terça-feira, 2 de agosto de 2011

Raíz do preconceito

"O preconceito é uma opinião sem julgamento." – Voltaire

Preconceito é um julgamento preconcebido por meio discriminação, ou seja, repulso provocado pela generalização ou desconhecimento do que se discrimina.

Advem de julgar algo como anormal, estranho, e não conseguir aceitar aquilo. Parece ser pejorativo, mais o preconceito é mais comum do que parece, pois é uma convicção sem fundamentos por base esteriótipos e modelos preditos. 

O preconceito é sempre aversivo, e pode chegar à intolerância, como se o fato de algo ser daquela forma fizesse o mesmo ser odiado apenas por existir. Max Weber dizia que uma hostilidade, atitudes negativas e agressivas em relação a um certo grupo pode sim ser preconceito.

É algo sem sentido, ao menos à primeira impressão, enquanto na verdade alguns possuem um passado que remonta o trajeto da cultura e principios sociais. Logo, certos preconceitos chegam à ter base de gerações anteriores.

"Os preconceitos têm mais raízes do que os princípios." – Maquiavel

Se estudados, muitos preconceitos comuns na sociedade possuem história. Exemplos comuns são de grupos que no passado eram discriminados, e que no presente ainda há a mancha desse preconceito, mesmo que apenas na forma de generalização ou de sátira. 

Também pode estar vinculado com o elo que se sobra da moralidade desses tempos, que de alguma forma ainda faz parte de nossos valores, assim também criando uma imagem predita superficial sobre algo ou alguém devido essa característica imoral ou de esteriótipo histórico.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Distinção de moral e legal

Duas instâncias que regulam o comportamento social são estas, a moralidade e a leis. Porém, embora elas tenham de certa forma o mesmo objetivo, elas tem a mesma finalidade por meios diferentes e suas particularidades.

Tanto as normas morais e jurídicas servem para regular as relações sociais e a conduta das pessoas que vivem nela. Ambas possuem bases relacionadas com a cultura e a história, ambas se prendem ao dever e uma coexistência entre aqueles que compõem a sociedade.

Separemos então as normas jurídicas das morais:

• A moral é a conduta social em sentido comportamental, formulando os valores e princípios que se devam adotar e como viver na sociedade. Determina o que é certo ou errado, o que deve, pode ou não ser feito; prezando costumes e tradição moralista.
"A nossa dignidade consiste no pensamento. Procuremos, pois, pensar bem. Nisto reside o princípio da moral." - Pascal

• O direito possui ligação com o Estado, determinando o que um cidadão pode fazer, o que deve fazer por obrigação e o que é proibido. Constitui códigos formais, advertindo o que é legal ou não, dando instabilidade de forma imparcial para as relações sociais.
"A lei é inteligência, e sua função natural é impor o procedimento correto e proibir a má ação." - Cícero

Há um paradoxo de que alguns conceitos morais influenciem as leis e vice-versa, como algumas coisas que a lei, por exemplo, pensa cuidadosamente em legalizar por ser considerava imoral ou por sermos educados a sermos trabalhadores honestos e respeitadores das normas importas como leis pelo poder judiciário.

Mesmo assim, ambas devem ser diferenciadas, pois embora tenham o fim de regulamentar o bem estar social, elas fazem isso por meios e para fins diferentes.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Os pais da filosofia

A filosofia, na tradição ocidental, é datada de ter começado com Tales de Mileto, o primeiro filósofo que se tem registro. Ele é atribuido como “pai da filosofia”, por ser o mais velho filósofo de que se tem conhecimento.

Mais tarde, outros pensadores o sucederiam. Um desses sucessores chegou à nomear essa forma de pensar sobre as questões fundamentais do mundo em si, a chamando então de filosofia, tendo Pitágoras realizado o feito de a nomear como até hoje é chamada.

Bem depois, a filosofia passaria por uma revolução, qual Sócrates realizou. Todos os filósofos após ele até a atualidade então seguem a filosofia de acordo com seus alicerces. Se despreocupou com o devir, a verdade então passou à ser um conceito sólido e concreto, qual os filósofos a partir de então foram convictos. 

Embora Sócrates possua significativa importância para a filosofia, a mesma já existia antes dele. Os pré-socráticos então são os verdadeiros “pais” da filosofia, a mesma responsável da transição que surgia da Grécia mítica para a racional, em outras palavras, do mito à razão. 

No oriente, a filosofia possuem seus pais também. O lendário Fu Xi por exemplo, personagem da cultura chinesa, que é tido autor do I Ching, um livro esotérico e ao mesmo tempo filosófico. Lao Zi e Confúcio, respectivamente figuras inspiradores do taoismo e confucionismo, também podem ser considerados pais da filosofia chinesa.

Na filosofia indiana, várias sábias personagens lendárias ligadas ao hinduismo podem ser consideradas pais da filosofia por lá, como os seis sábios (fundadores das escolas Nyayam Vaisheshika, Samkhya, Yoga, Mimamsa e Vedanta) e o mítico Krishna. Mahavira e Buda também podemos considerar pais da filosofia oriental no espaço indiano, pois ambos foram responsáveis por movimentos religioso-filosóficos inovadores, respectivamente o jainismo e o budismo.

Sidarta Gautama, mais conhecido como Buda, foi o filósofo oriental mais bem sucedido, pois seus ideais se expalharam por vários países asiáticos, no subcontinente indiano, no Extremo Oriente e Sudeste Asiático. 

Emboras as personagens míticas e históricas citadas acima sejam percussoras da filosofia em suas divisões ou tenham contribuido para ela de forma bastante expressiva, o método filosófico em si é a raíz da filosofia; isto é, o pensar, refletir, analisar, questionar, etc.

1 Ano de House of Reason

Parabéns!

O House of Reason hoje faz exatamente um ano. Em 29 de julho de 2010 o blog foi criado, iniciando então suas atividades, postagens, melhorias e tudo mais.

Hoje, 29 de julho de 2011, comemora-se um ano de existência desse blog que sempre trás questões filosóficas e postagens que tratam de filosofia em geral.

Agradeço à todos que já visitaram, já contribuíram de alguma forma, gostaram ou não do blog ... Obrigado à todos!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O doentio fanatismo

"O fanatismo é a única forma de força de vontade acessível aos fracos." - Nietzsche

Fanático é aquele obecado por alguma coisa, seja ideológica, assuntos, questões, obras e até pessoas. Nada mais é do que uma conduta de adoração radical e extrema.

Existem aqueles fanáticos por carros, esportes, celebridades, arte, livros e filmes, em suas próprias convicções, entre outras. É um vício ideológico, qual o motivo que provoca o fanatismo se intranjeta na personalidade da pessoa, já de que de alguma forma ela precisa daquilo em sua vida, como se fosse vazia sem aquilo.

As características notórias de um fanático se destacam na ausência de personalidade própria, perdendo a própria identidade, se considerando a tendo apenas pelo alvo de seu fanatismo. A pessoa acaba se identificando demais com o objeto dessa obcessão que acaba deixando de ter certa personalidade própria, idolatrando e querendo ser imagem e semelhança daquilo que cultua exageradamente.

Também pode ser uma forma de escapismo da realidade ou de uma vida que incomoda o indivíduo, encontrado acolhimento e refúgio no seu fanatismo em alguma coisa, esta por sua vez consoladora e o fazendo esquecer um pouco das coisas.

Existem aqueles fanáticos por certos tipos de produtos e meios de lazer (esportes, livros, filmes, video games, etc); os ideológicos (patriotas apaixonados, racistas ou supremacistas, religiosos e fervorosos por ideologias políticas por exemplo) e a chamada idolatria, que é adorar alguém (uma pessoa, um ídolo, um ser).

Ser fanático é estar prisioneiro da própria obsessão!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Do crescimento populacional

O crescimento demográfico, isto é, o da população é um assunto muito discutido, sendo um dos problemas da atualidade que tendem a se tornarem cada vez mais preocupantes.

A população crescer trás cada vez mais problemas sociais, como desemprego, pobreza e fome cada vez mais generalizados; o sofrimento e angustia humana se tornam mais crescentes e a dificuldade para suprir a necessidade de todos de uma forma no mínimo significativa se tornam uma realidade cada vez mais evidente e mais distante de se ter soluções.

Nos últimos séculos a cituação está mais favoravel para o aumento demográfico. Isso se deve a mudança que ocorreu de muitas pessoas dos campos para as metrópoles; o avanço da medicina, que contribuiu para o aumento da expectativa de vida, aumentando as taxas de natalidade e de certa forma diminuindo as de mortalidade.

O economista inglês Thomas Malthus elaborou uma teoria que mais tarde receberia o seu nome, a populacional malthusiana. Nela ele mostra que há uma desproporção entre o aumento da população e da produção de alimentos. Ele comparou o crescimento da atividade agricola com uma progressão aritmética, e o crescimento demográfico com uma progressão geométrica.

O planeta possui limites, afinal, uma hora começa a ficar dificil conseguir sustentar a subsistência de uma população que vai cada vez mais crescendo. O próprio Malthus propos soluções como ter uma quantidade de filhos com o limite de até quanto os seus progenitores possam os sustentarem. Como a riqueza e boas condições de vida estão na mãos de poucos, a maioria então é destinada a pobreza e sofrimento.

Mais tarde a teoria malthusiana se adaptaria com a neomalthusiana, que afirma a superpopulação como maior causa da pobreza de um país. O subdesenvolvimento, seguindo esta lógica, seria resultado da educação e condições básicas de boa vida que não é acessível para uma grande população que maior parte vive na penúria. Os reformistas pensam diferente, afirmando uma numerosa população como consequência do subdesenvolvimento, e não como sua causa.

Será que, como essa problema está se tornando radical deva se tomar medidas extremas?

Uma população menor e mais controlado diminuiria o impacto da condição humana em nós, havendo menos pobreza, fome, sofrimento e mais proximidade de se ter o sonho de uma humanidade menos injusta e com a qualidade de vida no mundo menos pior.