Duas instâncias que regulam o comportamento social são estas, a moralidade e a leis. Porém, embora elas tenham de certa forma o mesmo objetivo, elas tem a mesma finalidade por meios diferentes e suas particularidades.
Tanto as normas morais e jurídicas servem para regular as relações sociais e a conduta das pessoas que vivem nela. Ambas possuem bases relacionadas com a cultura e a história, ambas se prendem ao dever e uma coexistência entre aqueles que compõem a sociedade.
Separemos então as normas jurídicas das morais:
• A moral é a conduta social em sentido comportamental, formulando os valores e princípios que se devam adotar e como viver na sociedade. Determina o que é certo ou errado, o que deve, pode ou não ser feito; prezando costumes e tradição moralista.
"A nossa dignidade consiste no pensamento. Procuremos, pois, pensar bem. Nisto reside o princípio da moral." - Pascal
• O direito possui ligação com o Estado, determinando o que um cidadão pode fazer, o que deve fazer por obrigação e o que é proibido. Constitui códigos formais, advertindo o que é legal ou não, dando instabilidade de forma imparcial para as relações sociais.
"A lei é inteligência, e sua função natural é impor o procedimento correto e proibir a má ação." - Cícero
Há um paradoxo de que alguns conceitos morais influenciem as leis e vice-versa, como algumas coisas que a lei, por exemplo, pensa cuidadosamente em legalizar por ser considerava imoral ou por sermos educados a sermos trabalhadores honestos e respeitadores das normas importas como leis pelo poder judiciário.
Mesmo assim, ambas devem ser diferenciadas, pois embora tenham o fim de regulamentar o bem estar social, elas fazem isso por meios e para fins diferentes.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Os pais da filosofia
A filosofia, na tradição ocidental, é datada de ter começado com Tales de Mileto, o primeiro filósofo que se tem registro. Ele é atribuido como “pai da filosofia”, por ser o mais velho filósofo de que se tem conhecimento.
Mais tarde, outros pensadores o sucederiam. Um desses sucessores chegou à nomear essa forma de pensar sobre as questões fundamentais do mundo em si, a chamando então de filosofia, tendo Pitágoras realizado o feito de a nomear como até hoje é chamada.
Mais tarde, outros pensadores o sucederiam. Um desses sucessores chegou à nomear essa forma de pensar sobre as questões fundamentais do mundo em si, a chamando então de filosofia, tendo Pitágoras realizado o feito de a nomear como até hoje é chamada.
Bem depois, a filosofia passaria por uma revolução, qual Sócrates realizou. Todos os filósofos após ele até a atualidade então seguem a filosofia de acordo com seus alicerces. Se despreocupou com o devir, a verdade então passou à ser um conceito sólido e concreto, qual os filósofos a partir de então foram convictos.
Embora Sócrates possua significativa importância para a filosofia, a mesma já existia antes dele. Os pré-socráticos então são os verdadeiros “pais” da filosofia, a mesma responsável da transição que surgia da Grécia mítica para a racional, em outras palavras, do mito à razão.
No oriente, a filosofia possuem seus pais também. O lendário Fu Xi por exemplo, personagem da cultura chinesa, que é tido autor do I Ching, um livro esotérico e ao mesmo tempo filosófico. Lao Zi e Confúcio, respectivamente figuras inspiradores do taoismo e confucionismo, também podem ser considerados pais da filosofia chinesa.
Na filosofia indiana, várias sábias personagens lendárias ligadas ao hinduismo podem ser consideradas pais da filosofia por lá, como os seis sábios (fundadores das escolas Nyayam Vaisheshika, Samkhya, Yoga, Mimamsa e Vedanta) e o mítico Krishna. Mahavira e Buda também podemos considerar pais da filosofia oriental no espaço indiano, pois ambos foram responsáveis por movimentos religioso-filosóficos inovadores, respectivamente o jainismo e o budismo.
Sidarta Gautama, mais conhecido como Buda, foi o filósofo oriental mais bem sucedido, pois seus ideais se expalharam por vários países asiáticos, no subcontinente indiano, no Extremo Oriente e Sudeste Asiático.
Emboras as personagens míticas e históricas citadas acima sejam percussoras da filosofia em suas divisões ou tenham contribuido para ela de forma bastante expressiva, o método filosófico em si é a raíz da filosofia; isto é, o pensar, refletir, analisar, questionar, etc.
1 Ano de House of Reason
Parabéns!
O House of Reason hoje faz exatamente um ano. Em 29 de julho de 2010 o blog foi criado, iniciando então suas atividades, postagens, melhorias e tudo mais.
Hoje, 29 de julho de 2011, comemora-se um ano de existência desse blog que sempre trás questões filosóficas e postagens que tratam de filosofia em geral.
Agradeço à todos que já visitaram, já contribuíram de alguma forma, gostaram ou não do blog ... Obrigado à todos!
O House of Reason hoje faz exatamente um ano. Em 29 de julho de 2010 o blog foi criado, iniciando então suas atividades, postagens, melhorias e tudo mais.
Hoje, 29 de julho de 2011, comemora-se um ano de existência desse blog que sempre trás questões filosóficas e postagens que tratam de filosofia em geral.
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
O doentio fanatismo
"O fanatismo é a única forma de força de vontade acessível aos fracos." - Nietzsche
Fanático é aquele obecado por alguma coisa, seja ideológica, assuntos, questões, obras e até pessoas. Nada mais é do que uma conduta de adoração radical e extrema.
Existem aqueles fanáticos por carros, esportes, celebridades, arte, livros e filmes, em suas próprias convicções, entre outras. É um vício ideológico, qual o motivo que provoca o fanatismo se intranjeta na personalidade da pessoa, já de que de alguma forma ela precisa daquilo em sua vida, como se fosse vazia sem aquilo.
As características notórias de um fanático se destacam na ausência de personalidade própria, perdendo a própria identidade, se considerando a tendo apenas pelo alvo de seu fanatismo. A pessoa acaba se identificando demais com o objeto dessa obcessão que acaba deixando de ter certa personalidade própria, idolatrando e querendo ser imagem e semelhança daquilo que cultua exageradamente.
Também pode ser uma forma de escapismo da realidade ou de uma vida que incomoda o indivíduo, encontrado acolhimento e refúgio no seu fanatismo em alguma coisa, esta por sua vez consoladora e o fazendo esquecer um pouco das coisas.
Existem aqueles fanáticos por certos tipos de produtos e meios de lazer (esportes, livros, filmes, video games, etc); os ideológicos (patriotas apaixonados, racistas ou supremacistas, religiosos e fervorosos por ideologias políticas por exemplo) e a chamada idolatria, que é adorar alguém (uma pessoa, um ídolo, um ser).
Ser fanático é estar prisioneiro da própria obsessão!
Fanático é aquele obecado por alguma coisa, seja ideológica, assuntos, questões, obras e até pessoas. Nada mais é do que uma conduta de adoração radical e extrema.
Existem aqueles fanáticos por carros, esportes, celebridades, arte, livros e filmes, em suas próprias convicções, entre outras. É um vício ideológico, qual o motivo que provoca o fanatismo se intranjeta na personalidade da pessoa, já de que de alguma forma ela precisa daquilo em sua vida, como se fosse vazia sem aquilo.
As características notórias de um fanático se destacam na ausência de personalidade própria, perdendo a própria identidade, se considerando a tendo apenas pelo alvo de seu fanatismo. A pessoa acaba se identificando demais com o objeto dessa obcessão que acaba deixando de ter certa personalidade própria, idolatrando e querendo ser imagem e semelhança daquilo que cultua exageradamente.
Também pode ser uma forma de escapismo da realidade ou de uma vida que incomoda o indivíduo, encontrado acolhimento e refúgio no seu fanatismo em alguma coisa, esta por sua vez consoladora e o fazendo esquecer um pouco das coisas.
Existem aqueles fanáticos por certos tipos de produtos e meios de lazer (esportes, livros, filmes, video games, etc); os ideológicos (patriotas apaixonados, racistas ou supremacistas, religiosos e fervorosos por ideologias políticas por exemplo) e a chamada idolatria, que é adorar alguém (uma pessoa, um ídolo, um ser).
Ser fanático é estar prisioneiro da própria obsessão!
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Do crescimento populacional
O crescimento demográfico, isto é, o da população é um assunto muito discutido, sendo um dos problemas da atualidade que tendem a se tornarem cada vez mais preocupantes.
A população crescer trás cada vez mais problemas sociais, como desemprego, pobreza e fome cada vez mais generalizados; o sofrimento e angustia humana se tornam mais crescentes e a dificuldade para suprir a necessidade de todos de uma forma no mínimo significativa se tornam uma realidade cada vez mais evidente e mais distante de se ter soluções.
Nos últimos séculos a cituação está mais favoravel para o aumento demográfico. Isso se deve a mudança que ocorreu de muitas pessoas dos campos para as metrópoles; o avanço da medicina, que contribuiu para o aumento da expectativa de vida, aumentando as taxas de natalidade e de certa forma diminuindo as de mortalidade.
O economista inglês Thomas Malthus elaborou uma teoria que mais tarde receberia o seu nome, a populacional malthusiana. Nela ele mostra que há uma desproporção entre o aumento da população e da produção de alimentos. Ele comparou o crescimento da atividade agricola com uma progressão aritmética, e o crescimento demográfico com uma progressão geométrica.
O planeta possui limites, afinal, uma hora começa a ficar dificil conseguir sustentar a subsistência de uma população que vai cada vez mais crescendo. O próprio Malthus propos soluções como ter uma quantidade de filhos com o limite de até quanto os seus progenitores possam os sustentarem. Como a riqueza e boas condições de vida estão na mãos de poucos, a maioria então é destinada a pobreza e sofrimento.
Mais tarde a teoria malthusiana se adaptaria com a neomalthusiana, que afirma a superpopulação como maior causa da pobreza de um país. O subdesenvolvimento, seguindo esta lógica, seria resultado da educação e condições básicas de boa vida que não é acessível para uma grande população que maior parte vive na penúria. Os reformistas pensam diferente, afirmando uma numerosa população como consequência do subdesenvolvimento, e não como sua causa.
Será que, como essa problema está se tornando radical deva se tomar medidas extremas?
Uma população menor e mais controlado diminuiria o impacto da condição humana em nós, havendo menos pobreza, fome, sofrimento e mais proximidade de se ter o sonho de uma humanidade menos injusta e com a qualidade de vida no mundo menos pior.
A população crescer trás cada vez mais problemas sociais, como desemprego, pobreza e fome cada vez mais generalizados; o sofrimento e angustia humana se tornam mais crescentes e a dificuldade para suprir a necessidade de todos de uma forma no mínimo significativa se tornam uma realidade cada vez mais evidente e mais distante de se ter soluções.
Nos últimos séculos a cituação está mais favoravel para o aumento demográfico. Isso se deve a mudança que ocorreu de muitas pessoas dos campos para as metrópoles; o avanço da medicina, que contribuiu para o aumento da expectativa de vida, aumentando as taxas de natalidade e de certa forma diminuindo as de mortalidade.
O economista inglês Thomas Malthus elaborou uma teoria que mais tarde receberia o seu nome, a populacional malthusiana. Nela ele mostra que há uma desproporção entre o aumento da população e da produção de alimentos. Ele comparou o crescimento da atividade agricola com uma progressão aritmética, e o crescimento demográfico com uma progressão geométrica.
O planeta possui limites, afinal, uma hora começa a ficar dificil conseguir sustentar a subsistência de uma população que vai cada vez mais crescendo. O próprio Malthus propos soluções como ter uma quantidade de filhos com o limite de até quanto os seus progenitores possam os sustentarem. Como a riqueza e boas condições de vida estão na mãos de poucos, a maioria então é destinada a pobreza e sofrimento.
Mais tarde a teoria malthusiana se adaptaria com a neomalthusiana, que afirma a superpopulação como maior causa da pobreza de um país. O subdesenvolvimento, seguindo esta lógica, seria resultado da educação e condições básicas de boa vida que não é acessível para uma grande população que maior parte vive na penúria. Os reformistas pensam diferente, afirmando uma numerosa população como consequência do subdesenvolvimento, e não como sua causa.
Será que, como essa problema está se tornando radical deva se tomar medidas extremas?
Uma população menor e mais controlado diminuiria o impacto da condição humana em nós, havendo menos pobreza, fome, sofrimento e mais proximidade de se ter o sonho de uma humanidade menos injusta e com a qualidade de vida no mundo menos pior.
sábado, 23 de julho de 2011
A essência arché
A busca pela arché é um dos pontos principais da filosofia pré-socrática, que seria a compreensão do que é e qual é a substância primordial ou principio substancial das coisas, com sabe na razão filosófica e não por justificativa do mito.
Se dividiam entre os monistas e pluralistas, os que não separavam daqueles que separavam a identidade material e etérea das coisas. Porém, todos eram convictos de que todas as coisas de alguma forma mudam, e muitos buscavam a essência das coisas que permitiria esta mobilidade.
Buscavam entender a essência de todas as coisas, o que compõe tudo na natureza e a justificar filosoficamente. As respostas para a arché variam entre os pré-socráticos:
Tales: A Água
“A água é o princípio de todas as coisas.”
Para Tales de Mileto, todas as coisas eram formadas pela água, que para ele era o princípio de todas as coisas. Apesar de permanecer a mesma, a água modifica seu estado físico (sólido, líquido ou gasoso). Por ser o princípio vital das coisas, tudo seria por ela animado, fluindo assim uma essência etérea para todas as coisas. A água é fundamental para a vida, logo, seria a matéria-prima que tudo constitui.
Tales não sabia, mais 65% do corpo humano é feito de água, sem dizer que ela é fundamental para a manutenção da existência de vida. Sabia que as águas possuem fluxo, uma corrente, assim como a essência material e espiritual das coisas fluem.
Anaximandro: O Ápeiron
“O ilimitado é imortal e indissolúvel.”
Anaximandro de Mileto não acreditava que uma única substância visível era a essência de tudo material, pois até os elementos determinados e antagônicos seriam então feitos de uma mesma coisa. Essa coisa por sua vez é indeterminada, neutra, a ápeiron.
A ápeiron gera os opostos, é eterna e infinita. Matéria e até seu oposto, antimatéria, seriam formados por uma coisa em comum, uma substância indiferente.
Anaxímenes: O Ar
“Como a nossa alma, que é ar, soberanamente nos mantém unidos, assim também todo o cosmo sopro e ar o mantêm.”
Anaxímenes de Mileto discordava das teses de seus dois mestre, Tales e Anaximandro, porém, buscou basear a sua tese de matéria-prima em uma síntese entre ambas. O ar seria um elemento mais sutil do que a água, inobservável, mais que sustenta a vida, a respiração sendo testemunha disto. Por rarefação ou condensação se formariam todas as coisas existentes.
Pitágoras: Os Números
“O princípio das matemáticas é o princípio de todas as coisas.”
Pitágoras de Samos encontrou a resposta para a arché nos números, na matemática. Observou a harmonia nos acordes musicais e notou correspondências aritméticas. Supôs então que tudo na natureza possui proporções que obedecem à matemática. As relações entre quantidades definiriam as propriedades da matéria.
Pode se interpretar a visão de arché de Pitágoras como referência para as proporções que a natureza obedece, como medidas, quantidades, entre outras coisas; ou também para as quantidades dos princípios que variam entre as moléculas, que predetermina as diversas formas e espécies de matéria.
Heráclito: O Fogo
“Este mundo, que é o mesmo para todos, nenhum dos deuses ou dos homens o fez; mas foi sempre, é e será um fogo eternamente vivo, que se acende com medida e se apaga com medida.”
O fogo é um elemento que dá forma, deforma, cria e destrói ao mesmo tempo; muda as coisas, se encaixando perfeitamente com a filosofia de Heráclito de Éfeso, que dizia que todas as coisas sempre mudam, nada permanece como é. Por essa justificativa, o fogo seria para esse filósofo a essência das coisas, por ser a força geradora da perpétua mudança das coisas.
Xenófanes: A Terra
“Tudo sai da terra e tudo volta à terra.”
O filósofo Xenófanes de Cólofon defendia que tudo vinha da terra. Todas as coisas vêm da terra e para ela retornam. Vivemos nela, somos enterrados nela quando morremos, as plantas vivem presas a ela, etc.
Seguindo a lógica de Xenófanes, todas as mudanças das coisas são provenientes da terra. Como por exemplo a cadeia alimentar que começa basicamente nas plantas e animais menores, que vivem e saem da terra, e que vai seguindo até os predadores no topo dessa cadeia, que retornam à terra, que ocorre com a morte e deterioração do corpo.
Parmênides: O Ser
“O ser é.”
Parmênides de Eléia considerava contraditório buscar a essência de tudo naquilo que não possui permanência, como considerou que faziam os outros filósofos. Propôs que a essência está naquilo que permanece, que poderia se converter numa impermanente. O fundamento das coisas seria então aquilo permanente, o que sempre foi, é sempre será; a permanência do que chamou de ser, aquilo que existe é fundamentado pela sua constância.
O ser é a instabilidade de uma coisa, inalterável, a qualidade de imutável que para Parmênides é o ser, a sua arché. O não-ser, ou devir, é a mudança, qual aquilo que muda deixa de ser o que era.
Anaxágoras: As Homeomerias
“Todas as coisas estavam juntas, ilimitadas em número e pequenez, pois o pequeno era ilimitado.”
As homeomerias seriam como sementes que são a matéria-prima constituinte de tudo existente no mundo. Elas são únicas, e possuem as básicas informações que formam as diversas coisas existentes, como se em cada tipo de matéria tivesse em sua essência um pouco da descrição das outras. Anaxágoras de Clazomena considerava que o que dava formas as diversas matérias seria o resultado da qualidade e combinação das homeomerias.
Para compreender melhor o que seriam as homeomerias, tome como exemplo as células de nosso corpo. Noa informação genética de cada célula do nosso corpo não existe só as informações específicas da parte que ela se integra, e sim, de todas as outras em geral também.
Empédocles: Os Quatro Elementos
"Quatro raízes de todas as coisas: fogo, ar, água e terra."
Empédocles de Agrigento possui o que foi uma revolucionária explicação de arché, pois teve sucesso em conciliar o imobilismo de Parmênides e o mobilismo de Heráclito. Estudou sobre o que os outros filósofos pensavam, concluindo que existem quatro elementos primordiais: Água, terra, fogo e ar. As relações que esses elementos teriam entre si e suas variações derivariam na diversidade da matéria, se resumindo nos princípios de amor e ódio entre elas, respectivamente união e separação.
A teoria de Empédocles perdurou por séculos, qual muitas e muitas gerações foram convictas de que tudo no mundo se constitui de quatro elementos. Essa teoria só caiu com os químicos dos últimos séculos, que consideravam essa explicação muito simplista e também por estudarem melhor os elementos da química.
Demócrito: O Átomo
“Tudo é formado por átomos.”
Em conjunto com Leucipo, Demócrito de Abdera teorizou os átomos, que seriam divisões da matéria até o ponto em que ela se tornasse indivisível. Seriam como pedaços de um corpo, objeto, matéria em geral; que vai se dividindo em pequenos pedaços, que diminuem e diminuem até não poderem mais serem partidos, se tornando indivisíveis. Estes pedaços indivisíveis seriam a matéria-prima que forma todo no universo.
Demócrito estava certo, mais a ciência demorou mais de dois mil anos para provar que ele e Leucipo estavam corretos. Entretanto, os átomos não são indivisíveis como eles pensavam que eram; na verdade, são divisíveis, compostos de particulas menores do que eles (prótons, elétrons e neutrons).
Se dividiam entre os monistas e pluralistas, os que não separavam daqueles que separavam a identidade material e etérea das coisas. Porém, todos eram convictos de que todas as coisas de alguma forma mudam, e muitos buscavam a essência das coisas que permitiria esta mobilidade.
Buscavam entender a essência de todas as coisas, o que compõe tudo na natureza e a justificar filosoficamente. As respostas para a arché variam entre os pré-socráticos:
Tales: A Água
“A água é o princípio de todas as coisas.”
Para Tales de Mileto, todas as coisas eram formadas pela água, que para ele era o princípio de todas as coisas. Apesar de permanecer a mesma, a água modifica seu estado físico (sólido, líquido ou gasoso). Por ser o princípio vital das coisas, tudo seria por ela animado, fluindo assim uma essência etérea para todas as coisas. A água é fundamental para a vida, logo, seria a matéria-prima que tudo constitui.
Tales não sabia, mais 65% do corpo humano é feito de água, sem dizer que ela é fundamental para a manutenção da existência de vida. Sabia que as águas possuem fluxo, uma corrente, assim como a essência material e espiritual das coisas fluem.
Anaximandro: O Ápeiron
“O ilimitado é imortal e indissolúvel.”
Anaximandro de Mileto não acreditava que uma única substância visível era a essência de tudo material, pois até os elementos determinados e antagônicos seriam então feitos de uma mesma coisa. Essa coisa por sua vez é indeterminada, neutra, a ápeiron.
A ápeiron gera os opostos, é eterna e infinita. Matéria e até seu oposto, antimatéria, seriam formados por uma coisa em comum, uma substância indiferente.
“Como a nossa alma, que é ar, soberanamente nos mantém unidos, assim também todo o cosmo sopro e ar o mantêm.”
Anaxímenes de Mileto discordava das teses de seus dois mestre, Tales e Anaximandro, porém, buscou basear a sua tese de matéria-prima em uma síntese entre ambas. O ar seria um elemento mais sutil do que a água, inobservável, mais que sustenta a vida, a respiração sendo testemunha disto. Por rarefação ou condensação se formariam todas as coisas existentes.
“O princípio das matemáticas é o princípio de todas as coisas.”
Pitágoras de Samos encontrou a resposta para a arché nos números, na matemática. Observou a harmonia nos acordes musicais e notou correspondências aritméticas. Supôs então que tudo na natureza possui proporções que obedecem à matemática. As relações entre quantidades definiriam as propriedades da matéria.
Pode se interpretar a visão de arché de Pitágoras como referência para as proporções que a natureza obedece, como medidas, quantidades, entre outras coisas; ou também para as quantidades dos princípios que variam entre as moléculas, que predetermina as diversas formas e espécies de matéria.
“Este mundo, que é o mesmo para todos, nenhum dos deuses ou dos homens o fez; mas foi sempre, é e será um fogo eternamente vivo, que se acende com medida e se apaga com medida.”
O fogo é um elemento que dá forma, deforma, cria e destrói ao mesmo tempo; muda as coisas, se encaixando perfeitamente com a filosofia de Heráclito de Éfeso, que dizia que todas as coisas sempre mudam, nada permanece como é. Por essa justificativa, o fogo seria para esse filósofo a essência das coisas, por ser a força geradora da perpétua mudança das coisas.
“Tudo sai da terra e tudo volta à terra.”
O filósofo Xenófanes de Cólofon defendia que tudo vinha da terra. Todas as coisas vêm da terra e para ela retornam. Vivemos nela, somos enterrados nela quando morremos, as plantas vivem presas a ela, etc.
Seguindo a lógica de Xenófanes, todas as mudanças das coisas são provenientes da terra. Como por exemplo a cadeia alimentar que começa basicamente nas plantas e animais menores, que vivem e saem da terra, e que vai seguindo até os predadores no topo dessa cadeia, que retornam à terra, que ocorre com a morte e deterioração do corpo.
“O ser é.”
Parmênides de Eléia considerava contraditório buscar a essência de tudo naquilo que não possui permanência, como considerou que faziam os outros filósofos. Propôs que a essência está naquilo que permanece, que poderia se converter numa impermanente. O fundamento das coisas seria então aquilo permanente, o que sempre foi, é sempre será; a permanência do que chamou de ser, aquilo que existe é fundamentado pela sua constância.
O ser é a instabilidade de uma coisa, inalterável, a qualidade de imutável que para Parmênides é o ser, a sua arché. O não-ser, ou devir, é a mudança, qual aquilo que muda deixa de ser o que era.
“Todas as coisas estavam juntas, ilimitadas em número e pequenez, pois o pequeno era ilimitado.”
As homeomerias seriam como sementes que são a matéria-prima constituinte de tudo existente no mundo. Elas são únicas, e possuem as básicas informações que formam as diversas coisas existentes, como se em cada tipo de matéria tivesse em sua essência um pouco da descrição das outras. Anaxágoras de Clazomena considerava que o que dava formas as diversas matérias seria o resultado da qualidade e combinação das homeomerias.
Para compreender melhor o que seriam as homeomerias, tome como exemplo as células de nosso corpo. Noa informação genética de cada célula do nosso corpo não existe só as informações específicas da parte que ela se integra, e sim, de todas as outras em geral também.
"Quatro raízes de todas as coisas: fogo, ar, água e terra."
Empédocles de Agrigento possui o que foi uma revolucionária explicação de arché, pois teve sucesso em conciliar o imobilismo de Parmênides e o mobilismo de Heráclito. Estudou sobre o que os outros filósofos pensavam, concluindo que existem quatro elementos primordiais: Água, terra, fogo e ar. As relações que esses elementos teriam entre si e suas variações derivariam na diversidade da matéria, se resumindo nos princípios de amor e ódio entre elas, respectivamente união e separação.
A teoria de Empédocles perdurou por séculos, qual muitas e muitas gerações foram convictas de que tudo no mundo se constitui de quatro elementos. Essa teoria só caiu com os químicos dos últimos séculos, que consideravam essa explicação muito simplista e também por estudarem melhor os elementos da química.
Demócrito: O Átomo
“Tudo é formado por átomos.”
Em conjunto com Leucipo, Demócrito de Abdera teorizou os átomos, que seriam divisões da matéria até o ponto em que ela se tornasse indivisível. Seriam como pedaços de um corpo, objeto, matéria em geral; que vai se dividindo em pequenos pedaços, que diminuem e diminuem até não poderem mais serem partidos, se tornando indivisíveis. Estes pedaços indivisíveis seriam a matéria-prima que forma todo no universo.
Demócrito estava certo, mais a ciência demorou mais de dois mil anos para provar que ele e Leucipo estavam corretos. Entretanto, os átomos não são indivisíveis como eles pensavam que eram; na verdade, são divisíveis, compostos de particulas menores do que eles (prótons, elétrons e neutrons).
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