sábado, 2 de abril de 2011

Teoria e Lei

Em relação às descobertas científicas existem dois meios de classificar o princípio assim descoberto; sendo considerado como uma lei ou uma teoria. Ambas descrevem fenômenos naturais, os seus princípios e fatos.

• Lei: Explicação comprovada pela experimentação, isto é, a prática contribui para a aprovação deste princípio. Dirente do sentido jurídico de lei, o significado científico da palavra não é de algo que deve ser cumprido, e sim, de algo que acontece (entretanto, em ocasião e circunstância apropriada).
Exemplos de leis científicas é a lei de conservação de massa (ou de Lavoisier) e as de Kepler.

• Teoria: Explicação que é limitada pela experimentação, ou seja, não pode ser considerada como verdadeira.
Um exemplo de teoria é a evolucionista. Ela se torna a explicação mais plausível em como possa ter sido o percurço da história natural ao longo da vida do planeta. Não tem como voltarmos à milhões de anos e ver se a seleção natural, por exemplo, é uma verdade absoluta, sendo que o sustento deste preceito se baseia em evidências sem uma prova concreta e comprovadora. [Não só com esta teoria, e sim com qualquer uma é assim.]

Para que dar esta introdução de ciência? Pois mostra como uma descoberta pode ser limitada por algo importante em seu procedimento, a experiência. Nem tudo pode ser provado com prática, algumas coisas acabam tendo credo por meio da teoria, daquilo que é hipotético.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O preço de cada ato

"Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada me domine." - 1 Coríntios 6:12 (autoria do apóstolo Paulo)

É normal do ser humano em botar limites em aquilo que faz, delimitando o que é certo e errado; o que podemos/devemos fazer e o que não podemos/devemos fazer. Tabus são impostos para limitar nossas ações: Crimes, imoralidade, antiética, pecados, etc.

Entretanto, somos livres para fazer o que quisermos, mas sumetidos às consequências daquilo que fazemos. Podemos fazer qualquer coisa, entretanto, o princípio de que "toda ação tem uma reação" adverte que não devemos fazer o que bem queremos. A pessoa tem paz de espírito quando o que ela quer se adequada ao necessário, moderado e também com toque pessoal (mais sem abuso e opulência).

"Toda ação provoca uma reação de igual intensidade, mesma direção e em sentido contrário." - Isaac Newton

Embora a frase acima seja utilizada pela física, ela também tem crédito filosófico. Tudo o que se faz tem seu devido troco, que é devolvido igualmente. Vai como foi, porém, ao invés do ser fazer, o mesmo está recebendo a reação (seja boa ou ruim, depende do que o infeliz fez).

segunda-feira, 28 de março de 2011

Filosofia oriental

Uma das grandes divisões da filosofia. Será tratado as principais características e diferenças do pensamento dos orientais.

A filosofia ocidental, tendo como paradigma a grega, fundamenta a razão como meio para se chegar a verdade. A filosofia oriental descarta essa idéia, propondo a intuição como "a chave-mestra para o conhecimento".

O oriental possui uma visão e mundo diferente da ocidental, deixando de lado uma visão racional ele procura se relacionar com as coisas à volta e sabe que tudo faz parte de um grande conjunto. Com este posicionamento, quando ele contempla a natureza, sabe que a mesma energia que fez estas belas coisas existe em seu interior e assim valorizar mais as suas capacidades. Quando uma pessoa tem este ponto de vista, ela se relaciona melhor com tudo à volta e traz mais harmonia para sua vida, pois sabe que faz parte de uma grande entidade maravilhosa (ou seja, tudo tem uma essência).

As filosofias em maior destaque dela são a chinesa (taoísta e confucionista por exemplo) e a indiana (hindu e budista, por exemplo). O mundo na filosofia oriental não se encontra nele exteriormente, e sim, interiormente. O que isso quer dizer?
Diz que o que faz o mundo ser o que vemos é o que fazemos ele ser.

Outro ponto do pensamento oriental é a filosofia das mutações; os opostos que se completam, certamente relacionados ao fluxo da energia vital, que hoje é de uma maneira e amanhã poderá ser de outra. O jogo conjunto Yin-Yang em eterna mutação determina não apenas o relacionamento entre gêneros, como também o equilíbrio entre todos os opostos, que constituem uma unidade polarizada, como por exemplo: corpo e espírito, consciente e inconsciente, o ideal e a realidade, direita e esquerda, governo e oposição, acima e abaixo, dia e noite, luz e trevas, etc. Cada pólo tem valor idêntico ao outro, os pólos se completam e se necessitam mutuamente. No entanto, quando o equilíbrio habitualmente existente entre eles é perturbado, ambas as partes mostram o seu lado destrutivo e maléfico. Portanto, a meta não é incentivar um pólo em prejuízo do outro, por parecer melhor, porém visar um equilíbrio que beneficie ambos.

Alguns nomes da filosofia oriental: [Alguns apenas]

Chineses: Sun Tzu, Confúcio, Mêncio, Linji Yixuan e Chuang-Tzu.
Indianos: Buda, Guru Nanak, Kautilya, Nagarjuna, Bhaskara e Vatsyayana.

Principais características da filosofia oriental: Intuição, dualismo, equidade, energia vital, fundamentação da harmonia, subjetividade e causa e consequência.

domingo, 27 de março de 2011

Noção de Direito

Em primeiro lugar, o direito não é algo que tem uma definiçã fácil, os romanos diziam que era muito perigoso se definir tal fenômeno: “omnis definitio in iure civili periculosa est: parum est enim subverti possit”.

O direito inicialmente nasceu com os gregos, em especial com o pensamento platônico, quando começou a se iniciar a influência da racionalização. Antes, a mitologia penetrava na filosofia (ou seja, o credo influenciava a visão de razão). O direito passou assim do moral e lenda para o racional. [Lembrando que a moralidade grega antes se baseava primordialmente nos mitos.]

Foi um rompimento bastante significativo, sobretudo para a história do direito. A partir de então, falar de direito é falar de algo criado pelos seres humanos para os seres humanos. As normas correspondem ao que está num corpo de leis.

Não podemos negar que a idéia de direito se remonta, antes de tudo, aos gregos. Mais tarde foi que os romanos a denominavam de Ius, sendo daí que o direito começou a ser mais relacionado com a palavra justiça.

O conceito platônico de direito é muito distante do que entendemos hoje. Para Platão, um esperto conhecedor do direito, a função do jurista não é somente aplicar ou estudar as leis existentes, mas antes de tudo, comparar os decretos injustos das assembléias populares, assim como dos emanados pelos tiranos. Uma lei injusta, torna-se uma lei malvada, portanto não se configura conseqüentemente como direito.

A “justiça é dar a cada um o que é seu”. Definição naturalmente de cunho poético, atribuida ao poeta Simônides, em uma de suas obras, e esta deifinição passou a ser um dos estandartes do direito graças ao jurista romano Ulpiano.

O ser humano como ser consolável

"O som mais doce de todos é o elogio." - Xenofonte

O ser humano é um ser cheio e dúvidas, incertezas, inseguranças, temores, curiosidade e coisas do gênero. Mesmo sem notar, a busca de respostas é tão grande e ao mesmo tempo a curiosidade de buscar é limitada pelo ócio que as pessoas acabam se contentando em acreditar em coisas que não são bem verdade, mas que acabam saciando suas necessidades existenciais.

O consolo anda ao lado da ignorância, e é pretexto para o não-saber. Isso pode ser notado, por exemplo, no quanto o condicionamento social acaba afetando a mentalidade de um indivíduo, sendo que este condicionamente por sua vez satifaz necessidades sociais desta mesma pessoa.
Por sua vez, a moral do cidadão acaba sendo influenciada pela coercitividade coletiva que o meio social impõe, fazendo assim por dizer uma lavagem cerebral na senso crítico e racional de alguém.

Outro exemplo a se citar é o religioso. Neste contexto, a pessoa acaba aceitando as normas da religião qual foi educada ou qual é dominante onde vive (raramente por alguma que ela por si só considere "esclarecedora"). As necessidades de saber coisas do tipo de onde ela veio, para onde vai, quem criou tudo; e outras ligadas a religião acabam fazendo, pelo menos comumente, uma pessoa seguir algo sem ao menos pensar se aquilo pode mesmo ser verdade ou não.

Problema não se torna um fato social, e sim, o indolência que a maioria das pessoas têm no refletir, pensar, questionar e outros processos epistemológicos.

Desde seus primórdios a humanidade foi necessitaria. O ser humano é um ser de necessidades, e sem perceber se sente nu e desprotegido por sua incertezas e medos que acaba aceitando aquilo que lhe convêm.

O mito da caverna


O mito da caverna tem autoria de Platão, presente em A República, no livro VII. Trata-se da exemplificação e alegoria de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.

Para que se possa entender o que esse mito pretende passar, exercite sua imaginação com o que será proposto: Imagine um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.
Ficam de costas para a entrada, sem poder sair, olhando somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens e coisas que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira. Pelas paredes da caverna também ecoam os sons do mundo exterior, de modo que os prisioneiros os associariam às sombras, pensam ser eles as falas das mesmas. Desse modo, os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade do mundo exterior.

O que aconteceria quando sairam da caverna? Num primeiro momento, a claridade os cegariam. Depois, se adaptariam a claridade, veriam os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, veria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projectadas no fundo da caverna) e que somente agora está a contemplar a própria realidade.

Que lhe aconteceria no retorno? Os demais prisioneiros tentariam ridicularizá-lo, não acreditariam nas suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas gracetas, o espancariam, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam o matando; ou apenas o ridicularizar ao extremo. Mas, quem sabe, alguns poderiam o ouvir e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.

O que o mito da caverna nos passa metaforicamente da condição humana perante o mundo, sendo à educação o conhecimento filosófico bastante valorizado na luta contra a ignorância.
As pessoas na caverna fazem o papel das ignorantes, que interpretam como real aquilo que é apresentado para o mesmo, tendo assim uma perspectiva superficial da realidade.

A caverna seria a visão de mundo superficial que temos, que condicionamentos que constrõem nossa ideologia criam, assim nos "prendendo numa caverna".