Nessa mesma época também nascia o capitalismo, que acabou encontrando obstáculos na doutrina católica, que por sua vez condenava a usura, defendendo um comércio justo e sem intenções cobiçosas. [Isso comprometia, por exemplo, os bancários da época, pois empréstimo a juros era considerado pecado.]
A burguesia e a nobreza em geral estavam insatisfeitas com a Igreja, não encontrando mais nela necessidade de se impor sobre os burgueses, aristocratas e, principalmente, a monarquia.
Em pleno Renascimento era comum críticas as instituições clericais, e de que a Igreja deveria se adaptar aos novos tempos. Exemplos desses pensadores são Thomas More e Erasmo de Roterdã.
Também teve um predecessor, com os valdenses no século XII, seguidores de Pedro Valdo. Traduziu a bíblia para o idioma popular e a pregava sem ao menos ser sacerdote, repartindo bens com os pobres. Afirmava que cada um devia ter a Bíblia traduzida em sua língua, sendo ela fonte do papel eclesiástico. Se reuniam em segredo por causa da perseguição católica, e eram contra o culto à imagens, que consideravam como idolatria.
Porém, de fato, a Reforma Protestante nasceu com o professor universitário de Oxford de teologia chamado John Wiclif, e em Praga com Jan Huss.
Wicliffe atacava com suas críticas severamente a opulência e cobiça da Igreja e os valores tradicionais cristãos que esta perdeu do cristianismo primitivo como a devoção a pobreza material, a tradução da Bíblia para os idiomas de cada país e que o culto fosse feito nas mesmas línguas (pois eram feitos só em latim, língua por poucos dominada), e também defendia que o Estado devia ser superior a Igreja. Tanto Huss e Wiclif foram condenados a serem queimados vivos pelo Concílio de Constança em 1415.
A Reforma Luterana

O pensamento protestante no Sacro Império aconteceu graças a Martinho Lutero, professor de teologia na Universidade de Wittenberg e sacerdote agostiniano. Pregava a predestinação e negava a prática de jejuns e outras práticas comuns a Igreja.
Em 1517 publicou as 95 Teses, uma crítica radical à Igreja e ao Papa. O pensamento de Lutero dividia a nobreza alemã e até mesmo preocupava o Papa. Em 1530 publica a Confissão de Augsburgo, o fundamento da doutrina luterana.
Sua doutrina era igual qualquer outra protestante; rejeitava o tomismo,a leitura da Bíblia para todos e tradução da mesma para o idioma local, considerar apenas o batismo e eucaristia como sacramentos, submissão da Igreja ao Estado e supressão a adoração dos ícones (santos).
Lutero acabou sendo bem apoiado por grande parte da nobreza alemã, tendo até mesmo inspirado revoltas camponesas, em especial, Thomas Münzer. Apesar de ter sido inspiração, Lutero foi contra o movimento de Münzer.
A Reforma Calvinista

Seus ideais se fundamentam no princípio da predestinação absoluta, segundo qual todos estavam sujeitos à vontade de Deus, e somente poucos estariam sujeitos a salvação eterna. Os sinais de graça divina estariam numa vida plena virtuosa, trabalho diligente, sobriedade, ordem e parcimônia. O doutrina calvinista estavam mais próximas da apologia comercial da época e do capitalismo, o que fez com que fosse a doutrina protestante que fosse mais bem sucedida, se expandindo rapidamente pela Europa.
Inspirado em Lutero, Calvino também considerava a Bíblia como base da religião, não precisando se quer de um clero que seja regular. Criticava a adoração aos santos e admitia apenas o batismo e eucaristia como sacramentos.
Sua corrente protestante chegou aos Países Baixos, Dinamarca, Escócia (levado por John Knox, formando os presbiterianos), na França (com Jacques Lefevre e os huguenotes) e Inglaterra (com os puritanos).
A Reforma Anglicana

Em 1534 publicou o Ato de Supremacia, criando a Igreja Anglicana, qual o monarca Henrique VIII era líder. Apesar de se estruturar de forma similar ao catolicismo, a doutrina anglicana se aproximava do calvinismo.
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