terça-feira, 31 de maio de 2011

Corpus aristotelicum

O Corpus aristotelicum ("corpo aristotélico" em latim) é o termo dado aos escritos atribuídos a Aristóteles. Autores da antiguidade mencionavam centenas de obras de autoria aristotélica, porém, muitas destas não chegaram até nós. Apenas quarenta e sete textos, sejam autênticos, autoria duvidosa, espúrios ou até fragmentos.
Os escritos de Aristóteles de Estagira são divididos em dois grupos:

Exotéricos: Escritos destinados ao público leigo, por isso, possuíam estrutura textual introdutória e geralmente feita por diálogos. Destas, apenas a Constituição de Atenas sobreviveu até chegar aos nossos tempos.
Acroamáticas: Obras destinas apenas aos discípulos do Liceu, e escritas em forma de tratados profundamente dissertados a respeito do assunto em tese. Praticamente quase todas as obras de Aristóteles que sobreviveram até nossos dias se enquadram nesta categoria.

[Entretanto, sabia que as obras exotéricas eram mais conhecidas até o século I? Foi somente em 50 a.C. que os escritos acroamáticos foram descobertos, organizados e publicados por Andrônico de Rodes, um peripatético. Ocorre uma reviravolta à partir daí: Aristóteles que era apenas "só um dos discípulos de Platão" passa então a ter grande destaque quanto ao reconhecimento, passando a rivalizar seu mestre, Platão. As obras acroamáticas obscureceram os textos exotéricos de forma que quase se perderam inteiramente.]

Aristóteles foi um dos filósofos cuja filosofia é uma das mais vastas e ricas entre toda história da filosofia. Escreveu sobre várias coisas, como ética, ciência, estética, lógica (o Organon), etc.

Algumas de suas obras que podem ser citadas são Ética a Nicômaco, Do Céu, Da Alma, Física, Categorias, Da Interpretação, Política, Constituição de Atenas, Poética, Metafísica, Retórica, entre outras.

domingo, 29 de maio de 2011

Bioética, a ética da ciência da vida

A bioética é a aplicação da conscientização ética dentro da medicina, cuidados da saúde, meio ambiente e demais ciências que trabalham com a vida e seus cuidados. O termo foi usado pela primeira vez em 1971 no livro "Bioética: Ponte para o futuro" de Van Rensselaer Potter.

Exemplos que podem ser citados onde a bioética entra nas ciências biológicas são nas pesquisas de células-tronco, o aborto, a eugênia, clonagem, transgênicos e a eutanásia.

A bioética é a aplicação da conscientização ética dentro da medicina, cuidados da saúde, meio ambiente e demais ciências que trabalham com a vida e seus cuidados. Grande responsabilidade moral é necessária, pois afinal, a bioética restringe o certo e o errado (igual a ética filosófica) dentro das ciências que trabalham com o estudo da vida. Por isso responsabilidade é um fundamento essencial para a bioética, pois quem deve aplicá-la está trabalhando com a vida, uma coisa muito séria.

Para fundamentar às bases da bioética são notados traços de humanismo e na valorização da vida, e também a influência moral que preceitos jurídicos e religiosos implicam nos baluartes dos fundamentos da ética médica. Por isso questões como o aborto e clonagem são cuidadosamente decididas quanto sua eficiência, e outras, como a criação de transgênicos e uso de células-tronco são motivos de polêmicas e discussão. Assim como o transplante de órgãos um dia já foi tabu e muito discutível, questões bioéticas também são, e podem um dia ser para nós aceitáveis.

"A vida de um indivíduo só faz sentido se ajuda a tornar a vida das demais criaturas mais nobres e mais bela." - Albert Einstein

sábado, 28 de maio de 2011

Falácia

Falácia é um argumento lógico inválido, falho, sem fundamento ou eficácia concreta. É uma eloquência que faz-se crer naquilo que não é, aparente e sem nenhum alicerce.  

Falácia é a idoneidade fazendo crer que é aquilo que não é, mediante alguma visão fantástica, ou seja, aparência sem existência.” - Pedro Hispano

São argumentos dados que tentam mostrar validez, mas apresentam erro racional, expresso por um dizer inconsciente. A falácia faz nada mais do que mascarar a verdade, intencionalmente ou acidentalmente, mas a ocultando. A interpretação da falácia requer um pouco de atenção, pois é muito fácil acreditar em algo dito à primeira impressão, mas a falácia deve-se ser interpretada e considerar seu sarcasmo.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Reconhecimento da beleza

A estética possui essa intenção, determinar o que nos faz achar algo belo ou feio. Essa questão, a de beleza e fealdade, tem duas respostas dualísticas: A de que exista uma condição universal de ambas ou seu julgamento é subjetivo.

A primeira alternativa tem Platão como um exemplo de adepto. Prova disso é a fórmula matemática que ele  chamou de seção áurea (ou proporção áurea), que consiste em dividir um espaço em dois segmentos. A seção áurea ocorre quando a proporção do segmento menor e do maior coincidir com a do segmento maior em relação ao todo (aproximadamente dois terços da largura).

Um defensor da segunda alternativa é Kant, que afirmava que era impossível estabelecer normas teóricas para a determinação do que é belo. A beleza então para ele não poderia ser predita por regras, e sim pelo agrado que causa ao admirador.

Analisando Kant é verdade. A beleza é vista com base no que o indivíduo interpreta, porém, o mesmo possui influência de alguma norma que predita para ele o que é belo, que é a norma cultural. Essa quase lei que a pessoa acaba por receber do meio social não se torna uma proporção universal, por ser relativa.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Poliarquia na tolerância social

A teoria política da poliarquia foi elaborada pelo cientista político Robert Dahl, como ferramenta de estudo da influência da democracia em países onde a mesma é adotada.

Como sabemos a sociedade possuem diversos grupos, sejam eles divididos por condição financeira, religiosa, étnica, de gênero, entre outras demais.

A coexistência harmoniosa desses grupos deve garantir sua presença na sociedade, seus direitos e zelar pela suas garantias constitucionais.
[É aquela velha lição de moral de "respeitar a religião dos outros, opção sexual, time de futebol, etc".]

Os cidadãos possuem uma série de direitos, e é responsabilidade do Estado prover garantia política de sujeição à contestação e oposição dentro do que a lei limita. Isto é, o governo poliárquico deve visar um diplomacia entre os grupos sociais, equilibrando a ação de seus interesses e fazendo leis que os igualem perante o Estado.

De modo geral, o governo poliárquico deve mantém a paz entre as demais diferenças, evitando conflitos e oferencendo a igualdade para se contentarem, não privilegiando nenhuma com regálias.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A contradição dos paradoxos

Paradoxo é uma idéia contraditória aquela que é comum. Num paradoxo se é presente uma idéia ou fato e, ao mesmo tempo, sua contradição.

É uma contradição lógica, um jogo de sentidos e um incentivo ao estímulo do raciocínio alheio.

Tome como exemplo o famoso paradoxo da exceção, aquele que diz que "toda regra tem uma exceção". Logicamente isso já é uma regra, então ela também está sujeita à exceções, e se ela tem exceção, é porque há regras sem exceção.

Um exemplo agora científico é o paradoxo de Langevin (dos gêmeos), proposto por Albert Einstein. Em seu enunciado existem dois gêmeos: O primeiro está viajando numa nave espacial, numa velocidade próxima da velocidade da luz; e o segundo gêmeo permanece na Terra. Para o segundo, a nave se movimenta, e pode afirmar que o tempo está passando mais lentamente para seu irmão na nave. Em contrapartida, o primeiro gêmero vê a Terra se afastar, afirmando também que o tempo passa devagar para seu irmão. Quando os dois se reverem, qual deles estará mais jovem?
[Para entender o paradoxo deve-se ter um mínimo de conhecimento da relatividade de Einstein!]

Outro exemplo de paradoxo, porém infantil, é o do gato e o pão com manteiga. Segundo o que ele apresenta, os gatos sempre caem para cima, e uma fatia de pão com manteiga cai sempre do lado barrado para baixo. O paradoxo surge na proposta do que aconteceria se ambos fossem amarrados e jogados de uma altura considerável. Seguindo a lógica do paradoxo, o gato e a fatia de pão não poderiam cair.

As preposições apresentadas pelos paradoxos é um "pensamento circular", isto é, questionar a questão inicial dele leva sempre às mesmas dúvidas que uma hora o levaram para a questão inicial novamente, e assim se segue.