segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Divisão dentro da sociedade

[Pirâmide social "meio" capitalista]

A sociedade se divide primordialmente em classes subdivididas pelas suas condições de vida. Temos basicamente: A classe rica, classe-média e pobre.

São definidas principalmente por questão sócio-econômica, sendo que as classes mais altas (as ricas) vivem melhor e as mais baixas (as pobres) possuem mais dificuldade para sobreviverem socialmente.
O bom das classes sociais é a mobilidade social [que pode ser boa ou não, mas isto é relativo]: Por exemplo uma pessoa que nasce no meio pobre e com o trabalho acaba estando num status social maior. [igualzinho aos jogadores de futebol]

Diferente isso é de uma sociedade estamental, em que a posição do indivíduo na sociedade é determinada pelo nascimento (nasceu rico, morre rico; nasceu pobre, morre pobre). O modelo estamental foi, por exemplo, o da Europa Medieval e Moderna, qual o contrato social da época favorecia a inexistência da mobilidade social [ou seja, o totalitarismo da elite].


Outro exemplo de sociedade estamental é a hindu.
Na Índia tem o que conhecemos como castas. O cidadão nasce e morre dentro da casta da família qual nasceu. Os privilégios da sociedade e morais dentro da sociedade hindu são maiores nas classes "superiores" e decrescem para as "inferiores".

A imagem ao lado explica a origem religiosa do sistema de castas indiano, qual cada uma nasceu de uma parte de Brahma: Os brâmaṇes (sacerdotes e letrados) nasceram da cabeça; xátrias (guerreiros) nasceram dos braços; vaixiás (comerciantes) nasceram das pernas e sudras (servos, camponeses, artesãos e operários) nasceram dos pés.
Abaixo de todos estão os párias, os "sem casta", que prestam serviços considerados "inferiores" dentro de sua sociedade, como limpar rua e serviço de coveiro. São marginalizados na civilização hindu.

A imagem no topo da postagem oferece uma pirâmide social em relação não somente à questão econômica, mas também ao papel do indivíduo dentro da sociedade. Criei uma classificação da sociedade, qual se baseia no papel do indivíduo na sociedade (que está abaixo em ordem decrescente):
• Classe dominante: É a que está no topo da sociedade, os "tops" dentro da subdivisão social. É constituída por políticos e demais autoridades ligadas ao poder executivo e legislativo, sendo estas responsáveis pela instabilidade social.
• Classe convencional: A mídia, empresas, corporações e qualquer personalidade pública cuja influência atinge a sociedade moralmente por intermédio de coisas que ela possa ter contato (como a informação, meios da mídia, bens de consumo, etc). Possuem influência na mentalidade da sociedade, caracterizada pela alienação.
• Classe coerciva: Está diretamente subordinada a classe dominante. É formada pelo poder militar e judiciário (em especial de figuras importantes judicialmente, como delegados e juízes). São responsáveis em manter a ordem e fazer o "trabalho sujo" da classe dominante.
• Classe nobre: Não possui descrição exata, se resumindo apenas aos cidadãos ricos e bem (muito bem!) de vida. Notáveis integrantes desse grupo são trabalhadores da classe terciária e alguns da secundária considerados "bem de vida" .Sua característica é o aparente indiferente impacto da classe convencional e notória simpatia das classes dominante e coerciva.
• Classe pobre: A que está abaixo da pirâmide social. É formada pelas pessoas com condições sócio-econômicas "da média para baixo". é formada pela classe média e a pobre (dentro do nosso julgar de sociedade); por alguns trabalhadores do setor secundário e unanimemente por trabalhadores do setor primário. As providências da classe dominante afetam e muito esse grupo.

A classificação que fiz acima descreve nossa sociedade, sendo que ela não é estamental.

A solução da imagem é o libertarianismo, porém, não seria absoluta. A esquerda oferece a idéia de que a desigualdade é um problema social, para a direita a desigualdade é um problema humano, e o artificial se torna a igualdade.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O Fato Social

O sociólogo francês Émile Durkheim estabeleceu as bases científicas do estudo analítico da sociedade através do modo de sentir, pensar e agir perante todas as sociedades. Esses fatores foram nomeados de fato social.

Fato social é qualquer forma de indução sobre os indivíduos que é tida como uma coisa exterior a eles, tendo uma existência independente e estabelecida em toda a sociedade, que é considerada então como caracterizada pelo conjunto de fatos sociais estabelecidos.

Também se define o fato social como uma norma coletiva com independência e poder de coerção sobre o indivíduo.

Existem três características do fato social:
• Generalidade: Característica basica e igualitária, afirmando que os fatos sociais são válidos para todos os indivíduos da sociedade.
• Exterioridade: Os padrões culturais estabelicidos pela sociedade estão além do indivíduo, sendo isso estando além de sua vontade.
• Coercitividade: Os indivíduos de ma sociedade são meio que "obrigados" a andar "na linha" dentro do que a sociedade julga como adequado. O que anda fora dessa linha acaba de alguma forma sendo "maginalizada".

Esses três ítens são, se bem analisados, a verdade sobre o comportamento de qualquer sociedade perante sua moralidade e costumes. (Independentes de qual local seja e em que época seja).

Fatos sociais estão ligados aos costumes, a moral, que é subjetiva; tendo seu modelo de sociedade para sociedade. A forma que lhe damos com nossa cultura está dentro do fato social.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Por trás da arte

A arte, como a conhecemos (seja pintura, escultura, desenho, teatro, etc), é para nós algo admirável e abstrato, porém, muito difícil de se definir. O que é arte?

Arte é trabalhar com inspiração, emoções, sonhos, realidade, ilusão, [entre uma cacetada de coisas] e dar forma para elas. O artista é aquele que consegue dar vida e expressão para uma coisa sem vida, que ele escolhe para expressar-se.
Está dentro do talento de qualquer artista a concepção de estética e expressão de sentimentos e idéias, além de gosto e facilidade para trabalhar com o material que escolhe para trabalhar.

A pintura é a forma de expressar através de quadros feitos pelo uso de tintas e suas técnicas de se pintar; a escultura dá forma para pedras, barro, argila, ou seja o que for, ganhando a forma do que o artista deseja expressar; literatura a forma de usar as palavras para fazer o leitor mergulhar num mundo paralelo inteligível e cheio de emoções; a poesia faz coisa parecida, porém, trabalha com a beleza da linguagem e formação de palavras para expressar encanto e ponto de vista. [Foram apenas algumas explicações de algumas artes.]

Se for assim, será que filosofia também é arte? O filósofo sente emoção no pensar; se envolve, contempla (o aprendizado), sente. Filosofia seria então a arte de refletir? Pensar, observar, criticar?

Abaixo um vídeo que fiz [o meu primeiro; espero que tenha ficado bom] introduzindo sobre este tema.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

História & Filosofia


Parecem ser apenas duas disciplinas humanas à primeira vista, porém, podemos tirar muito de filosofia com o conhecimento da história.

Com a história vemos a evolução social, intelectual e racional do ser humano. Acompanhamos essa evolução desde tempos antigos até anos atrás e estudamos que influência teve até chegar ao ponto de ter alguma influência contemporânea.

Vai mais do que aprender sobre o descobrimento da América e a Inquisição. A história estuda o pensamento humano através dos séculos. Com ela aprendemos como nossos antepassados viviam, julgavam as coisas e o mundo, a forma que eles pensavam e lhe davam com a sociedade e questões que a filosofia trabalha.

Sem dizer quando se estuda várias filósofos é importante ter conhecimento de como era a época em que vivia. Para entender algumas coisas (ou muitas) que defendediam e criticavam é necessário saber como era a época em que eles viviam. Sem dizer a análise que fazemos para compararmos aos dias de hoje, e ver o que podemos tirar desses filósofos sugestões que possam nos ajudar com os problemas da atualidade. [E olhe que durante a história houve uma porrada de filósofos. Os pré-socráticos, Confúcio, Sêneca, Alberto Magno, Hobbes, Diderot, Camus, Sartre...]

A sequência sistemática dos acontecimentos que levaram até as coisas serem como são hoje é o que podemos aprender com a história, e ver o que está no passado consegue influenciar no presente.

Conhecer a história é conhecer a si mesmo, seu passado, o passado da suas raízes e seu modo de pensamento.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Proteste, sociedade! Proteste!

"Não é o povo que deve temer seu governo. Mas sim o governo deve temer o seu povo." - Frase do filme V de Vingança.

Ao longo da história, muitos protestos começaram à acontecer. Esses protestos que poderiam levar em consequentes reformas e revoluções foram consequências dos problemas sociais causados relativos com aquilo que eles protestem.

As pessoas que levantaram à voz foram pessoas insatisfeitas com esses problemas que estavam na sua sociedade, e que tiveram coragem de fazerem tudo para serem ouvidas.
Muita coisa na história humana seria diferente se essas revoltas populares não tivessem acontecido: Se não fossem as Diretas Já o Brasil ainda viveria na ditadura daqueles militares totalitários [e filhos de uma puta também!]; sem a Reforma Protestante a Igreja Católica não teria se enfraquecido tanto para que o "século das luzes" (século XVIII) tivesse sua vez para fazer a sociedade evoluir; se não fosse o revolto do povo em todas as Américas talvez ainda fossemos propriedade dos respectivos países europeus que nos administravam; sem a Revolução Francesa o pobre e trabalhador não teriam direitos (foi daí que esses dois começaram à ter direitos).

Pena que o povo brasileiro não seja assim. Não protesta contra os problemas do país; contra a corrupção dos políticos, que roubam nosso dinheiro dos impostos para enxerem o bolso de dinheiro ao invés de fazerem algo pelo país.
O corinthiano sai na rua para quebrar carro na rua por causa da eliminação na Libertadores! Se o povo soubesse protestar assim como torcedor de futebol se revoltasse, no mínimo poderíamos viver num país um pouco mais descente socialmente.

Sabe aquela política romana do Pão e Circo? Em que o Estado alimentava e dava diversão ao povo (no caso deles, circo e os espetáculos do Coliseu) para diminuir a insatisfação popular contra os governantes? Então, atualmente acontece coisa parecida, seguindo o princípio de fazer o povo não querer se interessar pelos problemas da sociedade e o encher de coisas que desviem seu interesse. [Acontece que na época do Pão e Circo o Estado mesmo fazia com que o povo não interessasse pelos problemas dele. Hoje em dia isso está mais para o trabalho da mídia e do capitalismo.]

Abaixo está um vídeo do vlog do Desce a Letra, qual retrata sobre isso através do exemplo recente da Revolução Egípcia de 2011.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A origem das divindades

A figura das divindades existe desde o começo a humanidade, quando o ser humano começou a trabalhar com a questão do sobrenatural. Os deuses começaram a surgir, pois começaram como personificações e alegorias à fenômenos da natureza (chuva, raios, fogo) e da vida (morte, nascimento). [Além de forças da natureza e do "além do nosso intendimento", como o tempo, destino, pós-vida, etc]

Um deus se torna um ser imortal, acima de todos os seres vivos e normalmente superior à natureza (algumas culturas têm seus deuses como sendo inferiores à forças da natureza e o destino). Com o desenvolver da racionalidade humana, começaram à surgir deuses relacionados com diversos comportamentos, vícios e atividades inerentes ao homem (guerra, agricultura, caça, justiça, entre outros).

Divindades nada mais são do que personificações, representações, como citado acima.

Foram criadas pelo ser humano para poderem assim entenderem melhor a natureza, e também como forma de adorá-la e temê-la ao mesmo tempo. (Não tinham a ciência que temos hoje)
Servem também como forma que o homem antigo procurou de responder a questão do que criou tudo.

Na minha filosofia, "deus" é o termo usado para se referir à qualquer força criadora. Considero três formas de como deva ser essa existência:
Deus-O Fenômeno: Essa vai de acordo com a teoria de que o que criou tudo, o Universo principalmente, foi um fenômeno (como o Big Bang, por exemplo).
Deus-O Todo: Essa é para mim a mais realista. Vem da base de que o "Universo é Deus", que os dois sejam extremamente ligados ou coisa assim.
Deus-O Ser: A representação que a humanidade tem de deus (e qual o homem primitivo passou a adotar e desde então o homem pensar quase inquestionavelmente como deus ou deuses). Nessa, deus seria um ser, uma forma de vida existente.

Se notarmos como as civilizações antigas "modelavam" seus deuses, era de acordo com a perspectiva deles sobre as coisas, sobre o mundo, na base da sua moral , conhecimentos e achismo. Xenófanes mesmo disse que "Os homens criaram os deuses à sua imagem e semelhança." (Por isso todos os deuses de todas as culturas necessitam de adoração e a maioria mostra se importar de alguma forma com o ser humano)

Muitas culturas de alguma forma buscavam aproximar os mortais humanos dos deuses, tanto que muitas pessoas tentaram literalmente se aproximar das divindades ou de alguma forma tentar obter o status de deus. Alguém acabar se colocando ao nível de divindade é algo chamado de apoteose, e várias pessoas na história fizeram isso (ou aconteceram com ela): Tais como Alexandre "O Grande", vários imperadores romanos e George Washington.



Eu vou com Voltaire, que disse "Eu acredito no Deus que criou os homens, e não no Deus que os homens criaram."