Essas duas tradições são tanto artísticas, literárias, políticas e intelectuais. [Falaremos à respeito apenas do lado intelectual de ambas.]
O movimento romântico estava em contrapartida ao racionalismo. Tinha como principais características a liberdade individual, orgulho excessivo (tal como o patriotismo exagerado), sentimentalismo dramático, idealizações utópicas ou muito perfeccionistas e desejos de escapismo.
Surgiu na Europa numa época intelectualmente conturbada e rebelde, sendo a Revolução Francesa o apogeu desse tempo.
A filosofia romântica, se analisarmos, teve influência no pensamento contemporâneo, como em adotarmos que cada um é livre pra escolher sua religião, orientação, etc; o patriotismo que somos criados para ter e a aversão em tocar no assunto "sofrimento".
Na metade do século XIX surgiu o movimento realista. Esse, por sua vez, possui ideais mais realistas, buscando apenas ver as coisas como elas são; de forma clara e direta. Outro tema recorrente no realismo é os aspectos negativos da natureza humana, além de seus vícios e prazeres.
O pensamento realista é visto por ser mais pessimista, por tratar muito claramente os problemas sociais e humanos, que são praticamente inevitáveis quando fala sobre um deles (ou ambos).
sexta-feira, 25 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
Humor negro
Deve ter ouvido já falar de humor negro, não é? É aquele tipo de humor considerado "de mau gosto" ou "politicamente incorreto".
Para uma pessoa moralista esse tipo de humor é ofensivo, preconceituoso ou "cruel" (como é algumas de suas piadas segundo um moralista).
Os valores contemporâneos adotam o politicamente correto, que é neutralidade sobre questões discriminatórias e/ou que possam causar revolto (questões religiosas, raciais, sexuais, etc).
O politicamente correto faz com que piadas de humor negro (como de conteúdo social, racista, que envolvam dor, etc) não sejam muito vistas, pois a pessoa que conta vai parecer estar mostrando serem à favor de certa desigualdade.
Mas, em fim, as pessoas não sabem diferenciar humor e crítica. A pessoa estaria mostrando-se desigual se ela não contasse isso numa piada, e sim, passasse a idéia de "inferioridade" (o que mostram as aparentes piadas de "humor negro" perante o grupo de suas protagonistas) em algum recurso "mais sério". [Tipo, contar aquela do "Mancada é cuspir na cara do cego e falar que está chovendo" pode até não ter problema. Problema é a pessoa contar com o fim de desmoralizar, ou não ser cuidadosa com quem, como e onde conta]
A pessoa rir ou contar uma piada considerada humor negro não é ser antiética (pelo menos normalmente). Até moralista deve saber de cabeça alguma piada que fala de negro, gay, mendigo ou seja o que for! [CERTEZA!]
Abaixo, dois vídeos "engraçados". [Somente para quem curte um bom humor negro ou quem não é moralista]
domingo, 20 de março de 2011
As Três Feridas
Sigmund Freud escreveu que, no transcorrer da modernidade, as concepções humanas foram "feridas" três vezes, e que essas "feridas" atingiram nosso narcisismo, isto é, a bela imagem [imagem prepotente] que possuíamos de nós mesmos.
As três "feridas" foram:

1) Copérnico: O astrônomo polaco Nicolau Copérnico ao provar que a Terra não estava no centro do Universo, mostrando assim que o homem não estava no centro das coisas.

2) Darwin: O naturalista britânico Charles Darwin, que ao mostrar que o homem descende de um primata, provando que somos apenas um elo no ciclo de uma evolução, e que não somos seres especiais criados para dominar a natureza.

3) Freud: A última "ferida" teria sido feita pelo próprio Sigmund Freud, psiquiatra austríaco que desenvolveu a psicanálise, mostrando que a consciência é a menor parte e a mais fraca da vida psíquica.
Segundo ele mesmo, essas "feridas" mudaram o achismo que o homem tinha perante ele mesmo, que primeiro mostrou que ele não está no centro das coisas; depois que ele não é um ser criado com certa especialidade; e, por fim, mostrando que ele não é totalmente dominante perante sua própria psique (o homem não tem controle absoluto perante ele próprio).
As três "feridas" foram:
1) Copérnico: O astrônomo polaco Nicolau Copérnico ao provar que a Terra não estava no centro do Universo, mostrando assim que o homem não estava no centro das coisas.
2) Darwin: O naturalista britânico Charles Darwin, que ao mostrar que o homem descende de um primata, provando que somos apenas um elo no ciclo de uma evolução, e que não somos seres especiais criados para dominar a natureza.
3) Freud: A última "ferida" teria sido feita pelo próprio Sigmund Freud, psiquiatra austríaco que desenvolveu a psicanálise, mostrando que a consciência é a menor parte e a mais fraca da vida psíquica.
Segundo ele mesmo, essas "feridas" mudaram o achismo que o homem tinha perante ele mesmo, que primeiro mostrou que ele não está no centro das coisas; depois que ele não é um ser criado com certa especialidade; e, por fim, mostrando que ele não é totalmente dominante perante sua própria psique (o homem não tem controle absoluto perante ele próprio).
sexta-feira, 18 de março de 2011
Absolutismo

Na ciência política, o absolutismo é o poder absoluto de um monarca (ou qualquer tipo de governante), sendo superior até mesmo aos quaisquer órgãos governamentais. Segundo os absolutistas, a autoridade do governante provêm de Deus, sendo apenas submetido ao mesmo.
Os reis tinham o que se chamava "Direito Divino dos Reis", uma doutrina política e religiosa que pregava que os reis possuem o direito de serem reis por vontade de Deus.
Alguns nomes de teóricos notáveis do absolutismo são Maquiavel, Hobbes e Bossuet.
Maquiavel escreveu uma vez que "É necessário a um príncipe, para se manter, que aprenda a poder ser mau e que se valha ou deixe de valer-se disso segundo sua necessidade."
No fim da Idade Média, a política européia sofreu transformações que seria mais tarde a base dos novos tempos que viriam. Com o surgimento da burguesia veio também a necessidade de se eliminar as autoridades e cobranças locais. Em seu lugar, um monarca teria a função de padronizar as políticas fiscais e monetárias de um mesmo território. Ao mesmo tempo, os grandes proprietários de terra se sentiam ameaçados pelas revoltas camponesas que ameaçavam seu antigo poderio político.
Existem também dois grupos importantes na elite absolutista:
• Burguesia: Classe social que surgiu no fim do período medieval, com a queda do feudalismo e o renascimento urbano. Os burgueses eram pessoas ligadas ao comércio ou prestadoras de qualquer outra atividade financeira. Na Idade Moderna, a burguesia passou então a ter um papel mais importante, pois era de sua jurisdição o poder econômico.
• Aristocracia: Integrantes da elite social, membros das classes dominantes. Na época, eles detinham privilégios consequentes por serem membros da elite, e exerciam o poder político, o que contribuía ainda mais para seus luxos serem saciados.
Entretanto, até mesmo os burgueses e aristocratas eram submetidos ao monarca (mesmo assim, o rei ficava "na corda bamba" com esses dois grupos, pois era deles que vinha a riqueza e a prática das vontades do rei). Tirando o rei, cabia ao restante ter legitimação.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Dança com o Diabo
Falemos de um assunto polêmico e complicado (e parte da relação de crime e justiça no Brasil): A polícia, o crime/tráfico e milícias.
[Quando falarei do crime, tratarei especificamente do tráfico!]
No restante do mundo eu não sei dizer, mais aqui no Brasil é algo complicado, nesse jogo de polícia e ladrão às vezes fica até complicado considerar quem é mocinho e quem não é.
De um lado, a polícia representa a moral; a justiça dentro de um lugar; os que fazem prol daquilo que é certo. Entretanto, existem policiais corruptos e os que não sabem ser policiais de verdade (que nem, sabia que existem policiais que revendem drogas que apreendem de traficantes?).
Do outro canto, o tráfico. Pessoas que não tiveram opção na vida, sem chances de futuro na sociedade e que cresceram num lugar e ambiente difícil, e que acabaram tendo essa vida como opção e acolhendo a mesma.
O que torna essa rivalidade complicada é que a polícia enfrenta essas facções criminosas, e ao mesmo tempo tem problema com as milícias. Os traficantes guerreiam contra a polícia, e também, contra outras facções criminosas.
Os traficantes não são mal intensionados. Eles (ou pelo menos parte) mesmos sabem que se envolver com drogas é errado, entretanto, é do perigo que eles vivem. [Fora os idiotas que entram nessa vida "porque é estilo, bacana"]
Se consideram protetores de sua comunidade, usando o medo para ganharem respeito e fazer aqueles que os desafiarem à pensar antes de fazer isso. A polícia para eles é quem causa terror, pois para eles a polícia que começa as trocas de tiro.
A polícia tem a intensão de proteger a sociedade, embora normalmente seu "proteger as pessoas" seja visto por um ponto de vista direitista. O respeito quase automático que a sociedade tem por eles faz muitos serem prepotentes, e até mesmo os fazerem deixar de fazerem seu serviço de forma adequada. Se consideram como "guerreiros da ordem e justiça".
Isso pode até resultar numa busca maior por mais respeito e autoridade, o que é o caso das milícias.
De um lado ficam pessoas de mentalidade moralista e que pretendem defender a sociedade; de outro, pessoas sem muita chance na vida e que batalham (literalmente!) para sobreviver.
Os traficantes se dizem proteger a comunidade deles, a polícia a sua cidade. Os dois falham, pois o que fazem é quase guerra civil.
Os meios e objetivo de alguns, às vezes, até torna indistinguível a restrição de herói e vilão nessa história.
Abaixo, uma parte do documentário Dançando com o Diabo:
[Quando falarei do crime, tratarei especificamente do tráfico!]
No restante do mundo eu não sei dizer, mais aqui no Brasil é algo complicado, nesse jogo de polícia e ladrão às vezes fica até complicado considerar quem é mocinho e quem não é.
De um lado, a polícia representa a moral; a justiça dentro de um lugar; os que fazem prol daquilo que é certo. Entretanto, existem policiais corruptos e os que não sabem ser policiais de verdade (que nem, sabia que existem policiais que revendem drogas que apreendem de traficantes?).
Do outro canto, o tráfico. Pessoas que não tiveram opção na vida, sem chances de futuro na sociedade e que cresceram num lugar e ambiente difícil, e que acabaram tendo essa vida como opção e acolhendo a mesma.
O que torna essa rivalidade complicada é que a polícia enfrenta essas facções criminosas, e ao mesmo tempo tem problema com as milícias. Os traficantes guerreiam contra a polícia, e também, contra outras facções criminosas.
Os traficantes não são mal intensionados. Eles (ou pelo menos parte) mesmos sabem que se envolver com drogas é errado, entretanto, é do perigo que eles vivem. [Fora os idiotas que entram nessa vida "porque é estilo, bacana"]
Se consideram protetores de sua comunidade, usando o medo para ganharem respeito e fazer aqueles que os desafiarem à pensar antes de fazer isso. A polícia para eles é quem causa terror, pois para eles a polícia que começa as trocas de tiro.
A polícia tem a intensão de proteger a sociedade, embora normalmente seu "proteger as pessoas" seja visto por um ponto de vista direitista. O respeito quase automático que a sociedade tem por eles faz muitos serem prepotentes, e até mesmo os fazerem deixar de fazerem seu serviço de forma adequada. Se consideram como "guerreiros da ordem e justiça".
Isso pode até resultar numa busca maior por mais respeito e autoridade, o que é o caso das milícias.
De um lado ficam pessoas de mentalidade moralista e que pretendem defender a sociedade; de outro, pessoas sem muita chance na vida e que batalham (literalmente!) para sobreviver.
Os traficantes se dizem proteger a comunidade deles, a polícia a sua cidade. Os dois falham, pois o que fazem é quase guerra civil.
Os meios e objetivo de alguns, às vezes, até torna indistinguível a restrição de herói e vilão nessa história.
Abaixo, uma parte do documentário Dançando com o Diabo:
terça-feira, 15 de março de 2011
Capitalismo segundo Marx
Segundo o teórico político e economista alemão Karl Marx dizia que o sistema capitalista privilegia a exploração do homem do homem e apenas os donos dos meios de produção e os proveitadores do mecanismo capitalista saem beneficiados (emprestar dinheiro a juros ou comprar mercadorias baratar para revender por preços mais altos).
Marx previu que, com o passar do tempo, essa concentração de riquezar ficaria cada vez acentuada. Além disso, afirmou que o capitalismo, com a forma que ganhava ao decorrer da história, também chegaria ao fim [assim como a escravocracia, o feudalismo e sistemas de produção anteriores]. Segundo ele, o fim do capitalismo se daria por conta com uma grande crise econômica (falências de negócios, desemprego generalizado, etc), que desmoronaria a estrutura capitalista.
A exploração das pessoas por outras pessoas foi criticado por Marx e explicada no conceito do mais-valia.
Na sociedade capitalista, o proletariado produz mais lucro para o patrão do que para si. [Exemplo: Um trabalhador tem a jornada de seis horas diárias, entretanto, em cinco horas ele produz o valor equivalente ao salário de seis horas, sendo o valor da sexta hora apropriado pelo seu patrão. O que é produzido a mais nessa última hora é chamado de mais-vália]
O mais-vália nada mais é do que o trabalho que não é pago ao operário, que é transformado em lucro pelo proprietário do meio de produção.
Marx previu que, com o passar do tempo, essa concentração de riquezar ficaria cada vez acentuada. Além disso, afirmou que o capitalismo, com a forma que ganhava ao decorrer da história, também chegaria ao fim [assim como a escravocracia, o feudalismo e sistemas de produção anteriores]. Segundo ele, o fim do capitalismo se daria por conta com uma grande crise econômica (falências de negócios, desemprego generalizado, etc), que desmoronaria a estrutura capitalista.
A exploração das pessoas por outras pessoas foi criticado por Marx e explicada no conceito do mais-valia.
Na sociedade capitalista, o proletariado produz mais lucro para o patrão do que para si. [Exemplo: Um trabalhador tem a jornada de seis horas diárias, entretanto, em cinco horas ele produz o valor equivalente ao salário de seis horas, sendo o valor da sexta hora apropriado pelo seu patrão. O que é produzido a mais nessa última hora é chamado de mais-vália]
O mais-vália nada mais é do que o trabalho que não é pago ao operário, que é transformado em lucro pelo proprietário do meio de produção.
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