Uma lei de talião consiste numa reciprocidade entre crime e pena, sendo a retaliação o ato de impor esse tipo de pena. O talião é, entretanto, uma lei do gênero olho por olho, dente por dente. É um dos padrões de leis mais antigas da humanidade.
Historicamente falando, um dos primeiros indícios de lei de talião surgiu na Babilônia, com o Código de Hamurabi (sendo este também o código de leis mais antigo da humanidade), por volta de 1780 a.C. Consiste em numerosas penas para diversos tipos de delitos, que agiam de acordo com o princípio de "pagar com a mesma moeda".
Às penas procuram ao máximo serem semelhantes ao delito cometido, embora pudesse variar de acordo com a posição social e econômica da vítima e do infrator.
Alguns artigos do Código de Hamurabi:
• Art. 200: Se um homem arrancou um dente de um outro homem livre igual a ele, arrancarão o seu dente.
• Art. 201: Se ele arrancou o dente de um homem vulgar, pagará um terço de uma mina de prata. [Mina é uma unidade de peso que os babilônicos usavam.]
• Art. 202: Se um homem agrediu a face de um outro homem que lhe é superior, será golpeado sessenta vezes diante da assembléia com um chicote de couro de boi.
• Art. 229: Se um pedreiro edificou uma casa para um homem, mas não a fortificou e a casa caiu e matou o seu dono, esse pedreiro será morto.
• Art. 230: Se causou a morte do filho do dono da casa, matarão o filho desse pedreiro.
• Art. 231: Se causou a morte do escravo do dono da casa, ele dará ao dono da casa um escravo equivalente.
• Art. 232: Se causou a perda de bens móveis, compensará tudo que fez perder. Além disso, porque não fortificou a casa que construiu e ela caiu, deverá reconstruir a casa que caiu com seus próprios recursos.
Até mesmo o Velho Testamento é um adepto dessa forma de lei, na lei de Moisés em Êxodo 21:23-25 [caso fique curioso, leia o capítulo inteiro ou até procure mais forma de talião no pentateuco!]
O talião é uma forma forma de justiça bem aceita por alguns, considerada como justa e eficaz. O "aqui se faz, aqui se paga" pode ser interpretado como uma forma de justiça natural, seguindo o princípio de causa e consequência.
"Os homens apressam-se mais a retribuir um dano do que um benefício, porque a gratidão é um peso e a vingança, um prazer." - Tácito
Podemos considerar o talião até mesmo como uma coisa moral, afinal, possuímos uma pulsão natural que segue esse sistema de comportamento: A vingança. É um sentimento comum em nós, sendo alimentado por nossa fúria e consciência de status social. É lesiva, e visa prejudicar um infrator de forma igual, o forçando a passar pelo o que passou e/ou garantir que nunca mais este repita a ação.
Quando alguém faz uma coisa errada para com o próximo, isto é, "pisa na bola"; aos olhos do outro ela foi moralmente "criminosa". O que o mundo prega para o injustiçado é cobrar da pessoa que ela nunca mais faça isso, fazendo justiça com às próprias mãos.
Algumas pessoas preferem deixar a própria Justiça como executora da justiça e deixar o tempo resolver suas injustiças, outras se levam pela fúria e sua insensata noção de justiça e se consideram no direito de executarem tão retaliação.
"As forças da natureza fazem todo o trabalho, mas devido à ilusão uma pessoa ignorante supõe-se a si mesma como executora." - Bhagvad Gita
[Em particular, vejo que se justiça deve ser feita, justiça será feita. O delito que alguém esta mesma pessoa pagará pelo o que fez, e a frase que botei acima reforça meu ponto de vista.]
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Ilógicas superstições
[Como hoje é sexta-feira 13, falarei à respeito de superstições, afinal, hoje é o dia delas!]
Superstição é uma crença de relações entre causa e efeito sem fundamento lógico. É um elemento presente em qualquer folclore, fazendo parte de suas tradições e até costumes. A superstição então é uma convicção irracional de consequências sem nexo e sem nenhuma lógica.
Superstição é pretexto para a ignorância, pois o supersticioso é aquele que acredita numa coisa sem fazer o mínimo esforço de pensar. Inspiram-se em misticismo e tradições populares, ambas obviamente sem fundamentos claros e com algum sentido.
"A superstição é a religião que a astrologia é a astronomia, a filha louca de uma mãe sábia." - Voltaire
Feitiços e rituais, simpatias para trazer o amor e fortuna, amuletos da sorte e prosperidade e crer em coisas sem nenhum nexo (tipo gato preto e passar debaixo de uma escada dar azar) são superstições, isto é, um credo sem nenhuma explicação racional.
“A ciência é o grande antídoto para o veneno do entusiasmo e da superstição.” – Adam Smith
A raíz de toda superstição é cultural ou histórica, remontando crendices ancestrais qual ainda persistem hoje ou que sofreram alguma alteração, ou ainda, questões cultural que acabou caindo no credo popular até a atualidade.
Superstição é uma crença de relações entre causa e efeito sem fundamento lógico. É um elemento presente em qualquer folclore, fazendo parte de suas tradições e até costumes. A superstição então é uma convicção irracional de consequências sem nexo e sem nenhuma lógica.Superstição é pretexto para a ignorância, pois o supersticioso é aquele que acredita numa coisa sem fazer o mínimo esforço de pensar. Inspiram-se em misticismo e tradições populares, ambas obviamente sem fundamentos claros e com algum sentido.
"A superstição é a religião que a astrologia é a astronomia, a filha louca de uma mãe sábia." - Voltaire
Feitiços e rituais, simpatias para trazer o amor e fortuna, amuletos da sorte e prosperidade e crer em coisas sem nenhum nexo (tipo gato preto e passar debaixo de uma escada dar azar) são superstições, isto é, um credo sem nenhuma explicação racional.
“A ciência é o grande antídoto para o veneno do entusiasmo e da superstição.” – Adam Smith
A raíz de toda superstição é cultural ou histórica, remontando crendices ancestrais qual ainda persistem hoje ou que sofreram alguma alteração, ou ainda, questões cultural que acabou caindo no credo popular até a atualidade.
Sensibilidade artística
"O mais alto objetivo da arte é o que é comum à religião e à filosofia. Tal como estas, é um modo de expressão do divino, das necessidades e exigências mais elevadas do espírito."- Hegel
A expressão humana se encontra em geral na arte; e um dom natural humano para com a arte é uma refinada sensibilidade para a estética, emoções, idéias e expressão.
O significado que a obra ganha é algo relativo ao que o artista deseja expressar, porém, arte é uma coisa muito perfeccionista. A arte tende a seguir uma perfeita simetria, tonalidade e/ou foco, mesmo que a noção de simetria, tom e foco se tornem condicionais. Tudo na arte deve estar bem delineado, em perfeita sintonia e harmonia, obtendo um perfeito equilíbrio e atenção aos detalhes de formas e expressões.
"A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam." - Auguste Rodin
A beleza é presente na arte, mesmo que a concepção de beleza seja individual, caracterizado pelo o que é agradável de se notar. Esse significado particular para o que é belo provêm da concepção cognitiva individual de quem observa, embora questões culturais possam influenciar nessa formação.
Leonardo Da Vinci escreveu em Tratado da Pintura, além de uma relevante introdução ao desenho e a pintura, um levantamento de questões filosóficas e teóricas acerca da arte. Considerou a pintura como a mais bela arte, por permitir possibilidades de expressão variadas e práticas.
A expressão humana se encontra em geral na arte; e um dom natural humano para com a arte é uma refinada sensibilidade para a estética, emoções, idéias e expressão.
O significado que a obra ganha é algo relativo ao que o artista deseja expressar, porém, arte é uma coisa muito perfeccionista. A arte tende a seguir uma perfeita simetria, tonalidade e/ou foco, mesmo que a noção de simetria, tom e foco se tornem condicionais. Tudo na arte deve estar bem delineado, em perfeita sintonia e harmonia, obtendo um perfeito equilíbrio e atenção aos detalhes de formas e expressões.
"A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam." - Auguste Rodin
A beleza é presente na arte, mesmo que a concepção de beleza seja individual, caracterizado pelo o que é agradável de se notar. Esse significado particular para o que é belo provêm da concepção cognitiva individual de quem observa, embora questões culturais possam influenciar nessa formação.
Leonardo Da Vinci escreveu em Tratado da Pintura, além de uma relevante introdução ao desenho e a pintura, um levantamento de questões filosóficas e teóricas acerca da arte. Considerou a pintura como a mais bela arte, por permitir possibilidades de expressão variadas e práticas.
Metafilosofia
A metafilosofia consiste em filosofar sobre a própria filosofia, isto é, filosofia da própria filosofia.
Um significado para a filosofia é algo até meio que trabalhoso, suas definições e objetivos são simples porém, diversificados. A metafilosofia faz justamente isto, definir o que é a filosofia, predizendo suas funções, limitações, observações, etc.
Segundo Heidegger em "Ser e Tempo", a filosofia que se baseia na experiência ôntica da razão e entendimento ontológico, um conhecimento da realidade baseado na interpretação. O problema controverso da metafilosofia consiste num da própria filosofia, a interpretação de mundo divergente entre os filósofos e pensadores, havendo dificuldade num consenso claro. O que é válido para um não é para outro; conceitos de realidade se tornam relativos.
Um significado para a filosofia é algo até meio que trabalhoso, suas definições e objetivos são simples porém, diversificados. A metafilosofia faz justamente isto, definir o que é a filosofia, predizendo suas funções, limitações, observações, etc.
Segundo Heidegger em "Ser e Tempo", a filosofia que se baseia na experiência ôntica da razão e entendimento ontológico, um conhecimento da realidade baseado na interpretação. O problema controverso da metafilosofia consiste num da própria filosofia, a interpretação de mundo divergente entre os filósofos e pensadores, havendo dificuldade num consenso claro. O que é válido para um não é para outro; conceitos de realidade se tornam relativos.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Papel da família
É uma união básica na sociedade, formada por indivíduos ligados pelo sangue, ligações afetivas ou excepcionalmente adotados (ou qualquer forma de afetividade por apego).
Nossa parte na família é basicamente nossos pais (e respectivamente irmãos, filhos, etc), seguindo das outras pessoas que acabamos tendo graus de parentesco (tios, primos, irmãos, avós, bisavós, etc). Alguém pode ser considerado parente também no caso por exemplo da adoção (você ter um filho adotivo ou você mesmo ser adotivo), qual neste, uma pessoa que não possui ligação sanguínea com sua família adentra nela como se fosse de sangue. Também há por afinidade, que é quando temos muita consideração por alguém fora da família que ela acaba como se fosse parte dela, ou que tenha uma grande ligação com algum parente (como ocorre no caso de meio-irmãos, cunhados, entiados, cônjuges, etc).
Resumindo o parágrafo acima, a categorização familia se divide nos parentescos por consanguinidade e afinidade (qual se encaixa a adoção e os por vínculos sociais, sobretudo o casamento).
"A família é a mais antiga de todas as comunidades e a única natural." - Rousseau
O valor social que a família possui para cada indivíduo é do grupo base qual sempre pertenceremos, qual realmente seremos sempre membros e qual sempre podemos recorrer. Pela família viemos ao mundo, pois compatilhamos com nossos parentes ancestrais em comum (ao menos no caso das famílias consanguíneas).
Ela nos cria e nos supre com nossas necessidades até quando estivermos prontos para enfrentar o mundo por conta própria, valendo resaltar que a educação e aculturamento familiar são um dos mais importantes para a construção da personalidade de cada um.
"Observa o teu culto a família e cumpre teus deveres para com teu pai, tua mãe e todos os teus parentes. Educa as crianças e não precisarás castigar os homens." - Pitágoras
Nossa parte na família é basicamente nossos pais (e respectivamente irmãos, filhos, etc), seguindo das outras pessoas que acabamos tendo graus de parentesco (tios, primos, irmãos, avós, bisavós, etc). Alguém pode ser considerado parente também no caso por exemplo da adoção (você ter um filho adotivo ou você mesmo ser adotivo), qual neste, uma pessoa que não possui ligação sanguínea com sua família adentra nela como se fosse de sangue. Também há por afinidade, que é quando temos muita consideração por alguém fora da família que ela acaba como se fosse parte dela, ou que tenha uma grande ligação com algum parente (como ocorre no caso de meio-irmãos, cunhados, entiados, cônjuges, etc).
Resumindo o parágrafo acima, a categorização familia se divide nos parentescos por consanguinidade e afinidade (qual se encaixa a adoção e os por vínculos sociais, sobretudo o casamento).
"A família é a mais antiga de todas as comunidades e a única natural." - Rousseau
O valor social que a família possui para cada indivíduo é do grupo base qual sempre pertenceremos, qual realmente seremos sempre membros e qual sempre podemos recorrer. Pela família viemos ao mundo, pois compatilhamos com nossos parentes ancestrais em comum (ao menos no caso das famílias consanguíneas).
Ela nos cria e nos supre com nossas necessidades até quando estivermos prontos para enfrentar o mundo por conta própria, valendo resaltar que a educação e aculturamento familiar são um dos mais importantes para a construção da personalidade de cada um.
"Observa o teu culto a família e cumpre teus deveres para com teu pai, tua mãe e todos os teus parentes. Educa as crianças e não precisarás castigar os homens." - Pitágoras
domingo, 8 de maio de 2011
Educação e o ser social
"A educação, se bem compreendida, é a chave do progresso moral." - Allan Kardec
• A primária, que consiste na educação familiar. Nela recebos uma introdução do mundo e valores;
• E a secundária, a escolar. Nela aprendemos a viver em sociedade e o necessário para sobreviver nela.
Entretanto, hoje em dia as socializações secundárias parecem ser mais influentes, principalmente nos períodos da infância e adolescência. Esse fato envolve pessoas que tiveram uma fraca educação familiar, e são influenciadas pelas outras formas de socialização (os amigos e o mundo em geral), qual o indivídio se sente na necessidade de ser aceito pela sociedade, acabando por isso adotando os valores que lhe é apresentado. [Por isso vivo numa chamada "Geração Perdida".]
O vídeo do Café Filosófico abaixo fala sobre a educação nos dias de hoje, confira:
Desde que vimos ao mundo, somos introduzidos com uma carga moral e ideológica, além de vivências que nos passam certas experiências, formando assim nossa personalidade.
"O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele." - Immanuel Kant
Somos introduzidos ao mundo basicamente por nossa família, o primeiro meio social ao qual nos integramos. Em seguida vem a escola, e depois outros lugares onde frequentamos e nos interagimos (um clube, trabalho, etc).
A educação cumpre a função de nada mais que construir a visão de mundo do indivíduo, construindo assim sua personalidade em geral (além das noções inatas, que não vem ao caso). Nossa ética-moral, limites e convicções são feitas pelo o que a educação nos fornece; seja por meio do processo de ser educado diretamente, pela integração social, pela vivência.
Segundo o sociólogo francês Pierre Bourdieu, existem duas formas de socialização:
• A primária, que consiste na educação familiar. Nela recebos uma introdução do mundo e valores;
• E a secundária, a escolar. Nela aprendemos a viver em sociedade e o necessário para sobreviver nela.
Entretanto, hoje em dia as socializações secundárias parecem ser mais influentes, principalmente nos períodos da infância e adolescência. Esse fato envolve pessoas que tiveram uma fraca educação familiar, e são influenciadas pelas outras formas de socialização (os amigos e o mundo em geral), qual o indivídio se sente na necessidade de ser aceito pela sociedade, acabando por isso adotando os valores que lhe é apresentado. [Por isso vivo numa chamada "Geração Perdida".]
O vídeo do Café Filosófico abaixo fala sobre a educação nos dias de hoje, confira:
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