"Maioria das pessoas vive na tristeza do mundo desanimado e alegre, pois eles são os que se sentam ao longo da parede e não entram na dança. Os cavaleiros do infinito são bailarinos e possuem elevação. Eles fazem os movimentos para cima e cair de novo, e isso também não é passatempo dizer, nem deselegante de se ver. Mas sempre que eles caem eles não são capazes de uma vez para assumir a postura, eles vacilam um instante, e isso mostra vacilação; afinal eles são estranhos no mundo. Este é mais ou menos claramente evidentes em proporção à arte que possuem, mas mesmo os cavaleiros mais artísticos não podem completamente esconder essa vacilação. Não é preciso olhar para eles quando eles estão no ar, mas só um instante, os que tocam ou tocaram o chão, então se reconhece-los. Mas, para ser capaz de cair de tal forma que o mesmo segundo parece como se estivesse de pé e caminhar, para transformar o salto da vida para uma caminhada, absolutamente para expressar o sublime na pedestres que somente o cavaleiro da fé pode fazer e este é o primeiro e único prodígio." - Søren Kierkegaard (em Temor e Tremor)
Todos sabem que a ética se foca no dever, ou seja, aquilo que deve e não deve ser feito. O filósofo Kierkegaard afirma que a moralidade é criada pelo próprio homem, só que não transcende os valores divinos, ou seja, os mandamentos criados por um deus ou mais seres divinos.
Essa mesma autoridade divina não cria necessariamente a moralidade, pois seus mandamentos estão além da ética. O ser humano então pode estabelecer sua ética, porém, aquele que decide então seguir as normas propostas por deus deve então as seguir também e as priorizar sobre as normas criadas pelo homem.
Kierkegaard ilustra o exemplo bíblico de Abraão, no instante que o mesmo recebe a ordem divina de sacrificar seu filho Isaque, enredo encontrado em Gênesis 22. Abraão é ordenado para sacrificar seu único filho, Isaque; matar o próprio filho já é ao ver das pessoas crueldade, quando esse filho é único, essa unicidade então enfatiza essa maldade. Mesmo tendo que lhe dar com os confrontos de valores morais, sociais e criados pelo homem, ele preferiu seguir aquilo predito por Deus.
Abraão é um exemplar do que Kierkegaard chamou de cavaleiro da fé, uma pessoa cujas formas de se deparar com a vida e si mesmo não se baseiam em princípios já preestabelecidos, mais na fé propriamente dita, o temor incondicional a deus.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Raíz do preconceito
"O preconceito é uma opinião sem julgamento." – Voltaire
Preconceito é um julgamento preconcebido por meio discriminação, ou seja, repulso provocado pela generalização ou desconhecimento do que se discrimina.
Preconceito é um julgamento preconcebido por meio discriminação, ou seja, repulso provocado pela generalização ou desconhecimento do que se discrimina.
Advem de julgar algo como anormal, estranho, e não conseguir aceitar aquilo. Parece ser pejorativo, mais o preconceito é mais comum do que parece, pois é uma convicção sem fundamentos por base esteriótipos e modelos preditos.
O preconceito é sempre aversivo, e pode chegar à intolerância, como se o fato de algo ser daquela forma fizesse o mesmo ser odiado apenas por existir. Max Weber dizia que uma hostilidade, atitudes negativas e agressivas em relação a um certo grupo pode sim ser preconceito.
É algo sem sentido, ao menos à primeira impressão, enquanto na verdade alguns possuem um passado que remonta o trajeto da cultura e principios sociais. Logo, certos preconceitos chegam à ter base de gerações anteriores.
"Os preconceitos têm mais raízes do que os princípios." – Maquiavel
Se estudados, muitos preconceitos comuns na sociedade possuem história. Exemplos comuns são de grupos que no passado eram discriminados, e que no presente ainda há a mancha desse preconceito, mesmo que apenas na forma de generalização ou de sátira.
Também pode estar vinculado com o elo que se sobra da moralidade desses tempos, que de alguma forma ainda faz parte de nossos valores, assim também criando uma imagem predita superficial sobre algo ou alguém devido essa característica imoral ou de esteriótipo histórico.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Distinção de moral e legal
Duas instâncias que regulam o comportamento social são estas, a moralidade e a leis. Porém, embora elas tenham de certa forma o mesmo objetivo, elas tem a mesma finalidade por meios diferentes e suas particularidades.
Tanto as normas morais e jurídicas servem para regular as relações sociais e a conduta das pessoas que vivem nela. Ambas possuem bases relacionadas com a cultura e a história, ambas se prendem ao dever e uma coexistência entre aqueles que compõem a sociedade.
Separemos então as normas jurídicas das morais:
• A moral é a conduta social em sentido comportamental, formulando os valores e princípios que se devam adotar e como viver na sociedade. Determina o que é certo ou errado, o que deve, pode ou não ser feito; prezando costumes e tradição moralista.
"A nossa dignidade consiste no pensamento. Procuremos, pois, pensar bem. Nisto reside o princípio da moral." - Pascal
• O direito possui ligação com o Estado, determinando o que um cidadão pode fazer, o que deve fazer por obrigação e o que é proibido. Constitui códigos formais, advertindo o que é legal ou não, dando instabilidade de forma imparcial para as relações sociais.
"A lei é inteligência, e sua função natural é impor o procedimento correto e proibir a má ação." - Cícero
Há um paradoxo de que alguns conceitos morais influenciem as leis e vice-versa, como algumas coisas que a lei, por exemplo, pensa cuidadosamente em legalizar por ser considerava imoral ou por sermos educados a sermos trabalhadores honestos e respeitadores das normas importas como leis pelo poder judiciário.
Mesmo assim, ambas devem ser diferenciadas, pois embora tenham o fim de regulamentar o bem estar social, elas fazem isso por meios e para fins diferentes.
Tanto as normas morais e jurídicas servem para regular as relações sociais e a conduta das pessoas que vivem nela. Ambas possuem bases relacionadas com a cultura e a história, ambas se prendem ao dever e uma coexistência entre aqueles que compõem a sociedade.
Separemos então as normas jurídicas das morais:
• A moral é a conduta social em sentido comportamental, formulando os valores e princípios que se devam adotar e como viver na sociedade. Determina o que é certo ou errado, o que deve, pode ou não ser feito; prezando costumes e tradição moralista.
"A nossa dignidade consiste no pensamento. Procuremos, pois, pensar bem. Nisto reside o princípio da moral." - Pascal
• O direito possui ligação com o Estado, determinando o que um cidadão pode fazer, o que deve fazer por obrigação e o que é proibido. Constitui códigos formais, advertindo o que é legal ou não, dando instabilidade de forma imparcial para as relações sociais.
"A lei é inteligência, e sua função natural é impor o procedimento correto e proibir a má ação." - Cícero
Há um paradoxo de que alguns conceitos morais influenciem as leis e vice-versa, como algumas coisas que a lei, por exemplo, pensa cuidadosamente em legalizar por ser considerava imoral ou por sermos educados a sermos trabalhadores honestos e respeitadores das normas importas como leis pelo poder judiciário.
Mesmo assim, ambas devem ser diferenciadas, pois embora tenham o fim de regulamentar o bem estar social, elas fazem isso por meios e para fins diferentes.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Os pais da filosofia
A filosofia, na tradição ocidental, é datada de ter começado com Tales de Mileto, o primeiro filósofo que se tem registro. Ele é atribuido como “pai da filosofia”, por ser o mais velho filósofo de que se tem conhecimento.
Mais tarde, outros pensadores o sucederiam. Um desses sucessores chegou à nomear essa forma de pensar sobre as questões fundamentais do mundo em si, a chamando então de filosofia, tendo Pitágoras realizado o feito de a nomear como até hoje é chamada.
Mais tarde, outros pensadores o sucederiam. Um desses sucessores chegou à nomear essa forma de pensar sobre as questões fundamentais do mundo em si, a chamando então de filosofia, tendo Pitágoras realizado o feito de a nomear como até hoje é chamada.
Bem depois, a filosofia passaria por uma revolução, qual Sócrates realizou. Todos os filósofos após ele até a atualidade então seguem a filosofia de acordo com seus alicerces. Se despreocupou com o devir, a verdade então passou à ser um conceito sólido e concreto, qual os filósofos a partir de então foram convictos.
Embora Sócrates possua significativa importância para a filosofia, a mesma já existia antes dele. Os pré-socráticos então são os verdadeiros “pais” da filosofia, a mesma responsável da transição que surgia da Grécia mítica para a racional, em outras palavras, do mito à razão.
No oriente, a filosofia possuem seus pais também. O lendário Fu Xi por exemplo, personagem da cultura chinesa, que é tido autor do I Ching, um livro esotérico e ao mesmo tempo filosófico. Lao Zi e Confúcio, respectivamente figuras inspiradores do taoismo e confucionismo, também podem ser considerados pais da filosofia chinesa.
Na filosofia indiana, várias sábias personagens lendárias ligadas ao hinduismo podem ser consideradas pais da filosofia por lá, como os seis sábios (fundadores das escolas Nyayam Vaisheshika, Samkhya, Yoga, Mimamsa e Vedanta) e o mítico Krishna. Mahavira e Buda também podemos considerar pais da filosofia oriental no espaço indiano, pois ambos foram responsáveis por movimentos religioso-filosóficos inovadores, respectivamente o jainismo e o budismo.
Sidarta Gautama, mais conhecido como Buda, foi o filósofo oriental mais bem sucedido, pois seus ideais se expalharam por vários países asiáticos, no subcontinente indiano, no Extremo Oriente e Sudeste Asiático.
Emboras as personagens míticas e históricas citadas acima sejam percussoras da filosofia em suas divisões ou tenham contribuido para ela de forma bastante expressiva, o método filosófico em si é a raíz da filosofia; isto é, o pensar, refletir, analisar, questionar, etc.
1 Ano de House of Reason
Parabéns!
O House of Reason hoje faz exatamente um ano. Em 29 de julho de 2010 o blog foi criado, iniciando então suas atividades, postagens, melhorias e tudo mais.
Hoje, 29 de julho de 2011, comemora-se um ano de existência desse blog que sempre trás questões filosóficas e postagens que tratam de filosofia em geral.
Agradeço à todos que já visitaram, já contribuíram de alguma forma, gostaram ou não do blog ... Obrigado à todos!
O House of Reason hoje faz exatamente um ano. Em 29 de julho de 2010 o blog foi criado, iniciando então suas atividades, postagens, melhorias e tudo mais.
Hoje, 29 de julho de 2011, comemora-se um ano de existência desse blog que sempre trás questões filosóficas e postagens que tratam de filosofia em geral.
Agradeço à todos que já visitaram, já contribuíram de alguma forma, gostaram ou não do blog ... Obrigado à todos!
quinta-feira, 28 de julho de 2011
O doentio fanatismo
"O fanatismo é a única forma de força de vontade acessível aos fracos." - Nietzsche
Fanático é aquele obecado por alguma coisa, seja ideológica, assuntos, questões, obras e até pessoas. Nada mais é do que uma conduta de adoração radical e extrema.
Existem aqueles fanáticos por carros, esportes, celebridades, arte, livros e filmes, em suas próprias convicções, entre outras. É um vício ideológico, qual o motivo que provoca o fanatismo se intranjeta na personalidade da pessoa, já de que de alguma forma ela precisa daquilo em sua vida, como se fosse vazia sem aquilo.
As características notórias de um fanático se destacam na ausência de personalidade própria, perdendo a própria identidade, se considerando a tendo apenas pelo alvo de seu fanatismo. A pessoa acaba se identificando demais com o objeto dessa obcessão que acaba deixando de ter certa personalidade própria, idolatrando e querendo ser imagem e semelhança daquilo que cultua exageradamente.
Também pode ser uma forma de escapismo da realidade ou de uma vida que incomoda o indivíduo, encontrado acolhimento e refúgio no seu fanatismo em alguma coisa, esta por sua vez consoladora e o fazendo esquecer um pouco das coisas.
Existem aqueles fanáticos por certos tipos de produtos e meios de lazer (esportes, livros, filmes, video games, etc); os ideológicos (patriotas apaixonados, racistas ou supremacistas, religiosos e fervorosos por ideologias políticas por exemplo) e a chamada idolatria, que é adorar alguém (uma pessoa, um ídolo, um ser).
Ser fanático é estar prisioneiro da própria obsessão!
Fanático é aquele obecado por alguma coisa, seja ideológica, assuntos, questões, obras e até pessoas. Nada mais é do que uma conduta de adoração radical e extrema.
Existem aqueles fanáticos por carros, esportes, celebridades, arte, livros e filmes, em suas próprias convicções, entre outras. É um vício ideológico, qual o motivo que provoca o fanatismo se intranjeta na personalidade da pessoa, já de que de alguma forma ela precisa daquilo em sua vida, como se fosse vazia sem aquilo.
As características notórias de um fanático se destacam na ausência de personalidade própria, perdendo a própria identidade, se considerando a tendo apenas pelo alvo de seu fanatismo. A pessoa acaba se identificando demais com o objeto dessa obcessão que acaba deixando de ter certa personalidade própria, idolatrando e querendo ser imagem e semelhança daquilo que cultua exageradamente.
Também pode ser uma forma de escapismo da realidade ou de uma vida que incomoda o indivíduo, encontrado acolhimento e refúgio no seu fanatismo em alguma coisa, esta por sua vez consoladora e o fazendo esquecer um pouco das coisas.
Existem aqueles fanáticos por certos tipos de produtos e meios de lazer (esportes, livros, filmes, video games, etc); os ideológicos (patriotas apaixonados, racistas ou supremacistas, religiosos e fervorosos por ideologias políticas por exemplo) e a chamada idolatria, que é adorar alguém (uma pessoa, um ídolo, um ser).
Ser fanático é estar prisioneiro da própria obsessão!
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