sábado, 16 de outubro de 2010

Virtude do trabalho

O trabalho é a forma qual temos para nos sustentar, qual somos pagos e satisfazemos nossas necessidades básicas e fundamentais.
Mas o que é trabalho? O trabalho é um fator econômico que tem concepção variada ao decorrer da história. Dá mobilidade social em questão de produtividade e movimentação da troca de dinheiro.
O trabalho é medido pelas horas de dedicação do trabalhador e sua eficiência, que resultam na qualidade [e quantidade] de seu salário.

Em caráter filosófico, o trabalho é uma coisa importante e que deva ser levada à sério. Um bom trabalhador é aquele que se dedica ao seu trabalho, o exerça com amor e o fassa honestamente e constribua para que seu ambiente de trabalho torne-se agradável para uma melhor produção trabalhista.

Alguém empregado que tenha pelo menos alguns princípios de trabalho acaba resultando numa produtividade maior, produtividade maior é benéfica para a economia, e melhorias econômicas ajuda no desenvolvimento de um estado ou até mesmo uma nação, e isso tem como fim ter de ser benéfico a população.
Sem dizer das vantagens pessoais do trabalho, como a de ter um lar, comida, roupa e coisas que satisfação suas necessidades primárias (e até mesmo coisas que te agradem emocionalmente, que é subsequente).

Abaixo, algumas frases do economista e filósofo escocês Adam Smith, que são fatos do trabalho:
"Apenas pequeníssima parte das necessidades de um homem é suprida pelo produto de seu trabalho."
"A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes."
"O trabalho é moeda corrente."
"Mas, mesmo que o trabalho seja a medida real do valor de troca de todas as mercadorias, não é por ele que seu valor é usualmente avaliado."
"A maioria do lucro aparente é o salário real disfarçado de lucro."
"É o medo de perder seu emprego que restringe suas fraudes e corrige sua negligência."
"O único uso do dinheiro é circular bens consumíveis."
"A falência é, talvez, a maior e mais humilhante calamidade que pode acometer um homem inocente."
"Não é pelo dinheiro em si que os homens o desejam; é pelo que podem comprar com ele."

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sociedade casual

Um conceito que nossa sociedade considera "aceitável" é as relações casuais? Sabe aquelas pessoas que você fica na balada, numa festa ou seja aonde for? Então... O mundo onde vivemos tentar passar isso como se fosse algo vantajoso.

Não, eu não virei com aqueles discurços de gente idosa que fala que tem que namorar e casar sem dar justificativa ou aqueles crentes que falam que pegar mulher é coisa do demônio! Você pode sim pegar alguém, mais se for pra isso, que seja por alguma intenção além de só pegar, se achar pros outros só por ter pego uma "mina" que é muito bonita ou atraente ou apenas tentar fazer sexo com ela.
Analisemos os três motivos que critiquei em cima:
1) Diz claramente um fato da nossa sociedade - Muita gente só pega outra na rave, praia ou onde quer que seja só por número. É o tipo de gente não se importa com o conteúdo ou qualidade, apenas com números. Uma a mais pra gente assim é cada vez melhor! Este caso também pode ser pra auto-gratificação.
2) É no caso de você pegar aquela pessoa do sexo oposto [ou do mesmo sexo, dependendo da sua orientação] que todo mundo do sexo oposto paga pau. Esse caso e para aqueles que ficam se achando só por terem pego alguém que qualquer um ia querer pegar também.
3) Este é bem comum entre homens, já serve de aviso as garotas... Garotas (e mulheres também), se vocês são bastante atraentes fisicamente e um monte de cara fica babando por vocês ou vários tentam chegar em vocês, que fique claro que o que eles querem É SEXO!

Uma pessoa que só pega alguém por estes motivos é fútil. É o mesmo tipo de gente que não tem objetividade na vida. Sim, você pode ser um homem bombado ou uma mulher bastante sensual, mas também tenha alguam coisa na cabeça, valores também.

O quanto de pessoa que você fica não é sinal de masculinidade ou algo que uma mulher deva ser prestigiada. É apenas nada. Não te torna uma pessoa melhor.

Ou seja, se você é um cara que acha que pegar muita mulher é importante na vida ou um cara que é fã de outros caras que são assim ... Você é um merda!

Abaixo, um vídeo dos Vagazóides que satiriza este tema:

Ponderações sobre a aceitação da morte

A morte é uma coisa que não dá para se evitar. É melhor viver aceitando ela do que viver temendo ela ou não gostando dela. Querer evitar a morte é mesmo que querer evitar o amor, é algo que você nunca vai conseguir.

Gera desconforto nas pessoas saber que a morte é uma desapegação total do mundo profano, pois a maioria ja é apegada aos prazeres e a cotidianidade. Muitas filosofias tentam passar para as pessoas uma visão mais confortável da morte, como o exemplo dado no vídeo abaixo sobre o kardecismo. A reencarnação é um conceito que agrada a muitos, pois a morte não é o fim de tudo; há outra vida depois dessa, e depois dessa outra também.

A negação de muitas pessoas perante a morte se deve ao medo do desconhecido, pois as pessoas acham que a morte é tão tediosa como a vida. Afinal, na vida sempre tentamos ocupar nosso tempo, pois com o tempo muito vago nós acabos ficando entediados, e a morte é interpretada por muitos como um tédio eterno.

Muitos tentam acreditar na morte através do que as agrada, que as deixem mais confortadas com o assunto.

Porém, ela é uma realidade inevitável, e também, melhor do que a vida (se a compreendermos bem). Darei justificativas para a morte ter coisas boas:

• A vida é boa, mas temos de lhe dar com sombras de nossa mente, que dificultam a vida. Ter de lhe dar com o certo, o errado e o prazer; virar a cara para evitar de ver uma sociedade com valores corruptíveis. Na morte não tem isso, só isso já a torna simplesmente boa;
• Pense bem, algo tem que dar sentido a vida. Nossas dúvidas do mundo nos mostrada uma hora, e que hora melhor para isso se não após a morte?
• Nossa curiosidade sobre o além ser saciada.

Abaixo, um vídeo do Leon, do canal LReporta:


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Agostinho e Aquino - Os ideais de salvação

Santo Agostinho e Tomás de Aquino foram (e são), em questão soteriológica, os pensadores mais influentes.

Santo Agostinho nasceu no norte da África, estudou em Cartago e Roma e foi um dos doutores da Igreja responsável pela síntese entre filosofia clássica e o cristianismo. Suas obras de destaque são Confissões e Cidade de Deus.
Inspirado em Platão, Agostinho se dedicou a conhecer a essência humana e preocupar-se com o modo de alcançar a salvação humana. Quanto ao homem, Agostinho o definia como um ser corrompido. A salvação jamais seria obtida pelo ser humano, mas somente a graça à intervenção divina, na medida em que Deus incluía o perdão entre os seus infinitos atributos. Pra nós, segundo este mesmo santo, restava apenas a fé silenciosa e a obediência ao clero.
Segundo ele, "a fé precede a razão". A onisciência divina sobre o passado, presente e futuro fazia Agostinho ver que o destino do ser humano já era traçado, seja à salvação ou condenação.
Sua filosofia relativamente pessimista aludia a época qual vivia, uma época conturbada -Guerras, invasões, a decadência do Império Romano, entre outras coisas - Por estes motivos, sua visão de salvação foi aceita.
Seu pensamento sobre a salvação teria, séculos mais tarde, rivalidade com o pensamento tomista.
[Tanto que a arquitetura românica das igrejas desse período aludiam justamente isso, eram pesadas, "presas à terra", de ambientes escuros, propícios para à entrega espiritual].


Séculos mais tarde, com a Renascença, a Europa mudou bastante. Eram tempos melhores que o qual Agostinho viveu, mas a religião ainda tinha importância na mentalidade das pessoas. Sobre a salvação agora então era vista pelo ponto de Tomás de Aquino, o expoente da escolástica, sua ideologia. Sua maior obra é a Suma teológica.
Se inspirou em Aristóteles, desenvolvendo a tese de que o progresso humano não dependia apenas da vontade divina, mas também das obras dos homens. A razão então se tornou um privilégio de qual toda pessoa seria dotada, se preparando para assumir sua vida. Buscou conciliar fé e razão, refutando a idéia agostiniana de predestinação.
Como ser racional, o homem teria plenas condições de encontrar o caminho da salvação, evitando o pecado por meio da livre escolha que o livre-arbítrio proporcionava.
[A arquitetura góticas das igrejas da época refletiam isto: Eram de natureza livre, "elevavam-se ao céu", tinham ambientes claros, adequados para à busca racional].

A questão da salvação pode ser importante dependendo qual prespectiva ideal, pois alude a necessidade do ser humano de se sentir perdoado por seus atos ruins.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Método socrático


Socrátes é o dono pioneiro deste eficaz método de interrogação, que acabou tendo seu nome nele.

Seu metodismo consiste em adoptar sempre pelo diálogo, costuma iniciar uma conversação fazendo perguntas e obtendo dessa forma opiniões do interlocutor, que ele aparentemente aceita. Depois, por meio de um interrogatório hábil, desenvolve as opiniões originais da pessoa arguida, mostrando a tolice e os absurdos das opiniões superficiais e levando e presumido possuidor da sabedoria a se desconcertar em face das consequências contraditórias ou absurdas das suas opiniões originais e a confessar o seu erro ou a sua incapacidade para alcançar uma conclusão satisfatória. Esta primeira parte do método de Sócrates, destinada a levar o indivíduo à convicção do erro, é a ironia. Depois, continuando a sua argumentação e partindo da opinião primitiva do interlocutor desenvolve a verdade completa. Sócrates deu a esta última parte a designação de maiêutica - a arte de fazer nascer as ideias. - É este o método que encontramos amplamente desenvolvido nos diálogos socráticos de Platão.

A maiêutica é, para Sócrates, a busca pela verdade no interior da pessoa. O método socrático pode visto nada mais como o meio que Sócrates viu em se desenvolver maiêutica.

Questione!

Esta matéria falará sobre o ato de questionar e seus benefícios.

Os contarei uma história sobre Buda que meu professor de física disse hoje na sala: Buda (nascido como Sidarta Gautama) era de família nobre, filho de um rei. Um certo dia ele saiu do palácio pela primeira vez, vendo o mundo de fora do palácio. Ele viu pessoas esfomeadas, trabalhando exaustivamente para se sustentar, pobres e necessitadas.

Ele perguntou à um cocheiro por que tudo aquilo estava daquele jeito, e o cocheiro justificou dizendo que há pessoas ricas e pobres, o mundo funcionava daquele jeito. Aquele momento mexeu com Sidarta Gautama, pois seu pai lhe ensinava uma coisa, seus professores diziam outras e o cocheiro falou outra. Sidarta fugiu do seu palácio, começando sua jornada filosófica em busca da verdade.

O que vemos nessa história sobre Buda é que sempre devemos questionar, duvidar, debater, descobrir por nós mesmos. Questione o que você assiste na televisão, o que seus professores passam na sua escola, o que você lê na Wikipédia [isso eu já sei que muitos fazem!], o que os filósofos dizem, o que eu posto aqui no blog ... Seja racional, pensador, porém isso tem que ser por você mesmo.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Industrialização na mente humana

J. R. Tolkien (o famoso escritor de O Senhor dos Anéis) tinha aversão à tecnologia, acreditava que essa dominação e controle que a tecnologia moderna exerce sobre o Homem, mesmo que usadas para o bem, "trazem sofrimento à criação".

Tolkien tratou de uma questão intrigante. Ele viveu numa época que a tecnologia progrediu impulsivamente, a indústria era uma criança. A industrialização passou a trazer vários benefícios para o homem, porém, a ser um malefício que prejudica lentamente (porém, com bastante impacto na mesma!) a natureza.

Conforme a tecnologia cresce, os recursos naturais que são fornecidos como alimento para a tecnologia começam a ter um uso cada vez mais intenso. Porém, a ganância humana começou a não permitir que o homem limitasse a industrialização (ou melhor, evitá-la de vez), dando a opção para os industriais de continuarem seu progresso, pois seriam recompensados com um grandes ganhos financeiros.

A tecnologia faz o ser humano se desapegar cada vez mais da natureza (que nem, quantas pessoas você conhece que gostariam de passar o fim de semana acampando no mato?), e a nossa ligação com a natureza é uma das qualidades que estamos deserdando de nossos antepassados
A indústria alimenta a ganância humana.

Sim, é bom termos um carro, um computador, uma tv... Mais a indústria (e nós) devemos pensar bem mais na natureza antes do nosso conforto, não acham?

Os vários tipos de caráter

Caráter é a palavra que usamos para nos referir pela parte da personalidade de uma pessoa, na forma de agir, seu bom senso, moral e ética [ou falta delas].

Uma pessoa de bom caráter logicamente será alguém cordial, cortês, indomável. Uma pessoa de princípios, valores, justiça e outros atributos que a tornem uma pessoa justa, cidadão exemplar, excelente trabalhador, etc.

O mau caráter é visto como falta de caráter, mais não é exatamente assim. Há diferença entre mau caráter e ausência de caráter.

Uma pessoa de mau caráter não precisa ser justamente uma pessoa que julgamos como má, antiética. Ter mau caráter não é sinônimo de matar e roubar (dependendo das circunstâncias, se tornam um meio necessitário e sobrevivência até mesmo para as pessoas de bom caráter). O mau caráter é descrito por falta de disciplina, valores, princípios, falta de cidadania. Acredite, uma pessoa que assalta alguém na rua para sustentar seus pais e sua família pode ser alguém com mais caráter do que alguém que conheça os valores e princípios, mais escolhe fazer a coisa errada por razões egocêntricas.
O mau caráter não está apenas em fazer algo errado, mas está também em fazê-lo intencionalmente.

A falta de caráter é a "zona neutra" entre ser alguém de bem ou mal. É a indiferença entre fazer algo certo ou errado, pois a pessoa sem caráter não demonstra ser muito inconsequente, fria em seu pensamento e com uma visão seca de justiça.
A falta de caráter muitas vezes é exercida por uma pessoa sem que ela note, quando ma circunstância a deixa se sentir muito desconfortável, e ela tenta se livrar deste peso e não calcula suas decisões.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Filosofia em tudo

"Há em todas as coisas um sentido filosófico." - Machado de Assis

Se vermos bem, muitas coisas possuem sentido filosófico ou um ato filosófico. Como a psicologia, psicanálise e afins, a questão de analisar o comportamento e mente humana é algo filosófico [e bastante!].

A filosofia da história é um exemplo, que observa a existência humana ao longo da história; em; em questões sócio-política e cultural, teorias do progresso, da evolução e teorias da descontinuidade histórica, dentre outros tópicos com base na mentalidade da época.

Existe um campo da filosofia que gosto de entitular de "mãe" da sociologia; a filosofia social. Ela busca ententer a essência da sociedade, seu comportamento e coisas que a envolvem; como tendências, estabilidade, etc.

Uma divisão filosófica com caráter científico é a filosofia natural (uma das minhas prediletas). Ela trata das causas e princípios do mundo material. Diferente das ciências convencionais, a filosofia natural não se importa com causas e detalhes físicos dos fatos, apenas com analisar e compreender a natureza.

O direito também possui uma base filosófica. Esse ramo jurisdiciário é uma forma de buscar conceitos para a justiça, igualdade, propriedade, significado do direito, entre outras coisas afins por meio da razão.

O sentido político da filosofia cuida de questões políticas, estrategicamente sociais, que buscam um meio melhor de conviver em sociedade.

Ou seja, muitas coisas se encontram filosofia, na política, ciência, nas dúvidas que nos cercam ...
Basta saber!

domingo, 3 de outubro de 2010

Amor platônico

O que é amor platônico e quando surgiu o termo?


Em um dos mais belos textos da literatura mundial, O Banquete, Platão expôs aquilo que seria a sua doutrina sobre o amor.
A narrativa que rememora uma festa acontecida na casa de um famoso poeta (Agatão) vai desencadear uma série de elogios ao deus que, se acreditava, não havia ainda recebido os louvores dos homens. Assim, o deus foi tido por diversos caracteres, desde o deus mais antigo e por isso bom educador, passando por uma força cósmica universal geradora dos seres, até uma dupla característica, uma vulgar e outra ascética, bem como também o deus mais jovem, mais belo e por isso irresponsável, criador, etc.
Chegada a vez de Sócrates falar, surge o problema: Sócrates não sabe falar bem (eloquência). Ele não sabe elogiar, mas gostaria, na forma dialogada, falar do deus. E sua primeira questão é: o que é o amor? Ou seja, antes de falar se ele é bom ou mau, belo ou feio, se ajuda ou se atrapalha na educação, deveríamos saber o que ele é. Para desconcerto geral, Sócrates define o amor como sendo a busca da beleza e do bem. E sendo assim, ele mesmo não pode ser belo nem bom. Quem ama, deseja algo que não tem. Quando se tem, não se deseja mais, ou se se deseja, deseja manter no futuro, o que significa que não o tem. E todos só desejam o melhor, ninguém escolhe o mal voluntariamente. Logo, o amor é o desejo do belo e do bom. Essa definição permite uma compreensão universal do objeto (o amor). Mas não devemos também acreditar que por não ser bom, o amor é mau. Não é uma conclusão necessária. Para isso, Sócrates vai contar o que Diotima contou-lhe sobre o amor.

Para combater o mito que acabara de escutar da boca de um comediógrafo (Aristófanes - mito da alma gêmea), Sócrates mostra o que aprendeu com aquela que o iniciou nos mistérios do amor. Diotima disse ao nosso filósofo que durante uma festa, todos os deuses foram convidados, menos a deusa Penúria. Faminta e isolada, ela procurou alimento nos restos da festa. Porém, ao ver o deus Astuto, deus engenhoso, cheio de recursos e que estava embriagado, deitado num jardim, a deusa resolveu ter um filho com ele. Nasce daí o deus Eros (ou amor), que assume as características de seus pais. Como sua mãe, ele é pobre, carente, faminto, desejante. Mas como seu pai, ele é nobre, cheio de recursos para alcançar o que lhe aprouver, saciando suas necessidades.

Em um nível cósmico, a função do deus é ligar os homens a Zeus, sendo um intermediário entre eles. Aos deuses, o amor leva as súplicas dos homens, seus anseios, suas dúvidas e necessidades através das preces e orações. Aos homens, o deus do amor traz as recomendações aos sacrifícios e honra aos deuses. Por isso, não sendo nem bom nem mal, mortal e também imortal, o amor é o que nos leva a escolher sempre o melhor, a fazer o bem. Ele morre, como um desejo que se acaba, mas logo nos inflama novamente, renascendo na alma dos homens. Todavia, o que é o belo e o bem que o amor busca?

Para Platão, no nível mais imediato, o amor refere-se à nossa sensibilidade e apetites, principalmente o sexual. Vemos, a partir de um corpo, a beleza, e o desejo de procriar nele. Isso significa, inconscientemente, que o desejo por um corpo belo é a tentativa da matéria de se eternizar. Os filhos são uma forma dos pais serem eternos. No entanto, o belo não é somente o corpo, tanto que logo que esse desejo se esvai, percebemos que outros corpos também nos atraem. Assim, passamos do singular (indivíduo) para o universal (todos os indivíduos). Mas ainda nisso não consiste a beleza, apenas participa da ideia. Para Platão, subimos degraus na compreensão da beleza, dos corpos até as ações nas ciências, nas artes e na política, que expandem a ideia de beleza. Mas ela mesma é uma ideia, norteadora das ações humanas, que dirige as almas para o bem absoluto que não pode simplesmente ser conquistado pelo homem encarnado.

Portanto, o homem, como duplo corpo-alma, jamais conhecerá a verdade de modo absoluto. Isso cabe somente aos deuses. Mas nem por isso deve deixar de se desenvolver. É moral dever agir procurando o melhor sempre. Ao homem, ser desejante intermediário entre os deuses e os outros seres não conscientes, cabe buscar o conhecimento que o aproxime dos deuses, não se deixando fascinar pelo sensível, mas buscando compreender o inteligível, o reino das ideias, o que propriamente é o saber. Assim, naturalmente, o homem é filósofo (ou deveria ser!) buscando a sabedoria, entendendo por isso a melhor forma de usar a parte que lhe é principal – a alma – para agir, ser dono dos desejos, compreendendo a função de cada um e não se tornar escravos desses.

sábado, 2 de outubro de 2010

Ser filósofo

A própria origem da palavra filosofia nos diz o que ela quer dizer. Derivada da união das palavras gregas philos ("que ama") e sophia ("sabedoria"), significando "que ama a sabedoria". Sim, os filósofos amam a sabedoria, mas não são enciclopédias ambulantes. O conhecimento dos filósofos é voltado para busca as raízes do mundo, a essência fundamental da natureza, da vida, do comportamento, leis; tudo que organize o universo, vamos dizer assim.

Direi duas frases, uma dita pelo poeta italiano Dante Alighieri, e a próxima de autoria minha:
"Agrada-me mais a dúvida do que o saber."
"As pessoas mais inteligentes não são as que respondem, e sim, as que perguntam."

Uma coisa que os filósofos jamais fizeram é aceitar opnião de mão beijada. NÃO! O filósofo vai atrás, busca por si mesmo, passa pela experiência por sua vivência, não pelo o que os outros contam; pensam por vontade própria, não pelo o que alguém os induzissem a achar aquilo.

Uma frase do Barão de Montesquieu vejo que se encaixa com o fato de que os filósofos baseiam sua ideologia em sua própria vivência e observação: "Só se conhece o que se pratica".

Uma função notória do filósofo é a de escarnecer certo público qual observa não ser produtivo para a sociedade, costumando atingir uma grande maioria ou apenas às pessoas no poder. Afinal, é como disse Diógenes de Sínope ... "Para que serve um filósofo, se não para machucar os sentimentos de alguém?"

Gosto de dizer que "O filósofo analisa e se importa com as dores e problemas do mundo". Pois é, os filósofos são pessoas que não se limitam apenas com as questões da sua vida, e sim com os problemas do mundo também, questões da natureza humana, etc. De certo jeito, os pensadores sentem essa dor e a compreendem, analisam, investigam-na, como se estes problemas fossem pessoais ou de um ente querido.

O filósofo busca a verdade como se fosse o propósito maior de sua vida [apesar de ser isso mesmo!], valoriza o conhecimento como a maior riqueza existente e paga o custo que for preciso para tornar-se mais esclarecido.

O que é corretamente certo ou errado?

O que é algo certo? O que é errado?

Toda pessoa é criada de um jeito, em uma sociedade, ideologia e outros atributos presentes na vida dela influenciam no seu modo de viver. A pessoa acaba levando seu “legado cultural” como a forma certa de se ver as coisas.

O que praticamente constrói o que uma pessoa considera como certo, errado, correto, imoral, etc é o justamente o meio em que ela vive e qual a educa. O meio qual foi educada é a base maior para formar o tipo de pessoa que todos são [Como o caso dos serial killers, que são criados em ambientes conturbados: Problemas de se sociabilizar, convivência difícil na vida caseira, conflitos psicológicos, entre demais fatores].

Considero o ser humano, nesse aspecto, um ser vazio. Por mais que uma pessoa possa ter uma alegria contagiante e um sociável senso de humor, nada muda o fato de que o que dita o que ela acolhe como certo ou não para sua vida está dentro dos padrões apresentados à ela.

Darei o exemplo da adolescência no meio social qual vivemos (disso sei bem, afinal, sou adolescente) ... Cada adolescente tem seu jeito de ser, mas muitas coisas que o mundo trás para eles aceitam, levando isso consigo, aceitando o que devem ou não aceitar. Que nem, o mundo tenta passar que chegar "lokão" em casa e viver só de farra como algo prazeroso e agente da felicidade; assim como o mundo tenta passar que o adolescente não pode "pensar", se importar com coisas realmente importantes, ocupar sua mente com questões menos profanas e egoístas.

Por isso valorizo os filósofos, pois eles (ou apenas a maioria, ou talvez somente alguns) pensaram e muito, analisaram e criticaram. Seus princípios são únicos, e mesmo particulares, usam o bom senso e vão contra aos padrões mundanos.