domingo, 6 de março de 2011
Separação dos três poderes
Essa proposta dos três poderes é visada como a forma que o poder do Estado se divide e dando competência a órgãos diferentes do mesmo. Muitos da ciência política desse livro possui influência de John Locke e Aristóteles.
Os três poderes são - Executivo, legislativo e judiciário - e serão detalhados abaixo:
• Poder executivo: É aquele que executa as leis. É o poder do Estado que, nos moldes da constituição de um país, possui a atribuição de governar o povo e administrar os interesses públicos, cumprindo fielmente as ordenações legais.
• Poder legislativo: O poder do Estado ao qual é atribuída a função legislativa. Poder legislativo (também legislatura) é o poder do Estado ao qual, segundo o princípio da separação dos poderes, é atribuída o ordenamento jurídico. Por poder do Estado compreende-se um órgão ou um grupo de órgãos pertencentes ao próprio Estado (constituição, parlamento, câmara, etc) porém independentes dos outros poderes.
• Poder judiciário: É baseado na hierarquia dos órgãos que o compõem, formando assim as instâncias. É exercido pelos juízes e possui a capacidade e a prerrogativa de julgar, de acordo com as regras constitucionais e leis criadas pelo poder legislativo em determinado país.
Assim foi analisado as formas que a política trabalha; fazer as leis, executá-las e julgar.
O Espírito das Leis é um bom livro para se ler [que é bem aconselhável para quem procura se informar melhor sobre política]. Recomendo também A Política, de Aristóteles (embora a mesma tenha alguns princípios de sua época, como a aceitação da escravidão).
sábado, 5 de março de 2011
Sistematização dos fatores
Já ouviu falar da expressão popular do efeito dominó ou do efeito borboleta? Então, se aplicam em tudo que fazemos ou deixamos de fazer na vida.Efeito borboleta é o conceito de que qualquer coisa (mesmo uma aparentemente insignificante) pode mudar toda a ordem natural daquele determinado acontecimento, transformando o procedimento daquilo que está ocorrendo.
O efeito dominó pode ser levado como consequência do efeito borboleta, pois uma vez que essa "agitação na ordem das coisas" acontece, o restante do seu desenvolvimento é alterado. [É como enfileirar dominós e empurrar um deles. Este que começa a cair compromete os outros também.]
Segundo a cultura popular, a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo. Porém isso se mostra apenas como uma interpretação alegórica do fato.
Faremos um exercício de imaginação...Imagine o que pedirei: Faz de conta que você está indo para a faculdade, e decide fazer em São Paulo. Você vai adquirir certas vivências, certo? Mas suponhamos que ao invés de fazer em São Paulo você decida ir para o Rio de Janeiro. A vida que você teria em São Paulo não será a mesma que no Rio, suas experiências serão obtidas de uma forma diferente.
O interessante em pensar sobre isso no nosso cotidiano é a possibilidade que mostra em vivermos num caos onde talvez possa não existir uma ordem natural na realidade; ou a subjetividade do como deva acontecer as coisas, sendo isto uma forte defesa filosófica para a liberdade de escolha.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Relações humanas: Ligações destas com as ecológicas
Abaixo explicarei algumas dessas relações, somente as que consegui encontrar coisa parecida nos contratos sociais humanos [se conseguirem fazer com as outras relações dos seres vivos, estudem e analisem vocês mesmos]:
• Sociedade: Associações de indivíduos da mesma espécie, organizadas de forma cooperativa e sem ligação anatômica. Pelos estímulos recíprocos, os indivíduos colaboram com a sociedade.
Nela, sempre há hierarquia, e cada um possui uma função relevante a sobrevivência da comunidade.
Com os humanos é o mesmo. Em toda sociedade existe hierarquia, pois sempre havera divisões das suas responsabilidades, e isso sempre gerará sua divisão. A comunidade vive em cooperação.
• Colônia: Agrupamento de indivíduos da mesma espécie com uma vital dependência coletiva. Nela pode ou não ocorrer divisão de tarefas. As necessidades costumam ser coletivas.
Trazendo isso pra humanidade, seria o exemplo de uma sociedade utopicamente igualitária. Também mostra a dependência dos elementos sociais, sendo as colônias [no sentido da biologia] grupos simples, buscando apenas o que devem.
• Mutualismo: Relação entre indivíduos de diferentes espécies, onde ambos se beneficiam e associação é obrigatória para a sobrevivência.
Na nossa sociedade isso é muito comum. Inevitável termos alguma forma de "relação diplomática" com alguém. Por exemplo os impostos, você os paga e em troca você se beneficia do que eles proporcionam.
• Protocooperação: Duas espécies diferentes vivendo tipo um mutualismo, porém, podem viver de modo independente sem que isso prejudique-as.
Um exemplo humano disso é um filho quando já segue sua vida adulta, tendo emprego, casa própria ... mesmo sendo independente já, os pais, parentes, etc tão aí pra o ajudar no que der e vier.
• Inquilinismo: Nela só um dos indivíduos sai ganhando, mas o outro não é prejudicado.
Acho que nem preciso dizer que existem exemplos humanos de casos de um só lucrando e o outro fica na inércia, porém, sem sair perdendo. Um exemplo desse é algo que praticamente quase todo mundo já fez, colar numa prova; um passar as informações e o outro passa elas para sua folha, mas o que passa a informação não sai prejudicado com isso, e nem ganha nada. [não se ferram desde que não sejam pegos]
• Comensalismo: Um dos indivíduos aproveita as sobras do alimento do outro sem o outro ser prejudicado.
Um exemplo extinto da sociedade é a escravatura, qual os escravos comiam as sobras das refeições dos seus chefes. Um exemplo mais recente é o de muitos casos de comércios, qual o patrão prioriza primeiro seu benefício e depois se importa em como e quanto (ou quando) pagar seus funcionários.
• Predatismo: Ocorre quando um ser vivo é intencionado a capturar através da caça e matar outro ser com o fim de se alimentar da sua carne. Ocorre entre espécies diferentes (um ser se alimentar da mesma espécie é canibalismo). Para sobreviver, algumas presas possuem meios de se defenderem (como o mimetismo, camuflagem e aposematismo).
Isso ocorre figurativamente na sociedade, o mundo está louco. É um tendo que levar o outro pra baixo, é a cadeia alimentar do homem atual.
• Parasitismo: Nessa associação um ser vive dentro ou sobre outra criatura, retirando seus alimentos e/ou se beneficiando do que sua alimentação o trás de bom. Os parasitas não possuem a intensão de provocar mal para seu hospedeiro, sendo sua causa apenas a de sobreviver, mesmo que isso ferre com outro ser vivo.
Sabe aquelas pessoas que com quarenta anos ainda moram com a mãe? Então, é gente que não tomou consciência de tomar rumo independente na vida e mora com a mãe devido sua indolência. [A parte do parasita é o quarentão detonando a geladeira, etc...]
• Esclavagismo: Relação qual um ser aproveita das atividades, trabalhos e produtos de outros seres vivos.
Exemplos bem racionais são dos fazendeiros cultivando gado, suinos, bovinos, entre outros. Sua carne, lã, couro, leite e outras coisas beneficiam o ser que está tendo proveito dessas coisas [no caso, o criador do animal e os que obtem seus recursos].
• Competição: Competição entre indivíduos, de mesma espécie ou não. Ocorrem por diversas causas, dependendo das espécies em confronto.
Já devem saber que o ser humano também é competitivo, seja no mercado de trabalho, no meio esportivo, em chamar atenção, impressionar alguém ... Acho que deu pra compreender!
Achei legal estudar como os seres vivos se relacionam e notar que tem coisa parecida no nosso meio de nos relacionarmos.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Divisão dentro da sociedade
A sociedade se divide primordialmente em classes subdivididas pelas suas condições de vida. Temos basicamente: A classe rica, classe-média e pobre.
São definidas principalmente por questão sócio-econômica, sendo que as classes mais altas (as ricas) vivem melhor e as mais baixas (as pobres) possuem mais dificuldade para sobreviverem socialmente.
O bom das classes sociais é a mobilidade social [que pode ser boa ou não, mas isto é relativo]: Por exemplo uma pessoa que nasce no meio pobre e com o trabalho acaba estando num status social maior. [igualzinho aos jogadores de futebol]
Diferente isso é de uma sociedade estamental, em que a posição do indivíduo na sociedade é determinada pelo nascimento (nasceu rico, morre rico; nasceu pobre, morre pobre). O modelo estamental foi, por exemplo, o da Europa Medieval e Moderna, qual o contrato social da época favorecia a inexistência da mobilidade social [ou seja, o totalitarismo da elite].
Outro exemplo de sociedade estamental é a hindu.Na Índia tem o que conhecemos como castas. O cidadão nasce e morre dentro da casta da família qual nasceu. Os privilégios da sociedade e morais dentro da sociedade hindu são maiores nas classes "superiores" e decrescem para as "inferiores".
A imagem ao lado explica a origem religiosa do sistema de castas indiano, qual cada uma nasceu de uma parte de Brahma: Os brâmaṇes (sacerdotes e letrados) nasceram da cabeça; xátrias (guerreiros) nasceram dos braços; vaixiás (comerciantes) nasceram das pernas e sudras (servos, camponeses, artesãos e operários) nasceram dos pés.
Abaixo de todos estão os párias, os "sem casta", que prestam serviços considerados "inferiores" dentro de sua sociedade, como limpar rua e serviço de coveiro. São marginalizados na civilização hindu.
A imagem no topo da postagem oferece uma pirâmide social em relação não somente à questão econômica, mas também ao papel do indivíduo dentro da sociedade. Criei uma classificação da sociedade, qual se baseia no papel do indivíduo na sociedade (que está abaixo em ordem decrescente):
• Classe dominante: É a que está no topo da sociedade, os "tops" dentro da subdivisão social. É constituída por políticos e demais autoridades ligadas ao poder executivo e legislativo, sendo estas responsáveis pela instabilidade social.
• Classe convencional: A mídia, empresas, corporações e qualquer personalidade pública cuja influência atinge a sociedade moralmente por intermédio de coisas que ela possa ter contato (como a informação, meios da mídia, bens de consumo, etc). Possuem influência na mentalidade da sociedade, caracterizada pela alienação.
• Classe coerciva: Está diretamente subordinada a classe dominante. É formada pelo poder militar e judiciário (em especial de figuras importantes judicialmente, como delegados e juízes). São responsáveis em manter a ordem e fazer o "trabalho sujo" da classe dominante.
• Classe nobre: Não possui descrição exata, se resumindo apenas aos cidadãos ricos e bem (muito bem!) de vida. Notáveis integrantes desse grupo são trabalhadores da classe terciária e alguns da secundária considerados "bem de vida" .Sua característica é o aparente indiferente impacto da classe convencional e notória simpatia das classes dominante e coerciva.
• Classe pobre: A que está abaixo da pirâmide social. É formada pelas pessoas com condições sócio-econômicas "da média para baixo". é formada pela classe média e a pobre (dentro do nosso julgar de sociedade); por alguns trabalhadores do setor secundário e unanimemente por trabalhadores do setor primário. As providências da classe dominante afetam e muito esse grupo.
A classificação que fiz acima descreve nossa sociedade, sendo que ela não é estamental.
A solução da imagem é o libertarianismo, porém, não seria absoluta. A esquerda oferece a idéia de que a desigualdade é um problema social, para a direita a desigualdade é um problema humano, e o artificial se torna a igualdade.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
O Fato Social
Fato social é qualquer forma de indução sobre os indivíduos que é tida como uma coisa exterior a eles, tendo uma existência independente e estabelecida em toda a sociedade, que é considerada então como caracterizada pelo conjunto de fatos sociais estabelecidos.
Também se define o fato social como uma norma coletiva com independência e poder de coerção sobre o indivíduo.
Existem três características do fato social:
• Generalidade: Característica basica e igualitária, afirmando que os fatos sociais são válidos para todos os indivíduos da sociedade.
• Exterioridade: Os padrões culturais estabelicidos pela sociedade estão além do indivíduo, sendo isso estando além de sua vontade.
• Coercitividade: Os indivíduos de ma sociedade são meio que "obrigados" a andar "na linha" dentro do que a sociedade julga como adequado. O que anda fora dessa linha acaba de alguma forma sendo "maginalizada".
Esses três ítens são, se bem analisados, a verdade sobre o comportamento de qualquer sociedade perante sua moralidade e costumes. (Independentes de qual local seja e em que época seja).
Fatos sociais estão ligados aos costumes, a moral, que é subjetiva; tendo seu modelo de sociedade para sociedade. A forma que lhe damos com nossa cultura está dentro do fato social.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Por trás da arte
Arte é trabalhar com inspiração, emoções, sonhos, realidade, ilusão, [entre uma cacetada de coisas] e dar forma para elas. O artista é aquele que consegue dar vida e expressão para uma coisa sem vida, que ele escolhe para expressar-se.
Está dentro do talento de qualquer artista a concepção de estética e expressão de sentimentos e idéias, além de gosto e facilidade para trabalhar com o material que escolhe para trabalhar.
A pintura é a forma de expressar através de quadros feitos pelo uso de tintas e suas técnicas de se pintar; a escultura dá forma para pedras, barro, argila, ou seja o que for, ganhando a forma do que o artista deseja expressar; literatura a forma de usar as palavras para fazer o leitor mergulhar num mundo paralelo inteligível e cheio de emoções; a poesia faz coisa parecida, porém, trabalha com a beleza da linguagem e formação de palavras para expressar encanto e ponto de vista. [Foram apenas algumas explicações de algumas artes.]
Se for assim, será que filosofia também é arte? O filósofo sente emoção no pensar; se envolve, contempla (o aprendizado), sente. Filosofia seria então a arte de refletir? Pensar, observar, criticar?
Abaixo um vídeo que fiz [o meu primeiro; espero que tenha ficado bom] introduzindo sobre este tema.
