segunda-feira, 18 de abril de 2011

I Have a Dream

O "Eu Tenho um Sonho" ("I Have a Dream" em inglês) é o nome do discurso memorável de Martin Luther King Jr., clamado nos degraus do Lincoln Memorial no dia 28 de agosto de 1963 em Washington, D.C. como parte da Marcha de Washington por Empregos e Liberdade.

O conteúdo do discurso era a da necessidade de uma coexistência harmoniosa entre brancos e negros, sendo que os Estados Unidos havia uma segregação racial em questão social, qual gerava mais injustiça e miséria.
Podemos considerar este o destaque da vida de Luther King como ativista social pelos direitos civis.

Um ano após o discurso, em 1964, o Civil Rights Act of 1964 (Ato de Direitos Civis de 1964) foi aprovado pelo Congresso americano, dando fim na segregação racial impostas pelas Leis de Jim Crow (conduta de leis raciais que vigorou de 1876 até 1965).

Abaixo, uma gravação desse histórico discurso: [Detalhe, o vídeo está em inglês e sem legendas]

domingo, 17 de abril de 2011

Geopolítica

A geopolítica é estudada em diversas áreas, sendo multidisciplinar. É utilizada nas ciências políticas, geografia, ciências sociais e outras. É estudada a evolução política das nações pelos fatores geográficos.

Os seus percussores teóricos foram Rudolf Kjellén e Friedrich Ratzel. Kjellén batizou o termo "geopolítica", inspirado na obra "Geografia Política" do Ratzel.

Ela estuda a relação das nações entre si e suas particularidades, além de suas relações com a sociedade.
As relações como territoriais, econômicas, bélicas, ambientais, agrárias e globais referentes parar qualquer Estado é interpretado e aprofundadamente avaliado geopoliticamente.

Na geopolítica clássica estudava as relações de poder, território e marciais. Mas nas últimas décadas se desenvolveu a geopolítica moderna, que estuda questões diversas dos países.

Geralmente considera-se que os novos temas da geopolítica mantém como cerne interpretativo o prisma nas relações entre poder-política-estratégia e geografia-ambiente-território. Outras abordagens costumam ser tratadas apenas como temas relacionados à geopolítica, e não necessariamente como parte integrante do conhecimento geopolítico. Assim, a geopolítica mantém-se voltada ao estudo da estratégia, da manipulação, da ação política, geralmente assumindo a busca, enquanto ciência, do bem maior da humanidade, dos direitos humanos à vida e à saúde, ao bem estar, à preservação do meio-ambiente geográfico, pensado enquanto fundamental para a manutenção da espécie humana na Terra. Desta forma, a geopolítica também estuda as intrínsecas relações que têm os processos ecológicos e a ação política do "animal político" que dominou de forma mais intensiva a face da Terra: o próprio homem.

Resumidamente explicando, geopolítica é a ciência que estuda questões estratégicas governamentais.

Paradoxo de Epicuro

Epicuro de Samos ao pensar na questão da existência de deus e do mal no mundo ele acabou elaborando uma tese, o chamado Paradoxo de Epicuro.

O paradoxo, por sua vez, analisa a incoerência de deus ser benevolente, onipotente, onipresente e onisciente e mesmo assim o mal ainda existir.

A linha de pensamento proposta pelo paradoxo é: [Para deus e o mal continuarem existindo ao mesmo tempo é necessário que deus não tenha uma das três características]:

• Se for onipotente e onisciente, então tem conhecimento de todo o mal e poder para acabar com ele, ainda assim não o faz. Então Deus não é bom.
• Se for onipotente e benevolente, então tem poder para extinguir o mal e quer fazê-lo, pois é bom. Mas não o faz, pois não sabe o quanto mal existe, e onde o mal está. Então Ele não é onisciente.
• Se for onisciente e bom, então sabe de todo o mal que existe e quer mudá-lo. Mas isso elimina a possibilidade de ser onipotente, pois se o fosse erradicava o mal.

E se ele não pode erradicar o mal, então por que chamá-lo de Deus? [Em particular eu descordo. Deus não tem a necessidade e obrigação de ser bom.]

Com base do que Epicuro determinou, segue-se as seguintes duas especulações:
1) Deus criou o mal, mas este jamais o consumou, e criou o homem para não conhecer o mal. Porém o homem conheceu o mal, e deus repulsa o mal. Se o mal então existe mesmo com um deus bondoso, então este não é totalmente absoluto em questão de poder.
2) Se deus pode então ser digno da alcunha de Todo-Poderoso e o mal ainda existir, então a existência do mesmo não faz diferença para ele. Ou ele não é tão bom assim ou é indiferente quanto ao mal existir.

A hipótese do amor divino também pode entrar nesse contesto. Se o mal é uma consequência do amor de deus para conosco, então de alguma forma ele permite que o mal exista.

sábado, 16 de abril de 2011

A diferenciação de filosofia e ciência

Na Antiguidade o chamado "amor a sabedoria", a filosofia, tinha como finalidade explicar o mundo, porém, em sentindo amplo e geral.

Para entender o que estamos passando, tenha conhecimento que ciência e filosofia são ambas formas de buscar a verdade das coisas, as conhecerem. Filosofia se preocupa com a essência, em conhecer o fundamento principal da vida, do mundo, etc. A ciência busca explicar os fatores, seus detalhes e preceitos que possam ser provados na experimentação.

A filosofia antiga não possuía uma distinção de filosofia e ciência, ou seja, o amor pelo saber e a curiosidade de explicar o mundo que estamos eram uma só coisa.
Isso pode ser notado apenas pelo fato de muitos filósofos (por exemplo, gregos) não terem sido só filósofos (muitos também foram matemáticos, astrônomos, etc; sendo que alguns tiveram contribuição para várias áreas do conhecimento natural).

A obra Física, de Aristóteles, é um exemplo dessa ausência de restrição entre ciência e pensamento livre que havia nessas épocas.

A Renascença que começou a separá-las. A ciência começou então a ganhar particularidade. Esta é teórica, experimental e metódica.
Na filosofia quase tudo não é absoluto, sempre há dúvidas. Na ciência tem que haver exatidão.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Introdução às cinco maiores religiões do mundo



Abaixo será apresentada uma introdução sobre as cinco maiores religiões do mundo, às mais difundidas por todo o globo:

Hinduísmo: Religião originada na atual Índia. Não há um fundador propriamente assim chamado desta religião, entretanto, podemos considerar como grande figura hindu o Krishna.
A idéia centra hindu consiste num ciclo de reencarnações (a Roda de Samsara), sendo que cada próxima vida é regida por uma lei cármica e o ciclo só pode ser encerrado por meio da Iluminação (Moksha).

Judaísmo: Originária entre o povo hebreu, nas terras que atualmente formam Israel. Abraão é uma grande e importante figura judáica, entretanto, Moisés é o personagem mais importante da identidade judáica.
Assim como várias outras religiões, o judaísmo também possui a exigência da prática de seus preceitos no dia-a-dia. Cre no conhecimento de Deus e sua palavra como o caminho para a verdade e tranquilidade na eternidade.

Budismo: Surgiu no atual Nepal. Seu idealizador foi Sidarta Gautama, o popular Buda.
Ela valoriza muito a pobreza (por esta ser uma condição extrema de humildade) e a morte (fim de uma série de sofrimentos, mesmo que por tempo limitado). O budismo trata muito do sofrimento humano, seus motivos e soluções. Cre num ciclo de encarnações, que termina pela Iluminação (Nirvana).

Cristianismo: Começou como uma ceia judáica, porém, se propagou muito no mundo antigo após a morte de seu fundador, o próprio Jesus Cristo. É uma religião que teve origem no mesmo povo que deu origem ao judaísmo, porém, o cristianismo acabou desenvolvendo sua forma até ser o que é hoje na Europa [inicialmente por parte dos romanos].
Tem como palavras-chave de sua filosofia o perdão, fé, amor e boas obras para que possa chegar à salvação eterna.

Islamismo: Essa religião nasceu dentre os árabes. Seu mentor e figura religiosa principal é Maomé, o fundador do islã.
Os preceitos muçulmanos se inspiram muito nos judáico-cristãos. Essa religião parece cobrar grande fervor religioso como prova de devoção e louvor por parte do crente, como sinal de que este está no reto caminho de Deus (Ála).

Estas cinco são as cinco mais difundidas religiões do mundo, e foi dada uma introdução básica (o mais básico possível) de sua filosofia. As personagens nelas citados podem ser considerados por sua vez como seus pensadores influentes.

Abaixo, um vídeo falando da história delas pelo mundo: [No sentido de expansão religiosa]

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Revolução Copernicana

A obra de Crítica da Razão Pura de Immanuel Kant, publicada em 1781, tratou desta questão: Como posso obter um conhecimento seguro e verdadeiro sobre as coisas do mundo? A resposta dada por Kant mudaria a rota da filosofia ocidental.

Tradicionalmente, o empirismo e o racionalismo respondiam de formas diferentes a questão do conhecimento. Os empiristas (Aristóteles, Hobbes, Locke, Berkeley e Hume) diziam que somente os dados da experiência sensível forneceriam as bases para o conhecimento humano, já os racionalistas (Platão, Descartes, Leibniz e Espinoza) forneciam que o conhecimento provêm da razão.

Em ambos existem obstáculos surgidos, a razão especulativa. Na medida que deixa de validar as investigações em prática, se torna dogmática. Entretanto, o empirismo encontra oposição no ceticismo, que argumenta que a natureza é contingente, e por isso não pode ser fonte de conhecimento universal.


Kant remeteu a razão ao centro do universo cognescente humano [já Descartes, censurou o conhecimento humano à um eu que tem base cogita]. Por causa disso, Kant é considerado o revolucionador da filosofia.


Quando Kant nos fala do sujeito transcendental, quer especificar que o sujeito possui as condições de possibilidade de conhecer qualquer coisa. No sujeito é que estão as regras pela quais os objetos podem ser reconhecidos. A busca dessas regras nas coisas exteriores é infrutífera e faz que voltemos a repetir o erro de Hume [que, para ele, nada é trascendental e de caráter lógico como acreditava Kant, e sim, psicológico]. Só encontramos sentido no mundo porque somos nós que lhe damos sentido através dos dados apreendidos nas intuições empíricas, passados pelas intuições puras de espaço e tempo, formando o fenômeno. Esse fenômeno, que ainda não é o conhecimento, também passa pelas categorias, que são estruturas a priori do sujeito. O mundo não tem sentido a não ser que o homem dê algum sentido a ele. O que conhecemos é profundamente marcado pela maneira pela qual conhecemos.


Kant também vai se voltar para o sujeito em sua réplica ao ceticismo humano, mas revestido de um caráter lógico e transcendental (e não psicológico, como em Hume). Antes de analisar a resposta de Kant, vamos ver como ele a formula a questão nos conceitos de a priori, a posteriori, analítico e sintético. Sendo estes princípios:

A priori: Um conhecimento que seja totalmente independente dos sentidos (como equações matemáticas, que podemos fazer mentalmente sem provas materiais);

A posteriori: Um conhecimento que possui sua fonte na experiência (como princípios científicos, que necessitam da prática para serem confirmados);

Juízo analítico: Quando emito um juízo em que o predicado está contido no sujeito (Exemplo: quando digo "A é uma letra", o predicado "letra" já é uma qualidade do sujeito "A" e a informação, por isso, é redundante);

Juízo sintético: Quando se faz um juízo em que um predicado é acrescentado ao sujeito (Exemplo: Na frase "A cadeira de minha sala é azul", acrescento ao sujeito "cadeira de minha sala" o predicado "azul" (afinal, ela poderia ser verde, vermelha, etc.). É uma informação nova, pois você poderia imaginar que a cadeira fosse de qualquer outra cor).


Kant chamou de "revolução copernicana" sua resposta ao problema do conhecimento. O astrônomo Nicolau Copérnico (1473-1543) formulou a teoria heliocêntrica - a teoria de que os planetas giravam em torno do Sol - para substituir o modelo antigo, de Aristóteles e Ptolomeu, em que a Terra ocupava o centro do universo, o que era mais coerente com os dogmas da Igreja Católica.

Kant propôs inversão semelhante em filosofia. Até então, as teorias consistiam em adequar a razão humana aos objetos, que eram, por assim dizer, o "centro de gravidade" do conhecimento. Kant propôs o contrário: os objetos, a partir daí, teriam que se regular pelo sujeito, que seria o depositário das formas do conhecimento. As leis não estariam nas coisas do mundo, mas no próprio homem; seriam faculdades espontâneas de sua natureza transcendental. Como Kant afirma no prefácio da segunda edição da Crítica da Razão Pura:


"Até agora se supôs que todo nosso conhecimento tinha que se regular pelos objetos; porém todas as tentativas de mediante conceitos estabelecer algo a priori sobre os mesmos, através do que ampliaria o nosso conhecimento, fracassaram sob esta pressuposição. Por isso tente-se ver uma vez se não progredimos melhor nas tarefas da Metafísica admitindo que os objetos têm que se regular pelo nosso conhecimento, o que concorda melhor com a requerida possibilidade de um conhecimento a priori dos objetos que deve estabelecer algo sobre os mesmos antes de nos serem dados."


O que Kant quer dizer é que o sujeito possui as condições de possibilidade de conhecer qualquer coisa. Ele possui as regras pela quais os objetos podem ser reconhecidos. Não adianta buscar essas regras no mundo exterior, pois se cairia no problema de Hume. O mundo não tem sentido a não ser que o homem dê algum sentido a ele. O que conhecemos, então, é profundamente marcado pela maneira - humana - pela qual conhecemos.