quarta-feira, 6 de abril de 2011

Filosofia da linguagem

Essa especialização da filosofia é até assim por dizer bem interessante, pois analisa a relação das palavras, sendo que tudo tem uma palavra, e as mesmas possuem significado.

Os filósofos da linguagem não se ocupam muito do que significam palavras ou frases individuais. Qualquer dicionário ou enciclopédia podem resolver o problema do significado das palavras. O mais interessante é "O que significa para uma palavra ou frase significar alguma coisa?", "Por que as expressões têm os significados que têm?", "Como uma expressão pode ter o mesmo significado de outra?" e, principalmente: Qual o significado de "significado"?

Filosofia da linguagem é o entender e refletir sobre o sentido de como usamos e para que são usadas as palavras. Antes de tudo, devemos pensar em como elas se originaram: Com o desenvolvimento do homem primitivo, começou a haver a necessidade dele saber se comunicar, e daí, a necessidade de identificar as coisas, daí surgindo às palavras.
Trata também do estudo da sintaxe, da semântica, da pragmática e da referência.

Uma obra filosófica de linguagem que é aconselhável é Crátilo, um diálogo da autoria de Platão.
Pensadores como Ferdinand de Saussure, Wittgenstein, Frege, Noam Chomsky são exemplos de grandes nomes do entender o que é a linguagem.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Weltschmerz

Essa palavra é alemã, e pode ser traduzida como "dor(es) do mundo", "cansaço do mundo" e outras traduções de significado semelhante (sendo welt "mundo" em alemão e schmerz significa "dor").

O termo foi usado pela primeira vez pelo escritor romântico alemão Johann Paul Friedrich Richter, denotando um sentimento de perceber e entender a insatisfação que temos na realidade física. Não existindo felicidade absoluta na condição de existência humana (sendo a felicidade dada "aos pedaços", em penas partes e doses), fazendo com isso que o ser humano sofra pela busca insaciável pela felicidade.

É o sentimento de tristeza resultado do pensar das dores e sofrimentos do mundo, comparado com uma empatia ou teodicéia.

Muitos filósofos mostraram ter esse sentimento, independente de suas épocas ou lugares onde viviam, a dor pelos problemas do mundo faz parte dos filósofos.

O próprio Jean Paul (nome artístico de Johann Paul Friedrich Richter) escreveu uma vez:
"Somente seus olhos viram todas as agonias de mil pessoas em suas origens. Esta dor do mundo, ela pode, por assim dizer, apenas para suportar a visão do Santíssimo, que porteriormente remuneramos."

Na psicologia moderna, weltschmerz possui o significado de dor psicológica resultado de um problema para com o mundo, a sociedade ou a vida. Gera depressão, escapismo, triteza e atormento psicológico; equivalenta a anomia.

Frases sobre o sofrimento humano de filósofos notáveis que tinham weltschmerz:

"Se o desejo, que se aloja na raiz de toda a paixão humana, puder ser removido, aí então, morrerá esta paixão e desaparecerá, conseqüentemente, todo o sofrimento humano." - Buda

"A essência da existência é a dor." - Schopenhauer

"A felicidade não passa de um sonho, e a dor é real... Há oitenta anos que o sinto. Quanto a isso, não posso fazer outra coisa senão me resignar, e dizer que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas e os homens para serem devorados pelo pesar." - Schopenhauer

"A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita". - Mahatma Gandhi

"Que nobre inteligência assim perdida! O olhos do cortesão, a língua e o braço do sábio e do guerreiro, a mais florida esperança do Estado, o próprio exemplo da educação, o espelho da elegância, o alvo dos descontentes, tudo em nada! E eu, a mais desgraçada das mulheres, que saboreei o mel de suas juras musicais, ter de ver essa admirável razão perder o som, qual sino velho, essa forma sem par, a flor da idade, fanada pela insânia! Ó dor sem fim! Ter já visto o que vi, e vê-lo assim!" - Shakespeare

domingo, 3 de abril de 2011

A escolástica



Uma das correntes filosóficas na Idade Média (famosa Idade das Trevas) foi a escolástica, que à princípio visava buscar conciliar fé e razão .

Esta escola filosófica vigora do princípio do século IX até o final do século XVI, que representou o declínio da era medieval. A escolástica é o resultado de estudos mais profundos da arte dialética (as artes liberais, o trivium e quadrivium), a radicalização desta prática. No começo seus ensinamentos eram disseminados nas catedrais e monastérios, posteriormente eles se estenderam às Universidades, diminuindo o monopólio do conhecimento que a Igreja possuía naquele tempo.

A filosofia da Antiguidade Clássica ganha então contornos judaico-cristãos, já esboçados a partir do século V, quando se teve a urgência de mergulhar mais fundo em uma cultura espiritualizada que se desenvolvia rapidamente, para imprimir a estes princípios religiosos um caráter filosófico, inserindo o cristianismo no âmbito da filosofia greco-romana e neoplatônica.

A escolástica buscava o conhecimento científico e busca racional sem necessidade de "botar Deus, religião e teologia no meio". Isso não significava que os escolásticos deixavam de crer em deus ou coisa assim, apenas contrariava o fanatismo religioso que, por sorte da escolástica, estava diminuindo na época. [O fanatismo religioso fazia parte do cotidiano do europeu medieval. Quase toda hora era Deus, Igreja...E mais Deus!]

Embora prege a desncessidade do fanatismo religoso, a escolástica é ligada com a religião, por se opor ao fervor da mesma e também, por exemplo, ao conceito de predestinação. Alguns escolásticos notáveis são Roger Bacon, Alberto Magno, Bernardo de Claraval, Boaventura de Bagnoregio e Tomás de Aquino.

Tomás de Aquino teve auxílio filosófico da escolástica, acabando por virar o seu mais notório pensador. Ele dizia que o homem é privilegiado pela razão, cabendo a ele mesmo decidir escolher entre o certo e o errado e livre para o bem e o mal.

sábado, 2 de abril de 2011

Os cínicos



A escola filosófica fundada por Antístenes, o cinismo, pregava uma filosofia raíz: O desapego à tudo que for profano é o único caminho para a verdadeira felicidade.

Popularmente o termo cínico é usado para chamar uma pessoa sem pudor, indiferente ao sofrimento e problema alheio; tendo nada haver com o significado filosófico da palavra.

A corrente do pensamento cínico pode ter se originado num episódio da vida de Sócrates (de quem Antístenes era pupilo), qual este passava no mercado de Atenas e comentou: "Vejam de quantas coisas precisa o ateniense para viver."
Cinismo se fundamenta em retornar à natureza, buscar a virtude moral e na idéia de que nada de mundano trás de fato felicidade de verdade. [Antístenes criticava a sociedade e moral de seu tempo.]

Outros cínicos notáveis também foram, por exemplo, Diógenes de Sínope e Crates de Tebas.

Esse pensamento também buscava assim por dizer um estado de autarquia (condição auto-suficiente) no indivíduo, isto é, ser feliz por si próprio, sem depender de nada.

Teoria e Lei

Em relação às descobertas científicas existem dois meios de classificar o princípio assim descoberto; sendo considerado como uma lei ou uma teoria. Ambas descrevem fenômenos naturais, os seus princípios e fatos.

• Lei: Explicação comprovada pela experimentação, isto é, a prática contribui para a aprovação deste princípio. Dirente do sentido jurídico de lei, o significado científico da palavra não é de algo que deve ser cumprido, e sim, de algo que acontece (entretanto, em ocasião e circunstância apropriada).
Exemplos de leis científicas é a lei de conservação de massa (ou de Lavoisier) e as de Kepler.

• Teoria: Explicação que é limitada pela experimentação, ou seja, não pode ser considerada como verdadeira.
Um exemplo de teoria é a evolucionista. Ela se torna a explicação mais plausível em como possa ter sido o percurço da história natural ao longo da vida do planeta. Não tem como voltarmos à milhões de anos e ver se a seleção natural, por exemplo, é uma verdade absoluta, sendo que o sustento deste preceito se baseia em evidências sem uma prova concreta e comprovadora. [Não só com esta teoria, e sim com qualquer uma é assim.]

Para que dar esta introdução de ciência? Pois mostra como uma descoberta pode ser limitada por algo importante em seu procedimento, a experiência. Nem tudo pode ser provado com prática, algumas coisas acabam tendo credo por meio da teoria, daquilo que é hipotético.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O preço de cada ato

"Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada me domine." - 1 Coríntios 6:12 (autoria do apóstolo Paulo)

É normal do ser humano em botar limites em aquilo que faz, delimitando o que é certo e errado; o que podemos/devemos fazer e o que não podemos/devemos fazer. Tabus são impostos para limitar nossas ações: Crimes, imoralidade, antiética, pecados, etc.

Entretanto, somos livres para fazer o que quisermos, mas sumetidos às consequências daquilo que fazemos. Podemos fazer qualquer coisa, entretanto, o princípio de que "toda ação tem uma reação" adverte que não devemos fazer o que bem queremos. A pessoa tem paz de espírito quando o que ela quer se adequada ao necessário, moderado e também com toque pessoal (mais sem abuso e opulência).

"Toda ação provoca uma reação de igual intensidade, mesma direção e em sentido contrário." - Isaac Newton

Embora a frase acima seja utilizada pela física, ela também tem crédito filosófico. Tudo o que se faz tem seu devido troco, que é devolvido igualmente. Vai como foi, porém, ao invés do ser fazer, o mesmo está recebendo a reação (seja boa ou ruim, depende do que o infeliz fez).