quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sobre à origem de tudo

Quando nos perguntamos questões existenciais, sobre nós, forças além de nós e o universo em si; uma das perguntas mais recorrentes é a origem do Universo, em caráter filosófico, a cosmogonia. [Não confundir com cosmologia, esta sendo de caráter científico!]

A cosmogonia é uma explicação para a origem da existência, seja universal ou apenas da existência da vida.

Desde os tempos dos primeiros seres humanos é tentado se explicar à origem da existência do universo, e várias culturas e religiões fizeram isso. Todas explicam de forma simbólica, dando origem ao mito, uma forma representativa de se explicação racional por meio de histórias fantasiosas.

Alguns elementos em mitos criacionistas se repetem nas diversas crenças e culturas, como o ovo cósmico ou do deus primordial morto e desmembrado cujas partes vão criando tudo no mundo e no universo.
Vários exemplos podem ser citados, como o mito de Pan Ku dos chineses, o Enuma Elish dos sumérios, o Gênesis e as descrições na obra Teogonia de Hesíodo.

Em princípio existem três categorias de explicações cosmogônicas: Um universo criado do nada, um cíclico e um "sem começo, sempre existente".

Uma explicação metafísica e conhecimento de preceitos científicos facilitam pensar nessa questão, da origem da vida à origem de tudo. Entender o universo resulta numa compreensão melhor de suas causas e efeitos; e entender à vida alivia mais as dúvidas em relação ao sentido desta e seu significado.

As cosmogonias nos mostram o fascínio (e eterno debate) na explicação humana para a origem do mundo, o universo e a existência em si. A origem das coisas se extende da origem da existência até a origem da vida, algo que se torna uma imortal incógnita para o ser humano, sendo isto algo profundo demais para este ter conhecimento ao menos  por um tempo, este tempo sendo os dias de vida.

domingo, 5 de junho de 2011

Em relação ao passado

"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para frente." - Søren Kierkegaard

Muitas pessoas pensam que o passado é algo que não pode ser mudado, e estão certas; porém, erram em acreditar que este não possui influência em nosso presente, que o mesmo fará com o futuro.
O passado não deve ser desconsiderado, e sim entendido. A pessoa que estuda seu passado terá conhecimento de seu presente, e se tiver olhos abertos para seu presente, poderá imaginar um futuro possível.

Começando por nossa formação pessoal, que é resultado do passado. Aprendizado, traumas e acontecimentos marcantes que vão reformando sua concepção das coisas e do mundo e até mesmo mudando seu caráter.

Sem passado não existe presente e nem futuro. O presente é o efeito, o passado é a causa, e o futuro consequência. Traduzindo, o passado dá sentido ao presente.

Exemplos a se ilustras: Uma pessoa de bem com o presente está no mínimo satisfeita com seu passado, ou de alguma forma com a consciência livre em relação ao mesmo. Uma com problemas pessoais (ou qualquer outro tipo) no presente é por ter um fantasma do passado que ainda a atormenta.

"Conta-me o teu passado e saberei o teu futuro." - Confúcio

Uma coisa que aprendemos com o estudo da história é que o passado acaba acarretando em alguma mudança presente, seja em questão cultural, moral, política, etc. Imagine uma coisa na história que acabasse acontecendo de forma diferente da qual aconteceu – Com toda certeza isso implicaria na mudança de vários outros acontecimentos, e de alguma forma o presente seria bastante diferente.

Vale lembrar que qualquer acontecimento histórico ou presente que um dia entre para a história é sempre justificado por um passado. O passado é importante para se entender o presente e especular o futuro; e quanto mais voltamos no tempo, mais veremos que conforme o passado fica mais distante ele se torna mais crucial.

"Quando o passado não ilumina o futuro, o espírito vive em trevas." - Alexis de Tocqueville

Quando se possui um passado sombrio, ele de certa forma escurece nossa vida. A pessoa pode procurar o superar, mais o fato de não querer repetir seus erros ou que alguém não os cometa já é alguma forma dela mostrar sua vergonha e repulso pelo que ela fez ou foi um dia.

Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.” – Dalai Lama

sábado, 4 de junho de 2011

Os ensaios

José Ortega y Gasset definiu a produção de ensaios como a "ciência sem prova explícita".

O ensaio é um estilo literário breve, direto, didático, refletivo e crítico, expondo o autor suas idéias. Retrata a defesa de seu escritor sobre determinado ponto de vista, inspirado em sua reflexão, dedução ou provas empíricas.

São escritos em formato discursivo formal ou informal. Quando se é formal, é necessária uma leitura objetiva, didática e metódica, marcada pela crítica. Se for informal requer capricho e dinâmica veicular.

A estrutura básica de um ensaio filosófico se apresenta de forma bem estruturada: Consiste primeiramente em apresentar o assunto a ser argumentado, seguido de teses ao favor da opinião do autor. Deve então em seguida especular e provar os argumentos válidos, suas premissas verdadeiras e concluir o que se foi provado de forma lógica e eloquente.

"Um discurso tem duas partes: temos de apresentar nossa tese e temos de a demonstrar."- Aristóteles

O que Aristóteles quis dizer é que o ensaio possui uma divisão básica, que é expor e explicar a tese que se apresenta (afinal, para isso servem os ensaios).

Um dos mais trabalhados guias relevantes ao preparar e elaboração de ensaio é Fedro, de Platão. Um trecho que enfatiza os cuidados a se tomarem ao escrever um ensaio, segundo Platão:

"Todo discurso deve ser construído como uma criatura viva, dotado por assim dizer do seu próprio corpo; não lhe podem faltar nem pés nem cabeça; tem de dispor de um meio e de extremidades compostas de modo tal que sejam compatíveis uns com os outros e com a obra como um todo."

Mesmo o conceito dos ensaios filosóficos remontarem aos antigos, foi apenas no século XVI, com filósofos como Francis Bacon e Michel de Montagne que os ensaios começaram à se desenvolver melhor, ganhando mais características e particularização de um tratado ou qualquer outro tipo de texto. Montaigne mesmo idealizou em sua obra Ensaios que o gênero literário homônimo qual este foi pioneiro era então apenas um gênero literário de argumentação refletiva pessoal.

Muitos filósofos, à partir de Montaigne e Bacon (do primeiro principalmente), começaram a escrever suas teses com base nos elementos apropriados para se escrever um ensaio cujo o fim é entendimento do leitor. Alguns deles são John Locke, Voltaire, Albert Camus, C.S. Lewis e outros filósofos e escritores. [Os antigos também, mas a noção do que é ensaio começou apenas a ser melhor compreendida com Montaigne. Vários filósofos antigos também foram ensaístas, como Plutarco por exemplo.]

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Entendimento social de Maquiavel e Morus

O italiano Maquiavel e o inglês Thomas Morus foram influentes no pensamento sociológico e político. Na Utopia de Thomas More, o mesmo retrata uma sociedade idealizada, como deveria ser. Já em O Príncipe, de Nicolau Maquiavel, ele faz uma arguta observação das relações humanas, além de um ponto de vista menos idealizador do ser humano.
Porém, o que em ambos podemos notar é como as relações sociais passam a desenvolver a instabilidade social, sendo a paz ou calamidade resultado das condições econômicas e políticas e como estas são trabalhadas. Esses filósofos expõem os valores de sua época ao confiar os destinos dos povos e sua organização nas mãos de governantes competentes e sábios.

A história se torna um conhecimento valoroso para eles, com objetivo dos fatos passados terem relevância na melhoria e reflexão, como fonte de experiência e informação. Maquiavel se faz valer de fatos e líderes passados como defesa de seus ideais, mostrando ser possível reconhecer a vida social, dependendo de leis que afetam em algum grau a sociedade independente de época e lugar. O conhecimento da história se torna então uma melhor compreensão do presente.

Ambos caracterizam a ação do homem, seja ela passada ou presente, como alicerces de seu entendimento sociológico.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A tentação do vício

"Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo."- Carl Gustav Jung

O que é vício? É aquilo que se toma como um hábito repetitivo que praticamos e que essa constante frequência é danosa de alguma forma.

"Sou escravo pelos meus vícios e livre pelos meus remorsos." - Jean-Jacques Rousseau

Uma anestesia da dor seria uma boa definição do que é vício. Os vícios nos dão prazer através de um meio tentador e alivie assim alguma dor dentro da pessoa, seja ela percebendo ou não. O vício é um prazer nocivo, um exagero de algo que pode ou não fazer mal de fato, mas acaba fazendo pela falta de temperança. Dizendo de forma clara, o vício é um meio de ocultar um sofrimento interno, provocando uma busca deliberada por prazer e "sufocar do tormento".

O conceito teológico cristão dos sete pecados capitais são uma teoria ética dos vícios em relação ao homem. Seu idealizador original, Evágrio do Ponto (ou Pôntico), listou os males mais tentadores para o ser humano, que embora doces para nossas pulsões, são corrosivos para nossa alma.

O primeiro malefício que podemos perceber no que o vício provoca é a dependência. Com o tempo, o alvo do vício se torna um costume, algo rotineiro, e de alguma forma nos apegamos tanto que acabamos precisando dele como se fosse uma necessidade básica de nossa vida.

"Só o forte e corajoso é capaz de se livrar de um vício." - Provérbio judaico

Se apresentam de várias formas. Tem gente que é viciada em drogas, jogatina, sexo, comida, trabalho, estudar, e mais. Não importando com qual se apresente, o vício é um prazer de realização imediata e qual sem ele o viciado se sente vazio, péssimo, entre outras forma de se dizer que depende daquilo.

"Todas as substâncias são venenos; não existe uma que não seja veneno. A dose certa diferencia um veneno de um remédio." - Paracelso

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Característica da política

Política é por dizer a ciência e execução da organização e administração de um Estado ou nação. Envolve o direito (o corpo de normas que visam o que é correto ou não), economia (fatores que controlam a circulação de dinheiro), entre outros elementos para cuidar de um país. Não importa em que forma de regime, consciência política é necessária.

"Política é a arte de governar os povos." - Aristóteles

Sendo ciência ou arte, todo governo é controlado por meio de intervenções, sejam de forma democrática, por meio de representantes ou do poder total da autoridade máxima. Dentro do papel político de um cidadão, cabe à ele estar envolvido nos poderes administrativos estatais ou apenas ter de viver de acordo com as leis já estabelecidas (que de fato se aplica à todos, mas ao povo cabe apenas seguí-las, cabendo ao povo apenas viver sobre elas). Os representantes (senadores, conselheiros, ministros e outras autoridades políticas) possuem direito de influência politica, o povo apenas acaba vivendo sobre as leis criadas. [Exceto na democracia, qual o povo possui certa intervenção, embora limitada.]

"Há duas maneiras de fazer política. Ou se vive 'para' a política ou se vive 'da' política. Nessa oposição não há nada de exclusivo. Muito ao contrário, em geral se fazem uma e outra coisa ao mesmo tempo, tanto idealmente quanto na prática." - Max Weber

Algumas definições de política para influentes teóricos políticos:

Thomas Hobbes: "consiste nos meios adequados à obtenção de qualquer vantagem"
Bertrand Russell: "o conjunto dos meios que permitem alcançar os efeitos desejados"
Nicolau Maquiavel: "a arte de conquistar, manter e exercer o poder, o governo" (em O Príncipe)

"Na política, os ódios comuns são a base das alianças." - Alexis de Tocqueville

É meio complicado explicar o que é política para um leigo, mas dizendo de forma simplificada, é a unção e relações que regem o comportamento do Estado em questões administrativas; como militares, jurisdiciais; e consequentemente em sociais e até culturais.