A psicologia divide o nosso aparelho psíquico. Embora o termo “aparelho psíquico” seja usado por Freud, podemos dizer que no outro lado da moeda, Jung, também possui um modelo da “anatomia” do psicológico.
Em psicanálise, que segue os princípios freudianos, dividindo nossa consciência em id, ego e superego; que seria nosso lado instintivo primitivo, a instância potencialmente consciente e nosso controle regido por normas exteriores a nós. Deu importância para as experiências no passado do indivíduo, principalmente traumas e problemas não superados da infância, como a relação que as crianças acabam tendo seus progenitores do sexo oposto por meio o Complexo de Édipo.
A psicologia analítica, que tem base jungiana, também possui seus fundamentos. Divide nossa consciência em:
• Persona: Função psíquica voltada ao mundo externo, a relação do individuo com tudo aquilo exterior a ele.
• Sizígia: Princípio de alteridade em nossa consciência, a imagem do sexo oposto contida na consciência de uma pessoa. Existem duas formas de sizígia; a anima (imagem da mulher presente na psique masculina) e animus (imagem do homem contida na psique feminina).
• Sombra: Nossos impulsos, instintos primitivos e “animalescos” do ser humano; o nosso elo com nossos antepassados de tempos até mesmo imemoriáveis, contida na sombra então nossos desejos, vontades e o lado selvagem do ser humano.
• Self: É o “si mesmo”, sendo esta o centro da personalidade. Integra e equilibra todo nosso inconsciente; seria então a consciência de “si mesmo”.
Os valores da psicologia jungiana trata de imagens primordiais contidas na mente humana, esses modelos sendo os arquétipos, que constituem os pensamentos e sentimentos mais gerais e profundos da humanidade. Um arquétipo por exemplo não nos dá a nossa noção do que é nosso pai ou nossa mãe, e sim, a noção de pai e mãe. O comportamento humano então se basearia num caráter impessoal, diferente do pensamento freudiano.
domingo, 28 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
A negação do prazer
Se analisarmos, a ética começou a surgir quando o ser humano teve necessidade de se censurar para viver em sociedade como a conhecemos. A repressão de seus instintos então se torna necessário para manter a civilidade humana.
Sigmund Freud dizia que a história social do ser humano é a história de sua repressão, do combate aos instintos e prazeres hedônicos em troca do trabalho e sacrifícios estabelecidos por valores construídos por normas coletivas. O ser humano então troca o princípio do prazer pelo princípio da realidade, qual sem ele não seria possível viver em sociedade.
O princípio do prazer faz parte do id, aquele que faz a pessoa buscar aquilo que a traga satisfação própria sem se restringir com normas sociais, fazendo o mesmo a qualquer custo. Já o princípio da realidade está vinculado ao superego, que contrabalança as vontades pessoais e necessidades imediatas do indivíduo, por ter consciência da realidade externa e as condições nela presentes.
O filósofo e sociólogo alemão Herbert Marcuse concorda a princípio com Freud. Porém, ele discorda de que essa renúncia ao prazer ao favor da civilidade seja da condição humana, firmando que estas imposições são frutos de uma organização histórico-social particular e não um conflito conatural do ser humano.
Sigmund Freud dizia que a história social do ser humano é a história de sua repressão, do combate aos instintos e prazeres hedônicos em troca do trabalho e sacrifícios estabelecidos por valores construídos por normas coletivas. O ser humano então troca o princípio do prazer pelo princípio da realidade, qual sem ele não seria possível viver em sociedade.
O princípio do prazer faz parte do id, aquele que faz a pessoa buscar aquilo que a traga satisfação própria sem se restringir com normas sociais, fazendo o mesmo a qualquer custo. Já o princípio da realidade está vinculado ao superego, que contrabalança as vontades pessoais e necessidades imediatas do indivíduo, por ter consciência da realidade externa e as condições nela presentes.
O filósofo e sociólogo alemão Herbert Marcuse concorda a princípio com Freud. Porém, ele discorda de que essa renúncia ao prazer ao favor da civilidade seja da condição humana, firmando que estas imposições são frutos de uma organização histórico-social particular e não um conflito conatural do ser humano.
domingo, 21 de agosto de 2011
Colha o dia
"Aproveita o dia de hoje, muito pouco acredita no que virá." – Horácio
A popular expressão Carpe diem (que em latim significa “colha/aproveite o dia”) é popularmente usada como palavra-chave para as pessoas aproveitarem a vida, apenas a abraçarem e fazer isso
No poema Odes, do romano Horácio, é que esse termo se originou. Se encontra num contexto ético da história, firmando se aproveitar o tempo limitado de nossa existência vívida nos ocupando com algo produtivo e útil. Também visa à satisfação, desde que esta não esteja acima da moderação.
Se assemelha e muito com o pensamento epicurista e estóico sobre como se aproveitar a vida, relacionando o contento na vida com a felicidade. Epicuro visava à busca pelo prazer, a felicidade, realização, o aproveitamento da vida e o que de bom ela pode oferecer. Embora Epicuro também censurasse essa busca pelo prazer com o bom senso e temperança, os estóicos consideravam que a aceitação da vida seria a forma de aproveitá-la, vivendo de acordo com a sua natureza, buscando sim o contento, dentro das condições da sua vida.
Carpe diem vira um sinônimo de “aproveitar a vida”. Aproveitar a vida, ao menos no significado que é batidamente dado para o termo, é o que é chamado de “curtir” a vida. O prazer que devemos buscar não se torna então aquele baseado na forma epicurista, e sim, aquela busca feita com hedonismo (a busca da realização egoísta e em coisas materiais e efêmeras, sem profundidade, sempre passageiras).
O proveito na vida se encontra em como utilizar seu tempo, na profundidade que sua vida tem observada sobre como está sendo vivida. Pode até ser meio existencialista isso, mais mesmo que a vida não tenha significado, é natural do ser humano querer a aproveitar, pois existencialmente é tudo o que temos de fato, e devemos aproveitá-la então. A questão é como a aproveitar, e a resposta é uma; remediar e ter sabedoria em como utilizar o seu tempo de vida.
A popular expressão Carpe diem (que em latim significa “colha/aproveite o dia”) é popularmente usada como palavra-chave para as pessoas aproveitarem a vida, apenas a abraçarem e fazer isso
No poema Odes, do romano Horácio, é que esse termo se originou. Se encontra num contexto ético da história, firmando se aproveitar o tempo limitado de nossa existência vívida nos ocupando com algo produtivo e útil. Também visa à satisfação, desde que esta não esteja acima da moderação.
Se assemelha e muito com o pensamento epicurista e estóico sobre como se aproveitar a vida, relacionando o contento na vida com a felicidade. Epicuro visava à busca pelo prazer, a felicidade, realização, o aproveitamento da vida e o que de bom ela pode oferecer. Embora Epicuro também censurasse essa busca pelo prazer com o bom senso e temperança, os estóicos consideravam que a aceitação da vida seria a forma de aproveitá-la, vivendo de acordo com a sua natureza, buscando sim o contento, dentro das condições da sua vida.
Carpe diem vira um sinônimo de “aproveitar a vida”. Aproveitar a vida, ao menos no significado que é batidamente dado para o termo, é o que é chamado de “curtir” a vida. O prazer que devemos buscar não se torna então aquele baseado na forma epicurista, e sim, aquela busca feita com hedonismo (a busca da realização egoísta e em coisas materiais e efêmeras, sem profundidade, sempre passageiras).
O proveito na vida se encontra em como utilizar seu tempo, na profundidade que sua vida tem observada sobre como está sendo vivida. Pode até ser meio existencialista isso, mais mesmo que a vida não tenha significado, é natural do ser humano querer a aproveitar, pois existencialmente é tudo o que temos de fato, e devemos aproveitá-la então. A questão é como a aproveitar, e a resposta é uma; remediar e ter sabedoria em como utilizar o seu tempo de vida.
Busca da verdade no método cartesiano
René Descartes desenvolveu em Discurso sobre o Método o que seria uma metodologia que conduz o indivíduo à dúvida, ao instinto refletivo e questionador que leva a busca pela verdade que tem como fim o reconhecimento da mesma. Este é o método cartesiano.
Se divide em quatro princípios, quais seriam as tarefas realizadas durante o processo de conhecer. Seria então a verificação das evidências reais e indubitáveis daquilo que se pretende conhecer, análise e distinção quanto ao grau de complexidade, síntese dos mais simples aos mais difíceis e por fim a enumeração que conclui e revisa esses entendimentos.
• Regra da evidência: Mostra que algo para ser aceito como verdade desde que se seja evidente sua clareza e distinção. Seriam estas concluídas pela atividade mental, independente da percepção externa que é marcada pela atividade sensorial. Seria então mantida pela intuição, e devido a isso Descartes propôs uma epistemologia inatista.
• Regra da análise: Dividir o sujeito que se conhece “em partes”, estudando melhor assim aquilo que está se aprendendo, compreendendo então “a anatomia” do objeto de aprendizado.
• Regra da síntese: Foca os graus de complexidade daquilo que se aprende, visando entende-los em ordem crescente.
• Regra da enumeração: Realiza verificações conclusivas e gerais, para assegurar que aquilo que foi estudado foi realmente entendido seguindo sua realidade.
É uma teorização metodológica de como é o processo de estudo das coisas. Se inicia por uma compreensão geral daquilo, que se segue pela amostra de seus detalhes que também requerem serem entendidos. Por fim, o conhecer deve ser concluído, mais antes verificar se a informação foi de fato absorvida devidamente ou cuidados para não se ter omitido algo que não se percebeu antes.
Se divide em quatro princípios, quais seriam as tarefas realizadas durante o processo de conhecer. Seria então a verificação das evidências reais e indubitáveis daquilo que se pretende conhecer, análise e distinção quanto ao grau de complexidade, síntese dos mais simples aos mais difíceis e por fim a enumeração que conclui e revisa esses entendimentos.
• Regra da evidência: Mostra que algo para ser aceito como verdade desde que se seja evidente sua clareza e distinção. Seriam estas concluídas pela atividade mental, independente da percepção externa que é marcada pela atividade sensorial. Seria então mantida pela intuição, e devido a isso Descartes propôs uma epistemologia inatista.
• Regra da análise: Dividir o sujeito que se conhece “em partes”, estudando melhor assim aquilo que está se aprendendo, compreendendo então “a anatomia” do objeto de aprendizado.
• Regra da síntese: Foca os graus de complexidade daquilo que se aprende, visando entende-los em ordem crescente.
• Regra da enumeração: Realiza verificações conclusivas e gerais, para assegurar que aquilo que foi estudado foi realmente entendido seguindo sua realidade.
É uma teorização metodológica de como é o processo de estudo das coisas. Se inicia por uma compreensão geral daquilo, que se segue pela amostra de seus detalhes que também requerem serem entendidos. Por fim, o conhecer deve ser concluído, mais antes verificar se a informação foi de fato absorvida devidamente ou cuidados para não se ter omitido algo que não se percebeu antes.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Licença poética na filosofia
Como muitos já devem ter reparado, textos, livros e ensaios filosóficos em muitas coisas possuem trechos e frases representativas.
Essas linguagens figuradas dão certa licença poética para a filosofia, uma forma comparativa e explicativa, servindo principalmente para facilitar o entendimento de teses e idéias importantes que os filósofos passam de seus pensamentos.
Serve também para dar ênfase em certos trechos, se incrementando no significado e interpretação daquilo quando se for levado em sentido literal, interpretativo e refletivo.
Outras figuras de linguagem podem ser introduzidas, que podem de algum jeito pode interferir a interpretação do texto lido primeiramente em sentido literal, o compreendendo gramaticalmente, e em seguida sobre a questão que se trata e o que expõe para quem o lê. Ironias, eufemismos, metáforas, perífrases, alegorias e comparações são alguns exemplos.
Esses recursos, ao mesmo tempo que servem para de algum jeito esclarecer o texto, também pode servir para complicar sua leitura. Seja para fazer o leitor refletir melhor sob uma leitura mais dura ou para de alguma forma propor subjetividade ou até dar ar de graça e humor para o que se lê, mais uma leitura que fica difícil por e para questões de interpretação é comum ter essas finalidades, como também uma forma eufêmica de expressar algum ideal que o filósofo sinta com fervor.
Essas linguagens figuradas dão certa licença poética para a filosofia, uma forma comparativa e explicativa, servindo principalmente para facilitar o entendimento de teses e idéias importantes que os filósofos passam de seus pensamentos.
Serve também para dar ênfase em certos trechos, se incrementando no significado e interpretação daquilo quando se for levado em sentido literal, interpretativo e refletivo.
Outras figuras de linguagem podem ser introduzidas, que podem de algum jeito pode interferir a interpretação do texto lido primeiramente em sentido literal, o compreendendo gramaticalmente, e em seguida sobre a questão que se trata e o que expõe para quem o lê. Ironias, eufemismos, metáforas, perífrases, alegorias e comparações são alguns exemplos.
Esses recursos, ao mesmo tempo que servem para de algum jeito esclarecer o texto, também pode servir para complicar sua leitura. Seja para fazer o leitor refletir melhor sob uma leitura mais dura ou para de alguma forma propor subjetividade ou até dar ar de graça e humor para o que se lê, mais uma leitura que fica difícil por e para questões de interpretação é comum ter essas finalidades, como também uma forma eufêmica de expressar algum ideal que o filósofo sinta com fervor.
domingo, 14 de agosto de 2011
Os silogismos
Silogismo é um método de argumentação lógica que consiste em interligar fatos e idéias que já estão de alguma forma ligados. Foi desenvolvida originalmente por Aristóteles.
Segundo Kant, silogismo é todo juízo determinado por pensamento mediato, ou seja, a comparação de uma coisa com outra por meio de uma característica intermediária.
Se constitui por premissas, somente duas, e por fim, uma conclusão com uso da observação destas e da lógica, sendo esta a terceira e última premissa. Nas premissas maior e menor, as quais já são propostas, se encontram a solução lógica para se chegar na conclusão, a solução do raciocínio.
É então uma analogia que segue através de duas proposições. A importância disso na filosofia é, por exemplo, em ligar comparações com teses e se chegar numa conclusão objetiva e final através de relacionar suas premissas, que se encaixam como elementos à parte da tese em proposta.
As possibilidades de se combinar cituações para silogismos seguem a lógica dos diagramas de Euler, elaborados pelo matemático suíço Leonhard Euler. Pode ser usado em pares de conceitos, para verificar a validade de um racicínio e o concluir seguindo a lógica. O diagrama de Venn, criado pelo britânico John Venn, também é similar.
Exemplos:
A é B,
B é C,
Logo, A é C
Todo B é D,
Nenhum C é D,
Logo, nenhum C é B
Nenhum D é E,
Alguns D é G,
Então, alguns G são E
Nenhum X é Y,
Nenhum Y é X,
Se conclui que X é diferente de Y
Segundo Kant, silogismo é todo juízo determinado por pensamento mediato, ou seja, a comparação de uma coisa com outra por meio de uma característica intermediária.
Se constitui por premissas, somente duas, e por fim, uma conclusão com uso da observação destas e da lógica, sendo esta a terceira e última premissa. Nas premissas maior e menor, as quais já são propostas, se encontram a solução lógica para se chegar na conclusão, a solução do raciocínio.
É então uma analogia que segue através de duas proposições. A importância disso na filosofia é, por exemplo, em ligar comparações com teses e se chegar numa conclusão objetiva e final através de relacionar suas premissas, que se encaixam como elementos à parte da tese em proposta.
As possibilidades de se combinar cituações para silogismos seguem a lógica dos diagramas de Euler, elaborados pelo matemático suíço Leonhard Euler. Pode ser usado em pares de conceitos, para verificar a validade de um racicínio e o concluir seguindo a lógica. O diagrama de Venn, criado pelo britânico John Venn, também é similar.
Exemplos:
A é B,
B é C,
Logo, A é C
Todo B é D,
Nenhum C é D,
Logo, nenhum C é B
Nenhum D é E,
Alguns D é G,
Então, alguns G são E
Nenhum X é Y,
Nenhum Y é X,
Se conclui que X é diferente de Y
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