domingo, 10 de abril de 2011

Dicas para entender textos e obras filosóficas


Muitos estudantes e curiosos em obras de filósofos costumam reclamar desse tipo de leitura, a julgando como complicada e trabalhosa. Antes de tudo, é preciso saber a importância dos livros filosóficos. A importância deles é de que eles são o suporte material da filosofia, tornando a passagem do conhecimento e idéias possível para os que a refletem.

A finalidade desse tipo de leitura é o entendimento. O recurso mais dispomos para fazer isso é a análise. Analisar uma obra filosófica é necessária descontruí-la no nível linguístico, procurando a reduzir a uma sucessão ordenada de simples frases, em ordem de: Sujeito, verbo e predicado.

Um texto filosófico não é exatamente a priori, mas uma dissetação e tese argumentativa não expositiva, defendendo suas propostas por meio de argumentos. Abaixo, estão dicas para facilitar a sua leitura de um texto filosófico.

Quando se analisa um escrito filosófico, é necessário ao leitor deixar suas crenças de lado. Suas crenças podem transformar em um empecilho o entendimento dos ideais alheios. Deve-se separar às idéias do autor com o que o leitor acredita, pois a crença do leitor pode "alterar" o entendimento daquilo que o filósofo quis passar. [Quando disse em crença não foi no sentido religioso, e sim no geral, o do achar individual do leitor.]

O que atrapalha muitas vezes são as referências de outros filósofos, que caso a pessoa desconheça as mesmas, a compreensão se torna mais difícil ainda.

O contesto histórico muitas vezes também dificulta o entendimento do leitor, por desconhecimento relevante o período qual o autor viveu.

Dependendo do autor, deve levar em consideração também a ironia, parando para analisar mais ainda; tendo que considerar o que ele realmente pode querer ou não dizer.

É bom também procurar o significado das palavras que desconheça e encaixá-las no que determinada parte do texto queira dizer.

Uma boa exegese também é aconselhável, isto é, saber interpretar texto.

E por último uma coisa chamada de hermenêutica, que é a interpretação da palavra do autor. Dependendo do filósofo esta se torna mais difícil, pois devemos trabalhar com vários recursos para chegar a entender o que o autor quer passar.

Ideologia

Um conjunto de idéias e conceitos de um indivíduo, grupo ou até mesmo sociais é uma ideologia. Simplesmente falando, a ideologia é uma forma de pensar. A extensão das ideologias são vastas; sendo políticas, religiosas, filosóficas, intelectuais, etc.

Ela se forma com base nos elementos citados acima, ideais e preceitos, que estes acabam moldando uma forma de pensar. Uma ideologia também pode ser seguida, uma "já pronta", como é o caso de várias.

Uma ideologia interfere no seu idealizador em sua visão de mundo, senso ético, restrição do que considerar aceitável ou não ... Em fim, influencia seu modo de pensar.
Mas isso não significa que uma ideologia tenha que ser necessariamente uma "pronta", pois ideologia nada mais é do que o modo de pensar. Isso significa que cada um tem sua ideologia pessoal, tendo alguma outra interferindo ou não.

"Ideologia!
Eu quero uma pra viver...
♫"

"Ideologia!
Pra viver...
♪"

Abaixo, o clipe da música "Ideologia", do Cazuza:

sábado, 9 de abril de 2011

O pensamento do pragmatismo



O pragmatismo dá ênfase ao pensamento filosófico na aplicação das idéias e de suas consequências práticas de conceitos e conhecimentos; assim sendo por dizer uma filosofia utilitária.

Teve origem no século XIX em Cambridge, Massachusetts, nos Estados Unidos. Seus primeiros idealizadores e representantes foram Charles Peirce, William James, John Dewey e Ferdinand Schiller. Houveram também outros pensadores seguidamente, tendo como destaque Richard Rorty.

Essa escola de pensamento teve como objetivo primário terminar discussões metafísicas e até por vezes éticas e racionais. Para entender melhor, abaixo está algumas questões que são de caráter pragmatista:

Mas o que isso quer dizer?
O mundo é um ou muitos?
Livre ou destinado?
Material ou espiritual?
Por que as crianças aprendem menos com sermões do que imitando as ações dos pais?
E por que é tão importante revermos nossas crenças a respeito do que acreditamos ser verdade?


Assim, o pragmatismo conforme predito originalmente por Peirce, tem o propósito de fornecer uma diretriz ao pensamento, evitando que a razão em seus altos vôos rumo ao abstrato, se desvencilhe de seu objeto: a realidade, a vida. O método pragmatista, desta forma, se contrapõe às metafísicas de caráter dogmático e propõe que o raciocínio seja guiado por métodos semelhantes aos da ciência, que incluem a observação dos fenômenos, a formulação de hipóteses, os testes práticos e a revisão de teorias. É por isso que o pragmatismo estranha qualquer idéia de verdade e certeza inatas ou absolutas.

Sobre alienação

O significado dessa palavra se encontra no desarranjo das faculdades mentais, ou apenas uma lavagem cerebral.
É o escravizar da mente humana, qual a pessoa fica à mercê da influência social sem se importar, vendo isso até mesmo como virtuoso.

Vários fatores que se agregam numa cultura influenciam a mentalidade da mesma, e a sua economia e meio de produção não é exceção. Hegel e Marx foram filósofos aptos concordantes disto, e explicaram como isso ocorre. Para ambos, a alienação estava ligada ao trabalho.

Karl Marx afirma que o estado de alienação humana é uma característica fundamental do capitalismo levando em conta tais afirmações. O que adultera na construção dos seus valores, personalidade e visão de mundo do alienado.
Possuía visão negativa da alienação; sendo que o trabalho escraviza ao invés de realizar o cidadão, o desumanizando, e não mantendo sua humanidade. A pessoa acaba trocando o princípio do ser pelo o do ter.

Entretanto, existe o lado social e ideológico da alienação. Esse lado consiste em focar a mente da pessoa no que um grupo importante da sociedade impõe como importante e que consequentemente o beneficie com isso.

Nesse sentido, a alienação pode se encontrar tendo dois tipos de personagens: O alienador e o alienado. O alienador usufrui de seu status para fazer da maioria social uma massa de manobra, buscando algum meio de manipular sua personalidade e assim se beneficiar, suprindo sua ganância e soberba.
O alienado é aquele indivíduo que acaba recebendo às consequências da vontade do alienador.
Para entender isso melhor, darei exemplos históricos: Na Idade Média, o alienador era a Igreja Católica e o alienado os plebeus e até mesmo os nobres. A necessidade da salvação espiritual era o meio que a Igreja tinha de manter a população alienada.
Atualmente, quem faz esse papel são as empresas e órgãos que passam sua mensagem pelos meios de comunicação. Eles alienam nossos contemporâneos, dizendo o que devem vestir, como devem falar, o tipo de música ouvir, etc.

"A principal causa da alienação que perturba nossa sociedade é o egotismo." - Daisaku Ikeda

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Filosofia da linguagem

Essa especialização da filosofia é até assim por dizer bem interessante, pois analisa a relação das palavras, sendo que tudo tem uma palavra, e as mesmas possuem significado.

Os filósofos da linguagem não se ocupam muito do que significam palavras ou frases individuais. Qualquer dicionário ou enciclopédia podem resolver o problema do significado das palavras. O mais interessante é "O que significa para uma palavra ou frase significar alguma coisa?", "Por que as expressões têm os significados que têm?", "Como uma expressão pode ter o mesmo significado de outra?" e, principalmente: Qual o significado de "significado"?

Filosofia da linguagem é o entender e refletir sobre o sentido de como usamos e para que são usadas as palavras. Antes de tudo, devemos pensar em como elas se originaram: Com o desenvolvimento do homem primitivo, começou a haver a necessidade dele saber se comunicar, e daí, a necessidade de identificar as coisas, daí surgindo às palavras.
Trata também do estudo da sintaxe, da semântica, da pragmática e da referência.

Uma obra filosófica de linguagem que é aconselhável é Crátilo, um diálogo da autoria de Platão.
Pensadores como Ferdinand de Saussure, Wittgenstein, Frege, Noam Chomsky são exemplos de grandes nomes do entender o que é a linguagem.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Weltschmerz

Essa palavra é alemã, e pode ser traduzida como "dor(es) do mundo", "cansaço do mundo" e outras traduções de significado semelhante (sendo welt "mundo" em alemão e schmerz significa "dor").

O termo foi usado pela primeira vez pelo escritor romântico alemão Johann Paul Friedrich Richter, denotando um sentimento de perceber e entender a insatisfação que temos na realidade física. Não existindo felicidade absoluta na condição de existência humana (sendo a felicidade dada "aos pedaços", em penas partes e doses), fazendo com isso que o ser humano sofra pela busca insaciável pela felicidade.

É o sentimento de tristeza resultado do pensar das dores e sofrimentos do mundo, comparado com uma empatia ou teodicéia.

Muitos filósofos mostraram ter esse sentimento, independente de suas épocas ou lugares onde viviam, a dor pelos problemas do mundo faz parte dos filósofos.

O próprio Jean Paul (nome artístico de Johann Paul Friedrich Richter) escreveu uma vez:
"Somente seus olhos viram todas as agonias de mil pessoas em suas origens. Esta dor do mundo, ela pode, por assim dizer, apenas para suportar a visão do Santíssimo, que porteriormente remuneramos."

Na psicologia moderna, weltschmerz possui o significado de dor psicológica resultado de um problema para com o mundo, a sociedade ou a vida. Gera depressão, escapismo, triteza e atormento psicológico; equivalenta a anomia.

Frases sobre o sofrimento humano de filósofos notáveis que tinham weltschmerz:

"Se o desejo, que se aloja na raiz de toda a paixão humana, puder ser removido, aí então, morrerá esta paixão e desaparecerá, conseqüentemente, todo o sofrimento humano." - Buda

"A essência da existência é a dor." - Schopenhauer

"A felicidade não passa de um sonho, e a dor é real... Há oitenta anos que o sinto. Quanto a isso, não posso fazer outra coisa senão me resignar, e dizer que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas e os homens para serem devorados pelo pesar." - Schopenhauer

"A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita". - Mahatma Gandhi

"Que nobre inteligência assim perdida! O olhos do cortesão, a língua e o braço do sábio e do guerreiro, a mais florida esperança do Estado, o próprio exemplo da educação, o espelho da elegância, o alvo dos descontentes, tudo em nada! E eu, a mais desgraçada das mulheres, que saboreei o mel de suas juras musicais, ter de ver essa admirável razão perder o som, qual sino velho, essa forma sem par, a flor da idade, fanada pela insânia! Ó dor sem fim! Ter já visto o que vi, e vê-lo assim!" - Shakespeare