
Ao longo da história, muitos protestos começaram à acontecer. Esses protestos que poderiam levar em consequentes reformas e revoluções foram consequências dos problemas sociais causados relativos com aquilo que eles protestem.
As pessoas que levantaram à voz foram pessoas insatisfeitas com esses problemas que estavam na sua sociedade, e que tiveram coragem de fazerem tudo para serem ouvidas.
Muita coisa na história humana seria diferente se essas revoltas populares não tivessem acontecido: Se não fossem as Diretas Já o Brasil ainda viveria na ditadura daqueles militares totalitários [e filhos de uma puta também!]; sem a Reforma Protestante a Igreja Católica não teria se enfraquecido tanto para que o "século das luzes" (século XVIII) tivesse sua vez para fazer a sociedade evoluir; se não fosse o revolto do povo em todas as Américas talvez ainda fossemos propriedade dos respectivos países europeus que nos administravam; sem a Revolução Francesa o pobre e trabalhador não teriam direitos (foi daí que esses dois começaram à ter direitos).
Pena que o povo brasileiro não seja assim. Não protesta contra os problemas do país; contra a corrupção dos políticos, que roubam nosso dinheiro dos impostos para enxerem o bolso de dinheiro ao invés de fazerem algo pelo país.
O corinthiano sai na rua para quebrar carro na rua por causa da eliminação na Libertadores! Se o povo soubesse protestar assim como torcedor de futebol se revoltasse, no mínimo poderíamos viver num país um pouco mais descente socialmente.
Sabe aquela política romana do Pão e Circo? Em que o Estado alimentava e dava diversão ao povo (no caso deles, circo e os espetáculos do Coliseu) para diminuir a insatisfação popular contra os governantes? Então, atualmente acontece coisa parecida, seguindo o princípio de fazer o povo não querer se interessar pelos problemas da sociedade e o encher de coisas que desviem seu interesse. [Acontece que na época do Pão e Circo o Estado mesmo fazia com que o povo não interessasse pelos problemas dele. Hoje em dia isso está mais para o trabalho da mídia e do capitalismo.]
Abaixo está um vídeo do vlog do Desce a Letra, qual retrata sobre isso através do exemplo recente da Revolução Egípcia de 2011.
Ao longo da história, muitos protestos começaram à acontecer. Esses protestos que poderiam levar em consequentes reformas e revoluções foram consequências dos problemas sociais causados relativos com aquilo que eles protestem.
As pessoas que levantaram à voz foram pessoas insatisfeitas com esses problemas que estavam na sua sociedade, e que tiveram coragem de fazerem tudo para serem ouvidas.
Muita coisa na história humana seria diferente se essas revoltas populares não tivessem acontecido: Se não fossem as Diretas Já o Brasil ainda viveria na ditadura daqueles militares totalitários [e filhos de uma puta também!]; sem a Reforma Protestante a Igreja Católica não teria se enfraquecido tanto para que o "século das luzes" (século XVIII) tivesse sua vez para fazer a sociedade evoluir; se não fosse o revolto do povo em todas as Américas talvez ainda fossemos propriedade dos respectivos países europeus que nos administravam; sem a Revolução Francesa o pobre e trabalhador não teriam direitos (foi daí que esses dois começaram à ter direitos).
Pena que o povo brasileiro não seja assim. Não protesta contra os problemas do país; contra a corrupção dos políticos, que roubam nosso dinheiro dos impostos para enxerem o bolso de dinheiro ao invés de fazerem algo pelo país.
O corinthiano sai na rua para quebrar carro na rua por causa da eliminação na Libertadores! Se o povo soubesse protestar assim como torcedor de futebol se revoltasse, no mínimo poderíamos viver num país um pouco mais descente socialmente.
Sabe aquela política romana do Pão e Circo? Em que o Estado alimentava e dava diversão ao povo (no caso deles, circo e os espetáculos do Coliseu) para diminuir a insatisfação popular contra os governantes? Então, atualmente acontece coisa parecida, seguindo o princípio de fazer o povo não querer se interessar pelos problemas da sociedade e o encher de coisas que desviem seu interesse. [Acontece que na época do Pão e Circo o Estado mesmo fazia com que o povo não interessasse pelos problemas dele. Hoje em dia isso está mais para o trabalho da mídia e do capitalismo.]
Abaixo está um vídeo do vlog do Desce a Letra, qual retrata sobre isso através do exemplo recente da Revolução Egípcia de 2011.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
A origem das divindades
A figura das divindades existe desde o começo a humanidade, quando o ser humano começou a trabalhar com a questão do sobrenatural. Os deuses começaram a surgir, pois começaram como personificações e alegorias à fenômenos da natureza (chuva, raios, fogo) e da vida (morte, nascimento). [Além de forças da natureza e do "além do nosso intendimento", como o tempo, destino, pós-vida, etc]
Um deus se torna um ser imortal, acima de todos os seres vivos e normalmente superior à natureza (algumas culturas têm seus deuses como sendo inferiores à forças da natureza e o destino). Com o desenvolver da racionalidade humana, começaram à surgir deuses relacionados com diversos comportamentos, vícios e atividades inerentes ao homem (guerra, agricultura, caça, justiça, entre outros).
Divindades nada mais são do que personificações, representações, como citado acima.
Foram criadas pelo ser humano para poderem assim entenderem melhor a natureza, e também como forma de adorá-la e temê-la ao mesmo tempo. (Não tinham a ciência que temos hoje)
Servem também como forma que o homem antigo procurou de responder a questão do que criou tudo.
Na minha filosofia, "deus" é o termo usado para se referir à qualquer força criadora. Considero três formas de como deva ser essa existência:
Deus-O Fenômeno: Essa vai de acordo com a teoria de que o que criou tudo, o Universo principalmente, foi um fenômeno (como o Big Bang, por exemplo).
Deus-O Todo: Essa é para mim a mais realista. Vem da base de que o "Universo é Deus", que os dois sejam extremamente ligados ou coisa assim.
Deus-O Ser: A representação que a humanidade tem de deus (e qual o homem primitivo passou a adotar e desde então o homem pensar quase inquestionavelmente como deus ou deuses). Nessa, deus seria um ser, uma forma de vida existente.
Se notarmos como as civilizações antigas "modelavam" seus deuses, era de acordo com a perspectiva deles sobre as coisas, sobre o mundo, na base da sua moral , conhecimentos e achismo. Xenófanes mesmo disse que "Os homens criaram os deuses à sua imagem e semelhança." (Por isso todos os deuses de todas as culturas necessitam de adoração e a maioria mostra se importar de alguma forma com o ser humano)
Muitas culturas de alguma forma buscavam aproximar os mortais humanos dos deuses, tanto que muitas pessoas tentaram literalmente se aproximar das divindades ou de alguma forma tentar obter o status de deus. Alguém acabar se colocando ao nível de divindade é algo chamado de apoteose, e várias pessoas na história fizeram isso (ou aconteceram com ela): Tais como Alexandre "O Grande", vários imperadores romanos e George Washington.

Eu vou com Voltaire, que disse "Eu acredito no Deus que criou os homens, e não no Deus que os homens criaram."
Um deus se torna um ser imortal, acima de todos os seres vivos e normalmente superior à natureza (algumas culturas têm seus deuses como sendo inferiores à forças da natureza e o destino). Com o desenvolver da racionalidade humana, começaram à surgir deuses relacionados com diversos comportamentos, vícios e atividades inerentes ao homem (guerra, agricultura, caça, justiça, entre outros).
Divindades nada mais são do que personificações, representações, como citado acima.
Foram criadas pelo ser humano para poderem assim entenderem melhor a natureza, e também como forma de adorá-la e temê-la ao mesmo tempo. (Não tinham a ciência que temos hoje)
Servem também como forma que o homem antigo procurou de responder a questão do que criou tudo.
Na minha filosofia, "deus" é o termo usado para se referir à qualquer força criadora. Considero três formas de como deva ser essa existência:
Deus-O Fenômeno: Essa vai de acordo com a teoria de que o que criou tudo, o Universo principalmente, foi um fenômeno (como o Big Bang, por exemplo).
Deus-O Todo: Essa é para mim a mais realista. Vem da base de que o "Universo é Deus", que os dois sejam extremamente ligados ou coisa assim.
Deus-O Ser: A representação que a humanidade tem de deus (e qual o homem primitivo passou a adotar e desde então o homem pensar quase inquestionavelmente como deus ou deuses). Nessa, deus seria um ser, uma forma de vida existente.
Se notarmos como as civilizações antigas "modelavam" seus deuses, era de acordo com a perspectiva deles sobre as coisas, sobre o mundo, na base da sua moral , conhecimentos e achismo. Xenófanes mesmo disse que "Os homens criaram os deuses à sua imagem e semelhança." (Por isso todos os deuses de todas as culturas necessitam de adoração e a maioria mostra se importar de alguma forma com o ser humano)
Muitas culturas de alguma forma buscavam aproximar os mortais humanos dos deuses, tanto que muitas pessoas tentaram literalmente se aproximar das divindades ou de alguma forma tentar obter o status de deus. Alguém acabar se colocando ao nível de divindade é algo chamado de apoteose, e várias pessoas na história fizeram isso (ou aconteceram com ela): Tais como Alexandre "O Grande", vários imperadores romanos e George Washington.

Eu vou com Voltaire, que disse "Eu acredito no Deus que criou os homens, e não no Deus que os homens criaram."
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Insignificância do homem no macrocosmo
A maioria das religiões diz que o homem foi criado no plano principal de deus, para dominar e cuidar da Criação e tudo mais. Confortam os homens dizendo que cada um é importante para um ser maior que criou tudo no Universo além do minúsculo ponto azul onde moramos, a Terra.
Muitos filósofos defendem a tese da liberdade do homem perante a natureza, de que ele é absolutamente livre da ordem natural das coisas, e isso de umas décadas para cá começou a ser muito bem difundido na cabeça de várias pessoas (que concerteza não devam aceitar sua minusculosidade no Espaço). [Né não existencialistas?!]
O ser humano cria direitos que tentam provar para si mesmos sua superioridade perante os outros animais, agem como se o mundo fosse deles, mais só que não é essa a verdade. Somos só mais uma espécie no mundo (a única que faz mal de verdade e que faz mal para si mesma), a diferença é que só somos dotados de racionalidade, que é proveniente do primeiro traço que começou a formar o homem como o conhecemos até hoje: a curiosidade. Sim, a curiosidade foi o que enraizou nossa racionalidade.
O ser humano se vangloriza pela sua inteligência, desenvolvimento, sua grande (porém, limitada) tolerância social. A verdade é muitas vezes assustadora e pessimista, e as pessoas não querem se sentir sem importância. [Deve ter sido por isso que por séculos os astrônomos tinham uma perspectiva geocêntrica]
Não estou dizendo para você começar a se sentir um merda sem valor ao ler esta postagem, apenas para ser mais humilde. O Universo é infinito, e continua a se propagar infinitas vezes; você é alguém, mais não se ache tanto além do que pode se achar. Certeza que alguém com alguma inteligência (mesmo que seja primitiva) em algum lugar longe pra cacete no cosmo deve também possa ter descoberto que existe um lugar além de seu planeta; e começa a refletir sobre sua grandeza, a importância de seu povo e ao mesmo tempo insignificância diante de algo tão grandioso
O que fazemos e podemos fazer é para nós, para o meio onde vivemos ou nossa sociedade em si, no máximo para o mundo. Para além da Terra podemos fazer nada (ao menos não nos dias de hoje), o máximo que podemos fazer é admirar o que existe além de onde vivemos.
Temos utilidade aqui, BEEEEM AQUI! A pessoa que um dia tiver utilidade no espaço terá essa tal utilidade. [Como quando por exemplo quando o Sol morrer. Quando ele morrer a Terra vai deixar de existir. Cairemos no esquecimento. Que valor temos pra algo grande se caimos no esquecimento?]
Nós e qualquer vida que exista além daqui temos nosso papel, onde vivemos, mais todos nós somos minusculamente mínimos ao macrocosmo que está além do nosso microcosmo.
Essa foi mais uma matéria para reflexão.
Filosofia por trás da mitologia
Mitologia é aquilo referente aos estudos de mitos ou o conjunto de contos em si que formam os mitos de uma cultura.
A antropóloga Maya Deren diz que “Os mitos são os fatos da mente manifestos em uma ficção sobre o assunto.”
Os mitos são alegóricos, e passam mensagens sobre lições de vida e como homem deve ser diante da sociedade e diante dos deuses (e coisas do tipo). Era também a forma dos nossos antepassados [com a ciência muito primária] de explicar o mundo natural e o que não entendiam.
Como por exemplo, o mito grego de Teseu e o Minotauro. A batalha dos dois é uma alegoria da inteligência contra a selvageria (os instintos do homem civilizado contra seus instintos primitivos). O labirinto representa a mente humana, um lugar que nos perdemos. [Caso queira ver melhor sobre esse mito, assista o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=GcNYE42Xam0]

Era a forma quais os antigos tinham de explicar o mundo, sendo que neles vemos como cada povo tinha sua própria visão de moral e de certo e errado.
O caráter dos mitos são esses, formas representativas e simbólicas fantasiosas de se passar alguma lição.
A antropóloga Maya Deren diz que “Os mitos são os fatos da mente manifestos em uma ficção sobre o assunto.”
Os mitos são alegóricos, e passam mensagens sobre lições de vida e como homem deve ser diante da sociedade e diante dos deuses (e coisas do tipo). Era também a forma dos nossos antepassados [com a ciência muito primária] de explicar o mundo natural e o que não entendiam.
Como por exemplo, o mito grego de Teseu e o Minotauro. A batalha dos dois é uma alegoria da inteligência contra a selvageria (os instintos do homem civilizado contra seus instintos primitivos). O labirinto representa a mente humana, um lugar que nos perdemos. [Caso queira ver melhor sobre esse mito, assista o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=GcNYE42Xam0]

Era a forma quais os antigos tinham de explicar o mundo, sendo que neles vemos como cada povo tinha sua própria visão de moral e de certo e errado.
O caráter dos mitos são esses, formas representativas e simbólicas fantasiosas de se passar alguma lição.
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